As iludências aparudem

Esmagadora derrota do PS. Estrondosa vitória de todos os outros, sem excepção. E depois que aconteceu? O CDS reclamou a chefia da oposição, declarando estar mandatado para derrubar o Governo. O PCP reclamou a chefia da oposição, vendo o aumento de 70.000 votos face às anteriores eleições Europeias como a prova de um crescimento imparável. O BE reclamou a chefia da oposição, avisando o PSD para fazer as malas. E o PSD reclamou a chefia do próximo Governo, festejando por antecipação. Quer isto dizer que Portugal está cheio de pessoas capazes de assumirem as responsabilidades governativas e guiarem com segurança o povo, e seus parcos pertences, pelo meio da tempestade económica. Excelentes notícias.

Mas, e depois que não aconteceu? Não aconteceu que esses partidos nos tivessem dito como tencionam governar. Ao invés, saltaram ainda com mais fúria para cima de Sócrates, o único problema nacional para o qual têm solução: que se vá embora, só mais tarde se pensará no que fazer. O cúmulo atingiu-se com a entrevista a Ana Lourenço, onde a oposição anunciou que o tom de voz de um primeiro-ministro tem mais importância do que as suas ideias. Se a oposição quer reduzir a política nacional ao plebiscito da figura de Sócrates, isso tem a sua graça — mas que nos mostra acerca da oposição?


É de uma desopilante ironia constatar como a vitória da oposição nas Europeias corresponde à derrota de qualquer esperança de responsabilidade provinda desses terrenos. Cada agrupamento partidário logo cristalizou as suas narrativas, associando os resultados à crença de que o eleitorado validou a sua estratégia (ou falta dela). Então, nesta lógica mágica, o que a oposição vai fazer para as Legislativas é repetir, e aumentar de intensidade, o que tem feito até agora: o CDS irá lutar contra as sondagens; o PCP irá prometer aos trabalhadores a vitória sobre os não-trabalhadores; o Bloco continuará a inchar a bolha da vaidade e delírio de poder; o PSD irá fingir que ainda é liderado pela Manela, mas tendo já entregue as chaves da casa a Rangel. Toda esta gente estará animada, confiante, energética. Eles vão ganhar outra vez, subir ainda mais a votação, mandar Sócrates para os fundos do Inferno.

Imaginemos que o PS tinha ganhado as eleições com uma curta margem sobre o PSD; ou até com uma margem confortável. Esse seria o pior resultado possível para o interesse nacional, pois continuaríamos sem uma clara definição do que está em causa nestas Legislativas. Os partidos agora vencedores não teriam exibido tão espectacularmente a vacuidade política que tem sustentado as suas ilusões, as que vendem e as que consomem. O discurso do ressentimento, da má-fé, da paranóia, do catastrofismo insano esconderia até às próximas eleições a miséria cívica em que a oposição se apoia. Entretanto, o maldito derrotado, o PS, apresenta-se igual a si próprio: está unido e preparado para continuar a ser o grande partido da liberdade democrática e da coragem reformista — com Sócrates, um político que ousou agitar as águas estagnadas da pobreza pátria; pobreza material e cultural.

A força interna nascida de uma liderança transparente e bondosa não garante que o PS ganhe, mas quer dizer que Portugal ganha por ter partidos assim. Pelo menos, um.

24 thoughts on “As iludências aparudem”

  1. O que eu acho é que o «criticismo doentio» ao Pinto de Sousa é apenas uma resposta encontrada pelos descrentes em deus para responder à adoração doentia ou fundamentalista dos crentes em deus. É por isso que eu proponho que na próxima campanha eleitoral se responda ao slogan religioso «Sócrates2009» com um slogan a colocar nos autocarros que diga o seguinte: «Sócrates2009 não existe. Deixe de se preocupar com fantasmas e vote em políticas». É preciso abandonar a teodoceia Pinto de Sousista segundo a qual um Portugal governado por ele é o melhor dos Portugais possiveis, e que os sacrificios e males presentes não o são quando enquadrados num horizonte temporal mais amplo, porque essa é a estratégia usada pelos impostores para castigar os mesmos inocentes de sempre, e os condenar à resignação, ou submissão, a deus. Por outras palavras, é preciso abandonar a teoria religiosa Valupiana segundo a qual «deus escreve direito por linhas tortas», por uma outra mais fiel à verdade e que é a de que «deus escreve à direita com linhas de esquerda (moderna)», porque os inocentes costumam fixar-se nas linhas e esquecem as entrelinhas (LOL).
    Esperemos, portanto, que o terramoto político e eleitoral continue e que seja capaz de separar as águas ideológicas que andam demasiado misturadas, e cujo efeito mais visivel é levar os inocentes a ponderar o seu voto em função do número de rugas ou do número de fatos Armani.

