A humildade da arrogância

Uma das maiores, e mais deliciosas, ironias do fenómeno Sócrates observa-se em José Gil. O pensador do Medo de Existir, tão cônscio da decadência que Santana Lopes corporizava como momento culminante de um processo com décadas de sedimentos, é hoje um daqueles portugueses que retratou: a não inscrever a novidade reformista deste Governo, a ser cúmplice do medo e inveja dos que se limitam a reagir ao que vêem como ameaças ao seu miserável estilo de vida, a ser promotor, pasme-se, do pensar pequeno que denunciou. Bom, e se isto é assim com um filósofo, e logo este, o que não será com os meros mortais? Temos de ser compreensivos com o povoléu, então, mas também implacáveis.


Há uma tirania da mediocridade. Algo tão universal, no espaço e no tempo, que até ficou registado nos Evangelhos: ninguém é profeta na sua terra. Assim vai a difícil vizinhança com a antropologia, a familiaridade a lutar contra a diferença. Mas há quem rompa com o marasmo e as hipocrisias tácitas de gerações. Diz-nos a História que a maior parte desses rebeldes paga um elevado preço: o desprezo, calado ou gritado, dos que recusam trocar o pouco que têm pelo muito que desconhecem. É que não somos iguais, nem estamos na mesma hora. Por isso combatemos uns contra os outros, e há boas razões em cada barricada. Só que as razões não são equivalentes. Há também hierarquias, mesmo que imaginemos uma realidade unidimensional, monótona, previsível, reduzida ao inferno da igualdade. Há decisões à nossa espera, mesmo que nunca compareçamos ao encontro. As hierarquias e as decisões continuarão a esperar por nós durante toda a eternidade; e ainda mais 15 minutos, pelo menos.

A oposição apenas intenta denegrir o Governo e Sócrates, não tendo mostrado durante a legislatura qualquer projecto para a reforma do Estado e/ou crescimento económico. É essa a obsessiva modalidade de fazer política na oposição. Procura vencer através da erosão, da armadilha, do assassinato, não por ser alternativa que se imponha pelo seu mérito. Ideias para o País, para o futuro, para os portugueses, nada, zero, pum. É por isso que ver Sócrates, logo desde 2006, a ser acusado de arrogância é contemplar a gloriosa manifestação da sua superioridade. O medíocre não suporta a força de Sócrates, força intelectual e moral. Então, o medíocre corre em pânico em direcção ao que conhece e quer: a mediocridade. Onde está ela? Noutro medíocre. Com o tempo, ajuntam-se multidões de medíocres, e lá conseguem avançar em massa; a cobardia de todos a proteger a cobardia de cada um. E acendem as tochas, e soltam os cães, e correm para as ruas sedentos de vingança. Velhos hábitos.

Aquilo a que a tirania da mediocridade chama de arrogância, em Sócrates, é uma humildade: a sua genuína, transparente e apaixonada entrega à democracia. É a única explicação para o ver, com políticos ou jornalistas, a bater-se galhardo pelas suas ideias, pelas projectos do seu Governo, pelos valores do seu partido, pela cultura de um Portugal mais inteligente que ousa propor aos portugueses. Esse húmus tem a arrogância de ser fértil.

46 thoughts on “A humildade da arrogância”

  1. Não sei porque gosto de Sócrates e nem um pouco de Soares ou Cavaco. E, para mim, Ferreira Leite é reflexo simples do cavaquismo, como Manuel Alegre é o máximo de esquerda que o Soarismo pariu. Gosto de Sócrates, talvez porque nunca haverá um Socratismo. Nem é amostra presunçosa de «cultura» Soarista, nem a parolice cavaquista coroada e alcandorada ao mais alto posto da Nação. Eu diria que Sócrates é um burro teimoso a puxar a carroça da indiferença e do fatalismo crónicos dos portugueses. E pouco lhe falta para ficar sozinho, como camelo num deserto de vontades, a lutar contra o conformismo dos pequenos e grandes interesses instalados. E estes, como oportunamente anota o Valupi, já receberam o apoio da palavra esclarecida e sábia das sumidades filosóficas lusíadas. Para que nada se altere.
    Digo em português: Que tempos! Que caralho de costumes!

