Orbán esteve dezasseis anos consecutivos no poder na Hungria. Durante esse tempo perverteu tanto quanto pôde o jogo democrático: quer mudando a lei eleitoral para seu benefício, quer acabando com a separação de poderes, ou seja, corrompendo os tribunais, pondo a Justiça ao seu serviço, quer controlando a comunicação social e condicionando a liberdade de expressão, quer desrespeitando as minorias, quer, finalmente, assumindo o papel de Estado espião ao serviço da potência que nos ameaça, traindo a organização a que voluntariamente aderiu (a UE). Passaram dezasseis anos, mas podiam só ter passado quatro ou oito, não fosse este o quadro pouco democrático em que decidiu governar e perdurar. Os longos dezasseis anos foram fruto da falta de democracia, não exclusivamente da sua oratória ou do seu mérito aos olhos dos húngaros.
Surpreendeu muita gente o modo aparentemente cordial como aceitou a derrota. Mas não tenhamos ilusões: isso só aconteceu porque se tratou de uma derrota estrondosa, sem margem para contestação e porque, enfim, ninguém teve margem para fugir com as actas dos resultados eleitorais, como no caso de Maduro. Eu diria que nada mais lhe restava do que sair educadamente de cena. Sair a espernear não lhe valeria de muito e prejudicaria o seu quadro de amigos que ambicionam chegar ao poder noutros países.
Eventualmente, se quisermos ser pessimistas, a sua cordialidade pode justificar-se com a sua convicção de que o vencedor é de certa forma um dos seus e não vai alterar grandemente a situação. Esperemos para ver. O indefectível respeito pelas regras democráticas é que não foi de certeza a razão para a saída pacífica de cena.
Como dizia o outro, felino designado.
Algo tem de mudar, para que tudo fique na mesma.
Por mim pode bem ficar lá na mesma, mas tenho cá um palpite que agora já vai haver mais lenha timbrada para que o zélérias queimar mais uns corpos.
Aguardemos
PS. Parece que foi a malta nova, onde muitos votaram pela primeira vez, que desiquilibrou as contas, devem ser do tipo que ficam engasgados quando lhes perguntam como é que as mulheres urinam quando usam tampão.
O que não é nada democrático é essa ladainha cantada que quando os nossos perdem foram os russos e a democracia morreu e quando os nossos ganham salvámos a democracia. Ja não há pachorra. A democracia acontece quando os candidatos ao poder submetem os seus programas ao livre escrutínio dos cidadãos e aceitam com naturalidade o resultado da votação. E executam os programas que os elegeram. Não é isso que acontece na actual UE, nem na Ucrânia, nem nos EUA.
Explica lá o Penelope para que raio e que a Russia ia querer isto?
Não foi a Rússia que ameaçou passar a Gronelândia na mão grande nem adquirir as ilhas dos Açores pelo mecanismo legal português do usucapiao.
A Rússia não nos ameaça, a UE sim com o apoio a gente abertamente nazi que prometia em 2022 ter armas nucleares quando chegasse o Verão bem como matar ou expulsar para a Rússia a população do Leste do país e da Crimeia. Estes últimos considerados irrecuperáveis por estarem impregnados de propaganda russa.
O que a Rússia está a tentar fazer nos últimos quatro anos e impedir que Herr Zelensky fizesse no Donbass o que Israel fez em Gaza e está a fazer no Sul do Líbano.
E na véspera da invasão russa estava tudo bem encaminhado com bombardeamento rijo sobre Donetsk e Lugansk.
O partido que agora venceu na Hungria e da linha do PP espanhol.
Portanto em termos de direitos e liberdades os húngaros não vão ganhar nada com a troca.
E vão perder dinheiro num buraco negro chamado Ucrânia.
E claro, tinha de vir a colação o desgraçado venezuelano a apodrecer nas masmorras de Herr Trump.
Mais te valia Penélope, ficares em casa a tecer uma manta como a tua homónima da aventura de Ulisses. Não das uma para a caixa.
Na Hungria, ontem, aconteceu simplesmente Democracia!
https://rabiscosdestorias.blogspot.com
se ser democrático é actuar como “o unico regime democrático do médio oriente”, toda a gente vai querer distância disso
e depois a penélope virá chorar às centenas de palavras de cada vez pela pouca valorização dos valores democráticos na sociedade contemporânea
como dizia o outro, não percebem nada do mundo à sua volta, andam por ele de olhos fechados e às apalpadelas. quando por calham de pensar que encontraram qualquer coisa na qual fortuitamente embateram, também não sabem o que ela é e limitam-se a teorizar acerca das cores e da forma daquilo que não vêem.
