A propósito do recente ataque ao Irão (e de outros acontecimentos), ouve-se muitas vezes “E a Europa? Não diz nada, não faz nada, não condena, não defende o direito internacional?” A essas pessoas eu digo “E o que querem que diga, que faça?”. Que é inadmissível alguém querer acabar com o regime do país do mundo que mais desestabiliza o Médio Oriente e mais além e não respeita ele próprio, nem de perto nem de longe o direito internacional nem os direitos humanos? Que discorda do método utilizado (quando não parece haver outro), depois das dezenas de milhares de mortos nas ruas das cidades persas por decisão do tal regime?
Como saberão os que aqui vêm dar uma vista de olhos, Donald Trump provoca-me asco e revolta. Narcisista nojento, ignorante e má rês. É uma besta a nível interno, corrupto até dizer basta, mentiroso e inqualificável na sua amizade com o assassino Putin. No entanto, eventualmente disruptor a outros níveis. Por exemplo, a Faixa de Gaza: a minha visão para a paz naquele canto do mundo seria transformá-lo num parque temático sobre as religiões “do Livro”, com hotéis de apoio, financiado por milhões de visitantes como os que visitam as pirâmides do Egipto ou os sítios arqueológicos mexicanos, vestígios de um passado ou glorioso ou cruel, mas passado e História. Claro que ainda não estamos aí, infelizmente. Talvez quando nos visitarem alguns extraterrestres. Mas a “Riviera de Gaza” do Trump e dos promotores imobiliários que o apoiam não anda muito longe disso. Seria bem mais útil que as pessoas de Gaza, permanecendo ali em casas novas e decentes, começassem a trabalhar no turismo do que passarem a vida a queixar-se dos judeus, a escavarem túneis para prepararem ataques e esperarem ajuda eterna da comunidade internacional. É evidente que, para isso, o Hamas, os Houthis e o Hezbollah terão que mudar de vida. Coisa que só pode acontecer se a torneira do financiamento se fechar e o sectarismo/fanatismo religioso violento secar em consequência.
Mas no que toca à Europa: é ou não é do seu interesse que o regime teocrático de Teerão mude e deixe de financiar os movimentos terroristas que pululam não só pelo Médio Oriente, mas também em células na Europa? E que deixe também de apoiar o regime russo? Se é do seu interesse, não seria de uma suprema hipocrisia, como parecem querer muitos, cortar relações com Washington ou levantar-se em peso, indignada com o que está a acontecer, como se isso não fosse sinónimo de solidariedade com o regime de Teerão e como se o ataque fosse também uma declaração de guerra à Europa? E os milhões de iranianos que anseiam e morrem pela queda do regime? Não merecem solidariedade?
Alguns dirão: Ah se assim é, então por que razão a Europa não se junta à causa americano-israelita e participa no ataque? Ora, porque não pode. Em primeiro lugar, ninguém lhe pediu ajuda e, segundo consta, nem conhecimento lhe deram. As relações Europa-EUA andam azedas, como sabemos, e com boas razões. Por outro lado, não possui forças militares e financeiras suficientes para se meter em mais outra guerra. Já basta a da Ucrânia. Em terceiro lugar, a rua árabe presente na Europa (culpa própria, eu sei) incendiar-se-ia num ápice. Sem força, por enquanto, resta à Europa o tempo. O que não interessa nem a Israel nem ao Trump (que não tarda morre). Pode correr muito mal esta operação “Fúria épica”? Não sabemos, mas compreendo que para Israel esta é uma oportunidade quiçá única.
Para concluir, é um facto que alguns conflitos recentes foram incentivados pelos Estados Unidos e que a União Europeia acaba a pagar as favas. Mas eu não diria mal. A Europa é um “work in progress”. E o belicismo há anos que está afastado da sua agenda, para nosso grande bem-estar.
Tem a certeza que é isto o que nos queria dizer?
Isso. Entre a apologia do rouba mas faz de Trump e a disneylândia das religiões como resposta ao genocídio, um pessoa fica indecisa. Acho que é ironia. Vou reler (estava a brincar, não vou).