  2. oi Mario estou como tu: que caralhinho de costumes, sempre a encravar as coisas a ver se a culpa sobra para o outro, enquanto se fazem umas coisas à sorralfa, que os espertos são assim. Que país doente, bastava olhar para o outro lado do mar, os nossos amigos brasucas enfrentam a vida com um sorriso e músculos desenhados.

    Valupi: tudo bem, também eu posso vir a revêr a minha opinião sobre o Gil. No entanto o que é que ele disse que eu não sei?

  3. O medíocre não suporta a força de Sócrates, força intelectual e moral.

    Deve estar a referir-te à forma clara como conseguiu terminar a suposta llicenciatura

  4. Valupi começou campanha eleitoral

    Aquilo a que a tirania da mediocridade chama de arrogância, em Sócrates, é uma humildade: a sua genuína, transparente e apaixonada entrega à democracia. É a única explicação para o ver, com políticos ou jornalistas, a bater-se galhardo pelas suas ideias, pelas projectos do seu Governo, pelos valores do seu partido, pela cultura de um Portugal mais inteligente que ousa propor aos portugueses. Esse húmus tem a arrogância de ser fértil

    Só ar

  5. Temo Profeta

    Não é Augusto?

    Diz-nos a História que a maior parte desses rebeldes paga um elevado preço

    Este texto é do mais lamechas e falsos que já li, muda de registo que assim não vais longe

  6. Ó Olho, abre-te todo, homem. Mas acautela-te, que não entrem licenciaturas, mestrados e doutoramentos como daquele fulano que confunde BI com BI!

  7. O desassombro nas formas de pensar e de dizer é a demonstração cabal de que há quem “não pense pequeno”… felizmente! Obrigado, Valupi. Abraço (deixo um post no A Nossa Candeia criado também para ti…)…

  8. grande Valupi!

    espero que o verdadeiro “filósofo” Sócrates saiba da tua existência e te arranje um ganchito na assessoria (será que ainda não arranjou?), porque és um grande defensor do indefensável, com argumentos que deixam qualquer um de boca aberta. nem o Gil escapa à tua nova “revolta das galinhas”…

    se puderes diz-lhe que não lhe fica bem este novo ar de “anjinho”. e que as pessoas acabaram de demonstrar agora mesmo, que não são completamente burras…

  9. Mário, muito bem visto.
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    z, ele, quem? Gil ou Sócrates?
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    Leonor C. Pinto, autor de qual comentário? Ou falas do texto?
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    olho, não quero ir longe, está-se bem aqui.
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    Nuno, concordo muito com os teus critérios de avaliação de posts.
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    Ana Paula, curvo-me na tua direcção.
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    luis eme, “ganchito na assessoria”? É só até aí que chega a tua imaginação ou achas que para quem é esse bacalhau basta?

    É muito engraçado não teres a menor noção do que revelas de ti próprio com esse cinismo tirânico. Para ti, não há pensamento livre, só vendidos e mercadores. Ninguém pode expressar o seu apoio ao Governo porquê? Porque tu não gostas? Porque tu não queres?

    Não gostava nada de viver no teu mundo. Deve ser asfixiante.

  10. Valupi o maluco do olho do cu que vem para aqui armado em homem, assentou arraiais no aspirina como terapia para a sua esquizofrenia. O giro é que ele quer ser intimo de toda a gente, por isso atira nomes ao ar para dar intender que até sabe com quem está a interagir no se monologo, sim porque ninguém lhe passa cartão a não ser eu que estou habituado ás periódicas visitas deste maluco de múltiplas personalidades.
    Eu para ele agora sou André e tu passaste a ser Augusto.