Estas eleições na Hungria, com a derrota da extrema-direita e do sacana do Putin (e do outro fdp) levaram-me a recordar Béla Guttman, aquele judeu, genial treinador que liderou o maior, mais prestigiado e Lusitano clube de futebol de todos os tempos, ao topo da bola no mundo inteiro. Foram momentos inesquecíveis que honraram e prestigiaram a malta e a Pátria. José Águas, Cavém, Coluna, Zé Augusto, Simões e… Eusébio!!!! – minha nossa! Não havia a roubalheira dos gajos do apito como agora, tudo para os lagartos e dragónes para garantirem tachos no óspois – pós carreira de vigários. Memoriza-o aquela estátua na Catedral do Glorioso.
(E, rapazote ainda, mas já a saber ler, escrever e contar, ouvindo, num rádio muito bonito, marca Erres, notícias sobre a invasão da Hungria por um país que não me lembro agora, mas acho que era o mesmo que anda hoje por aquelas bandas em atos semelhantes, liderado por um moderno ditador assassino)
«A democracia acontece quando os candidatos ao poder submetem os seus programas ao livre escrutínio dos cidadãos e aceitam com naturalidade o resultado da votação. E executam os programas que os elegeram. Não é isso que acontece na actual UE, nem na Ucrânia, nem nos EUA.»
Nem na Rússia, Galuxo, onde o seu caro gangster Putin não submete programa algum: decide, faz, rouba e mata como lhe apetece, quando lhe apetece, e toda a gente tem de comer e calar.
Mas ainda que um político submeta um programa e o cumpra após ser eleito, não é realmente democracia se a população não tiver qualquer poder na elaboração, implementação e validação desse programa, sendo assim apenas outro cheque em branco que pode correr bem ou mal, geralmente mal.
Democracia é poder votar o caminho a seguir, as políticas concretas a implementar, poder modificá-las ou ajustá-las conforme necessário, validar a sua execução, responsabilizar efectivamente quem as executa, e poder fazê-lo regularmente e não apenas de anos a anos, quando apetece à canalha.
Sem isso o que temos é apenas uma democracia limitada e de fachada, uma partidocracia, uma monarquia 2.0 com políticos em vez de monarcas, para cúmulo ao serviço de mamões e não da população. Ou pior, como na sua cara Rússia: uma ditadura mafiosa encabeçada por um FDP assassino.
ó Fernando o Gomes foi muito melhor que qualquer um desses
Rafael, sim, era bom de bola e um tipo porreiro. Decente.
Continuem assim a chamar nomes a Rússia e depois quando o Trump tiver o petróleo todo na mão, pagarem três euros por um litro de gasolina e três e meio por um litro de gasóleo venham para cá chorar.
E chorem também quando o homem passar os Açores na mão grande como já ameaçou no primeiro mandato.
Grande democrata e Herr Zelensky que cumpre agora em Maio dois anos em que devia ter feito eleições e não fez, ilegalizou 14 partidos políticos e farta se de matar e prender opositores.
Gonzalo Lira, alguém sabe quem foi e de que maleita morreu nas masmorras de Herr Zelensky?
Mas não se preocupem. Agora e mais fácil 90 mil milhões do nosso dinheiro irem parar aos bolsos da camarilha corrupta de Herr Zelensky.
Continuem assim a chamar nomes a Rússia e depois quando o Trump tiver o petróleo todo na mão, pagarem três euros por um litro de gasolina e três e meio por um litro de gasóleo venham para cá chorar.
E chorem também quando o homem passar os Açores na mão grande como já ameaçou no primeiro mandato.
Grande democrata e Herr Zelensky que cumpre agora em Maio dois anos em que devia ter feito eleições e não fez, ilegalizou 14 partidos políticos e farta se de matar e prender opositores.
Gonzalo Lira, alguém sabe quem foi e de que maleita morreu nas masmorras de Herr Zelensky?
Mas não se preocupem. Agora e mais fácil 90 mil milhões do nosso dinheiro irem parar aos bolsos da camarilha corrupta de Herr Zelensky.
Não disse isto não.
Nao sei porque e que a coisa saiu duas vezes por isso a segunda estava a falar em comunicado duplicado daí a adenda, não disse isso não.
Ai disse disse.
Contribuinte farto de pagar a Herr Zelensky.
«Continuem assim a chamar nomes a Rússia e depois quando o Trump tiver o petróleo todo na mão»…
Este tipo de argumento, com algumas variações, é constante em apologistas do gangster Putin: Zelensky é mau; os EUA são maus; a UE é má; a realpolitik é dura (e má); etc.
Convém sermos claros a respeito disto. Sim, Zelensky é um fantoche corrupto; sim, os EUA são o maior cancro do planeta; sim, a UE é uma colecção de capachos dos EUA e lacaios de mamões; sim, o mundo é dominado por esses mamões e por outros ditadores, não só o Putin.
