TCHI BUMMMMM!

Atomic Bomb.gif

A facilidade com que se propõe a energia nuclear em Portugal é comovente. Já toda a gente percebeu que será um bom negócio para alguns, o que poucos parecem querer considerar são os riscos. Os defensores da solução nuclear afirmam que as probabilidades de acontecer um desastre são extremamente reduzidas, mas, pelo caminho, escamoteiam algo decisivo: o que é que aconteceria se tudo corresse mal?
A magnitude dessas implicações devia exigir cuidado. Calcular um risco de uma viagem de avião, que implica uma centena de pessoas, é diferente do que analisar as implicações da construção de uma central nuclear que, independentemente da probabilidade do desastre, envolve dezenas de milhões de pessoas.
Mesmo que a central nuclear não rebente e não tenha uma fuga de radiação, há sempre a interrogação do que fazer com detritos letais que ficam activos mais de 10 mil anos. A esse respeito é interessante ver um exemplo lateral, mas significativo, da dimensão do problema: o Congresso dos Estados Unidos da América criou uma comissão para discutir o problema da sinalização dos resíduos. O objectivo do grupo era resolver o seguinte desafio: Que sinais são possíveis de inventar para que a humanidade no espaço de 10 00 anos saiba que numa determinada área existem substâncias muito perigosas. O resultado desses trabalhos foi paradigmático: os cientistas concluíram ser impossível sinalizar eficientemente estes resíduos.
Esta conclusão devia levar-nos a pensar sobre a irresponsabilidade de um determinado tipo de decisões que põem em causa, de uma forma irresponsável, a vida de centenas de gerações.
Para deleite dos cépticos, aqui fica uma curta descrição que o sociólogo alemão Ulrich Beck fez desses trabalhos de Hércules:


“ The commission was composed of nuclear physicists, anthropologists,
linguists, brain researchers, psychologists, molecular biologists, sociologists,
artists and others. The immediate question, the unavoidable question
was: will there still be a United States of America in 10,000 years time? As
far as the government commission was concerned, the answer to that
question was obvious: USA forever! But the key problem of how to conduct
a conversation with the future turned out to be well nigh insoluble. The
commission looked for precedents in the most ancient symbols of
humankind. They studied Stonehenge and the pyramids; they studied the
history of the diffusion of Homer’s epics and the Bible. They had specialists
explain to them the life-cycle of documents. But at most these only went
back 2000 or 3000 years, never 10,000.
Anthropologists recommended using the symbol of the skull and cross-bones.
But then a historian remembered that, for alchemists, the skull and
bones stood for resurrection. So a psychologist conducted experiments with
3-year-olds to study their reactions. It turns out that if you stick a skull and
crossbones on a bottle, children see it and immediately say ‘Poison’ in a
fearful voice. But if you put it on a poster on a wall, they scream ‘Pirates!’
And they want to go exploring.
Other scientists suggested plastering the disposal sites with plaques
made out of ceramic, metal and stone containing many different warnings
in a great variety of languages. But the verdict of the linguists was uniformly
the same: at best, the longest any of these languages would be understood
was 2000 years.
What is remarkable about this commission is not only its research
question, that is, how to communicate across 10,000 years, but the scientific
precision with which it answered it: it is not possible.” (Ulrich Beck, “The Terrorist Treahd, World Risk Society Revisited”, Theory, Culture & Society 2002 Vol.19 (4): pag 40) .

38 thoughts on “TCHI BUMMMMM!”

  1. Bom, este post é uma confusão. Mistura os negócios da energia, o debate sobre o nuclear, os perigos operacionais do nuclear, o problema científico dos resíduos e acaba na questão das linguagens. É giro, mas tem questões a mais, mal formuladas e não tenta sequer dar resposta à parte de “Nuclear não, obrigado”. Por acaso também concordo, mas por razões diferentes e tiveram que ser bem enquadradas.

    Comecemos pelo fim: quanto mais poderosas e mais capazes de comunicação foram as civilizações, mais facilmente os seus documentos foram preservados e são identificados hoje em dia. Note-se que o caduceu, que era grego, ainda hoje é identificado, se bem que a sua simbologia tenha evoluído. Vamos por isso passar à frente desta questão. Se se quiser criar um “aterro” de resíduos que serão perigosos durante 10.000 anos, então será sempre possível continuar a identificar o local coo tal. Isto para não falar na famosa solução de carregar esses resíduos num foguetão e fazê-lo partir em direcção ao Sol, o que reduziria o tempo que os sinais seriam necessários. A discussão é interessante mas académica e não interessa muito para a questão do nuclear. Adiante.

    A questão dos resíduos recebeu um impulso recente por um pormenor simples: chegou-se à conclusão que é possível reutilizar os resíduos em… centrais nucleares, como combustível. É que um resíduo é precisamente urânio enriquecido. Esse pode depois ser reutilizado. Em armas nucleares por exemplo (como hoje) ou novamente em centrais. Há quem use este argumento para defender o nuclear. Confesso que não compreendo exactamente a física da coisa (ainda não me deu para ir ler a teoria por trás disso), mas parece ter força e ser bem aceite.