    Olho do cu já reservei um quartinho para ti na clínica da Idanha, dizem que é das melhores para doentes do foro psiquiátrico, aquilo não é muito barato, mas a tua reforma antecipada de militar, ou será psicólogo? Deve dar para pagares o tempo que lá estiveres! Acredito que deve ser bastante para teres a garantia que pelo menos já que não podes ficar curado, ao menos fiques melhor, mas se a reforma não der pede um empréstimo ao BPN ou ao BPP, que eles emprestam…
    O que eu fui dizer!
    Daqui a pouco está a dizer que nunca foi militar nem psicólogo, e sempre foi economista do BPN intimo de Oliveira Costa e Dias Loureiro e do Rendeiro do BPP, por isso sabe muito bem como é que essas coisas se fazem…

  11. mais um belo post mas também um comment de alto nível (o 1º do mário).
    realmente o gil anda um bocado senil ou então é interesseirismo no apanhar da onda anti-socretina. num destes dias o gil publicou um artigo na visão que me fez imensa confusão. nele criticava a avaliação dos professores e ao mesmo tempo cascava no sócrates por este não ser um obama. o mínimo que poderemos dizer deste gajo é que ele não tem coerência nenhuma: é claro que o obama,como americano, está de acordo com a avaliação dos professores! enfim…. o irmão do gil (o fernando) sendo de facto bastante melhor que este zé, também derrapou ao apoiar a intervenção no iraque.

  12. O olho continua remeloso!Se gosto de Sócrates? Não gosto (abomino) Cavaco, aliás sempre aqui o disse e o justifiquei! Não gosto da Ferreira Leite que é a sua caixeiro-viajante! Não gosto do Rangel que é um cavaquista fora do tempo e de prazo! Mas o que eu sobretudo não gosto é de tudo o que o cavaquismo gerou e de que estamos a colher os frutos, do ar hipócrita e beato que os seus apaniguados afivelam de salvadores da Pátria vivendo da espuma dos dias. Ah é verdade, também não morro de amores pela esquerda beta e Armani e pelos seus taticismos.Realmente os tempos estão dificeis!

  13. pelos vistos o Gil anda a dizer mal do Socrates, já percebi. Bom sobre a questão da avaliação dos professores tenho reservas como já disse, mas não é sobre a avaliação em si, antes é sobre as perversões que lhe podem estar acopladas, se fosse uma coisa nítida, honesta, tudo bem.

    mas deixa pra lá, ando no meio de tanta riqueza informacional que já descobri que ser milionário é uma dor de cabeça,

