Perguntas inocentes no rescaldo de dois assuntos

1. Havia ou não havia uma vontade imensa de entrevistar José Sócrates? A mini-entrevista de ontem foi quase nada, mas, apesar disso, ouvi o jornalista Carlos Daniel na RTP-I a dizer que, se soubesse que Sócrates dava entrevistas, ele e muitos outros jornalistas também gostariam de o ter entrevistado! Impossível de esconder a invejinha de Isabel Damásio, ah, ah!
Espantoso o fascínio de Sócrates e o interesse pelo que terá a dizer (apesar dos gritos histéricos, que Freud explica).

2. Back to Brussels: Será que a Alemanha e a França estão convencidas de que o reforço, a generalização e o maior controlo das medidas de austeridade vão mesmo convencer os “mercados” a acabarem com a especulação? Não é hoje que o euro explode, mas os mercados na segunda-feira vão dizer como é. No fundo, não quererá mesmo a Alemanha acabar com isto tudo?

Ia já longa a madrugada em Bruxelas quando, após nove horas de negociações intensas, os líderes dos 17 países do euro fizeram divulgar uma declaração conjunta em que se comprometem a seguir o essencial das propostas franco-alemãs de reforço da disciplina orçamental. Angela Merkel queria que as novas regras ficassem inscritas na “pedra”, ou seja no Tratado de Lisboa e no quadro jurídico da União Europeia e das suas instituições.

Ou, lido em inglês, no site da BBC:

“Even so, the main impact of these changes will be in the long term.

Last night’s historic agreement has little to say about debt, about the absence of growth, about the European economies that continue to grow apart.

The major test will be whether a commitment to budgetary discipline frees up the European Central Bank to act more aggressively in the markets and so lower the borrowing costs of troubled countries like Italy and Spain.

The head of the ECB, Mario Draghi, was circumspect last night, saying only that the agreement was “going to be the basis for a good fiscal compact and more discipline”.

10 thoughts on “Perguntas inocentes no rescaldo de dois assuntos”

  1. .1 – bués de sonhos húmidos com o socras, atão a porteira e o crespo ficaram histéricas o que é bom sinal.

    .2 – uma vez que não conseguimos pagar a dívida deveriamos devolver aos bofes os bmw e os audis que comprámos.

  2. Não só os jornalistas. Há por ai muita gente interessada em fazer perguntas ao eng Sócrates, entre outras, perguntar-lhe como deixou o país chegar a esta situação?? O que lhe passava pela cabeça quando deixou chegar a divida a cerca de 100% do PIB?

  3. jose, jose…. você é mesmo assim ou é um dos tais (assessores) que é pago para ser assim?
    É que se é dos tais, a gente percebe. Se não, bom, trate-se meu amigo, trate-se porque isso é grave.

  4. Cara Penélope,
    entrevistar o Sócrates é vontade de muitos, pois sabe que terá o dia ganho. Seria bom que ele não caísse nessa.
    Por outro lado, assistimos, apenas mais uma vez, à teimosia e ignorância dos líderres europeus. Chutaram a bola conforme os seus reais interesses particulares e estão a borrifar-se no Europa de que tanto falam, esquecendo que essa mesma europa os engolirá no tsunami que anda já por aí.
    Tenho pena de ainda vir a morrer afogado, mesmo sabendo nadar e não tendo contribuído para ter chegado a este estado de coisas.

  5. Teofilo M: Claro que não vai cair nessa! Agora também não posso deixar de constatar que, ao Correio da Manhã, saiu-lhe o tiro pela culatra…

    Quanto à Europa, não vislumbrei qualquer solução urgente e eficaz para os países com a corda na garganta, como a Itália e a Espanha. Alguém acredita que os juros baixem para estes países após este acordo?

    Jose: Não sei o que lhe passava pela cabeça, mas, pela minha, passaria sem sombra de dúvida a urgência de medidas da UE para conter a especulação e ajudar os países que, alvo privilegiado dos ataques, estavam a procurar reequilibrar as suas contas após a crise do “subprime”, evitando desse modo o jugo da intervenção de troikas e quejandos.

  6. Estudou e mal um curso de engenharia do ISEL que é altamento técnico, e depois foi “acabar” a licenciatura numa privada de péssimo nível… mas o PS deixou-o ir em frente… Dizer que a dívida gere-se… é como gerir um orçamento familiar com base em empréstimos constantes de curta duração (cartões de crédito a fundo, MoneyGE, Cofidis; etc,etc,etc…) É um palhaço… tá visto… e não aprende, nem vê o impacto que os seus actos irresponsáveis estão a causar este sofrimento todo a um país!

  7. Dificilmente Portugal poderia ser mais precudicado com um frase tão curta, e logo pelo responsável máximo pelo endividamento do país. Certamente, José Sócrates é inimputável. Podem os portugueses dirigir-se ao seu banco e dizer também que a dívida da casa não é para pagar, é para ir gerindo.

  8. oi ignorante! onde é que já viste países a pagarem dívidas? quanto muito dão algum por conta e pedem mais, liquidação de dívidas é coisa de mortais. comparar uma dona de casa com um ministro das finanças só lembraria ao botas e com as consequências que conhecemos.

  9. Este (b)oi malta é o mais recente protótipo do ignorante piolhoso: querem ver que tamém estudou ingenharia no isel e agora lá na cambra é tratado por sôr ingenheiro e não se importa com isso? Mais que palhaço, tá visto…

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