Pérolas do dono do Público

“Temos sido engenhosos para fazer essas manifestações, que é quase um Carnaval mais ou menos permanente e não tem havido grandes desastres.”

“Enquanto o povo se manifesta, a gente pode dormir mais descansada. O pior é quando não se manifesta. Para os trabalhadores – neste momento, sobretudo, infelizmente, para os muitos desempregados – aquilo é um divertimento.”

“Como sabem, aquilo não é inocente, alguém paga os autocarros. É preciso ver o que é que está por trás das manifestações.”

“Diz-se que não se devem ter economias baseadas em mão-de-obra barata. Não sei por que não. Porque se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém.”

“A época de hoje está muito longe de ser uma época de grande desastre do ponto de vista de vivência actual.”

“Numa sociedade democrática o Estado não devia ter o direito de confiscar”.

Nota do compilador: O Público, para quem não saiba, é um diário que há 23 anos perde dinheiro. Numa entrevista publicada a 10 de Março último na revista dominical do seu jornal, Belmiro de Azevedo diz acreditar que, até 2014, as receitas de edição online do Público vão superar as do papel, aumentando a circulação paga e permitindo chegar a uma situação de equilíbrio. Caso esse equilíbrio não aconteça, o patrão da Sonae desvincula-se do “compromisso pessoal” que tem com o jornal, até porque “a Sonae não pode manter uma empresa a perder dois, três milhões por ano”.

Registe-se e arquive-se.

2 thoughts on “Pérolas do dono do Público”

  1. São declarações que espantam, pois vêm de alguém que costumava ser muito cuidadoso com o que dizia. Quer-me parecer que está aflito; está ancorado pelo endividamento, e muito teria a perder em caso de saída do euro ou de colapso da zona euro. E, afinal, está-se agora a ver o que realmente andou a viver acima das possibilidades produtivas do nosso país.

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