Paguem e encerrem as portas

Segundo li no Observador, o Correio da Manhã desmente hoje as parangonas de anteontem impressas na sua primeira página sobre “a confissão de subornos a José Sócrates” por parte do presidente do grupo Lena. Afinal, dizem agora, com toda a ligeireza do mundo e numa página interior do pasquim (mas não online), que as declarações postas na boca de Joaquim Paulo Conceição eram … do procurador Rosário Teixeira. Um “lapso”, dizem.

Não acrescento comentários. Será escandaloso se o pedido de desculpas ao presidente da empresa for considerado suficiente para um não ressarcimento em sede judicial. Devem pagar e a vários atingidos.

34 thoughts on “Paguem e encerrem as portas”

  1. No estado de fúria em que estava o Presidente do Grupo Lena ? … nem sonhem !
    Vão pagá-las, SIM !

    Cambada de saloios ! Foi um “lapso” ! pouco faltou para dizerem que foi uma “gralha” da gráfica …
    Pedirem “desculpas” era meterem na primeira página a letras vermelhas garrafais “ONTEM A NOSSA CAPA ERA MENTIRA” ! … mas depois tinham de fazer isso dia sim, dia não …

    Como eles insultam o QI de quem compra aquela folha de bosta !

  2. “… declarações postas na boca de Joaquim Paulo Conceição eram … do procurador Rosário Teixeira.”

    portanto confessam que o róró é a fonte de informação das fugas ao segredo de justiça. o próximo passo será o róró desmentir alegando que não foi uma afirmação sua, mas sim uma pergunta que fez ao lenaboy quando do interrogatório e que não se trata de uma fuga porque o manhólas tem dois jornaleiros acreditados como assistentes no processo. portantes tudo nos conformes, tirem o cavalinho da chuva que não há indemnizações para ninguém. esta palhaçada é a justiça que temos e a que chamam estado de direito.

  3. “Como eles insultam o QI de quem compra aquela folha de bosta !”
    Então Jasmim, então…., você acha mesmo que quem compra, e lê, aquela trampa em forma de jornal tem algo de mensurável dentro da cabeçorra?

  4. Não, não acho.
    Acho que eles estão bem para o QI dos leitores… que por acaso são a maioria dos portugueses que ainda compram um jornal diário !

  5. Não percebo como é que esse jornal ainda hoje está nas bancas e tem um canal. É inconcebível, inacreditável.
    Estão constantemente a prejudicar pessoas.
    A linha editorial é uma e só uma, disparar em todas as direções, manchetes e títulos marcantes e polémicos, vender, pagar indemnizações e fazer a conta…vai dando lucro!
    É o desafio mais real à velha máxima. Não interessa se bem ou mal, o que interessa é ser-se falado!

  6. “A comunicação social é a entidade mais poderosa da terra. Ela transforma um culpado em inocente e um inocente em culpado.”
    (Malcom X)

    Eis o correio da manha!

  7. e agora é melhor que nos cuidemos, porque vem aí uma nova aquisição para o plantel do tablóide que é, segundo o implacável empresário Mars Gradivus, um jogador exímio na saraivada.

  8. https://www.publico.pt/sociedade/noticia/noticia-de-que-grupo-lena-tinha-confessado-subornos-a-socrates-estava-errada-1744430

    Lendo bem esta “notícia” no Público, conclui que este afunda na merda juntamente com o CM, o juiz e o procurador. O essencial está dito, para eles, isto foi só uma troca de nomes, a acusação está lá na mesma, o CEO é que nega, como negam todos os culpados. Estes jornais são cheios de artimanhas para sair por cima. O Público ao fim e ao cabo veio ajudar a desculpar o CM.

  9. Maria de Sempre, penso que o problema ainda é mais profundo. A facilidade com que a generalidade dos média faz eco deste género de coisas sem sequer se dar ao incómodo de verificar as fontes ou de sujeitá-las ao contraditório dos visados, diz tudo sobre o seu papel na produção da sociedade que somos.