  2. Caríssimo Valupi, o nosso amigo vinho não te deixa ver com nitidez (acaso Vxª. tenha bebido) o interesse nacional. Nunca o Sócrates (ele diz que o PS é o mesmo que ser Ele e vice versa) irá ter a maioria dos votos, quanto mais confortáveis diferenças positivas, como é lógico concluir.
    O PSD dos trolhas e engajados em negócios avulsos, nem pensar, um homem não se mede aos palmos, nem uma mulher pela sua beleza, mas que dá muito jeito, ninguém pode negar.
    Os gregos clássicos, (os que inventaram esta treta da democracia) caso a tua vastíssima cultura não o tenha retido, (permite-me recordar-te) não davam direito de voto a quem ganhava a vida com as suas próprias mãos, assim como também não davam direito de voto aos artistas de teatro. Porque, segundo julgo saber (República), não podia ser cidadão eleitor quem tinha várias “caras”, podiam mentir com arte. Eles lá sabiam da coisa. Quanto à vacuidade politica do BE, PC, e PP (Paulo Portas) estamos de acordo, mas considero que não é magia alguma que estas almas procuram. É do reino das poções tipo Asterix que andam procurando na floresta dos 3.000.000 de arbustos, dos ex. qualquer coisa, ou das ervas daninhas de tenra abstenção, mas que este matagal está com “fome” ninguém pode negar, de 22, 23, 24, 25, 26 de Abril não sei. Mas é mais do que certo que isto vai dar para o torto. As árvores, essas estão sempre bem “enraizadas” ou a família, tanto faz. À moda do Sócrates é pura inveja social, ele que se lembre de me dizer isso a mim e fica esclarecido à vida.
    Onde tu andas bravo irmão destas pelejas mal-afortunadas, um PS igual a si próprio?
    Numa imagem bíblica bem deformada podes afirmar que agitou tanto as águas que há socialistas dispersos pelo país todo, nivelaram o PC do Minho ao Algarve e ainda deu para o BE.
    Águas estagnadas só as do Tejo, amarradas lá para as bandas da antiga fábrica dos pneus na margem sul. Por pura coincidência no mesmo sítio do Friport.
    Bondosa e transparente força, este PS? Só falta a séria, “não garante que o PS ganhe”, quem deve ganhar, meu caro Valupi, são os portugueses, mesmo os burros e imbecis, mas nunca esta, como direi, “racaille”.
    Um mundo novo é seguramente mais saudável, mesmo que tenha os seus custos.
    Do amigo VENENO

  3. valupi,

    tira esse disco de prato. Não vês que está riscado?

    Ou então muda de suporte, CD, mp3, sei lá, mas qualquer coisa pazinho! Isto não está a ficar nada porreiro!

  4. ds, espero que não te dê muitas vezes para repetir comentários. Isto aqui é tudo malta que não carece de ler em estéreo.
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    Clara França Martins, concordo muito contigo!
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    VENENO, tens razão: “há socialistas disperso pelo país todo, nivelaram o PC do Minho ao Algarve e ainda deu para o BE”. Ora, onde tu vês um mal, eu vejo um bem. O PS tem sido um partido cúmplice da estagnação nacional, como o Governo de Guterres deixou escrito no défice. Foi Sócrates o improvável dirigente a arriscar um salto reformista. E as condições para tal ousadia foram criadas pela desgraça de Barroso-Santana. Em 2005, toda a sociedade esclarecida clamava por reformas, e não via nenhum outro partido onde elas pudessem nascer para além do PS. Daí a maioria, e daí o programa de Governo.

    O facto de haver portugueses que são egoístas, e muitos deles terem estado no PS desde sempre, não é surpreendente, surpreendente é haver quem resista à força desse egoísmo. Assim, haver socialistas que querem votar PCP e BE, ou apenas não votarem PS, diz mais deles do que de Sócrates. Porque Sócrates propõe algo muito simples e claro aos portugueses: modernização. Esses socialistas que estão contra Sócrates propõem o quê? A defesa dos seus exclusivos interesses? Que se fodam, então.
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    Ibn, ok.

