Condicionar a imprensa é condicionar a imprensa

Ouvido agora na SIC-N: Luís Delgado defende Miguel Relvas com o argumento de que, se fosse mesmo grave, o jornal Público teria posto imediatamente em parangonas na primeira página a tentativa de condicionamento do trabalho de uma jornalista com base em ameaças à divulgação de dados da sua vida privada. Como não foi isso que fez, conclui Delgado, que se disse amigo de Relvas e anunciou que o ministro vai amanhã a uma cadeia de televisão explicar-se, logo não deve ter havido nada. Irrelevantes, para ele, o comunicado da direção do jornal e o próprio pedido de desculpas do ministro à diretora. E porque será que o jornal não fez o que Luís Delgado entende que deveria ter feito?
Pedro Adão e Silva chamou a atenção para a situação difícil em que vivem os órgãos de comunicação social. Para bom entendedor…
Uma tentativa que tem todo o ar de ter sido bem sucedida, portanto.

Mais, pergunta Luís Delgado “a que propósito, e como, saberia Miguel Relvas da vida da jornalista”? Pergunta idiota. Para que servem os espiões?

3 thoughts on “Condicionar a imprensa é condicionar a imprensa”

  1. Sim, o Público teria reagido como diz o Delgado se o protagonista da história fosse o outro em quem todos malham desde há uns anos a esta parte.

  2. O LD tb disse que o pedido de desculpas de MR foi só por um eventual excesso na linguagem, nos telefonemas. Parece que leu o post do Valupi aí em baixo. [Já o outro, o malcriadão…, hora e meia e nadinha, não é?]

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