O pior da fruta: um cerejo e Verde

Lemos há dias que o Público estava com dificuldades de ordem financeira e que até iria reduzir o salário dos colaboradores. Talvez para aliviar o sufoco vendendo uns exemplares valentes, encomendaram uma “investigação” ao jornalista Cerejo, o que tem como dossiês exclusivos ora Sócrates ora António Costa (mas, com tantas qualidades investigativas, não se percebe porque nunca lhe deram o caso BPN).
Hoje calha a vez a Sócrates, o grande objecto do seu ódio. E o que “investigou” o jornalista? O processo académico de Sócrates na Independente, aproveitando a saída de um livro. Grande ponto de interesse do artigo: O antigo administrador da Independente, e autor do livro, diz ter consigo os originais dos documentos que serviram de base à investigação do DCIAP.
Primeira pergunta de qualquer leitor: E são discrepantes em relação às cópias? Parece que não.
Segunda pergunta: E porque não os entregou na altura? “Ninguém mos pediu”, responde Verde.
Se continuar por esta via dos “scoops” ocos, o Público extingue-se, o que é de lamentar, porque ultimamente estava francamente parecido com um jornal decente.

16 thoughts on “O pior da fruta: um cerejo e Verde”

  1. Eu sempre admirei o Sócrates e até me filiei no PS por causa dele, o que eu não esperava é que fosse tão importante, para apesar de não já estar no poder (infelizmente para este pobre País) haja tanta gente com saudades dele.!!!
    Deixai-os falar que mais tarde ou mais cedo hão-de comer o ódio que semeiam.

  2. O caso do Público há-de ser de estudo: de como um conjunto de fanáticos consegue destruir um jornal (por dentro), fechá-lo por falta de paciência do público – o leitor – de aturar tanta chafurdice e pôr centenas de pessoas no desemprego. Algumas dezenas já lá vão e o layoff dos próximos dias, se for aceite, envolve mais umas dezenas ( se não fôr, envolve, muito provavelmente o fecho do jornal). A delegação do Porto fecha. Pela segunda vez em dois anos, baixam os salários, por forma a reduzir os prejuízos de 5 para 3 milhões (nível habitual). E o que fazem para alterar a situação? Repetir a receita: mais chafurdice, mais não notícias, (não se fala da Madeira, do plano de austeridade para a mesma, do BPN (cruzes canhoto, nem pensar). È Sócrates, e só Sócrates, a obsessão. Que vão com a obsessão até à puta que os pariu. O Público hoje é um asco. Pena que muitos dos trabalhadores vão ficar sem emprego por causa desta meia dúzia de bestas (o papel principal, ninguém lho retira, o do Zé Fernandes, o que tinha mails falsos implantados nos computadores, pelo SIS).

    Antecipadamente, RIP

  3. É incrivel que ninguém perceba que há um nicho de mercado á espera de ser preenchido, cheio de leitores sedentos e com guito para gastar : o nicho do jornalismo sério.
    Pá…a sério, é uma verdadeira mina de ouro para quem souber pegar na coisa. Vai ter é de batalhar um bocado para arranjar jornalistas decentes que neste país se contam pelos dedos. Mas quando os tiver vai vir dinheiro! Paletes de dinheiro!
    Eu serei um dos que voltará a comprar um jornal caso apareça alguém com visão estratégica suficiente.

  4. Uma coisa me espanta: nenhum jornalista pergunta ao ex-vice reitor Verde por que caralho guardava o processo de Sócrates em sua casa? A ser verdade que os documentos são os originais é caso para perguntar por que os roubou da secretaria da universidade e o que pretendia fazer com eles.

  5. Um dia descobriremos que Sócrates até era mesmo um Engenheiro de reconhecidos méritos, de saber e experiência feitos, talvez um pouco à pressa de facto, mas está na moda, aldrabar diplomas, comprar exames, plagiar teses, copiar exames de acesso à carreira de magistrado, matricular os filhos em escolas que dão boas notas (pozinhos de perlim pimpim) para mais facilmente acederem aos cursos que os mesmos almejam prosseguir.
    Um dia descobriremos que Sócrates fará corar de inveja com o seu curriculum, António Guterres, Marçal Grilo, Correia de Campos, Mário Lino, Teixeira dos Santos, Freitas do Amaral, ou Ferro Rodrigues, entre muitos outros ministros socialistas e não socialistas dos Governos por onde passou.
    Vivemos na era da fraude. Não se olha a meios para atingirmos os fins desejados!
    Entretanto, vejo alunos brilhantes vindos das escolas públicas e não só, porque nem tudo é trafulhice, que com muito esforço e dedicação entram nas faculdades das nossas mais prestigiadas academias, nomeadamente as Universidades Públicas ou mesmo da Católica, fazem os seus cursos de forma impecável, procurando ir o mais longe possível no domínio do conhecimento e das experiências que lhes facultadas, obtendo bolsas de estudo cá e lá fora.
    No meio disto tudo, uma cáfila de “chico espertos” como o Licenciado José Sócrates, com reconhecidos méritos de oratória diga-se, vão enganando milhões de incautos que julgam estar nele a chave do Paraíso.