  5. A presunção negativa entranhou-se na mentalidade da oposição, aceitemos isto não com arrogância nem com sobranceria, mas com o pesar sincero de quem lamenta que compatriotas nossos se tenham viciado no miasma venenoso do negativismo, da maldicência e da desistência nacional.
    Compreendo que 4 anos seguidos sempre a martelar os portugueses com o apoucamento, o insulto, as esperinhas, o botabaixismo e o desdém acabe por degenerar em vício e overdose – o esquema mental de muitos apaniguados dos partidos da oposição, em maior ou menos grau, não foge ao esquema mental de um dependente de drogas.
    Ele vive para aquilo, só gosta de falar daquilo e teme falar de tudo o que não seja aquilo. No dia-a-dia sempre que ouço um crítico, escuto-o com atenção, respeito-o mesmo quando não concordo com o que diz, mas inexoravelmente sinto que para lá da crítica fácil, banal, populista, ronceira, a grande parte dos críticos não tece uma crítica construtiva, fogem ao debate de fundo, ficam pela epiderme do escárnio sonso, desconversam e o que é mais grave de tudo é que muitas das vezes não é por ingenuidade (que até se perdoa), não! é mesmo por negligência e calculismo pulha.
    Sócrates teve um acto que valorizei desde o início da legislatura. Um partido que tem maioria absoluta deu-se à “arrogância” de aumentar os debates na Assembleia de 15 em 15 dias. Este pequeno acto, arrogante, claro, mostrou bem a ditadura de Sócrates..permitir aos pobres e humildes opositores a participar mais vezes do debate democrático.
    Sim, e que dizer do comportamento dos partidos da oposição nos últimos 4 anos?
    Qual a sua marca distintiva até ao enjoo? A humildade ou o bota-abaixismo?
    Meus amigos, António Vitorino veio rematar bem o fim deste ciclo, o seu desafio é uma autêntica mão estendida para a oposição, no sentido em que é um estímulo para se “salvarem”, para se desintoxicarem, uma mão amiga para se desintoxicarem em nome da recuperação nacional que todos desejamos (excepto os adeptos do quanto pior melhor, claro):
    «Assumam, digam o que querem, não tenham medo, digam verdadeiramente o que pensam e o que propõem, porque podem estar certos que um verdadeiro programa de direita liberal em Portugal faz-nos falta para tornar mais claro a demarcação reformista da esquerda democrática e dos valores que nós defendemos, a solidariedade, a competitividade, a inovação, a qualificação dos portugueses, modernidade e justiça social (…)»

    E perguntam muitos: Se não querem investir na modernidade e nos apoios sociais, querem investir em quê? É que só dizer mal já atingiu o ponto de esgotamento. A partir daqui tudo será diferente sobre pena de serem desacreditados.

  6. Valupi, está visto que tens dificuldades de compreensão: onde tu vês uma repetição, eu vejo uma resposta dirigida a duas pessoas diferentes (mas que por «acaso» fizeram uma oração semelhante), mas como já é habitual em ti, as tuas «respostas» agarram-se sempre a aspectos secundários dos comentários: os que te dão mais jeito para não dizeres nada. Depois, é como diz Ibn: antes de acusares os outros de se repetirem, talvez fosse melhor seguires esse teu conselho, pois o teu disco está sempre a tocar o mesmo: as rezas e orações ao deus Pinto de Sousa. E dizes tu que não vais votar nele… O que farias tu se votasses? Um ataque suicida? LOL

  7. É verdade, isto correu bem no sentido da clarificação de atitudes políticas, dê lá o que der, os portugueses nas legislativas vão votar, ou não vão votar, mas em qualquer caso estão mais responsabilizados pela opção final, a sua.

