A manhã em que perdi a admiração pelo Alberto Martins

Alberto Martins é uma das mais ilustres figuras da política nacional, tanto pelo seu papel na Crise Académica de 1969 com pelo seu serviço ao Estado assumindo diferentes responsabilidades públicas que foi sucessivamente prestigiando. As suas intervenções são invariavelmente marcadas por uma ponderação benfazeja nascida de uma genuína autoridade vivencial e intelectual, tendo ainda obra publicada no campo da cidadania. Eis um perfil ideal para senador da República.

Ora, desta pessoa esperava uma radical defesa da liberdade de expressão e da participação política, especialmente quando se trata de um governante por ser este um representante do Soberano. Aquilo que podemos ouvir abaixo mostra uma enrolada defesa da violência que se abateu sobre Miguel Relvas no ISCTE. Para o desgosto ser maior, tudo aquilo que Alberto Martins diz é inquestionável – só tendo a lamentar o que deixa por dizer: que o direito à manifestação cessa quando, ou enquanto, viola o direito de terceiros à participação na cidade. E que, em democracia, não há excepções a este princípio, Alberto.

40 thoughts on “A manhã em que perdi a admiração pelo Alberto Martins”

  1. O Alberto Martins, disse o óbvio: a democracia não se esgota na democracia parlamentar e tem muitas formas. O direito à indignação é uma delas e os protestos são contra a austeridade em curso, que não deixa alternativa a quem a sente na pele. O Relvas podia ter ficado, mas percebeu que ia sair mais vexado do que entrou para aquele anfiteatro. Ninguém ameaçou fisicamente o homem e, se houve ameaças, foi da parte dos “gorilas” que defendiam o ministro…
    Valupi: isto vai piorar, porque o povo não aguenta. A culpa não é de quem protesta, mas de quem aplica estas medidas de austeridade que não dão alternativa às pessoas.
    Muita sorte teve o ministro em serem estudantes. Porque quando forem pais desempregados e sem poderem pagar a alimentação aos filhos, vai ser muito pior. Já estivemos mais longe e a Grécia já lá chegou. Não perceber isso e exigir às pessoas que protestam para terem “maneiras”, como se isto fosse um concurso da democracia ateniense, só de filósofo desligado da “cidade”. Vai dar banho ao cão!

  2. “viola o direito de terceiros à participação na cidade”.

    Ladrão que rouba ladrão, cem anos de perdão. Quem ostensivamente ludibria a democracia não pode esperar dela grande generosidade.

  3. “A manhã em que perdi a admiração pelo Alberto Martins” mais a manhã em que ganhou uma certa admiração pelo Relvas:

    “Eu quero chegar a casa, depois de ganhar as eleições, todos os dias e quero que a minha filha tenha orgulho daquilo que está a ser feito”, disse o porta-voz do PSD, acrescentando: “Eu no lugar do engenheiro Sócrates tinha vergonha, eu se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele”.

    “Sabem que é uma coisa que me custa muito, é que a sensação que eu tenho é que ainda há uma parte do eleitorado que quer ser enganada. Ainda há uma parte do eleitorado que quer ser iludida, quer ser enganada e quer ser iludida”, lamentou.”

    (Relvas dixit)

    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1839999

  4. Val, acaba com o disparate. Esta tua confusão de conceitos (e do santos silva, do assis) já começa a ser ridícula, lembra o fervor fanático dos recém convertidos pelo que acreditam ser o dogma de que andaram afastados. Obviamente não vou perder o respeito por ti por estes posts (só perco se a seguir não me aconselhares a largar o vinho, aí sim). Confundir o que se passou no iscte com um atentado inadmissível à liberdade de expressão do relvas ou do governo é simplesmente patético. Como tens dito noutros posts, só o atraso cultural e a infantilidade democrática deste povo (por isso é que para o gaspar é o melhor povo do mundo) é que explica que aguente pacífica e passivamente todo o mal que um governo de fanáticos ignorantes lhe tem imposto. Em espanha, se o governo fizesse um décimo do que estes gajos fizeram, não era não poderem ir ao iscte; era nenhum ministro poderia sair de casa sem escolta armada. E quando há um esboço de reacção ilegal (cantar a grândola, levantar cartazes, gritar aos ouvidos do relvas), tu indignas-te é com o pessoal dos cartazes? É patético. Desculpa, mas não consigo dizer doutra forma. Acaba com isso Val, larga o vinho de vez, porra.

