Ainda no pós-27 de Setembro

Toda a oposição culpou a maioria socialista dos males nacionais, e a oposição toda recusou-se a assumir qualquer parte na obrigatoriedade do País ter quem o governe. O resultado só pode ser um para Executivos sem maioria parlamentar: cada Orçamento funciona como uma moção de confiança ou de censura. Repete-se, pois, a dramatização do 1º, onde então se chegou logo a falar na possibilidade de eleições em caso de reprovação. Nesse como neste, o PSD podia escolher o cenário mais favorável aos seus interesses. Com Ferreira Leite de saída e o partido sem saber quem viria a seguir, a única decisão lógica era a viabilização do Orçamento, cobrindo o utilitarismo com a bandeira da responsabilidade. Com Passos Coelho à deriva e o partido pronto para o cuspir na primeira oportunidade, a única lógica é a de vender o mais caro possível a abstenção. Não tem nada a ver com qualquer questão que interesse aos portugueses, tão-só o último recurso do grupo que tomou conta do leme apenas para repetir os mesmos erros de navegação a que assistimos atónitos desde 2004.

Mas o problema mais grave da política nacional respeita ao papel do PCP e do BE. Num caso temos um partido onde as individualidades fingem que representam o colectivo, no outro um colectivo que finge não estar dependente de uma única individualidade. Ambos se enclausuram em fanatismos messiânicos. O BE, uma mixórdia de assanhados que vive da rapina, sonha com a destruição do PS. O PCP, uma seita imune à modernidade e ao efeito das telecomunicações, abancou no Kodesh Hakodashim da História e não tem qualquer vontade de sair. Consequentemente, por não dependerem do real para criarem a sua identidade, estes partidos satisfazem-se fodendo a governabilidade de todas as maneiras ao seu alcance – o que, no caso da manipulação sindical pelo PCP, pode causar continuado e poderoso desgaste às equipas ministeriais.

Nas próximas eleições legislativas, as quais ocorrerão assim que o calendário o permitir, veremos se o eleitorado aprendeu alguma coisa com esta experiência de um Governo minoritário e ostracizado. Se nós, os cidadãos cheios de dúvidas, não chegarmos a certezas depois deste espectáculo da demissão cívica da oposição, esses partidos, da esquerda à direita, permanecerão conservados em formol. E o País político com eles.

25 thoughts on “Ainda no pós-27 de Setembro”

  1. Gostei, Valupi e, por mim, ia um pouco mais longe, para caracterizar a atitude do BE e PCP. Assim, num tempo em que se começa a pedir responsabilidade por cada tostão mal gasto ( ainda dizem que, por vias tortas, não se caminha direito), temos de interrogar-nos seriamente para que servem dois partidos que se demitem de participar no governo da república, ora viabilizando o OE, ora o reprovando, considerando a situação concreta do País, quando decorre a votação. Para se recusarem a participar neste acto de verdadeira governação, tal como o cidadão comum participa, votando, alegam o BE e o PCP que os OE propostos nunca são os melhores, nem sequer o mal menor. Se o cidadão comum raciocionasse do mesmo modo, ninguém votava, esfumando-se a democracia. E não vale alegar que fazem «propostas de lei», porque isso é o mesmo que o comum cidadão dizer que já participa da vida politica exercendo a sua profissão e participar da governação do país, votando, não é com ele, porque a politica não tem por onde se lhe pegue.
    Pois é isto que fazem o BE e o PCP ao recusarem todo e qualquer OE. E a pergunta que faço é se vamos continuar a pagar a peso de ouro os auto-marginalizados do BE e PCP (considerando a nulidade, pela abstenção, do seu trabalho na AR) e gastar 60 000 euros por ano, que é custo real por cada deputado da nação.
    Vamos sustentar esses abstencionistas em nome do «pluralismo ideológico»? Só se for a ideologia da renuncia à cidadania!
    Já que para o BE e PCP «estas coisas» são de oito ou oitenta, pois então aejam coerentes até ao fim na sua postura face ao dever de governar e demitam-se todos. Porque assim não passam de reles parasitas, eternos e confessados abstencionistas.