  8. Para ser sincero, Valupi, eu estou descrente nestas gerações (acho que já são duas) velhas e rascas que nos têm governado nesta democracia que devia ser promissora. O Sócrates deu um pontapé no marasmo e foi o que se viu: as velhadas que referi levantaram-se em peso para o esmagar, e desta vez nem foi preciso o Mário Soares mandar a boca assassina e o Carrilho deitar os foguetes: O Alegre antecipou-se e substituiu-os a preceito, juntando-se à matilha dos mabecos de direita e da esquerda, dentes cravados e pendurados no Búfalo. Não vale a pena esconder: O Sócrates foi-se abaixo das canetas. Já não acerta uma, de tão ferido que está. Vai ser o massacre final até Outubro. Vai surgir um novo arguido Freeport, por semana ou por mês, conforme as necessidades da tortura. Já foi avisado, solenemente, que «não pode branquear o BPN» (Nuno Melo dixit)! Como se vê, o gajo, o ex-animal feroz, não só meteu as mãos no dinheiro dos ingleses, como escavou fundo nos fundos do BPN. E agora quer branquear os factos!!! Nuno Melo dixit. Reacções: um silêncio comprometido de culpa assumida por parte da Maria de Belém, a quem caberia calar vozes dos mabecos, neste caso, e o habitual atordoamento de Sócrates e seus próximos, que já não consegue reagir às dentadas persistentes.
    Penso que já nem o sinal ligeirissimo de solidariedade franciscana e e jerónima, um aferroando as máfias financeiras da direita, outro cuspindo nos 30 economistas, vai salvar o nosso touro (virou cordeiro?) do sacrificio na arena do 11 de Outubro. Ou praí. Não foi desta, e eu que tinha esperança. Mas há-de ser. O Obama vai mandar «um chirinho, pá», para este lado do mar, para esconjurar as bruxas da nossa democracia. Velhas e rascas. Ao mais alto nivel alcandoradas. E com a balança da ignominia, a faca e o queijo, e a fogueira e a grelha alimentada a lume brando. O infante diria: é fartar vilanagem!
    Fica-te bem, Valupi, defender um touro honesto e corajoso. Está a ser trucidado e já não consegue defender-se.
    Fica-te bem a revolta, que faço minha.

  9. baladupovo, excelente reflexão.
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    ds, ok.
    __

    z, nem mais.
    __

    Mário, que te leva a dizer que Sócrates está sem reacção e sem conseguir defender-se? Tanto no caso do que disse Nuno Melo, como no caso dos arguidos do Freeport, não é claro onde está o dano para Sócrates. Por exemplo, Nuno Melo começou por ser a estrela da comissão de inquérito e, neste momento, já desbaratou esse capital nas interacções com Constâncio e Teixeira dos Santos. Assim, não ter recebido resposta a uma provocação ou hipocrisia não é necessariamente por falta de resposta – até pode ser ao contrário. E quanto ao Freeport, o pior que pode acontecer a Sócrates (se for inocente, claro) é o processo não conhecer desenvolvimentos.

  10. .Caríssimo Val,
    “Porque Sócrates propõe algo muito simples e claro aos portugueses: modernização. Esses socialistas que estão contra Sócrates propõem o quê? A defesa dos seus exclusivos interesses? Que se fodam, então”.

    Não vês o buraco, fodes a jante, fodes o pneu, fodes o carro e ainda te podes foder todo.
    Modernização?
    Estás a referir-te ao cabeça de lista para a Europa e às suas propostas meio loucas politicamente, ao penteado da Edite que tem agarrada uma cabecinha de amizade eterna com qualquer SG de serviço, ou à juventude estudantil da Ana Gomes ou por ventura na mais que independente candidata à Câmara do Porto, ambas jogaram a ficha a cavalo no preto e no vermelho, no casino isso é batota. Queres mais? É modernidade dar um prémio de consolação ao ex-despedido por falta de maneiras na saúde? O único que justifica o lugar é o pau para toda a obra do Capolas. Até apaga a luz no congresso para não se ver o sítio às moscas.
    Se os teus argumentos são um compromisso profissional, tens todo o direito a isso, eu estou a mais nesta merda, se isso for o caso. Mas não desço ao nível de te ofender nem desejo que te fodas.

    Sabes onde estou sempre ao dispor.

  11. VENENO, duvido que me consigas ofender. É que não ofende quem quer, há muito que o povo estabeleceu.

    Compromisso profissional? Se for o caso, peço-te que me faças chegar os pagamentos, pois eu ainda não vi nada. E há sempre espaço para mais uns trocos, isso é certinho.

    Falas de nada, afinal. O PS tem milhares de militantes, aposto que consegues descobrir uma qualquer porcaria debaixo dos tapetes de qualquer um deles. Mas aí está a grandeza do partido, também, pois representa a realidade nacional na sua gloriosa banalidade. Conseguir ter o apoio dessa diversidade de gentes, eis o raro feito quando o propósito é o da reforma.