  5. oh valupi! se calhar já não gostavas do alberto por ele ter feito o mesmo ao cabeça de abóbora na inauguração das matemáticas mas ainda não tinhas tido oportunidade de lhe mandar o recado.

  6. Valupi, sem qualquer ironia, digo-te que admiro a isenção e sentido de justiça que mostras, ao defenderes os direitos de cidadania e de expressão dos teus inimigos politicos .
    Eu nunca o conseguiria, não com o Relvas. Contudo sei que o detestas tanto quanto eu e outros que , sobre o episódio ISCTE, têm deixado opinião contária à tua.
    Mas tem cuidado , não exageres, já vais em 4 posts plenos de indignação sendo que neste cortas relações com um dos pais da democracia portuguesa.
    Dizem que o Relvas, tal como deus, não dorme.
    Ora se o chico-esperto estiver atento, arriscas a ser chamado ao dever e aindas acabas a defender os ilustres e os menos ilustres governantes da nação; sei lá, aproveitando as tuas reconhecidas capacidades de comunicação podes ser incumbido de prepares, antecipadamente, as audiências para que tenham um comportamento correcto na recepção e audiência de sua S.Exa o ministro Miguel.
    Iamos sentir a tua falta.

  7. Val, não concordo.
    O que acabou de dizer é um não-princípio, ou seja que o princípio “o direito à manifestação cessa quando, ou enquanto, viola o direito de terceiros à participação na cidade” é inderrogável.
    Ou seja, na sua ótica, haverá princípios que não admitem exceções. Será que utilizou o conceito “princípio” para não chocar os leitores, visto que o que propõe, em rigor, é um postulado, um autêntico dogma? Será que essa coisa dos dogmas e dos postulados não costumam aparecer associados a findamentalismos religiosos, políticos e afins, com os quais Val não quer, mas, enfim, acaba por, identificar-se?
    Seja como for, nenhum direito, liberdade ou garantia ou princípio, é inderrogável e absoluto (nem o da vida, como se sabe), em democracia não há dogmas, nem verdades absolutas, pois tem ou deve ter como centro as pessoas em concreto e não é qualquer sistema de rigidez formal como o são os sistemas religiosos. Os princípios democráticos admitem inúmeras exceções – consagradas,aliás, na Constituição. Temos, o estado de sítio, ou estado de emergência, a limitação a inúmeras liberdades e garantias em estado de guerra, e, last but not the least, o direito à resistência, essa ultima ratio de valor inestimável.
    Mas nem entremos nas exceções acabadas de referir, porque não é o caso. O que o Val refere é um caso típico de colisão de direitos. Dois direitos (no caso fundamentais, mas poderiam não o ser), o direito à manifestação e o direito à liberdade de expressão em rota de colisão. A questão, pois, é qual deles deve prevalecer, ou como é que vamos comprimir ambos de modo a que possam ser exercidos em simultâneo. Fácil, bastaria que o primeiro seja exercido na rua e o segundo no auditório. Só que isso retiraria a força e a visibilidade que o primeiro legitimamente pretende para si. Dadas as circunstâncias muito terríveis em que nos encontramos, e reitero terríveis, um dos direitos terá, no caso concreto, mais dignidade que o outro, deve ser protegido e deve ser permitido o seu exercício onde habitualmente o não seria. Na minha opinião é o primeiro que deve prevalecer, mas admito posição contrária desde que fundamentada substancialmente e não com base num silogismo formal de inderrogabilidade de princípios que, nem sequer, entendi. Sem dramas, Val. :)

  8. “Only the Sith deal with absolutes”

    (Obi-Wan, explicando a Amidala que Anakin Skywalker se tinha passado, de vez, para o “dark side of the force”)

    Alberto Martins não tem esta argumentação corrompida por ideias pré-feitas, absolutas. Do ponto de vista do racionalismo, o MAL reside naqueles que têm a postura dos que “não se enganam e raramente têm dúvidas” enquanto o BEM reside aqueles que usam a dúvida sistemática como método de conhecimento. Os bons pensadores são aqueles que estão constantemente em busca de melhorar a sua percepção do mundo e das coisas; são aqueles que desconfiam, por instinto e por método, de verdades pré-fabricadas e nunca discutidas.