No entanto; porém; não obstante; ainda assim Putin continua a ser um dos maiores, se não o maior FDP deste mundo. E quem o defende, ou sequer tenta justificar, tem o nariz tão enfiado no cu de tal FDP que já nem dá conta do cheiro. Nada, rigorosamente nada pode justificar este ditador assassino e mamão que há décadas vive em luxo obsceno, mata quem se lhe opõe e suga a Rússia mais a sua pandilha de oligarcas e lambe-cus, enquanto ataca outros países e causa mais milhões de vítimas. Quem tenta justificar isto não é só parte do problema; é a evidência da falência moral que nos rodeia.
<< Nada, rigorosamente nada pode justificar este ditador assassino e mamão que há décadas vive em luxo obsceno, mata quem se lhe opõe e suga a Rússia mais a sua pandilha de oligarcas e lambe-cus, enquanto ataca outros países e causa mais milhões de vítimas.<<
Só uma excepção, para confirmar a regra como se diz, e pelo menos do ponto de vista dos russos.
Se não fosse o Putin, ou alguém como ele, hoje, a Russia não era a Russia, mas uma espécie de Jugoslávia, ou Líbia, ou Sudão, etc etc, onde não houve nem há nem vai haver milhões de vitimas.
E sendo um país nuclear, se calhar andavam por aí á solta uma ogivas em leilão.
Se calhar o Filipe também foi dos que celebraram a queda do muro, para deixar os russos morrerem de frio como sem abrigo, ou emigrarem para a oropa livre.
E com a queda, do muro, ficaram expostos e abertos os sarcófagos dos vampiros globais, e estamos nisto.
E a malta russa que nasceu depois, ficou livremente culta como os amaricanos, a quem perguntaram para enumerar paises começados por U.
A maioria nem foi capaz de se lembrar de Usa, mas houve um que se lembrou da UTÓPIA.
Haja bom senso e realismo, que a espécie humana ainda não saiu da era da estupidez, -até há um documentário sobre isso, the age of stupid – para podermos sermos todos felizes, sem alguns quererem comer os outros, como diria o padre Vieira.
«Se calhar o Filipe também foi dos que celebraram a queda do muro»
Não fui um deles. Na altura era um adolescente, mas, como poderá calcular pelo que aqui vou escrevendo, nunca fui grande adepto de celebrações e festarolas. Compreendi a alegria dos berlinenses e alemães em geral, e jamais defendi ditaduras como a URSS e a RDA (ou outras), mas pareceu-me logo meio festa, meio tragédia… como dizer? O fim da tentativa de um mundo mais justo.
Claro que não intuí logo o que dali viria, toda a avalanche neoliberal, todas as consequências do triunfo da canalha americana, nem tinha ainda chegado ao conceito dos ‘mamões’; e claro que a URSS e a RDA jamais estiveram próximas desse mundo mais justo. Mas não era só festa.
Se não fosse Putin a Rússia teria acabado como a Jugoslávia? Se calhar, antes acabasse. Qual a vantagem desta Rússia ditadura de gangsters, coutada de mamões assassinos, que invade vizinhos enquanto a vasta maioria dos russos permanece miserável, oprimida ou acarneirada?
É dos que vê Putin como o ‘mal menor’? Já não posso ouvir falar desse tal mal menor… na partidocracia, na Rússia, no capitalismo… dizia Arendt que escolher o mal menor é ainda escolher o mal. Acrescento que estes males não são menores: são o que nos impede de evoluir.
<<Acrescento que estes males não são menores: são o que nos impede de evoluir.<<
A Russia e a China, são um contra peso á garganeirice global. Se a Russia tivesse sido feita em frangalhos, hoje os código de trabalho que o cara de riso cínico agora quer impor, era capaz de ser classificado de esquerda.
A Russia, do pateta ingénuo do Gorbachov – e digo pateta ingénuo para ser delicado – podia ter mudado para outro tipo de politica sem deixar cair aquilo no cabaré da coxa, e podiam ter antecipado e até fazendo melhor o que a China fez depois.
Mas pronto estamos aqui, agora resta-nos alguma esperança que ainda haja adultos na sala, para impedir que a casa venha abaixo.
PS. No insta ainda se ve muita coisa que a merdia dos ddts não mostra. Por ex. a usurpação avançada da cisjordania, aproveitando a distração geral, e um dia destes vi umas filmagens de destruição feita por descendentes dos eternos perseguidos, em que a que me causou mais asco foi a de matar á paulada ovelhas em panico num curral a tentar saltar as vedações. Como cantou o PI, SE ELS FILLS DA PUTA VOLESSIM NO VEURIEM MAI EL SOL
Adenda ao post anterior
<<aproveitando a distração geral<< Ou cagando para a atenção geral, para eles é igual.