  2. Ao Valupi e ao Mário.
    As vossas palavras são inteiramente justas,duras mas justas.O momento é difícil para todos.Espero que em próximas eleições haja muita ponderação e que estes parasitas que o Mário refere, sejam reduzidos à ínfima expressão.Quem não quer participar nas decisões,não faz falta.

  3. Val,
    Hoje nada de fundamental aqui me traz.
    Apenas assinalar, neste dia, com data irrepetível, 10.10.10, o quanto respeito, considero e admiro o que por aqui se escreve.
    Abraço,
    J. Albergaria
    PS- Mesmo quando discordo, o que não é sequer o caso de hoje.

  4. Pois, a maioria absoluta era apontada por toda a oposição como a causa de todos os problemas do País. As acusações ao Governo e a intoxicação chegaram a tal ponto que na última campanha era praticamente proibido apelar a tal coisa apesar de ser previsível a dificuldade de governar sem maioria. Passado um ano, e depois do triste espectáculo a que temos assistido, não sei se o eleitorado aprendeu alguma coisa, espero que sim, mas talvez os partidos com ambição de chegar ao Poder tenham aprendido, e aposto que na próxima campanha, seja ela quando for, não se vão fazer rogados. Pudera.

  5. Pois, pois, pois eu sei que é o Medina Carreira a perorar sobre a “coisa” que voçês idolatram como crianças carapetas, sem o mínimo sentido crítico. Parece quase acefalia. Mas, mesmo assim, faz-vos falta ouvir repetidamente o que todos sabemos há anos. Tenham uma grande caganeira e indigestão, porque bem a merecem seus papetas alegres. E espero que a voçês lhes limpem 50% do salário dada a vossa responsabilidade activa neste monumental embuste e intoxicação. Mas leiam SFF. Já nem peço que comentem porque é óbvio que a vossa cobardia e lambe-botismo vos paralisa completamente.

    Não vê que haja aqui, da parte do Governo, uma estratégia económico-financeira?
    Não, não há estratégia nenhuma! O primeiro-ministro não tem estratégia nenhuma na cabeça senão andar a fazer espectáculo e ir conciliando as circunstâncias para ver se vai durando. Aliás, este primeiro-ministro foi realmente uma desgraça para o País: nem tocou nos aspectos financeiros, nem tocou nos aspectos económicos. Qualquer solução financeira estável depende da economia. Mesmo essa consolidação que se diz que foi feita é uma coisa verdadeiramente…

    No primeiro Governo de José Sócrates?

    Exacto, de 2005 a 2008. Para ter uma noção da magreza desta consolidação, ela foi feita da pior maneira: a despesa corrente caiu 0,7, a despesa de capitais caiu 1,7 do produto. Quer dizer, cortou-se nas despesas capitais, foi o grande corte. Fazendo o quê? Tirando os investimentos para as parcerias público-privadas, Estradas de Portugal, para não aparecer no Orçamento. E os impostos cresceram 0,8. Foi à custa de impostos e de despesas de capital. Os impostos têm um tecto, as despesas de capital não podem baixar mais que zero. Isto só serviria se se tivesse mexido na despesa corrente – pessoal, prestações sociais, subsídios -, mas aí não mexeram! Isto ficou preso pelas costuras. A chamada consolidação de que o ministro Teixeira dos Santos e o primeiro-ministro falam – “já fizemos uma, podemos fazer duas ou três” – não tem assento nenhum na realidade.

