O MAL QUE DIVIDE AS ALDEIAS (3)

Que ninguem se canse demais a procurar as causas primeiras das decisões politicas na História recente entre as leituras oficiais de manutenção do statu quo ou nemésicas contra os vários figurinos da opressão. Uma e outra são desenhadas para nos confundir ou cegar. Melhor será, com um pouco de boa vontade e espírito aberto a actualizações, tentar isolar o ingrediente favorito e remoldável, o método elástico e maleável da Maldade organizada. Depois duma certa prática na maneira de se olhar nesse jeito, uma nova visão do conjunto e das conjunturas entrará pelos olhos de qualquer um disposto a ultrapassar as velocidades minimas de educação politica permitidas nas auto-estradas democráticas.

Neste período de paz prolongada na velha Europa do bom senso e de guerras ferozes e animalescas, Europa da alquimia e da cabala importada, das descobertas e invenções de tantas coisas boas, no meio delas a Intriga activíssima que continua a influenciar o resto do mundo e a ditar a maior parte do que nele hoje se passa, o objectivo primeiro do Mal organizado é o de manter as classes trabalhadoras de calo ou computador em coma ressuscitável ou em reserva para utilização em eventuais situações de emergência.

Foi realmente trabalho árduo chegar a esta fase, lá isso foi, ter domado a besta pobre e agangada depois da última Guerra Grande de muitos mortos, fomes e racionamentos, tudo aos poucos debelado com a ajuda das farturas marshalianas dos gringos a varrerem os pós da destruição. No âmbito da filosofia inconfessada de que é possivel haver lucro em tempo de guerra ou de paz e em vários tipos de mercado, a Secção do Capital da Organização do Mal depressa se mobilizou e arregaçou mangas e, apesar duma Guerra Fria que se meteu propositadamente pelo meio para assustar cágados e arvelas e umas quantas outras quentes e mornas em várias áreas do globo para se provar que o Homem nunca mais deixa de ser um animal de fácial persuasão política, cresceu e fez crescer tanto à sua volta com a magia e os dedos de ouro que lhe conhecemos que até se deu ao luxo e ao trabalho de fornecer pópó e casa própria a muitos dos até ai destituidos labregos. Passada essa fase, lei capital dos crescimentos económicos impossíveis de se manterem por mais de trinta anos, tratou o Mal de proceder a revisões e preparar a Força de Trabalho para a luta morna do fado-chanson-rock contra o outrora desalmado (hoje contratualmente civilizado, responsável e compreensivo) capitalista ou burocrata. Vestiu-a, para isso, das gangas caras de Nimes, gravatas e saltos altos como requere a chucha capitalista dos Contratos de Desemprego Cíclico e Harmonioso. Depois foi só deixá-la especada frente ao televisor a comer pipocas ou a beber a propaganda-entretenimento, sem que montes dessa gente extraordinàriamente inteligente e politicamente lúcidíssima ainda hoje se aperceba que não é dontem que o Mal anda de braço dado com o Trabalho e o Capital com olho de ourives e mão de artista, escondendo a sua natureza de amante secreto.

E não será agora neste tempo de cruzadas que ao Mal lhe interessará acordar gritos de guerra sociais nos peitos das velhas guardas de irem tradicionalmente nas suas fitas. Melhor será ir aguentando o barco, retocando as pinturas alegóricas, desfraldando bandeiras menos agressivas ou ofensivas nos desfiles e procissões, distribuindo às bocas aguantes os elixirs eternos de manutenção de energias dormentes. Conservar a chama um pouco acesa, sim, mas não ao ponto de a deixar apagar completamente, impedindo-a de continuar a ser a distracção alumiante capaz de criar o atrito e espírito de bulha tão convenientes para quem aposta na arteirice de manter o rabo de fora. Par o Mal, agora, aqui e em todo o lado, o importante é manter as boas relações entre o negativo e positivo, em equilibrio não faiscante; suster quanto possivel ou moderar os apetites por visões de futuros demasiado materiais; nada de excentricidades ou esbanjamentos; nada que exceda o imprescindível simples em matéria de coreografia nos bailados de classe ou transtorne demais o novo grande espectáculo das academias dramáticas da politica. A Promessa do Aquário prepara-se para se instalar em força, com sedes e fomes programadas para horas certas, de acordo com os planos de fundição das ideias e sincronização das respirações, tudo cuidadosamente monitorizado pelos operadores do computador central.