    gosto é ser selvagem,

  14. A recorrente e obcecada idolatria e a adoração do ser imaterial e sem conteúdo Pinto de Sousa pelo bruxo Valupi mostra-nos que já está na altura de criar uma nova religião dirigida aos crentes na mentira e na aldrabice: uma religião moderna; a religião moderna.
    Esta religião poderia ter a designação de socretinismo, que traduziria dessa forma a fé a esperança desses crentes na cretinice, e apenas nesta. Esta nova religião, ao contrário de todas as outras não deve, por isso, dar qualquer sentido às acções, às decisões ou à vida dos crentes: como está subentendido no nome desta religião, os socretinos, ou socretinistas, não têm de agir nem de viver tendo em vista qualquer fim ou sentido, mas devem agir por agir, como ordena o deus da aldrabice; devem agir apenas por obediência aos instintos imbecis e cretinos, devem agir de forma reflexa ou condicionada pela manipulação e propaganda do ser vazio e imaterial. Mais: a sua acção não deve ser orientada por princípios ou convicções ideológicos, mas sim pelo nada, sendo que este nada não convém parecer ser nada, e por isso deve-se disfarçá-lo de «moderno», de «progressista» ou outra coisa qualquer capaz de enganar os apenas cretinos, ou socretinos. O que não é difícil, diga-se… Os crentes devem mostrar, também, que são gajos activos, enérgicos e ferozes, seja em encenações diárias, seja no jogging, seja no que for, mas apenas com o objectivo de se mostrarem, de parecerem, até porque se há coisa que move os crentes com uma fé forte são as manifestações e aparições do divino. Nessa medida, todos os apenas ou só cretinos devem todos os dias ir em peregrinação ao local, ao sítio, onde o superior deus imaterial e vazio apareceu e se deu a conhecer ao mundo. E digo todos os dias pois essa «peregrinação» nem exige assim tanto sacrífico: basta ficar em casa e ligar o televisor para se dar, de certeza, mais uma aparição «milagrosa» do fantasma que é temido (porque «é», parece, aparece, feroz) e que é adorado (porque «é», parece, aparece, humilde e amoroso). Há no entanto que ter algum cuidado no momento dessas aparições, por forma a que os apenas cretinos não confudam o seu deus com um sabonete ou um detergente. Mas é para evitar isso mesmo que os bruxos como o Valupi têm a função de «esclarecer» os crentes: porque é esse «esclarecimento», de que o seu deus não é um sabonete, que evita que os apenas cretinos tenham um momento de lucidez e inteligência, continuando assim a ser socretinos, sempre e só cretinos.

  15. Anti-Tretas, não gostava nada de ser Augusto, mesmo sendo um confesso admirador do Augusto.
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    mdsol, estamos outra vez de acordo.
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    assis, é bem verdade, nesta questão dos efeitos de Sócrates na política e sociedade portugueses, talvez até na cultura, o Gil espalhou-se ao comprido e passou a ser mais uma das vozes do ressentimento.
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    jafonso, os tempos estão difíceis, e nunca foram fáceis. Mas enquanto o British Bar estiver aberto, a vida continua a fazer sentido.

    Concordo muito contigo acerca dos malefícios do cavaquismo e dos cavaquistas. E eles estão iguais, pudera.
    __

    z, então, falámos aqui da entrevista que saiu um dia antes da manifesteção de 30 de Maio e não reparaste que o Gil até chama chico-esperto a Sócrates? Claro que anda a dizer mal dele, e de forma patética tendo em conta o seu estatuto e supostas responsabilidades cívicas.
    __

    ds, e que propões, então? Quem queres no Governo, porquê e para quê? Conta lá à malta.

    Sim, estou a repetir o que te perguntei no dia 16. Mas podes continuar a falar do teu ódio de estimação; se calhar até tens ordens do médico para destilar a peçonha.

  16. por acreditar no pensamento livre, é que expresso a minha opinião aqui, Valupi.

    concerteza que há por aqui muito boa gente, além dos “vendidos e mercadores”, mas não acredito que metam a “cabeça no cepo”, nem digam ámem, a tudo o que diga respeito a um sujeito que conseguiu chegar a primeiro-ministro.

    é verdade, toda a tese que tens defendido aqui, foi por água abaixo, com a nova máscara do teu idolo. ele, tal como cavaco, deviam saber que não há pele de cordeiro que lhes sirva…

  17. ds, eu largo o vinho, não te apoquentes. Mas tu continuas é sem conseguir responder. Desconfio que não sabes bem o que dizer quando toca a dizer o que sabes.
    __

    luis eme, sim, não duvido: acreditas na tua liberdade para expressar o teu pensamento. Mas quando fazes juízos de intenções que atingem o sentido da liberdade de outrem, revelas a intenção de a anular nesse outro. Vou-te fazer o desenho: se alguém disser que as tuas opiniões são aquelas que são só porque estás a ser pago para as ter, ou só porque ambicionas ser pago por as ter tido, essa declaração anula a sua legitimidade moral, aparecem como hipocrisias, manipulações, logros. Logo, não deviam ser aceites, ou mesmo permitidas, num debate de ideias que se queira justo e de boa-fé. E é essa difamação que fazes, precisamente, ao falares de lugares e recompensas. Enfim, espelhas o teu mundo.