  6. Para este não sei quê, que me chama idiota útil. Já que sabe tanto de economia e de estratégias para o médio e longo prazo da nossa economia, responda aí, sabichão das dúzias, qual é factura que mais pesa no déficit da balança de pagamentos com o exterior? Se não se lembra, eu digo: a factura energética, mais de 50%!!! Quem foi que apostou, como antes nunca fora feito, nas nergias redováveis para inverter a situação? Quem foi que apostou, como nunca antes fora feito, na investigação cientifica, duplicando os fundos financeiros para o efeito? E a inovação tecnológica e a simplificação de processos burocráticos? E a requalificação, sem paralelo na nossa história, do parque escolar? Olha lá, o sabichão, andaste a ler um livro de dona casa poupadinha, como fez o Medina, ou alguma vez ouviste falar no que realmente é uma «economia» de um país? O «outro», grande economista e estadista ímpar que deves venerar tanto quanto o Medina, deixou uma pequena montanha de ouro debaixo do colchão e as contas «à dona de casa» muito certinhas no deve e haver. Pouco lhe importou, e a ti e aos medinas, o país que nos legou de analfabetos e sem estruturas para vencer desafios. Ao primeiro vendaval de um choque petrolifero veio tudo abaixo.
    É a factura energética, estúpido!
    Até que alguém se lembrou de atacar a sério o nosso calacanhar de Aquiles e, não sendo economista, sabe que não é a fazer contas á maneira de uma dona de casa que se trata da economia de um país. Porque a economia é muito mais do que fazer contas de somar e diminuir!
    Põe aí numeros para uma verdadeira economia e não para a dona Francisquinha encher o olho!

  7. Este “não sei quê” é o próprio Medina . Ouvi a entrevista dele ao ‘fretista’ , director do DN, na TSF esta manhã, e o segundo parágrafo deste seu post é ‘copy/paste’ do que ele lá disse! Se não é ele, é um plagiador do grande ‘Guru’ Medina. Dizia ele , nessa entrevista, que compreendia o comportamento de Passos Coelho porque as circunstâncias íam mudando. Claro, as circunstâncias só se alteram para o Passos. Para Sócrates , é tudo estanque. Nós ,”idiotas-inúteis”, que não pensamos pela cabeça do Guru , não temos capacidade para compreender esta falta de isenção na análise da situação e , como tal, nas próximas eleições ainda seremos em maior número e a “caganeira” será tanta que o País vai ficar tão mal cheiroso que os Medinas e outros vão , felizmente ,imigrar para longe.

  8. a factura energética pagamos nós , os consumidores , na factura da edp em subsidios. que eu saiba ainda não deu em nadinha que se veja a não ser em ir-nos ao bolso. o parque escolar foi bué da bom prá mota engil coelhone , diz hoje no jornal. e o resto do que diz o Mário deve ser assim parecido. águas de bacalhau. o que parece ser certo é : ” Portugal , a última economia da Europa em 2015 ” , FMI dixit.

  9. O FMI é Deus!!!Bravo, seu Papas e Bolos! Nem uma simples previsão a seis meses esse bruxo acerta, quanto mais a cinco anos. Mas «com papas e bolos»… vai comendo as papas na cabeça dos tolos.
    Olha lá, ó Papas, não te dás conta que pagas a gasolina do carro duas vezes? Uma vez aos árabes e outra às gasolineiras? Quando pagas só à EDP, fica-te dinheiro em caixa. A factura energética é isso. Percebes ou fazes-te de tolo?

  10. parece que não me fica em caixa , fica na casa do mexia e mais outros parecidos. tipo o pinho e o seu cursinho de 3 milhões nos states. e o lindo anúncio na rtp , com o tipo amaricado a vender o que já está vendido. suponho que podia ficar toda a noite a debitar exemplos de onde fica o pilim.
    e o querido lider , mailo seu escudeiro teixeira , nem previsões a 15 dias consegue acertar , o mundo muda constantemente da noite pró dia e o sem esperto na cabeça ainda não conseguiu observar a regularidade da mudança , fica constantemente espantado com as forças do mal que só existem para o lixar. sempre me parece mais fiável o fmi , pelo menos a 15 dias conseguem prever.

  11. Pena que o FMI não faça previsões a quinze dias, para veres como não acertam uma. Olha lá, ó Papas, desde qundo é que a economia passou a ser uma ciência exacta? Por que livros andas a ler? Podes garantir que fazes uma viagem sem acidentes no percurso? A economia também é isso.
    E, já agora, deixa de comer todos os bolos que te embrulham em páginas de jornal ou pasquim (há cada vez menos diferença), como aquele “bolo” da Mota Engil do Coelhones, que está lá como empregado há meia dúzia de dias.
    Espingardas de carregar pela boca. Putas que vão com qualquer um. Enrabados com meia dúzia de tretas de um qualquer Medina Carreira.