    Os democratas não são moralistas, são libertadores – vai-te lembrando desta verdade que qualquer Grego te poderia explicar.

  12. ds,
    sai da bancada e vem para a arena. percebo a táctica manhosa mas sê inteiro e diz-nos ao que vens. qual é a tua: vóvó manela, xico louçã, pc, pp….
    nas eleições o que está em causa é a comparação entre diferentes projectos (e pessoas) e não o ideal absoluto.

    mário,
    não percebo a resignação; felizmente o socras é mais positivo e mais lutador do que isso.

  13. Assis, ainda não percebeste que eu não pertenço a nenhuma igreja, nem acredito em deuses? Não há nenhuma «minha». Agora, meu caro, outra coisa que já deixei claro (ou melhor, nas entrelinhas (LOL)) é que também não sou relativista, e por isso há determinados princípios ideológicos que se devem respeitar, coisa que não se verifica na «esquerda» moderna neoliberal. E daqui decorre o paradoxo do ser absoluto ser relativo: um embuste, portanto.

  14. Pronto , aqui têm a voz do Povo :

    Ó meu rico Santo António
    Meu santinho Milagreiro
    Vê se levas o Zé Sócrates
    Que dele está farto o País inteiro

    Se puderes faz um esforço
    Porque o caminho é penoso
    Aproveita lá a viagem
    E leva o Durão Barroso

    Pra que tudo corra bem
    E porque a viagem entristece
    Faz uma limpeza geral
    E leva todo o PS

    E porque a viagem é cara
    E se, por favor, não te importas
    Para rentabilizar o percurso
    Não deixes por cá os Portas

    Para ficar tudo limpo
    E purificar bem os ares
    Arranja por lá um cantinho
    E leva o Mário Soares

    Como estamos em democracia
    Mesmo sendo um pseudónimo
    Tem pena e leva também
    Esse que dá por Jerónimo

    Se puderes dá um jeito
    Em Maio, mês da maçã
    Por favor nós te pedimos
    Livra-nos desse Louçã

    Todos eles são matreiros
    E vivem à base de golpes
    Faz lá mais um favorzinho
    E leva o Sacana Lopes

    Isto chegou a tal ponto
    E vão as coisas tão mal
    Que só varrendo esta gente
    Se salvará Portugal

  15. não fui eu que escrevi , mário , passou ao lado …recebi por mail , autoria poeta popular . e eu gosto do Povo mesmo que não seja erudito e diga “Caines” em vez de “Keinz” …e faça rimas mal amanhadas. achei graça. e até reflecte bem o que penso : esfregona com a camarilha toda.

  16. Essas reflexões e conclusões são sempre surpreendentes e de elevadíssimo nível. Pena é, no entanto, que baste consultar a página do PCP ou ler “O Avante” para se verificar realmente que o PCP não tem propostas, nem ideias, e apenas ataca pessoalmente o primeiro-ministro e nunca as suas políticas.
    Repetir exaustivamente a mentira transforma-a em verdade?

  17. Assis,
    esta minha diz que é uma espécie de resignação é sobretudo uma certa descrença e não me impedirá de votar no Sócrates e esperar ainda um milagre, como aquele que aconteceu há quatro anos, apesar do «colo» de Santana Lopes e a golpada do cozinhado Freeport I, com dirigentes politicos CDS/PSD e os investigadores que temos. Não fosse Marinho Pinto e eu nunca viria a saber desta treta toda. Valeu-lhe, a revelação, o apodo de perigoso socialista.
    Contrariamente ao Valupi, penso que não foi desmontado o teatro do galicoque do CDS. Tantas loas a um grupo de parlamentares devia ter feito o pobre desconfiar do tamanho da esmola. A esquerda BE/PCP quis rivalizar com a direita no achincalhamento, não do Governador do BdP, mas do ex-Secretário Geral do Ps. Só no fim o disseram explicitamente, mas era, desde o inicio, uma evidência. Os senhores do BPN era homens com H grande, comparados com o delinquente ex-Secretário Geral do Ps. E Maria de Belem assinou por baixo. E sublinhou a grandeza inigualável dos parlamentares.
    Assis, queres que acredite nesta gente, toda, que é bem mais que marias de belém?
    Como não ver o desnorte patenteado por Mário Lino e Sócrates naquele adia/não adia/mas adia TGV? E já que está adiado, o PSD veio logo dizer que afinal…como já se gastou tanto…a coisa está já num ponto irreversivel… vamos ter que se fazer o TGV… E as outras obras também… Afinal a retoma está a dar sinais ineludiveis…Não é Sr. Presidente? Da república.
    E depois virá a machadada final: O Sócrates passou quatro anos a anunciar que fazia e afinal…nós não anunciamos mas fazemos!
    Desculpem lá, Assis e Valupi, continuo um pouco descrente.