    Alberto Martins falou bastante bem. Não posso, por isso, fazer aqui outra coisa senão saudá-lo. Um bem haja para Alberto Martins!

  9. acho que a legalidade democratica não foi respeitada, como tal não vejo razão para o val ficar chateado.alberto martins diz cito: desde que respeitada a legalidade democratica.quanto ao comentario do joão ,folgo imenso ve-lo em defesa de josé socrates quando apresenta a nojentas declaraçoes de miguel relvas em 2011.joão já da para ver a diferença de um governo que faz o que pode perante os meios que dispoe,e de outro que agradeçe a deus a falta de meios para nos por num estado comatoso,tendo em vista o regresso ao passado.filho de pobre vai para operario filho de rico burro ou não vai para a universidade.nessa altura com livro de cheques comprava-se tambem disciplinas..

  10. kjung.o que tens para contrapor a santos silva e assis?jeronimo e bernardino?espero que jeronimo no seu regresso da china,não venha dizer o mesmo que a delegaçao do pcp chefiada por albano nunes,denuncia feita por manuel antonio pina no j.noticias. cito: sao chocantes os elogiosdos comunistasportuguesesaos “exitos”na construçao socialista”,obtidos como o pcp não ignora á custa do mais selvagem capitalismo ultraliberal e, levados a niveis extremos de todos os pecadosque o pcp aponta em portugal as politica economicas do governo: fome,desemprego,precaridade,salarios (de miseria) em atraso segurança social inexistente,fosso abissal entre ricos e pobres,gritantes e escandalosas injustiças sociais.e que dizer do apoio do pcp á repressaõ do tibetee ás politicaschinesas de direitos humanos,apoioque o comité central do pc chinês liu yunshan,já enalteceue agradeceu?arauto das “amplas liberdades e denunciante de qualquer pontual derivaautoritaria em portugal,o pcp aceitacom normalidade as prisões arbitrarias,a tortura,a ausencia de liberdadede expressão ou de liberdade de associaçao politica na china,(como aceitara antes na urss).talvez depois de apresentar uma moçao de censura ao governo a pretexto do novo codigo do trabalho,o pcp queira explicar aos portugueses os direitos de que gozam os trabalhadores no “paraiso socialista” chinês. manuel pina ,quarta feira 14 de maio de 2008. perante isto como poderei ser comunista?

  11. Para sossego do Valupi, do Santos Silva, do Assis, e de mais não sei quantos, parece que a polícia, democraticamente, claro, já começou a identificar os prevaricadores que perturbam as falanças dos senhores ministros. Haja Deus!

  12. Identificaram, mas agora estão com um problema: no momento da identificação/detenção têm de mencionar o crime em que baseiam a acção, e, segundo as últimas declarações da PSP, ainda não conseguiram identificar nenhum código para a porra do crime. Não que isso seja importante. Violações do estado de direito por parte das forças do estado são o nosso dia-a-dia.

    Por outro lado,” Fonte da Direcção Nacional da PSP recusou adiantar ao PÚBLICO se houve algum reforço da segurança de cada ministro ou o cancelamento das agendas das saídas públicas. “É matéria reservada”, apontou.

    O PÚBLICO apurou, contudo, que cada ministro tem neste momento cerca de quatro equipas de segurança com um total de cerca de dez elementos do Corpo de Segurança Pessoal à disposição sempre que se desloca a qualquer evento. “O reforço já ocorreu há um ano e meio. Antes disso, cada membro do Governo tinha apenas duas ou três equipas de agentes”, disse fonte policial.”