  12. Exactamente, papas e bolos. Deixas um bom exemplo da forma peculiar que esta oposição utiliza para fazer política. Em vez de discutir as opções estratégicas só está preocupada em achincalhar quem a dirige, se não é o Manel é o Jaquim que tem mordomias a mais. Neste mundo, só eles são seres impolutos.

  13. Ai , Mário , que a economia não é ciência exacta sei eu. até sei que nem sequer é ciência . vá lá , uma leitura da realidade , leitura com óculos ideológicos a maior parte do tempo.
    e quanto a viagens : mapas , prudência , não esquecer que devagar se vai ao longe , ver se a gasolina que temos é suficiente para onde queremos ir ( já agora , definir bem o destino) , estojo de 1ºs socorros e tal . em suma , prever o mais possível de acasos e ter presente que há sempre alguns imponderáveis , tipo uma tempestade ou um maluquinho na estrada.
    é muito giro ver como as pessoas hoje, tais crianças , querem tudo e mais alguma coisa , sem perceberem que para ter coisas primeiro há quer atingir determinada situação e atingi-la requer trabalho e sacrificios. efeitos perversos da propaganda política moderna. e da escola em que todos passam com uma perna às costas.

  14. e caro tra.quinas : uma excelente empresa é aquela que presta os melhores serviços aos melhores preços. logo não me parece que a edp seja xpto , dado que a iberdrola ou a equivalente francesa , inglesa , sueca e tal , prestam os mesmos serviços por muito melhores preços. o que eu gostava era de não pagar a luz aos mais altos preços da europa. se calhar se os gestores da edp ganhassem comparativamente o mesmo que os suecos ( cuja eléctrica duvido muito que seja pior que a edp ) a minha factura descia , descia….

  15. Isso é uma ilusão em que tu e muitos de nós gostam de acreditar, com papas e bolos. No preço de um produto ou serviço, o preço dos vencimentos dos funcionários das empresas vale em média 10, 12%. Quanto disso corresponde a bónus de produção? Deve ser pouco mais do que uma ninharia. E cortar nisso para passar a ter gestores sofríveis, muitas vezes mesmo incompetentes, não, obrigado.

  16. ah , mas os gestores da edp já são sofríveis , ainda que pagos a peso de ouro. se fossem bons não teríamos que pagar a luz a preços tão mais elevados que outros países europeus , não é?
    e que quando toca a investir num país , os investidores tb têm em conta coisinhas como o preço da luz da água do gás gasolina e tal , não é só do factor trabalho. energia cara sai cara em muitos aspectos

  17. Já são sofríveis? Deves estar a gozar-me. Cortar nos honorários para termos funcionários sofríveis e incompetentes nunca me pareceu boa politica, nem no estado nem no privado. Foi isso que quis dizer. O exemplo da edp resultou directamente do post do Valupi porque esta esquerda século XXXII que nos caiu em sorte, nomeadamente o BE está cansado de dizer que mexia no mexia. Eu não sei, nem sequer é a minha área mas gostava que também comentassem o desempenho da empresa no Brasil. É… no Brasil, não estamos a falar da Berlenga Grande ou Salvaterra de Magos. Mas também gostava de ver comentado pelo priorado do BE os investimentos nas alternativas na América, os três mil milhões de investimento até 2015 na hidroeléctrica do nosso país para contribuir para a nossa auto-suficiência energética e as centenas de postos de trabalho já criados. O desenvolvimento da eólica no nosso país? Dou de barato. A energia será sempre cara enquanto não formos nós a produzi-la. Estamos sujeitos aos apetites do mercado. Qual é a tua dúvida? Queres falar de carros eléctricos?

  18. está bem. não percebo é porque se usa a desculpa de que sai mais cara a autosuficiência alimentar , para continuar a importar a paparoca e não ligar à agricultura , e essa desculpa já não serve para a energia. se importassemos a energia da espanha já saia bem mais barata…se calhar é porque um país agrícola é menos chique que um país “energético”.
    prefiro falar de carros a hidrogénio , ou a água , é mais vanguardista e tecnológico. electricidade já era.