Trabalhadores versus Patronato, fitas antigas de punhos cerrados, teatros do engano com participação de plateias-claques perigosamente volúveis e incontroláveis , ameaças de greves gerais – tudo isso passou temporàriamente à história porque indecente, ilegal ou ultrapassado, ou mesmo politicamente incorrecto; porque impeditivo e atrapalhador doutras tarefas mais urgentes, mais globalizantes, mais preocupadas com a robotização geral e subordinação total do cidadão a esquadras de policia em ponto grande a que seremos convidados no futuro a chamar de governos regionais ou administrações de áreas geográficas com ligação directa à cabeça de polvo que as controlará.

O processo engorda e insinua-se a olhos vistos, sobe às cabeças dos primatas já meio-esquecidos de que nada é definitivo e tudo se transforma mesmo quando se fala em planos de maldade. Teòricamente, pelo menos metade já antegosta o futuro pesadelo dum Estado Geral que promete olhar pelas nossas tesões e ambições, enquanto o resto vacila na dúvida perante os encantos da promessa que irá causar dissabores e desilusões tanto aos que agora descrêm por princípio ou tipo de sangue, como aos que ainda vêem sentido e razão em militarem em partidos de Esquerda ou Direita. E, para o Mal, que ainda funciona com o mesmo e inalterado cérebro de sabedorias velhas, nada é definitivamente definitivo. Como qualquer igreja que se preza, provisoriedade e improvisação são armas do seu arsenal de resposta e reacção e desempenham um papel importante nas tácticas diárias. Hoje pode ser sexta de bombásticas declarações parlamentares em nome da Paz com inicial maiúscula, amanhã sábado de bombas nucleares.

Não que esse desenho do Mal para empurrar a Humanidade para o fundo do barranco onde se lança lixo, sobras de civilização e vómito não esteja condenado ao fracasso último quando pensamos em termos de cosmologia e consciência colectiva universal. Está, e disso há provas de sobejo. Mas que existe plano para feri-la mortalmente ou inani-la neste local e fase da existência, ou pelo menos para roubar-lhe a consciência e o intelecto que a capacita a compreender o seu papel transcendental numa visão do cosmos não subordinada a decretos ou pressões, disso também não há dúvidas nenhumas…

(I Lóv-you-baby, tururu-ru, tururu-rá….)

Direi mais, quando a febre me passsar.

TT

4 thoughts on “O MAL QUE DIVIDE AS ALDEIAS (3)”

  1. Evidentemente que as coisas vistas desta maneira são duma realidade inquietante mas por certo, bem medidas.
    Acho que sim