Penélope, enganou-se no endereço ao enviar a coluna de opinião para o Observador.
Os EUA tratam o planeta da mesma forma que trataram os índios:
– ou se submetem ou serão alvo de extermínio.
“E o belicismo há anos que está afastado da sua agenda, para nosso grande bem-estar.” a europa é um asilo , os velhos não combatem , não conseguem.
Nota: O “parque temático” a que me refiro inclui, evidentemente, o judaísmo. Israel e vizinhos, um local histórico de encontro entre as religiões cristã, judaica e muçulmana. Digamos um parque de memória. Mas ainda não estamos lá.
VE LÁ SE ENTENDES
—————————————————————————————————————————
Teste
Quando alguém acha que a necessidade de observância das regras do Direito Internacional depende da simpatia ou da antipatia que um determinado país ou regime lhe merece, fica tudo dito sobre a ética e a moralidade dessa pessoa.
By Francisco Seixas da Costa at sábado, fevereiro 28, 2026
————————————————————————————–
SO PARA ESCLARECER O termo “preventivo” é pura propaganda.
Ontem, o Ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, mediador nas negociações entre os EUA e o Irã0, revelou que o Irão ofereceu restrições sem precedentes ao seu programa nuclear para evitar uma guerra.
Durante uma entrevista à CBS , ele explicou :
MINISTRO ALBUSAIDI: Estou confiante e, na minha avaliação do andamento das negociações, acredito que realmente podemos ver que o acordo de paz está ao nosso alcance.
MARGARET BRENNAN: Um acordo de paz?
MINISTRO ALBUSAIDI: Sim, está ao nosso alcance, se apenas dermos à diplomacia o espaço necessário para chegar lá. Porque não creio que qualquer alternativa à diplomacia vá resolver este problema.
…..
MINISTRO ALBUSAIDI: A conquista mais importante, creio eu, é o acordo de que o Irão jamais terá material nuclear capaz de produzir uma bomba. Esta é, penso eu, uma grande conquista. É algo que não constava do antigo acordo negociado durante o governo do Presidente Obama. É algo completamente novo. Isso torna o argumento do enriquecimento menos relevante, porque agora estamos falando de zero estoque. E isso é muito, muito importante, porque se não se pode estocar material enriquecido, não há como se produzir uma bomba, independentemente de se enriquecer ou não. E acho que isso é algo que passou despercebido pela mídia, e quero esclarecer isso do ponto de vista de um mediador.
MARGARET BRENNAN: Então explique isso. Então, o material enriquecido, coisas que poderiam ser usadas como combustível nuclear para uma bomba, você está dizendo que o Irã não manteria em seu próprio território?
MINISTRO ALBUSAIDI: Eles desistiriam.
Abrir mão do armazenamento de material enriquecido de vários graus é uma concessão que o Irã nunca fez antes. Isso, de fato, tornaria impossível para o país a criação de uma bomba nuclear.
Os EUA, no entanto, não estavam interessados em um acordo nuclear. Horas depois da entrevista de Albusadi, juntaram-se a Israel em uma guerra “preventiva” contra o Irã .
nem tinha lido essa do parque temático… tipo disneylândia ? ele há gente que devia ser trancada no manicómio , são um perigo á solta.
Concordo em absoluto com PENÉLOPE. Muito bom artigo.
censura is back
Não é preciso, sempre foi.