  18. por favor, só um país realmente doente é que vai pôr a avó a tomar conta disto, um país minimanente sadio quer que a avó esteja sossegada e até feliz, lá com os seus bordados e coisas assim,

    no entanto eu não vejo tv e enganei-me nas europeias no sentido em que não contava com uma vitória da direita a revelar uma onda de direita por abstenção da esquerda,

  19. Pois é, Mário. Há sinais perturbadores que criam a descrença, isso é inegável.

    Custa-me muito ver este P. S. e o melhor Governo de Portugal dos últimos vinte e cinco anos, pelo menos, ser encurralado em direcção a uma coligação manhosa e cínica com o P. S. D. (ou pior ainda, com o C. D. S.), a qual, tal como aconteceu no tempo do “bloco central” de Soares/Mota Pinto, apenas servirá para, empatando o indispensável, dar conforto moral aos socialistas e proveito material aos senhores que se seguem (não, amigos, não será a “grande coligação da esquerda”, não se iludam…).

    Daí que não perceba (ou, pior do que isso, suspeite do triste motivo que me impede de perceber…) por que não se atira o P. S. para a frente, com coragem e valentia, impondo as suas regras de modo claro e inequívoco: ou governamos nós, ou governará quem se nos opõe, MAS SEM NÓS?

    Agora esta espécie de meias-tintas, logo se vê com quem partilhamos os pelouros do Governo, o Povo que decida a nossa noiva, não, isso é que me mata, é a pior de todas as opções possíveis. É partir já do pressuposto da derrota para enfrentar a batalha, numa posição de chacal ignóbil, que já só quer é saber qual a sua quota dos despojos da caçada!

    Não me vejo a votar num tal P. S. e nem me vejo a deixar os outros decidir por mim, o que me põe num dilema tramado para as próximas Legislativas. E suspeito que, num tal cenário, a votação à Esquerda do P. S. irá subir a níveis acima do sustentável por esta Democracia, assim condenada pela demissão socialista.

    O P. S. tem a OBRIGAÇÃO MORAL de salvar a Democracia (e o 25 de Abril?) enquanto é tempo. De limpar a podridão acumulada nos últimos trinta anos, sem traumas nem rupturas. De levar avante o Reformismo antes que avance o desgoverno do “revolucionarismo” imbecil e destrutivo. De tentar salvar o ideal de Portugal independente, que talvez não resista a outro trauma profundo.

    É muito para um só Partido? Paciência, o que tem de ser tem muita força!

    Mas então não é quase exclusivamente a esse Partido, bem vistas as coisas, que devemos todas as verdadeiras conquistas desde aquele madrugada libertadora?

  20. Como pode ser o melhor governo se pessoas que nunca precisaram do Estado para nada o abominam ? cresçam , trabalhem e apareçam. Estou de vocês pelos cabelos! tenho centenas de nomeados políticos a mamar do meu trabalho , o estado transformou-se numa carga em lugar de um apoio , para o qual contribuí sempre , na boa , a pensar que poderia contar com ele caso alguma coisa corresse mal. Porra , empobrecendo toda a gente , tirando toda a vontade de produzir ( até pelo direito à habitação há que pagar -imi -? ; beneficios fiscais para trocar de carro? já fizeram a conta ao que vão pagar com o novo imposto que substitui o imposto municipal ? conservem o vosso carro velho..sai muito mais barato a inspeção ) , tirando toda a vontade de possuir seja o que for , dado sabermos que nos cobram a toda a hora pelo que possuímos , onde pensam que isto vai parar ? todos a receber rendimento minímo garantido?
    Estaís muito enganados , são as pessoas que quando a recompensa pelo esforço vale a pena se esforçam , não é o Estado que se esforça.
    Caput com o Estado dos parasitas . Socras , funcionário público , mamador do trabalho dos outros , incluído.

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