  2. Notável! O Aspirina agora faz divulgação das teses “aquarianas”. Há coisas fantásticas não há?

  3. O APÓSTOLO

    Rainer Maria Rilke

    Mesa redonda no melhor hotel de N… Contra as paredes de mármore da alta e
    clara sala de jantar ondula o rumor humano e o barulho dos talheres.
    Apressados, como sombras mudas, os criados de casaca preta andam de cá
    para lá com as bandejas de prata. Nos baldes com gelo brilham garrafas de
    champanhe. Tudo cintila à luz das lâmpadas eléctricas: as taças, os olhos e as
    jóias das mulheres, os crânios luzidios dos cavalheiros e até mesmo as
    palavras que saltam como faúlhas. Quando são espirituosas, estala, mais perto
    ou mais longe, o chamejar agudo dum riso breve numa garganta feminina.
    Depois as senhoras comem a sopa fumegante em finas taças translúcidas,
    enquanto os jovens ajustam o monóculo e percorrem com um olhar crítico a
    mesa multicor.
    Eram todos eles frequentadores que se conheciam já. Mas, nesse dia, um
    desconhecido sentara-se numa das extremidades da mesa. Os homens
    deitaram-lhe um olhar rápido, porque o traje desse homem pálido e grave não
    era da última moda. Subia-lhe até ao queixo um alto colarinho branco e
    apertava-lhe o pescoço a grande gravata negra que se usava no começo do
    século. O casaco preto assentava-lhe nos ombros largos. O mais surpreendente
    eram os grandes olhos cinzentos do recém-chegado, que com olhar solene e
    poderoso parecia trespassar de lado a lado toda a assistência, e que brilhava
    como se algum longínquo desígnio nele incessantemente se reflectisse.
    Aquele olhar atraía os olhos das mulheres curiosas que o interrogavam em
    segredo. Murmuraram toda a espécie de suposições, tocaram-se com o pé,
    interrogaram-se, encolheram os ombros e, apesar de tudo, não conseguia
    explicar-se aquela presença.
    A baronesa polaca Vilovsky, jovem e espirituosa Witib, estava ao centro dos
    conservadores. Também ela parecia interessar-se pelo taciturno desconhecido.
    Os seus grandes olhos negros suspendiam-se com estranha insistência nos
    traços cavados do estrangeiro. A sua mão fina tamborilava nervosamente na
    toalha adamascada, fazendo brilhar a magnífica jóia que ornava um dos seus
    anéis. Com uma pressa impaciente e pueril, ora falava de um assunto, ora
    doutro, para depois se interromper bruscamente ao notar que o estrangeiro não
    tomava parte na conversação. Julgava-o um artista com muita habilidade e
    levava a conversa para os temas de arte mais diversos. Em vão. O
    desconhecido vestido de preto conservava o olhar perdido no vago. Mas a
    baronesa Vilovsky não abandonava a partida.
    – Já ouviu falar do terrível incêndio na aldeia de B…?- perguntou ela ao seu
    vizinho.
    E como lhe respondesse afirmativamente, acrescentou: – Proponho formarmos
    uma comissão para organizar um peditório e uma obra de beneficência em
    favor das vítimas desse incêndio.
    Lançou em volta olhares interrogadores. Vivas aprovações acolheram a
    proposta. Um sorriso sarcástico iluminou o rosto do desconhecido. A baronesa
    sentiu esse sorriso sem o ver. Uma grande cólera a agitava.
    – Está toda a gente de acordo? – observou ela num tom imperioso, que não
    admitia réplicas. E ouviu-se então um coro de vozes:
    – Sim, de acordo! Naturalmente!
    O conviva que me ficava defronte, um banqueiro de Colónia, com gesto
    eloquente, ia já a meter a mão no bolso que continha a sua carteira cheia de
    notas do banco.
    – Podemos contar consigo, senhor? – perguntou a baronesa ao estrangeiro. A
    sua voz tremia. O desconhecido pôs-se de pé e, em voz alta, sem olhar, num
    tom brutal, disse:
    – Não!
    A baronesa estremeceu. Sorriu contrafeita. Todos os olhos estavam fitos no
    estrangeiro. Este dirigiu o seu olhar à baronesa e prosseguiu:
