9 thoughts on “SOS Krugman”

  1. Quem está disponível para um Serviço Público?

    Traduzir e publicar textos que falam de nós e que só são compreendidos tendo um bom nível de conhecimento da Língua Inglesa.

  2. Essa “tradução” do económico é uma aldrabice. Por exemplo, a descrição que ele faz do Portugal normalizado (quando visitou o país segunda vez) diz respeito a Portugal 25 anos depois de 1976 (portanto em 2001), e não em 2012. Mais logo, se puder, ponho aqui uma tradução decente.

  3. agora calhava bem fazer um terceiro, motivador, que descrevesse de que é feita a massa do povo. senão só dá vontade é de chorar enquanto recebemos os bifes, que vêm ao cheiro da pobreza, no algarve.

  4. O lamento de Paul Krugman (traduzido de http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/05/27/portuguese-memories-trivial-and-personal/)
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    Memórias portuguesas (trivialidades pessoais)

    Não quis misturar isto com o meu texto substantivo sobre Portugal, mas tendo em conta que certos leitores poderão estar interessados nas minhas memórias mais ou menos piegas da juventude.

    Assim sendo… no ano de 1975, logo após o derrube da sitadura que governara o país durante meio século, o governador do banco central de Portugal, José da Silva Lopes, telefonou ao seu velho amigo Dick Eckaus, professor do MIT, a ver se conseguia que algumas pessoas do MIT viessem e lhe dessem alguns conselhos de especialista. Meu dito, meu feito; uma equipa composta (penso eu) por Eckaus, Rudi Dornbusch, and Lance Taylor compareceu (e eu tenho a certeza que Bob Solow também viajou). Aparentemente, eles fizeram um excelente trabalho a acertar as contas nacionais, entre outras coisas, mas Silva Lopes queria mais. Infelizmente, da segunda vez os professores mais graduados do MIT não estavam disponíveis.

    Pouco tempo depois, no Verão de 1976, os portugueses conseguiram cinco estudantes de doutoramento do MIT: Miguel Beleza (um português que posteriormente trabalhou como governador do banco central e como ministro das finanças), Andy Abel, Jeff Frankel, Ray Hill (que saíu para o sector privado) e eu. Tendo em conta a reputação académica futura, eles conseguiram um belo grupo! No ano seguinte, a propósito, eles conseguiram David Germany, Jeremy Bulow e (vejam lá quem lhes calhou) Ken Rogoff.

    Portugal, no Verão de 1976, era um local estranhamente interessante; estava ainda algo caótico, no rescaldo do golpe e da retirada do seu império africano (os hotéis estavam cheios de retornados de África, aí colocados temporariamente). Lisboa mais se assemelhava a um fóssil; muito do seu aspecto e infraestrutura pouco haviam mudado desde o início do século XX. A democracia parecia vacilar, embora na verdade os cartazes maoístas, que estavam por toda a parte, eram ilusórios; a esquerda democrática ganhara decisivamente, ainda antes de eu ter chegado (embora a TV ainda estivesse a mostrar programas da Alemanha de Leste sobre tractores, ao mesmo tempo que as salas de cinema tentavam reduzir o atraso com que estavam relativamente a dez anos de pornografia ocidental).

    O país, em resumo, era fascinante, cativante; e era, ainda, muito pobre.

    Vinte e cinco anos depois reunimo-nos numa conferência e, para ser sincero, Lisboa foi então uma pequena desilusão. Tinha-se tornado numa normal cidade europeia; na melhor das hipóteses, era uma cidade de charme. Mas esta normalidade era, como todos reconhecemos, uma coisa maravilhosa: Portugal havia emergido de uma longa e conturbada história para se tornar parte da decência mais básica do modelo social europeu.

    Só que, agora, tudo isso está posto em causa.

    Algumas vezes encontro europeus que pensam que as minhas duras críticas à troika e às suas políticas significam que sou anti-europeu. Pelo contrário: o projecto europeu, a construção da paz, da democracia, da prosperidade através da união, é uma das melhores coisas que aconteceram à humanidade. E é por isso que as políticas erróneas que estão a despedaçar a Europa constituem tamanha tragédia.

    Uma foto desfocada (e ainda assim, embaraçosa): Beleza, Abel, Frankel, eu.

    http://graphics8.nytimes.com/images/2013/05/27/opinion/052713krugman1/052713krugman1-blog480.jpg

  5. que calasses a saída de esgoto.Devia haver imposto de solidariedade sobre a poluição provocada pela estupidez aguda e outro sobre a compulsão patológica de arrotar postas de merda sem quê nem porquê.

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