Foda-se pensei que já tinha lido de tudo, nem sei que diga, nem sei que faça…
Caros comentadores: a esmagadora maioria dos comentários não tem interesse nenhum. Não discutem nada, não argumentam. O tema do ataque ao Irão tem tudo para suscitar polémica. Aqui só suscita insultos. É lamentável. Deve alguém fazer alguma coisa para que o Médio Oriente se pacifique? Se sim, o quê? Conversar? Com quem e para quê? Decapitar o Governo do Irão é contraproducente? Se sim, e admito que sim, o que é que não seria contraproducente? Talvez o Médio Oriente esteja bem assim? Talvez os manifestantes que protestam no Irão não estejam bem a ver a coisa? Mas se o Médio Oriente não está bem, a eliminação do Estado de Israel resolveria de vez o problema? A acontecer isso, o Ocidente e o mundo ficariam mais seguros? É errado a Europa rearmar-se quando o mundo à sua volta entra em ebulição e não por culpa sua? O que pode acontecer se não se rearmar? Gostamos da democracia e queremos protegê-la ou ansiamos por regimes totalitários como o da Rússia? Enfim, o que agradeço é que discutam de boa fé. O mundo não é a preto e branco. Tenho poucas certezas absolutas, mas algumas “quand même”. 1.a democracia é o melhor regime político que se conhece, qualquer alternativa mexe com a nossa liberdade e 2.a religiosidade excessiva faz mal à mioleira e seria positivo que passasse à História. Os deuses não resolvem nem nunca resolveram coisa nenhuma.
quando te respondem, censuras.
e agora choras!
@Penelope
Deve alguém fazer alguma coisa para que o Médio Oriente se pacifique?
Sim.
Se sim, o quê? Conversar? Com quem e para quê?
Depois das retardadisses mentais que apoiamos nos ultimos 5 anos, ninguem no Medio Oriente “conversara” de boa fe connosco (Imperio Americano e seus aliados). Que fazer? Nao bombardear seria benefico. Nao apoiar o projecto imperialista de Israel para a criacao do “Grande Israel” tambem.
Decapitar o Governo do Irão é contraproducente?
Contraproducente para quem? Contraproducente para o que? Contraproducente em relacao ao que? Este tipo de linguagem preguicosa nao ajuda ao debate de ideias… mas presumindo que o contraproducente e para a paz entre Estados na regiao, entao a resposta e sim, e contraproducente e muito.
Se sim, e admito que sim, o que é que não seria contraproducente?
Nao decapitar o Governo de Irao.
Talvez o Médio Oriente esteja bem assim?
Nao esta. Mas a desestabilizacao da regiao sempre teve natureza exogena. Nao e fenomeno endogeno.
Talvez os manifestantes que protestam no Irão não estejam bem a ver a coisa?
… non sequitor
Mas se o Médio Oriente não está bem, a eliminação do Estado de Israel resolveria de vez o problema?
Nao. Ate porque a eliminacao do Estado da Siria, a eliminacao do Estado do Iraque, a eliminacao do Estado do Libano nao no sentido literal mas certamente como Estados funcionais sugerem que este tipo de fenomeno tende a aumentar as ambicoes imperialistas dos Estados funcionais remanecentes na regiao. Com este contexto em mente, e profudamente desapontante e surpreendente constatar que ha observadores que se auto-intitulam de independentes e serios sugerirem que a eliminacao do Estado do Irao, como Estado funcional “resolveria de vez o problema”? Ja agora: qual e, exactamente, “o problema”, Penelope?
A acontecer isso, o Ocidente e o mundo ficariam mais seguros?
Seguros de que? Seguros para que? Seguros em relacao ao que? Eu avanco com a tese, Penelope, de que a tua linguagem preguicosa serve apenas para obfuscar a discussao.
É errado a Europa rearmar-se quando o mundo à sua volta entra em ebulição e não por culpa sua?
Sim.
O que pode acontecer se não se rearmar?
Prolongar o periodo sem precedentes de paz dentro do continente europeu.
Gostamos da democracia e queremos protegê-la ou ansiamos por regimes totalitários como o da Rússia?
A democracia e inviavel no seio de um sistema de producao capitalista sem freios nem contrapesos.
encosta a tua cabecinha: Não sei de que estás a falar. Eu não censurei nada.
Lowlander: Primeiro parágrafo: não é verdade. A Síria, a Jordânia, as monarquias do Golfo (não digas, eu sei que são violentas internamente) conversam com o Ocidente. Abriram-se ao mundo: não só ao Ocidente, mas também à China, à Rússia. Toleram os hábitos do resto do mundo nas suas terras. Conversam com Israel. Não é boa resposta dizeres “não fazer uma determinada coisa ajudaria”. A mim interessa-me o que farias mesmo. Acreditar que um Israel bem comportado acabaria com os conflitos é lirismo e ignorância sobre o que dizem os grupos radicais.