    – A senhora comete um acto inspirado pelo amor; eu, pela minha parte, ando
    através do mundo com o propósito de matar o mesmo amor. Seja onde for que
    o encontre, assassino-o. E encontro-o muitas vezes em choupanas, nos
    castelos, nas igrejas e na natureza. Mas persigo-o impiedosamente. E da
    mesma maneira que na Primavera os ventos quebram a rosa que demasiado
    cedo desabrochou, assim também a minha grande e obstinada vontade a
    destrói: porque penso que a lei do amor nos foi prematuramente imposta.
    A sua voz ressoou cavernosa como o eco do som do sino às Ave-Marias. A
    baronesa fez menção de responder, mas o homem continuou: – Não me
    compreendeu ainda. Escute-me. Os homens não se encontravam amadurecidos
    quando o Nazareno veio até eles e lhes trouxe o amor. Na sua generosidade
    pueril e ridícula, julgava ele fazer-lhes bem. Para uma raça de gigantes, o
    amor teria sido um confortável travesseiro na brancura do qual poderiam com
    volúpia sonhar novos feitos. Mas para homens fracos é a extrema decadência.
    Um sacerdote católico que se encontrava presente levou a mão ao colarinho
    como se sentisse faltar-lhe o fôlego.
    – A extrema decadência!… – exclamava o estrangeiro. – Não falo do amor entre
    os sexos. Falo do amor do próximo, da caridade e da piedade, da graça e da
    indulgência. Não há piores venenos para a nossa alma!
    Um som indistinto se ouviu entre os espessos lábios do sacerdote.
    – Dize-me tu, ó Cristo: que fizeste? Parece-me que fomos educados como
    aqueles animais ferozes que se procuram desabituar dos seus mais profundos
    instintos, no propósito de lhes bater impunemente com um látego de domador
    quando eles se tornarem meigos. Da mesma maneira nos limaram os dentes e
    as garras e nos pregaram o amor do próximo. Arrancaram-nos das mãos o
    brilhante dardo da nossa vontade altiva e pregaram-nos o amor do próximo! E
    foi assim que nos entregaram nus à tempestade da vida, na qual
    incessantemente sobre nós caem as marretadas do destino, ao mesmo tempo
    que, por outro lado, se nos prega o amor do próximo!
    Todos, sustendo a respiração, escutavam. Os criados não se atreviam a mexerse
    e mantinham-se firmes perto da mesa segurando nas mãos as bandejas de
    prata. As palavras do desconhecido, como um sopro violento de tempestade,
    rompiam o abafado silêncio.
    – E nós obedecemos – continuou ele. – Obedecemos cega e estupidamente a
    essa ordem insensata. Partimos em procura daqueles que tinham sede, dos que
    tinham fome, dos doentes, dos leprosos, dos fracos e nós próprios somos
    doentes e miseráveis. Sacrificamos a nossa vida para erguer aqueles que
    caíam, animar os que duvidavam, consolar os que estavam tristes, e nos
    próprios desesperamos. Aos que tinham assassinado as nossas mulheres e os
    nossos filhos, tinham lançado a discórdia nos nossos lares, não destruímos as
    suas próprias casas, e eles puderam esperar nelas calmamente o fim dos seus
    dias.
    Um terrível acento de zombaria fez-lhe tremer a voz, e continuou:
    – Aquele que celebram como Messias transformou o mundo inteiro num
    enorme hospício de doentes incuráveis. Os fracos, os miseráveis e os inválidos
    são seus filhos e seus favoritos. Então os fortes viriam ao mundo apenas para
    proteger, servir e velar por esses inermes seres? E se eu sinto em mim um
    fogoso entusiasmo, um entusiasmo intenso e celeste para a luz, se subo com
    firmeza o caminho escarpado e pedregoso, devo acaso, quando vejo já
    flamejar o divino fim, inclinar-me para o inválido caído à beira do caminho?
    Devo anima-lo, erguê-lo, arrasta-lo comigo e gastar a minha força ardente a
    tratar desse cadáver impotente que, alguns passos adiante, cairá de novo,
    prostrado? Como havemos nós de subir, se todas as nossas forças forem