  13. já identificaram os gajos mas esqueceram-se de dizer o motivo, entretanto a menistra loura encomenda um caixilho jurídico que dê pra criminalazar o protesto. é a democracia a funcionar.

  14. que o direito à manifestação cessa quando, ou enquanto, viola o direito de terceiros à participação na cidade”

    Esta afirmação é falsa. Relvas foi à conferencia , ninguém o impediu, subiu ao palco para falar, ninguém lhe tirou o microfone, nao falou porque nao quis e nao soube o que dizer.

    O locutor da TVI que deveria estabelecer naquele momento um modo de actuação e de moderação do evento respeitando a liberdade de expressao dos estudantes e do convidado, tambem nao soube o que fazer e o Relvas foi-se embora.

    Esta é a verdade. Tudo o resto é salamaleque próprio de quem se agacha ao poder.

  15. jeronimo com vergonha de dizer o que viu na china,disse:” que hoje há varios tipos de socialismo”.é como o bacalhau cozinhado de varias maneiras. à braz,gomes sá,cozido com todos,à zé do pipo, assado na braza etç.etç.a mentira tem perna curta e como tal não podia durar sempre.o socialismo do pcp e como a pescada “antes de o ser já o era”. é por estas coisas, que certas manifs,não me dizem nada quando organizadas por gente sem autoridade moral nem politica.um exemplo recente: colagem à direita na defesa de mais do que tres mandatos para as autarquias.

  16. houve uma altura em que fizeram o mesmo e pior em comicios do cunhal e nunca mais sairam do poleiro. e vivemos, de facto, no melhor dos mundos.

  17. No dia em que me decepcionaram profundamente os Valupis, os Santos Silvas e os Assis, faço minhas as palavras do “Jumento”:

    “Era mais do que óbvio que depois desta resposta provocatória (cantar a “Grandola”) o ministro mais odiado e desprezado deste governo dificilmente se safaria da próxima. Mas Relvas é um provocador e depois de ter sobrevivido no governo não se cansa de exibir um sorriso que vai de orelha a orelha, como se estivesse a gozar com todo um povo. Ir a uma sessão numa universidade onde os estudantes têm de estudar a sério se quiserem conseguir um diploma é uma provocação quase tão grande como uma prostitua entrar nua numa mesquita de Meca.

    Como era óbvio os estudantes acharam que na sua casa os discursos de Relvas eram dispensados e manifestaram-se. Desta vez Relvas perdeu a vontade de cantar, despareceu o sorriso de orelha a orelha e o político que gosta de dar ares de dar o peito às balas saiu escondido por seguranças e nem tão cedo vai lembrar-se de entrar numa dessas universidades onde os estudantes vão estudar e não se limitam a entregar requerimentos.

    Num país onde todas as conquistas sociais estão sendo devoradas em nome dos desvios colossais inventados ou criados premeditadamente por Gaspar a grandolada que foi dada a Relvas despertou vários lutadores pelas liberdades. Lutadores que não levantaram a voz contra a destruição grosseira de direitos sociais, mas vieram a público defender a liberdade de quem se faz acompanhar de segurança, de quem manda na televisão pública, de quem tem uma das vozes mais ouvidas deste país.

    O que António Barreto e outros defenderam não foi a liberdade de expressão de Miguel Relvas, esse fala pelos cotovelos e tem uma televisão por sua conta, para não falar dos amigos da Ongoing, dos compadres do Dias Loureiro e do pessoal das secretas, ou dos patrões do DN ou da Cofina. O que ele defenderam foi que os portugueses deviam ser obrigados a ouvir Relvas.

    A verdade é que não vamos perder a oportunidade de ouvir Relvas todos os dias até que nos livremos deste governo. Quem não ouvimos à muito tempo é a Maria José Oliveira? Não sabem quem é a Maria José Oliveira? É a jornalista que Miguel relvas perseguiu e acabou por se demitir do jornal Público. Será que António Barreto sabe o que é feito da jornalista? Ter-lhe-á dado emprego na sua fundação ou prefere os livrinhos escritos pelo José Manuel Fernandes?