Segundo: Vejo que não consideras o regime do Irão e o financiamento dos seus proxies um factor negativo para a paz na região. Registo.
Natureza exógena? Estás a dizer que o regime teocrático inqualificável dos Ayatollahs é produto ocidental? Há 49 anos? Queres desenvolver? Queres dizer que não exploram o fanatismo religioso para se manterem no poder? Queres dizer que os miúdos que são mandados explodir pelo Hamas são culpa do Ocidente? As decapitações? As mutilações?
Terceiro: O mundo seguro. Costumas viajar de avião? Gostas de ser revistado? Gostas de ter segurança reforçada em salas de espectáculos depois de atentados de radicais islâmicos? Gostas que seja preciso expulsar pessoas da Europa por apelo ao terrorismo? Eu não. Preferia viver sem ameaças de chalupas financiados pelo Irão.
O rearmamento da Europa: consideras negativo, apesar das ameaças verbalizadas pela Rússia dia sim dia não. Não comento. Para não ser malcriada.
Não percebi a tua última afirmação. És comunista? Dou de barato que já devias estar esgotado.
Penelope, o regime dos ayahtolas é absolutamente produto ocidental. É facil desenvolver, surgiu na sequencia de uma ditadura imposta pelo ocidente em 1953. De nada.
Ps – Não sabes do que sstou a falar porque nem sabes moderar os teus post, mas isso tb não é culpa minha
Nesse parque tematico, sobre as religiões, impunha-se garantir nos painéis interpretativos os horrores provocados por essas religiões – até hoje. E não sabemos até quando no futuro. No essencial estou de acordo com este post.
Israel está a conseguir resolver o seu drama existencial.
Desejo que a Ucrânia o consiga também. Trump e Putin, faço votos, terão o mesmo fim que quase metade dos imperadores da Roma Antiga. Eles mesmo estão a mostrar como é.
E não há motivo nenhum para se queixarem dos israelitas, pois não?
A anexação de territórios, os campos arrasados, os pocos de água aterrados, as casas derrubadas, o expansionismo bíblico de colonos ferozes e homicidas, o bombardeamento rotineiro de países vizinhos, os jovens raptados e devolvidos sem órgãos, as torturas brutais nas prisões, a sodomia, sao tudo coisas que os palestinianos ainda devem agradecer não são?
Já agora, vai estudar. A maioria das execuções no Irão são feitas pela corda e a campeã de mutilações e decapitações e a Arábia Saudita.
Tu engoliste a treta dos 30 mil mortos por isso que interessa as 100 crianças mortas numa escola primária se depois disso vier a liberdade pelas maos de um filho do passado da marmita deposto em 1979.
Que não prometeu liberdade nenhuma mas uma monarquia absoluta como a que existe nos estados do Golfo.
Já agora, achavas normal que Portugal fosse bombardeado e centenas das suas crianças mortas para nos livrar do Salazar?
Vai ver se o mar da choco.
«Caros comentadores: a esmagadora maioria dos comentários não tem interesse nenhum. Enfim, o que agradeço é que discutam de boa fé. O mundo não é a preto e branco. Tenho poucas certezas absolutas»…
Tem mais certezas do que pensa, Penélope: por exemplo, que os EUA e Israel são melhores que os seus inimigos; ou que são realmente democracias. O mundo não é a preto a branco, mas o seu lado é o branco e quem o questionar é maluco, comuna ou ambos.
A sua abertura a outras posições é tipicamente (neo)liberoca: admite apenas ligeiras variações dentro do mesmo modelo americano, capitalista e imperialista. Adepta do ‘fim da história’, se puxarem só um pouco por si desata aos gritos sobre a Coreia do Norte.
