Inamovível. Ah! E para quê, ao certo?

Acompanhem-me, que é giro. Seguro transportado numa liteira real, num transe de felicidade, aos círculos no gabinete do Largo do Rato, enquanto a sua dúzia de apoiantes lhe grita “Sois rei! Sois rei!” Lá fora, ninguém liga ao improvisado manicómio.

«Na direcção socialista repete-se que “o secretário-geral é inamovível” e sublinha-se que Seguro, ao avançar com as eleições primárias, abriu mão de uma prerrogativa que tinha ao ser líder: ser candidato do PS a primeiro-ministro.»

Magnânimo, não é? Até “abre mão de uma prerrogativa”.

Com expediente atrás de expediente, a ainda direção do PS pretende impedir que o líder vá a votos. Todos sabemos porquê: perderia para António Costa. Um dia é porque o líder não se demitiu e, por conseguinte, não pode haver eleições (querem maior ridículo?); outro é porque os congressos extraordinários não servem para eleger o líder – são as diretas que os antecedem; outro ainda é porque é na comissão nacional que se decidem as diretas e Seguro tem a maioria neste órgão, que votará sempre contra. Maria de Belém pede pareceres jurídicos… Chegámos mesmo a ouvir, há dias, um engasgado Eurico Brilhante dizer (por omissão) que o resultado das primárias, se favorável a António Costa, não conduz automaticamente à demissão do secretário-geral. Ouvimos bem: dali ninguém o tira, nem que não seja ele o primeiro-ministro socialista.

Os estratagemas estão a ser demasiados e os seus autores nem sequer se apercebem de que apenas se descredibilizam com estas tentativas de fuga. O que Seguro quer já sabemos: manter-se na Torre de Marfim invocando os estatutos que ele próprio fez aprovar, ainda que tudo comece a ruir à sua volta. E ir despejando baldes de veneno contra os seus adversários. Barricado, pensa ganhar assim as próximas legislativas. Ninguém vê como. Nem ele. Daí o irresponsável divertimento.

11 thoughts on “Inamovível. Ah! E para quê, ao certo?”

  1. Seguro que lavas no rio
    Que talhas com o teu machado
    As tábuas do teu caixão.
    Pode haver quem te defenda
    Quem compre o teu chão sagrado
    Mas o nosso voto não.

  2. tenho cá um pressentimento que as próximas legislativas vão ser de lista única à semelhança da eleição para a liga portuguesa de futebol e que o costa só se safa com uma solução tipo matosinhos.

  3. Ver os militantes do PS a assistir a este lamentável espectáculo, sem lhes ouvir um grito de revolta, faz-me acreditar que somos um povo composto maioritariamente por obedientes ovelhinhas medrosas, onde qualquer rato mais atrevido as assusta.
    Talvez por isso, o ‘botas’ foi afastado por uma cadeira.

  4. É cada vez mais claro que, maioritáriamente a direção
    do PS é composta por “jovens” turcos feitos à imagem
    do seu lider que, por alguma razão os escolheu!
    O secretário brilhante, além de mastigar as palavras ao
    falar, escreve sobre idéias que devem ser debatidas mas,
    quais idéias? A re-industrialização 4.0 ? Para eles o tempo
    passa sem darem por isso, três anos e duas “vitórias” no
    activo … sem conseguir chamar a si uma confortável maio-
    ria que lhes permita fazer diferente para melhor dos esta-
    rolas que estão na governação!
    Não se ganha competência por convidar pessoas com
    currículo para integrar uma lista ou por encomendar uns
    pareceres … pelo que temos observado nestes dias eles
    estão ao nível dos estarolas alaparados no Pote!!!

  5. Os militantes do PS, como toda a gente sabe, estão na sua maioria com António Costa. É sabido que Seguro só foi eleito por falta de comparência do adversário mas sem nunca ter gerado entusiasmo. Os militantes, na sua maioria, nunca aceitaram a estratégia política passiva desta direcção e muito menos a sua aceitação tácita da diabolização dos últimos governos do PS. Nenhum militante honrado o poderia aceitar. Pode-se discutir tudo mas não se pode renegar a história do partido como se não fôssemos todos responsáveis por ela. Dito isto, como militante do PS, se existirem eleições legislativas sem que tenha havido antes eleições no PS entrego o cartão de militante. Se querem destruir o PS não contam com a minha anuência. Se o partido deixou de existir tal como o reconheço então não faz sentido continuar a apoiar uma estrutura que servirá apenas o interesse pessoal de uns quantos privilegiados com acesso ao poder.

  6. Acredita mesmo que António Costa é uma mais valia? Eu creio que os portugueses não querem o regresso de socrates e da sua nojenta escumalha. Sociologicamente os portugueses estão a mudar. Cada vez mais há pessoas que não acreditam na religião e futebol. Nos tempos em que não havia internet e os canais generalistas, havia uma maior asfixia democrática. Os tempos estão a mudar. Sinceramente não quero o regresso de figuras falsas, sinistras e plásticas. Socretismo, ou neo-socretinicos como Costa e companhia, não obrigado. Também dispenso membros da maçonaria (António Costa, afilhado de Soares) e opus-dei nos governos. FDP

  7. “Acredita mesmo que António Costa é uma mais valia? ”

    eu acredito é que mais valia estar quieto a escrever asneira. sabes o que é um canal generalista e quando apareceu o primeiro? e a asfixia democrática será aquela coisa que a velha inventou para perder eleições e que provoca anorexia nervosa nos penguins? o resto das considerações carecem de fundamento e os gostos expressos revelam parvoeira congénita.

  8. a nojenta escumalha,é o gang que nos governa,sustentado por um bando de ladroes de bancos e um presidente em estado vagal!

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