  10. O jornalista virtual Manuel de Castro Nunes, ó Maria de Sempre mas o MCN é o Manuel de Castro Nunes Nogueira de Carvalho Freitas Guimarães por extenso, Poeta do Orpheu Passadista e Nada! Pois enquanto o sol brilha, e brilhará para todos nós acreditemos por enquanto, tens de organizar um passeio pedestre num destes sábados de manhã para os não-iniciados como eu descobrirem esses lugares misteriosos que se escondem na blogosfera lusitana (não te esqueças do Caldeira do Sindicato, …!).

    Nota, ainda assim. Só para dizer que está tudo muito bem, e até te agradeço novamente, mas diz lá ao Manel por extenso que acho que um houve um gajo que aqui no Aspirina B chamou primeiramente a atenção para a “moral de Kant’’. Vou pensar sobre o assunto, seria o Valupi?

  11. Maria de Sempre, tive entretanto o cuidado de comparar o post de 08.09.16 com o de 19.09.16 à procura do senhor Kant. Nada, o mais aproximado é que o Manuel de Castro Nunes Nogueira de Carvalho Freitas Guimarães por extenso, Poeta do Orpheu Passadista e Nada, há onze dias, se lamentava que, se a «sociedade portuguesa fosse uma sociedade culta [,] o juiz Carlos Alexandre seria de imediato objecto de uma investigação». Não é lá muito sofisticado o lado das causas, com o seu quê de um qualquer pessimismo Schopenhaueriano, mas arrisco sugerir que é mais uma daquelas cenas que se dizem ali à esquina a tocar a concertina e a dançar o solidó. Por outro lado, e quanto às consequências, que eu saiba também não se verificou nenhum inquérito, que o homem de quem se fala não é um objecto e que as alfaces, a beterraba, cebola, cenoura, couves, ervilhas e nabiças não serão, por agora (?), semeadas no quintal do super-super do super-TIC até porque a maldita realidade (aqui designada por Conselho Superior da Magistratura) contrariou mais uma vez as teses eco-e-evocadas pela Penélope.

    Dito isto que teremos por conclusão, afinal? Pois a verdade é que o Kant parece ter finalmente surgido na vida de MCN, bendita a hora.

  12. O juiz devia acautelar-se com essas brincadeiras kantianas, porque já antes dele um tal comendador Marques não-sei-de-quê que escrevia no Expresso se armou aos cágados e acabou por se espalhar ao comprido…

  13. Já pedimos, sim, e elas, as raparigas do bloco, mandam dizer que tu, bombas, és a maior besta
    que nos últimos tempos passou aqui pelo aspirina.

  14. As transferências de dinheiro para as contas do amigo Carlos Santos Silva tiveram todas origem no universo Espírito Santo. MP suspeita que foram contrapartidas por decisões do Estado na PT.

    cá estão os novos factos segundo a Cabrita

  15. Nem mais, Meirelles, e eu o disse em dois sítios diferentes (no Aspirina B, secundariamente). E fui depois à fonte assinalando aos comentadores do blogue primeiro, que entretanto se entretinham a passar o tempo num pingue-ponguismo sem interesse nenhum entre os anti-socráticos de sempre e alguns dos piores resistentes discípulos de São José que se conhecem aqui na casa, que olhar novamente para o que é essencial poderia «trazer algum bem-estar sobre uma parte daquilo que interessa».

    «Eric
    9 DE SETEMBRO DE 2016 ÀS 12:07
    Não vi, e se o post da Estrela Serrano é informativamente fiel nada de novo “aconteceu” durante a entrevista à SIC sobre as idiossincrasias do super-super do TIC que não fossem já conhecidas. Nomeadamente, aflige o aparente desprezo com que se refere à necessidade de complexização da sua arte, à complementaridade ou, pelo menos, a alguma actualização bibliográfica e teórica que as pós-graduações, os workshops e/ou o diálogo intelectual com os outros permitem (no campo dos direitos fundamentais, por exemplo). Sobre a sua elasticidade mental vi, algures, umas imagens pareceram-me que numa promo (?) em que o tipo citaria Kant sobre a moral (outro que, tal como o Henrique Monteiro, diz que quem lhe tira o Kant tira-lhe tudo). Parece-me que canhestramente, o que não estranharia porque [o] exemplo atrás referido é ele próprio um mau sinal.»