O seu desprazer é meramente estético: não gosta do Trampa. Como ignora o longo passado criminoso e hipócrita dos EUA, incluindo o golpe da CIA que afastou Mosaddegh, um entre tantos, nem percebe que ele faz o mesmo de sempre, apenas sem disfarce.
O Ocidente está cheio de Penélopes: libelinhas mui abertas e tolerantes, que acham uma linda ideia fazer da terra dos outros um “parque temático” para as classes médias lá irem passear. Sim, ficam tristes ao ver na TV as crianças de Gaza, ou ouvir dos pretinhos que morrem diariamente no Mediterrâneo, mas que se pode fazer, né? Não há omeletes sem partir ovos.
Certinho, para as Penélopes, é que nada pode afectar o seu bem-estar. Isto é que é essencial. Democracia é ter Netflix, comprar na Amazon, ouvir Beyoncé e louvar Israel. Não queremos cá maluquinhos comunas a estragar-nos a democracia, nem a questionar a benigna pax americana, nem outros comentários de má fé sem interesse nenhum. Isto não é a União Soviética.
alguns dados : no irão nos últimos 5 anos morreram entre 4200 a 5000 pessoas executadas pelos estado ; nos eeuu , executadas indirectamente pelo estado ao permitirem armas de fogo , morreram 230 mil pessoas . quanto a quem mata mais , estamos conversados.
O que se retira daqui é que se o PS conseguir uma manifestação grande o suficiente até pode pedir ao Trump para retirar o Montenegro à bomba que continua tudo bem.
Em resumo : e o direito internacional que se foda !
Ao menos a Penélope é coerente…
Boas
pensava que o mark carney já tinha explicado isso
Até já atentados nos USA, há. Está a calhar que nem ginjas.
E ouvi que o Macron lançou uma iniciativa de defesa nuclear europeia que não inclui Portugal. E agora, Penélope? Como fazemos? Manda mensagem ao Costa, rápido, em nome da liberdade!
Olha lá pá, qual é o plano? Partir aquela merda toda e rezar a todos os anjinhos que com a ajuda da cia uns bacanos quaisquer ponham lá o monte de merda filho do xá de má memória? E se os gajos não quiserem? E se resistirem? E se até tiverem mais mísseis e mais drones para partir as merdas das bases dos outros, hum? Olha, para já o gás natural para a Europa subiu 25 por cento, assim, limpinho, for starters. Agora até dava jeito ter uma cena chamada nordstream, não era? Era pois. Mas enfim, pois, pois. Sabes porque te insultam? Porque falar contigo é o mesmo que falar com uma parede, mas descansa que não estás só, todos os imbecis que deslideram a Europa, broncos, estão contigo; pena é que todos os outros, a malta, tenhamos que pagar a fatura das vossas imbecilidades.
Vocemessezes estais entretidos e distraidos, por isso venho aqui só alembrar que já abriu ou tá quase a abrir a caixa de esmolas do crowdfunding de apoio á reparação dos estragos feitos pela kristina , criado pelo Monteavençado numa plataforma que cobra uma comissão de 5% (+IVA) sobre o valor total angariado, acrescida de 2.5% (+IVA) para taxas de processamento de pagamentos., não se esqueçam de contribuir.
Aliás é um bom treino para depois contribuirmos também para comprar os aviões invisiveis -mas só de noite -que o sxor embaxador amaricado recomendou julgo que ao Rangel.
Abem da nação ofcurso
«Até já atentados nos USA»
Que atentados? Seria bom que houvesse: a canalha americana sempre invadiu e bombardeou e estropiou à distância porque se sabe a salvo; são cobardes como todos os bullies. Tirando as implosões das torres, um óbvio inside job, nunca levaram na boca como deviam.
Não que umas centenas ou uns milhares de mortos fizesse alguma diferença aos mamões que mandam e fazem as guerras; mas seria mais difícil terem o apoio da carneirada americana. Esta, como as Penélopes, pouco se importa que sejam uns desgraçados do outro lado do mundo a levar com as bombas. Fazia-lhes bem levar com elas no focinho, para variar. A ver se gostam.