    Do que tu não falas é das questões, dos assuntos, dos problemas. Apenas te satisfazes com caricaturas primárias. Por exemplo, de que máscara falas? Falas de uma entrevista? Queres dizer o quê, exactamente?

  18. que difamação é que eu fiz, Valupi?

    escrevi isto:
    «espero que o verdadeiro “filósofo” Sócrates saiba da tua existência e te arranje um ganchito na assessoria (será que ainda não arranjou?), porque és um grande defensor do indefensável, com argumentos que deixam qualquer um de boca aberta.»

    onde foi que te difamei?

    primeiro escrevi isto no gozo, depois fica-te muito mal falares em difamação, manipulação, logros, etc. tens noção do que tens escrito por aqui sobre tanta gente, desde a Ferreira Leite ao Pacheco Pereira, para usares o disco da “difamação”?

  19. Val talvez não sejas a melhor pessoa para falar em difamação..ora mete lá a mão na consciência (de preferência não socrática- já que S não a tem))

  20. Não reparei nisso, embora seja leviandadae minha já que pus o link aqui. Fiquei preso naquele diagnóstico do corte motivacional na relação professor/aluno com tanta padronização, quase mecanização dos procedimentos, fiquei a pensar nisso e acho que não li mais nada. É possível que tenhas razão, as pessoas também se vendem por protagonismo, e claro que é muito mais fácil ser um crítico mordaz do que um construtivo discreto. No entanto também acho no mínimo prematuro descartar assim alguém que reflectiu incisivamente sobre nós do psiquismo colectivo português.

    Mas não te preocupes, continuas o meu favorito, e como este comentário é gratuito bem podes ficar descansado.

    Hoje estava eu de vibrissas em riste em cima de uma garoupa escalada grelhada e apareceu-me o Barroso com um sotaque muito british a dizer que até estava comovido e etc. Eu realmente não sou de desejar mal às pessoas, fico todo azedo quando estou nesse registo e não gosto, mas fiquei a olhar de lado, como é verdade que até pelo sotaque se vê a untuosidade de um carácter.

    E acabei com cerejas.

  21. ds, as tuas entrelinhas só falam do teu ódio a Sócrates. Continuamos sem saber se a tua cabeça contém mais alguma ideia.
    __

    luis eme, não tens o exclusivo da liberdade, nem o do gozo. Que isto são caixas de comentários, creio que não levanta dúvidas. Por isso, falar em “difamação” não é matéria legal, é converseta de café, tertúlia, paleio inconsequente. Mas está correcto o termo, pois o que fizeste foi insinuar que a minha opinião se relacionava com um prémio que eu desejaria, ou aceitaria, ou até poderia ter já aceitado. Ora, para quê essa relação? Não sei, tu lá saberás, mas que é um ataque à legitimidade de uma opinião livre, é.

    Quanto a Ferreira Leite e Pacheco Pereira, e tantos outros, de que falas? Se continuas a não ser explícito, eu também não tenho dotes telepáticos suficientes para adivinhar.
    __

    z, mas eu dou graças pela existência do José Gil filósofo e cidadão. Portugal deve-lhe muito, como sempre disse e repetirei. Só que no debate político não há intocáveis e argumentos de autoridade. Essa é a grandeza, e natureza mesma, da democracia.

  22. “O Val que o mongo não saiba ler vai que não vai agora tu pá”
    O olho do cu, vai que não vai aonde?
    E eu pensar que já estavas internado na Idanha! Mas olha que a aspirina só tira as dores de cabeça, não trata!

  23. Vá lá, val… Faz um esforço… É que se estás à espera que te façam a papinha toda, é melhor ires falar com o especialista nas Maizenas, que eu não tenho paciência para isso.