  19. Vanguardista é capaz de ser favor, com papas e bolos. Qual é a marca disposta a produzir em força carros a fuel cell? Na melhor das hipóteses deves estar a falar dos teus netos.
    Daqui:
    “Mesmo o hidrogénio derivado da energia nuclear seria caro. Abastecer um carro com hidrogénio equivalente a 15 galões (56,7 litros) de gasolina poderia custar até US$ 400. Se o hidrogénio estivesse em forma gasosa, o seu reservatório teria de ser suficientemente grande para guardar 178.500 litros. A compressão do hidrogénio reduziria a dimensão do reservatório de armazenagem a um décimo. E o hidrogénio liquefeito exigir um reservatório com apenas quatro vezes a dimensão do reservatório de gasolina. Por outras palavras, um reservatório de gasolina com 15 galões seria o equivalente a um reservatório de hidrogénio com 60 galões (226,8 litros). E, naturalmente, transportar uma quantidade de hidrogénio com a energia equivalente para o posto de abastecimento exigiria 21 vezes mais camiões do que para a gasolina.”

    “Os engenheiros da indústria automóvel não acreditam que alguma vez tenhamos uma economia do hidrogénio. A Daimler-Chrysler admitiu isto. Ao invés de desenvolver uma economia do hidrogénio, faz mais sentido — e fará sempre mais sentido — comprar um carro mais eficiente, usar transporte público, andar de bicicleta ou ir a pé.”

    E estás enganada. Basicamente, a quase totalidade da nossa produção agrícola e agro-pecuária são subsidiadas. Os hectares são vigiados por satélite e as cabeças de gado têm BI. Tudo para determinar os apoios e comparticipações anuais. Acontece que nem assim somos competitivos. Mas ninguém proíbe ninguém de fazer batatais ou plantar alfaces.

  20. pois não , tra.quinas. a pagar a energia mais cara que no resto dos países nunca seremos competitivos. porque alfaces e batatas extensivas gastam bué de energia, e olha , hoje soube que pró ano 1% de aumento na factura da edp já cá canta novamente , por causa dos subsidios.
    agora a sério , sem politiquices pelo meio : uma empresa , indústria , quer expandir-se internacionalmente , espanha , frança , portugal , inglaterra…são mercados que talvez possam interessar ; começa a fazer contas… e claro , tudo em portugal é mais caro , desde a luz aos telefones ( pois , tb pagamos mais de telefone ) ; logo , o 1º país a descartar somos nós , né ? e nem sequer falei em impostos. percebes , ou tenho de te fazer um desenho ?

  21. Era muito mais fácil concordar, com papas e bolos. Mas realmente não é o caso. Em 2009, o preço da electricidade em Portugal 0,1264€/kWh era muito próximo da média da Zona euro 0,1259€/kWh e mais cara, isso sim, à média da EU a 27 que era 0,1236€/kWh onde pesa o custo da electricidade nalguns países de Leste como por exemplo a Estónia 0,0712€. Mas, por exemplo, tínhamos a electricidade mais barata do que em Espanha 0,1294€, na Holanda 0.1440€, na Alemanha 01401€ ou no Luxemburgo 0,1619€. Obviamente que se tivermos em conta o nosso poder de compra pagamos a electricidade cara e todos gostaríamos de a ter mais barata. Mas isso acontece com a generalidade dos produtos, incluindo vestuário ou alimentares.
    Relativamente à capacidade de atracção de investimentos, nomeadamente estrangeiros, ela mede-se por um caldo de diversos factores que estão muito para além do custo da energia ou da mão de obra. Falamos da burocracia, das infra-estruturas, acessos, integração no comércio internacional onde estamos entre os melhores e claro, o nosso calcanhar de Aquiles, formação de quadros, capacidade de gestão e funcionamento da justiça.
    Em termos de impostos, Portugal em 2009 estava no grupo da Áustria, Alemanha, Bélgica, Irlanda, Itália, Espanha ou Eslovénia com alíquotas fiscais médias entre 41% e 50%. Claro que a Suiça é muito melhor com 33,7% e, por exemplo, a Bulgária ou o Paraguai com 10% devem ser paraísos na Terra.
    Mas venha lá o desenho.

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