A mística do futebol de praia

Liedson safa uma bola, que parecia perdida, através de um esforço aparatoso na lateral, Quaresma avança para a baliza e passa a Hugo Almeida na pequena-área, o qual tenta um golo de calcanhar. Minuto 80. Foi uma jogada espectacular, a razão pela qual se inventaram estádios. Nos minutos seguintes, soltaram-se os ataques de Portugal, torrenciais. O quinto golo estava por um triz. Então, Agostinho Oliveira, um visionário, decide punir a pobre assistência expulsando o Hugo do espectáculo. Cinco minutos depois, os cipriotas tiveram uma das maiores alegrias desportivas desde que Ulisses lá esteve na ilha e organizou umas jogatanas de malho.

A mística do futebol de praia castiga os que castigam os habilidosos, os criativos, os românticos. Areia a mais para o nosso piloto automático.

3 thoughts on “A mística do futebol de praia”

  1. Já mais ninguém pode colocar as culpas no Queiroz.

    A federação e a secretaria do desporto não tinham conhecimento daquele ser quase abjecto? Mentira. Há marcas para tudo. Ficou esclarecido que no futebol português se pode dar murros no adversário em directo para o mundo inteiro. Filhos da puta é a torto e a direito dentro do estádio. Não se pode é chamar trambolho a quem quer que esteja sob a supervisão do estado.
    É às oito da manhã desde 1840. É um argumento do caraças.

  2. É mesmo isso futebol de praia. Uma vez em Almeirim num jogo contra a Eslováquia ele culpou o Lourenço pela derrota quando este fez um penalty em acção defensiva. Não presta. Qualquer dia perdem com o San Marino.

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