«já abriu … a caixa de esmolas do crowdfunding de apoio à reparação dos estragos feitos pela kristina…
Aliás é um bom treino para depois contribuirmos também para comprar os aviões invisiveis – mas só de noite – que o sxor embaxador amaricado recomendou julgo que ao Rangel.»
Bem lembrado, bem lembrado. Do que a Europa precisa é de torrar mais milhões em aviões amaricados. Sobretudo Portugal. Se tiverem submarinos também queremos. Praí uma dúzia. O Montetrampa assina, o betinho chupa-tachos Melo escolhe a cor e a Dona Portas trata da papelada.
este
www ponto nytimes ponto com/2026/03/02/us/austin-shooting-investigation.html
https://www.youtube.com/watch?v=V13sGGF3bU8&t=154s
até ao minuto 2:34, a que categoria queres pertencer?
Por exemplo, a Faixa de Gaza: a minha visão para a paz naquele canto do mundo seria transformá-lo num parque temático sobre as religiões “do Livro”, com hotéis de apoio, financiado por milhões de visitantes como os que visitam as pirâmides do Egipto ou os sítios arqueológicos mexicanos, vestígios de um passado ou glorioso ou cruel, mas passado e História. Claro que ainda não estamos aí, infelizmente. Talvez quando nos visitarem alguns extraterrestres. Mas a “Riviera de Gaza” do Trump e dos promotores imobiliários que o apoiam não anda muito longe disso. Seria bem mais útil que as pessoas de Gaza, permanecendo ali em casas novas e decentes, começassem a trabalhar no turismo do que passarem a vida a queixar-se dos judeus, a escavarem túneis para prepararem ataques e esperarem ajuda eterna da comunidade internacional. É evidente que, para isso, o Hamas, os Houthis e o Hezbollah terão que mudar de vida. Coisa que só pode acontecer se a torneira do financiamento se fechar e o sectarismo/fanatismo religioso violento secar em consequência.
Vindo de quem vem, a vacuidade não surpreende. As pessoas de Gaza, como diz a Penélope depois de esfregar os seus fracos neurónios, são acima de dois milhões de pessoas (superando os 5.600 habitantes por km² numa área de aproximadamente de 365 km2) e têm direito a uma vida digna num território que lhe tem sido roubado pelos colonos judeus protegidos pela máquina de guerra de Israel. Que na sua cabecinha tudo se resolva com um Parque Jurássico é de morrer a rir: dois milhões de pessoas, centenas de milhares de casas num território devidamente infraestruturado (acesso a água potável escassíssima naquela zona inóspita e que Israel transforma numa arma de guerra contra as populações…, rede de esgotos, recolha de resíduos, estradas, transportes públicos, espaços comerciais, polos industriais, aproveitamento agrícola, escolas, universidades, hospitais, eu sei lá).
Como é que a gente como os amigos da Penélope tiveram nas mãos os poderes municipais, em cidades importantes como Lisboa e Porto e Coimbra por exemplo, como é que dominaram o governo de Portugal durante tantos anos sem que tenha havido golpadas eleitorais que se saiba, que tenham tido o monopólio das CCDR e os organismos desconcentrados da administração pública em que a pequena, média e grande corrupção são o pão nosso de cada dia, repito tudo isto durante tantos anos, não deixa de ser uma surpresa perante tamanha vacuidade exibida como uma fractura exposta aqui no decadente Aspirina B.
Uma criancice, que merecia uns tabefes bem assentes, acesso à net bloqueado e ficar sem ver TV durante uma semanita inteira.
@ Penelope,
1 – E profundamente intelectualmente desonesto e vulgarmente mal-criado criar um questionario -guiao / balizador dos termos de uma discussao e depois prosseguir a dita discussao fora desse guiao, respondendo selectivamente as respostas do teu interlocutor.
Dou esta discussao como terminada e depois deste meu comentario nao te dedicarei nem mais um minuto do meu tempo.
Com este ponto 1 sempre em pano de fundo, seguem-se umas notas avulsas acerca do teu lamentavel e inane comentario de 2 de Março de 2026 às 11:24.