    Num país onde os jornalistas são perseguidos, onde os portugueses perdem os mais elementares direitos e são tratados como uns criminosos que ousaram pensar ter direitos, os nossos Toinos estão preocupados com a liberdade de expressão do falso doutor Relvas!

  18. o gerómino foi à china na qualidade de secretário geral do pcp ou como delegado sindical da edp? quem pagou ou vai ser descontado na conta da luz? ahhh… ficou admirado com o pugresso da coisa e com a altura dos prédios, pudera as voilás, os nogueiras, os arménios e os quercos estão todos a estudar sindicalismo em residência artística algures no tibete.

  19. Eu cá por mim ainda não é desta que me zango com o Alberto Martins, muito embora entenda que ele anda um pouco aturdido com toda esta barafunda.

    Não tendo estado presente, não sei se foi o Relvas impedido de falar, mas se o foi, o erro é de quem não soube estar à altura dos protestos que encetou, se não o foi, foram os protestantes ludibriados ingenuamente por um chico-esperto mais uma vez, que fez uma manifestação que até poderia ter sido eficaz tornar-se em mais um pomo de discórdia entre aqueles que se deveriam unir para combater a direita mais ranhosa que nos foi dado engolir no pós-25.

    Indignemo-nos pois, democrática, coerente e eficazmente contra os desmandos deste bando que nos assalta a carteira e os princípios, mas porra… deixem-nos falar e contraponham a relidade contra a ficção que nos querem fazer engolir.

  20. oh teófilo! filho, vê lá se te decides, o táximetro estar a contar e o motorista tem mais clientes à espera. além do mais ninguém te quer para assessor, até podes dizer o que pensas, se é que praticas exercícios desses.

  21. essa do representante do Soberano é de ir às lágrimas :) já pensaste recorrer à apav ? a democracia representativa não vai deixar de te sovar..não vai mudar com o tempo, e não tenhas medo , não vais ficar sozinho e de certeza que aparece uma garina melhor que essa tola representante da Propaganda.

  22. Quando há democracia e liberdade nenhum direito à indignação justifica impedir os outros de falar. Os manifestantes podiam ter protestado ou pateado no fim, se não quisessem antes fazer perguntas e discutir. Podiam até ter lançado apartes, mas deixando falar quem quer falar. Perceber-se-ia com que é que não concordavam. Mas optaram por vaiar e sabotar antes que fosse dita qualquer coisa. Nunca gostei de cambadas que deturpam o sentido das liberdades, interrompem assembleias e só conhecem a vaia como forma de debate. Parecem-se com grupos de desordeiros fascistas. Não têm o mínimo direito de chamar fascista a quem querem calar. Também não aprecio a onda de grândolas vilas morenas a propósito de tudo e de nada, sobretudo quando são usadas para calar. O 25A restituiu a liberdade de falar a todos.

  23. Y

    Se tivesse havido jovens com coragem de nao deixar o Hitler falar, teriam sido poupadas milhoes de vidas no seculo passado.
    O Dr Relvas esta farto de falar, todos já sabemos o que ele pensa sobre tudo e sobre nada. O homem está ali porque foi obrigado a ser ministro, nao por vontade propria.
    Os putos so lhe fizeram um favor. Pois escusou de ler um discurso feito por alguem com ideias que ele proprio, talvez, nao defenda.

  24. Nuno, o Sócrates foi pedir batatinhas aos chineses, foi pedir batatinhas ao Kadafi, portanto poupe-nos a hipocrisia.

    O PCP a propósito da venda da EDP aos chineses condiderou-a lesiva do interesse nacional, o PS nem por isso.

  25. Por uma vez, discordo de Valupi.

    E aproveito para transcrever um elucidativo post do Câmara Corporativa, que se explica por si mesmo:

    “”Em 2008, quando se dirigia para uma reunião do PS em Chaves, a realizar-se em instalações privadas, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, deparou-se com uma manifestação da Fenprof que procurava boicotar o encontro. Então, o deputado Miguel Relvas reagiu assim:

    “O senhor ministro tem que perceber que a barricada da liberdade, desta vez, não está do lado do PS, mas do lado dos professores e não tem que ficar indignado que estes se manifestem e reclamem os seus direitos”.”