  6. o que me parece é que vão reduzir o salário dos trabalhadores.

    nos pagamentos dos colaboradores – vascos pulidos valentes e pachecos pereira – não dei que fossem mexer. lemos nós a mesma notícia?

  7. nm: Hoje em dia, na linguagem politicamente correcta e que mais não pretende do que amenizar ou diluir possíveis conflitos laborais numa estrutura empresarial, deixou de haver trabalhadores, há colaboradores. Claro que podemos rir com isso. É uma americanice. Mesmo assim, muitas empresas já denominam nesses termos o seu pessoal. Os antigos colaboradores dos jornais passarão a colunistas, opinadores, articulistas, o que quisermos. Foi nesse contexto que utilizei o termo colaboradores, embora arriscando ser mal interpretada se o Público ainda não tiver aderido à nova terminologia das relações laborais.-:)

  8. Não, não há colaboradores. Por algum motivo existe um código do trabalho e não do colaborador. Não me rio, nem acho que seja linguagem politicamente correcta. É a a novilíngua de que falava George Orwel em todo o seu esplendor.

    Aliás, usando um termo que não tem correspondência semântica com a realidade que quer retratar corre o risco de ser mal interpretada – eu não percebi realmente a quem se referia.

    Nos jornais económicos nunca se sabe se os jornalistas que usam o termo de forma pouco rigorosa se estão a referir à realidade, a um funcionário que trabalha lá e cumpre horários e obedece a hierarquia ou a alguém externo e com a qual não existe senão um vínculo episódico assente na prestação de um serviço sem carácter permanente. E isso tem implicações na percepção quando se escreve para outras pessoas lerem.

    Se eu decidir passar a chamar cadeiras às mesas e sempre que escrever sobre mesas meter o vocábulo cadeira não será por isso que estarei a a falar da mesam realidade, embora continue no mundo das salas de jantar.

    Um colaborador da empresa é o tipo que vai lá carregar a máquina de vending ou recolher os cartuchos da impressora. No jornal serão gente como o Pulido Valente ou o Pacheco pereira, a quem não li que fossem ter as avenças mexidas, e não serão pagos a menos de 10 mil euros. Quando a li a si pensei que tivesse lido mal a notícia do Público, pois não tinha visto que este tipo de gente viesse a ser atingida

  9. nm: Longe de mim defender o termo colaborador enquanto substituto de trabalhador. O que registo é que, por exemplo, em stands de automóveis (uma experiência recente), mas também em vários outros contextos, os trabalhadores são amiúde tratados por colaboradores. Pode estar incorrecto do seu ponto de vista e, do meu, como já disse, é uma forma de “dignificar” certas profissões ou uma tentativa de “transformar ” as relações laborais, mas reconhecerá que a diferença semântica entre um colaborador e um trabalhador é incomparavelmente menor do que a diferença entre uma mesa e uma cadeira. Aliás, pergunto-me se muitos trabalhadores se incomodam assim tanto com a “promoção” a colaboradores.
    Possivelmente, a nível dos jornais, os “trabalhadores” até preferirão ser chamados de jornalistas. Haverá, portanto, no Público, uma noticiada redução dos salários dos jornalistas. Assim está claro. Ignoro é se as reduções também abrangem os técnicos de limpeza, técnicos de informática e outros que eventualmente trabalhem para o jornal. Nesse caso, trabalhadores estaria mais correcto, mas colaboradores também não estaria “stricto sensu” incorrecto.

  10. Pessoalmente, estou-me a cagar para o “Público”, que para mim há mais de dez anos (desde que para lá entrou o manuel fernandes) deixou simplesmente de existir.

    Mas daqui informo todas as cerejeiras e todos os cabritos desse mundo-cão onde vivem essas criaturas que, a mim, o que me interessava mesmo, caralho, era saber os “pormaiores”, sórdidos ou não, dessa mega-burla dos banqueiros gatunos, que agora estamos todos condemados a pagar! Isso é o que mais nos interessa, seus palhaços! E apartir daí têm um mundo infindável de esterco alaranjado onde podem chafurdar!

    Vão, escarafunchem bem fundo, enterrem-se na trampa, mostrem a podridão toda à matilha dos vossos consumidores, cambada de hienas, que eles vos recompensarão como merecem: com uma dentada tal nesse nariz, que vos arranque de vez a cachola!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.