2)
2.1-“Lowlander: Primeiro parágrafo: não é verdade. A Síria, a Jordânia, as monarquias do Golfo (não digas, eu sei que são violentas internamente) conversam com o Ocidente.”
Comeco por recordar que eu escrevi “ninguem no Medio Oriente “conversara” DE BOA FE [enfase adicionado] connosco (Imperio Americano e seus aliados)”. Ainda assim esta inanidade suscita-me o seguinte comentario: mais linguagem preguicosa para obfuscar… portanto, “conversar” na tua mundivisao significa “fazem aquilo que nos queremos” – interesses soberanos dos interlocutores e o grau de boa fe inerente a troca de mensagens e cena que nao te assiste… so assim se percebe a inclusao da Siria, um Estado falhado, no ror de “conversadores”. Porventura, os cadaveres nas morgues do serao eximios mestres, quem os supremos catedras do “dialogo Penelopiano”…
2.2 – “Não é boa resposta dizeres “não fazer uma determinada coisa ajudaria”. A mim interessa-me o que farias mesmo.”
O que te interessa a ti e mudar o foco da discussao das objectivas accoes geo-estrategicamente desastrosas por parte dos Estados agressores na crise vertente, para uma outra coisa qualquer. Esse nao e o meu interesse. Ja sei que isso fara de mim “mau conversador” etc e tal… mas convido-te a imaginar um cenario em que o teu interlocutor perdeu tanto o seu respeito pela tua posicao intelectual nesta discussao, depois de algumas respostas tuas, que deixou de se preocupar minimamente com os teus juizos de valor.
2.3 – “Vejo que não consideras o regime do Irão e o financiamento dos seus proxies um factor negativo para a paz na região. Registo.”
Consegues citar-me exactamente onde eu escrevi isso? Deixa estar, a pergunta e retorica. Nao consegues. Devias ter vergonha, mas aparentas ser impermeavel a essas cenas. Sobra o opobrio.
3)
3.1″Natureza exógena? Sim. Experimentar abrir um dicionario em vez do Tik Tok.
3.2 “Estás a dizer que o regime teocrático inqualificável dos Ayatollahs é produto ocidental? Há 49 anos?” Sim e sim.
3.4 “Queres desenvolver?” Perca de tempo de tao obvio que e. Experimenta qualquer manual elementar sobre Historia do Medio Oriente em vez do New York Times.
3.5 “Queres dizer que não exploram o fanatismo religioso para se manterem no poder?” Nao.
3.6 “Queres dizer que os miúdos que são mandados explodir pelo Hamas são culpa do Ocidente? As decapitações? As mutilações?Nao, nao e nao. Devolvo tres perguntas retoricas: Os misseis Tomahawk que sao mandados explodir pela Forca Aerea Americana sao culpa do Irao? A incineracao de criancas em escolas por artilharia americana sao culpa do irao? E as mutilacoes ocorridas em Guantanamo Bay ou nas prisoes israelitas, serao culpa do Irao?
4) “Terceiro: O mundo seguro. Costumas viajar de avião? Gostas de ser revistado? Gostas de ter segurança reforçada em salas de espectáculos depois de atentados de radicais islâmicos? Gostas que seja preciso expulsar pessoas da Europa por apelo ao terrorismo? Eu não. Preferia viver sem ameaças de chalupas financiados pelo Irão.”
Ah! “Mundo seguro” na tua mundivisao significa um mundo em que o Imperio americano e seus aliados podem agir no Mundo inteiro sem repercursoes ou represalias.
Ah bom! Posso agora responder mais cabalmente a tua pergunta original: a teorica eliminacao do Estado de Israel nao traria a tua versao de “seguranca no mundo” porque o Imperialismo e multifacetado e multifactorial nas suas accoes e alcance.