  26. nunocm,
    queres saber o que é que, neste caso, tenho para contrapor ao santos silva e ao assis? simplesmente o óbvio do bê a bá da democracia, do Estado de Direito. queres um nome? alberto martins

  27. “Valupi, sem qualquer ironia, digo-te que admiro a isenção e sentido de justiça que mostras, ao defenderes os direitos de cidadania e de expressão dos teus inimigos politicos”

    E defende muito bem. Porque os direitos são para todos, os deveres também. Quer sejam pessoas de bem quer sejam fdp como relvas.
    Os principios que defendemos não são para deitar pela janela fora quando se aplicam a alguém de que não gostamos nem achamos merecedor desses mesmo direitos. No momento em que o fizermos deixamos de ser democratas. O que é válido. Mas têm de ser assumido.

    O val está certo. Mas partilho de uma outra opinião aqui expressada : 4 posts sobre a mesma coisa já parece assim um conhé doentio.

    Não considero democratico o que aconteceu no iscte, nem o faria se a tal fosse chamado , mesmo que tenha sido ao relvas. Mas sou sóbrio o suficiente para admitir que gostei de vêr e que o palhaço só teve o que mereceu.

  28. “O senhor ministro tem que perceber que a barricada da liberdade, desta vez, não está do lado do PS, mas do lado dos professores e não tem que ficar indignado que estes se manifestem e reclamem os seus direitos”. (Miguel Relvas, criticando Augusto Santos Silva)

    Pela boca morre o peixe…

  29. Em honra do ministro torpemente impedido de discursar pelos estudantes do ISCTE, aqui deixo alguns fragmentos das suas intervenções públicas, na qualidade de Ministro Adjunto de Passos Coelho:

    «Norteei a minha vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente»
    (Jornal i – julho de 2012, defendendo-se no caso das equivalências)

    «Não sou rico, tenho que trabalhar para viver»
    (em audiência parlamentar – 30 maio 2012)

    «Uma andorinha não faz a primavera. Como cidadão, como adepto do desporto em Portugal, sinto-me seguro nos recintos desportivos portugueses»
    (Jornal Record, Fevereiro de 2013, depois de adeptos do Paços de Ferreira terem tido que se refugiar atrás de uma das balizas do Estádio Municipal de Braga, perante uma violenta investida dos Red Boys bracarenses)

    «Não tenho por hábito pedir a lista dos convidados para os acontecimentos sociais para onde sou convidado»
    (em audiência parlamentar – 30 maio 2012)

    «Todo o percurso da Seleção Nacional é um percurso brilhante. Podemos dizer que foi uma derrota cheia de futuro.»
    (Jornal Record, Agosto de 2011, após a selecção de sub-20 ter sido eliminada no mundial da Colômbia)

    «Respeito e respeitamos a opinião de todos os portugueses, tenham ou não feito parte de Governos ou deste Governo»
    (http://noticias.portugalmail.pt, Fevereiro de 2013, repeitando as palavras de um ex-colega de governo a mandar a máquina de cobranças difíceis da troika, de que ele orgulhosamente faz parte, “tomar no cu”).

  30. joaopft.

    grande pesquisa…estás quase ao nível de investigação do ignatz….A questão é que não deixam o homem falar, e quando deixam é para dizer estas pérolas. E ainda há gente que diz que gostaria de ter tido oportunidade de ouvi-lo e que foi barbaramente impedida por uns estudantes de merda que não sabem o que custa a uma pessoa negociar equivalências de trinta e tal cadeiras sem pôr o pé nas mesmas… com todo o respeito pelos ranchos folclóricos.

  31. o valupi, ganha juízo pá!

    Tens a certeza que “que o direito à manifestação cessa quando, ou enquanto, viola o direito de terceiros à participação na cidade. E que, em democracia, não há excepções a este princípio, Alberto.”

    Pensa lá outra vez!

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