E assim vamos, não sabemos para onde

Paul Krugman escreve hoje mais uma vez no New York Times contra a política europeia, desta feita a propósito do resgate dos bancos espanhóis. Não vou aqui traduzir o artigo, que pode ser lido na íntegra no NYT em linha, mas destaco mesmo assim alguns pontos.

1. Este resgate era de prever. Ele previu, toda a gente previu, nada se fez para evitá-lo, nada se fez muito antes para não se chegar a este ponto.
2. A preocupação com a solvência dos bancos obriga-os a vender ativos, que por isso mesmo desvalorizam, o que levanta ainda mais preocupações com a tal solvência. Um círculo vicioso. Em tempos normais, os governos injetam dinheiro; em tempos como estes, em que o Estado não tem dinheiro, intervém o Fundo Europeu, (e agora digo eu) emprestando dinheiro ao Estado, que empresta aos bancos, que, por sua vez compram dívida do Estado. Enfim, o descalabro, ou seja, um resgate pleno, não tarda.
3. À falta da Irlanda, que patina, a Letónia tornou-se agora o último grito em austeridade bem sucedida. [Lendo também sobre este tema na The Economist, ficamos a saber que