  24. Uma coisa não percebo, é,porque se tem de ler nas entrelinhas, quando se tem a possibilida de se ser claro?
    Será que é por não se saber ser claro? Nem sempre é fácil ser claro, concordo, especialmente quando se não tem argumentos válidos. Não é o caso, porque os porquês e para quês estão lá todos e isto então deve ser bastante claro. Então porra, porque será que não os encontro?
    Desculpem a minha ignorância, de não conseguir ver tão claro e de não ser um iluminado.

  25. jv, a ti até não me importo de fazer-te a papinha que recusei ao Valupi: não os encontras porque, por um lado, és miope (espero que isto seja claro e que não penses que estou a dizer que precisas de usar óculos), e, por outro, porque os «porquês» e «para quês» a que eu me refiro não se encontram todos apenas nesse meu comentário (e por isso tens razão quando dizes que és ignorante, mas então mais valia estares calado).

  26. Ds, numa coisa tens razão, realmente sou ignorante, mas tenho uima vantagem em relação a ti, é que tenho consciência desta minha limitação.
    A minha miopez, só me permitiu ler o que realmente lá está, que era ler na entrelinhas, mas só agora, percebi, aquilo que toda agente já tinha percebido, que as tuas entrelinhas são os teus comentários anteriores. Logo vi que perante tal clareza de factos, isto deveria ser mais do que evidente. Espero que continues a ter alguma paciência comigo, é que ainda tenho alguma dificuldade de ler nalgumas entrelinhas, devido à minha natural limitação, especialmente quando abundam as linhas.
    Assim dá gosto quando nos fazem a papinha, e fica tudo esclarecido e tão claro.
    Porra, só agora me apercebo da minha total estupidez, é que ao ler os teus comentários anteriores, nem nas entrelinhas consegui ver aquilo que propões como alternativa.
    Gostaria de perguntar se mais alguém consegui ver algo mas do que eu?

  27. Bem, se não conseguiste, corrijo o que disse: tu não és míope, és completamente cego! Agora, esta cegueira que afecta o jv, mas também o Valupi (bem, este gosta mais é de se fazer de parvo), não é um mero acaso: na sua raíz está a incapacidade para conceber mais possibilidades (ou realidades alternativas) do que aquelas que não incluam a presença do Pinto de Sousa, e por isso concluem, estranham, e dão por adquirido, que alguém tenha outra perspectiva que não parta desse «princípio». Têm a mania que são realistas ou pragmáticos, mas não passam de cínicos ou, de facto, ignorantes.

  28. É lixado perder a eleições e ver que se podem vir a deixar os “tachos”, mas para políticos mentirosos e de moral duvidosa só nas urnas é que se pode correr com essa pandilha toda. PS NUNCA MAIS

  29. Porra! Falta ali um «não» na penúltima das frases que eu escrevi. Espero que os gajos com limitações na interpretação de textos não fiquem ainda mais confundidos!

  30. Eu não digo que estes gajos não passam todos de uns cínicos e aldrabões? Segui o link da «publicidade» e o que é que descubro? «Descubro» que um dos tipos que andava por aqui a elogiar o Pinto de Sousa e as suas políticas, e que estava quase sempre em sintonia com o bruxo Valupi, se assume como liberal! Estão a ver a lógica, não estão? Um liberal apoia um tipo que pertence a um partido dito socialista ou social-democrata! Mas lá está, isto só é estranho para quem não consegue ler nas entrelinhas, quando nas «estrelinhas» do Pinto de Sousa o que quem não é cego nem míope pode ler é que o gajo governa de acordo com princípios neoliberais que estabelecem que o mercado (ou a mercantilização das relações e tarefas sociais) deve ser quem mais ordena. Por isso os liberais assumidos o elogiam, aplaudem, e ficam em estado de pânico e de terror quando surgem alternativas de esquerda, da verdadeira esquerda, e não da «esquerda» moderna vazia de ideologia e submissa ao que está a dar.
    Corrijo assim mais uma vez o que disse: estes gajos são bem realistas e pragmáticos, pois é por o serem que perceberam que a melhor maneira de chegarem ao poder era tomar de assalto um partido de esquerda que, aldrabando os eleitores, levasse a cabo o seu projecto neoliberalizador da sociedade. São pragmáticos, são. Mas isso não invalida que continuem a ser aldrabões, cínicos e impostores, porque isto é apenas o outro lado da moeda, o que está à vista nas entrelinhas, desse dito pragmatismo.