    aplicadas em proteger e erguer os miseráveis, os oprimidos e até mesmo os
    preguiçosos hipócritas que não têm medula nem alma?
    Elevou-se um murmúrio.
    – Silêncio! – exclamou o estrangeiro numa voz de estentor. – Sois demasiado
    fracos para confessardes que é assim mesmo como eu digo. Desejais enterrarvos
    eternamente no pântano. Julgais ver o céu porque vedes o reflexo dele no
    regato. Ora, compreendei-me bem. Ligaram a nossa força à terra. É preciso
    que ela se apague miseravelmente nos braseiros da misericórdia. Deve servir
    apenas para acender o incenso da piedade, para produzir os vapores que nos
    entorpecem os sentidos. Ela, essa força que poderia elevar-se para o céu como
    uma grande chama livre e jubilosa!
    Todos se calaram. Sorridente, o estranho desconhecido prosseguiu:
    – E se os nossos antepassados fossem macacos, animais selváticos movidos
    por poderosos instintos naturais, e se um Messias lhes tivesse pregado o amor
    do próximo, obedecendo à sua palavra eles ter-se-iam impedido de realizar
    todo e qualquer desenvolvimento das suas possibilidades. Nunca a massa
    múltipla e estúpida pode determinar o progresso; só o «único», o grande, que
    odeia a populaça, obscuramente consciente da sua baixeza, pode caminhar
    sem receios na estrada da vontade, com uma força divina e um sorriso
    vitorioso nos lábios. A nossa geração também não esta no cume da pirâmide
    infinita do devir. Também nós não significamos um termo. Também nós não
    estamos ainda demasiado amadurecidos como vós presunçosamente acreditais.
    Portanto, para a frente! Não havemos de elevar-nos pelo conhecimento, pela
    vontade e pelo poder? Não devem os fortes conseguir escapar da atmosfera de
    constrangimento e de inveja das massas para seguirem em direcção à luz?
    «Ouçam-me todos! Encontramo-nos em pleno combate! À direita e à esquerda
    de nós caem os nossos companheiros; caem vítimas de fraqueza, de doença, de
    vício e de loucura… e de todos os outros projécteis que sobre eles vomita o
    destino terrível. Deixem-nos cair, deixem-nos morrer abandonados,
    miseráveis! Sejam duros, sejam terríveis, sejam impiedosos! É preciso
    avançar. Para a frente!
    «Para que são esses olhares de temor? Sois acaso cobardes? Receais, vós
    também, ficar para trás? Pois então deixai-vos para estoirar como cães! Sou
    forte, tenho direito de viver. O forte segue sempre em frente!… As fileiras
    cerradas abrir-se-lhe-ão. Mas são pouco numerosos os grandes, os poderosos,
    os divinos que, com os olhos cheios de sol, esperam a nova terra sagrada.
    Talvez que isso ocorra dentro de milhares de anos. Talvez que então, com os
    seus braços fortes, musculosos e imperiosos construam um templo sobre os
    corpos dos doentes, dos fracos e dos enfezados… Um império eterno…»
    Os olhos brilhavam-lhe. Levantara-se. A sua silhueta erguia-se com grandeza
    sobrenatural. Parecia aureolado de luz. Tinha o aspecto de um deus.
    O olhar pareceu demorar-se-lhe um momento na visão maravilhosa; depois
    regressando, subitamente, à realidade concluiu:
    – Vou através do mundo para matar o amor. Que a força seja convosco! Voume
    através do mundo para pregar aos fortes: ódio, ódio e ainda ódio!
    Todos se olharam, mudos. A baronesa, dominada por viva emoção, calcava o
    lenço contra as pálpebras.
    Quando ela levantou os olhos, o lugar ao canto da mesa estava vazio.
    Percorreu-os a todos um frémito. Ninguém proferiu palavra. Os criados,
    trémulos ainda, retomaram o serviço.
    O gordo banqueiro, sentado em frente de mim, foi o primeiro a retomar o uso
    da palavra.
    Disse entre dentes: – Era um louco ou…
    Não ouvi o resto da frase, porque o homem mastigava com a boca muito cheia
    um pedaço de empadão de lagosta.

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