5) “O rearmamento da Europa: consideras negativo, apesar das ameaças verbalizadas pela Rússia dia sim dia não. ”
So uma potente dose de estupidez pode aceitar a tese de que a Russia tem capacidade de invadir a Europa no momento geo-politico actual quando a sua economia representa 10% da UE e a sua populacao cerca de 20% da populacao da UE.
6) “Não percebi a tua última afirmação.”
Devias por isso no teu epitafio. Toma nota.
Penélope, talvez isto:
“É ingénuo praticar um seguidismo cego e servil” aos Estados Unidos, afirmou esta quarta-feira Pedro Sanchez sublinhando que a sua posição foi igual perante os conflitos na Ucrânia ou em Gaza.
O governante exigiu o fim das hostilidades “antes que seja demasiado tarde. Esta crise afeta-nos e exigimos toda a resolução aos EUA, Irão e Israel para que parem antes que seja demasiado tarde. Não se pode responder a uma ilegalidade com outra, assim começam os maiores desastres da humanidades”.
O Governo espanhol só tem uma posição perante este conflito, defendeu: “Não à guerra. Não à quebra do direito internacional Não a assumir que o mundo só pode resolver os seus problemas à base de conflitos de bombas. Não a repetir os erros do passado”.
Mais um gelatinoso…
https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/grande-entrevista-dur%C3%A3o-barroso-avalia-posi%C3%A7%C3%A3o-de-s%C3%A1nchez-como-erro-grave/vi-AA1XvYe2?ocid=winp2fp&cvid=69a8076324a7446fa5ce4194d83a7e76&ei=14#details
«Mais um gelatinoso»
Mais um FDP que devia estar pendurado num candeeiro. É um velho sonho: uma fila de FDP pendurados ao longo da Av. da Liberdade. Este era um dos primeiros.
Felizmente a lucidez ainda persiste
ESTE já é antigo mas continua actual
https://youtu.be/A7ciGW7h7PI
ESTE é fresquinho
https://youtu.be/50altcNW-Rg
Tá bem assim ou querem com mais molho.
https://youtu.be/A7ciGW7h7PI
Tony Benn: um raro político digno do nome. A milhas da escumalha que hoje passa por políticos, lá e cá, e a anos-luz de FDP venais como o Mordomo Burroso.
Infelizmente, já não se encontram tipos com este brio e rectidão. Muito menos nestes partidos-esgoto, meros clubes de tachistas e lacaios de mamões e DDT.
jp: Comparas a Ucrânia com o Irão por alguma razão que queiras partilhar?
mas a ucrânia e o irão não são dois países atacados por outros com a justificação de que o regime em vigor na ucrânia e no irão os colocava em perigo?
Pergunta ao Pedro.
Realmente não há comparação possível.
O Irão não tem nazis nem estava a bombardear a população do Leste do país há oito anos para ver se os expulsava para um país vizinho.
Não treinava elementos violentos de extrema direita como o que assassinou um deputado da CDU alemã na varanda da casa.
Não traficava prostitutas, bebés e orgâos humanos.
Não matava negociadores de processos de paz.
Senhora Penélope. Compreendo que por ser mulher não lhe agrade o regime iraniano mas talvez vaiamos tendo por cá com que nos preocupar com a extrema direita, cultura incel e outras tretas.
Não podemos espancar o Mohammed porque achamos que a Latifa precisa de ajuda.
Muito menos matar as filhas de ambos numa escola a pretexto de libertar a Latifa.
Por isso e só hipocrisia quando nos mostramos todos tão solidários com a Ucrânia mas achamos que o Irão merece ser alvo de uma campanha de mudança de regime ainda por cima para por lá um descendente do louco deposto em 1979 e uma nova monarquia absoluta com o renascer da Savak, ao pé da qual a nossa PIDE era um grupo de escoteiros, bem treinada pela Mossad, que dispensa apresentações.
“Senhora Penélope. Compreendo que por ser mulher não lhe agrade o regime iraniano mas talvez vaiamos tendo por cá com que nos preocupar com a extrema direita, cultura incel e outras tretas.”
whale project , que sabe lhe agrada o regime onde vivia o epstein e o tratamento que davam a meninas e mulheres?