  31. No comentário anterior tive um lapso de linguagem. Um daqueles lapsos que, apesar de o ser, não deturpa o sentido do que eu queria dizer (até o reforça), porque as entrelinhas neoliberais do Pinto de Sousa são de facto as «estrelinhas» que o conduzem.

  32. Acabo agora mesmo de chegar e fiquei estupefacto com a perspicácia do Ds, ele já sabia que eu devia estar cego, pois ele já tinha percebido que eu não iria encontrar as tais propostas alternativas. Quem melhor do que ele o podia afirmar? Parece que há mais alguém a cegar, porque parece que não sou só eu, que não encontro as tão bem claras propostas, tão subtilmente disfarçadas nas entrelinhas, ou mesmo um pouco mais longe nas estrelinhas.
    Em contrapartida o Ds, está cada vez mais a ver melhor, já conseguiu descobrir, nas entrelinhas, sua grande especialidade, com uma lógica impressionante, que um tipo liberal, está estranhamente em sintonia com um bruxo que apoia um partido dito socialista ou social democrata. «Estão a ver a lógica, não estão?» Porra não digam ou sequer pensem que não estão a ver, basta que olhem para as entrelinhas, porque nas linhas isto está um bocado confuso, corrijo kafkiano.
    Há também um filme de terror, penso que é baseado no Ensaio da Cegueira, corrijo da Miopia, em que, quem tem olho para a direita, corrijo para a esquerda, tomam o poder de assalto, aldrabando os eleitores…porra, tirem-me deste filme eu simplesmente perguntei, onde estão as tais propostas alternativas que o Ds, tão taxativamente afirmou anteriormente, se estão nas entrelinhas, que as ponham nas linhas para que eu na minha limitação as possa entender. Porra, como é difícil lidar com a genialidade.

  33. JV, um conselho: se não percebes o que te é dito, se nem consegues raciocinar logicamente, não te dês ao trabalho de tentar perceber o que nem sequer te é dirigido, porque, como o teu comentário-sem-ponta-por-onde-se-lhe-pegue demonstra, acabas baralhado da cabeça.

  34. Ds, o meu problema é realmente as tuas entrelinhas e a tua refinada ironia, que diga-se não estão ao alcance de qualquer um. Basta ler o tal comentário, para se perceber que é duma clareza de expressão inquestionável.
    Deves ter percebido nas entrelinhas, como de costume, que eu percebi que me era dirigida alguma coisa, que afinal não era.
    Se já me custa perceber o que me diriges, como é que vou perceber o que nem me é dirigido.
    Eu simplesmente, pedi que clarificasses onde estão as tais propostas alternativas. Para mim toda esta retórica tem um interesse relativo, o mesmo já não se trata quando aparecem propostas que possam ser aplicadas na vida real.
    Elas existem sim ou não é só o que te peço.
    Só um sim ou um não é suficiente para mim.

  35. Escuda-se na arrogância para se impor e sobreviver.
    Os professores estão prontos para votar contribuindo para o ps perder.
    Com a falhada avaliação e reforma exequíveis faltou pouco para sermos devorados.
    Muita atenção,porque no dia 27 de Setembro vamos derrotar estes desgovernados.

  36. O ps está à beira de perder as eleições.
    Quatro anos de arrogância e interrogações.
    Fizeram-se reformas de conveniência.
    E como se constata sem qualquer eficiência.

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