  16. … «as teses eco-e-evocadas pela Penélope», foneticamente dir-se-iam equivocadas. Cool, era de «teses equivocadas» que se falava ali. Dá p’ró Top 20 do Nobel 2016, Penélope?

  17. agora a érica faz concursos tipo quem-foi-o-primeiro-a-ler-o-poste-da-estrela-serrano que entretanto alguém tinha mencionado num comentário na caixa do aspirina.

  18. Ó Ignatz, dois minutos para ti: o meu comentário tinha uma segunda parte que, por motivos óbvios, não copiei para aqui. Ainda assim, e tal como o Pedro te ensinou, sempre te digo que ele trazia a subtileza que tu, nharro te chamei uma vez (quando linkaste um dos Diários Torguianos sem perceberes que estavas, exactamente, a ilustrar o que eu acabava de dizer sem perceberes, sequer, que o fazias) e, ainda, burro quando bastou meter-te uma pedra no caminho sobre o Humberto Delgado para andares umas horas perdido no Google books para depois vires dizer uma outra parvoeira e, ainda, ordinário e, ainda, onanista, e, ainda, e e e e e que são variados as chapadas e pontapés que vais levando aqui no Aspirina B, mas trazia uma subtileza, dizia, porque se se dirigia «aos interessados» que não tu, percebes agora?, e que tu, obviamente, não alcançaste. Um desenho: o post da Estrela Serrano estava cheios de erros, parecia escrito por ti (que a Deusa me perdoe!), ela os viu entretanto SEM VÍRGULAS e corrigiu-os.

    «[Nota, aos interessados. O post da Estrela Serrano surge cheio de erros, e não apenas de edição. Conheçce nomes?, por exemplo, que permite aos leitores fazer a arqueologia da coisa: depreende-se que a postante escreveu, primeiramente, conheçe e que, depois, corrigiu o verbo mas que ficaram grafados ambos. Ora, confesso que até tive necessidade de agora olhar para o teclado para ver onde estão as teclas respectivas no QWERT. Longe, e bastante.]»

    Nota, se calhar por caridade (que Deus me perdoe!) aqui vai para te foder os cornos mais um pouco; para o Meirelles e para os outros, interessados, fica este naco de prosa que li há pouco.

    «Aquela é de sua natureza hermética e não tem expoente definido; admite-se apriori que possui uma valência absoluta. Esta, feia ou agradável, piedosa ou pérfida, vive. Podemos reduzi-la a outras expressões, servirmo-nos dela como das energias captadas da natureza. Sem ela não é ponto de fé que à superfície da terra vingasse causa por muito nobre que fosse nem religião por mais paracleticamente que se arrogasse de revelada. Apenas os primários têm horror, em princípio, a esta perigosa forma do pensamento. A França, moderna Atenas, não podia deixar de empregar o temível ferro contra o poderio de Germânia. Em semelhante vitória, celebremos ainda um triunfo espiritual, triunfo sobre a matéria e a grandeza, e que isso nos console dos tratos que sofreu a terna e cândida divindade, filha de Cronos e mãe de Virtude e da Justiça.»

    Aquilino Ribeiro, 1934.

  19. yeah meu! à falta de não teres nada para dizer ainda temos que gramar os teus fetiches duarte marquesiânus com vírgulas. se o saramago te sufoca vai metendo vírgulas no cu (podes empurrar com o corrector ortográfico quando estiver atafulhado) e suspira cada vez que escreves uma palavra.

  20. Caro Ignatz: se o Eric e outros gajos do Aspirina B te incomodam não respondas.

    Vira-lhes o cu e manda-os foder (com ou sem strapon).

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