    Temos também a questão da segurança. Aí entra a história da Espanha. Se eles têm um reactor que pode explodir e cuja explosão nos afectará, será que não faz mais sentido usufruir da energia já que temos de levar com o risco na mesma? Este argumento tem lógica. Muita mesmo. Por isso mais vale entrarmos no assunto pr outro lado…

    Esse lado é simplesmente o aproveitamento energético. O custo do investimento, acrescido dos custos operacionais, fica acima do que seria necessário para instalar uma potência semelhante na forma de energia eólica. A área utilizada neste caso é superior, mas prefiro dormir à sombra de um moinho que à sombra de um reactor nuclear. Por outro lado, tal como uma série de artigos já explicaram, a necessidade energética do país não passa tanto pela electricidade, passa antes por combustíveis. As centrais nucleares, até hoje, não podem fazer andar um automóvel. Por fim, temos que as necessidades energéticas em temros de rede eléctrica, seriam fortemente reduzidas com adequada climatização das casas. Se o governo deixasse de fazer leis para embelezar os códigos e as passasse a aplicar, passaríamos a ter casas com eficiências energéticas acima dos 1% (sim, um por cento, de acordo com um trabalho do Público de há uns dois anos) e reduziríamos o consumo de energia em ares condicionados nos dias quentes de Verão em aquecimentos nos dias frios de Inverno.

    O Nuclear até foi uma boa opção há umas décadas atrás. Aliás, beneficiamos hoje desse investimento. Mas não mais. Hoje há alternativas. Aliás, chamam-se assim mesmo, energias alternativas. E são, finalmente, viáveis. Trazer a discussão para o lado da simbologia não contribui muito para a discussão.

  2. Caro João André,
    O motivo central do meu post é a ideia, desenvolvida pelo Ulrich Beck, desde o seu livro a “Sociedade do Risco”, de que é necessário avaliar investimentos como o nuclear, não do ponto de vista da probabilidade, mas do ponto do vista do Risco.

  3. «Esse lado é simplesmente o aproveitamento energético. O custo do investimento, acrescido dos custos operacionais, fica acima do que seria necessário para instalar uma potência semelhante na forma de energia eólica.»

    E destroem-se todas as encostas deste país com inestéticos moinhos? Quantos quilómetros de encosta, quantos milhares de moinhos são necessários para produzir o mesmo que uma central nuclear?

    Basta ver o pouco que há por aí para perceber que a energia eólica é do mais intrusivo que há, causadora de uma poluição visual que em breve se tprnará inaceitável.

    E não, ninguém dorme bem debaixo dum ‘moinho’. O barulho não deixa.

  4. JCD,
    Tem toda a razão sobre o barulho das hélices. Já com o nuclear,toda a gente vai conseguir dormir…o sono dos justos

  5. jcd, rendo-me aos argumentos. Aliás, até acrescento: dado o tamanho das chaminés das centrais nucleares, até as poderíamos aproveitar para construir umas encostazinhas giras e se nevasse até poderíamos fazer umas pistas de ski. Imagine a quantidade de gente que deixaria os Alpes por Portugal… seria caso para se dizer que teríamos um turismo nuclear.

  6. Concordo e valido o exposto mas o risco é parte de qualquer actividade humana e a necessidade de garantir o fornecimento de energia, que alimenta a nossa vida, vale essa avaliação.

    «Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado. – JAC»

    http://sal-portugal.blogspot.com/
    JAC – Sal de Portugal

  7. Ainda em relação à eólica, existem actualmente algumas alternativas a encher as colinas com os moinhos (que nem acho assim tão feios). uma é a simples: colocá-los também em zonas planas e abertas, tal como temos no Alentejo, por exemplo. Outra, a de conveniência: colocar estas “wind farms” offshore, na costa portuguesa. A terceira, a de engenharia: fazer pás maiores, muito maiores, para produzir mais energia. Os testes existentes num sistema na Dinamarca (salvo erro) apontaram para produções mais elevadas com um único moinho de pás enormes do que com um conjunto de moinhos cujo total em pás perfizesse o mesmo valor que as gigantes.

    Tal como ouvi uma vez a um professor na universidade: “Se ainda não há solução é porque não pensámos nela, não é porque simplesmente seja impossível”.

  8. Nuno, eu compreendi a ideia do risco. Terei uma visão talvez um pouco mais flexível sobre o assunto, mas compreendo as preocupações.

    O que critiquei foi a quantidade coisas que foram apontadas. Especialmente o finalizar do post com o texto (divertido de ler, confesso) do Beck que focava mais a linguagem e a simbologia que os riscos que originaram a discussão. Mas tudo bem… :)

  9. “mas esse risco já não existe com as centrais espanholas, aqui ao lado?”

    Ja’ nao e’ o primeiro a fazer este comentario. Se o risco existe ja’ ao lado, porque nao aproveitar e fazer mais umas? Que tipo de algoritmo e’ este? Um algoritmo para a propagacao (eficiente) de fogos?!?

  10. Sobre a energia eólica:

    (1) Não se pode pôr moinhos offshore ao longo da costa portuguesa, porque o mar ao longo da nossa costa é muito profundo. Moinhos offshore são uma excelente solução no mar do Norte, que tem muito vento e é muito pouco profundo (100 a 200 metros). A costa portuguesa é muito menos ventosa e, sobretudo, tem profundidades muito maiores, às quais seria ruinoso cravar moinhos na rocha.

    (2) Pode-se pôr moinhos numa planície como o Alentejo, mas acontece que o Alentejo não é muito ventoso. Há planícies muito ventosas, mas não é o caso do Alentejo. Em Portugal continental, os sítios com vento razoável são mesmo os cumes das serras.

    (3) É um facto que hoje em dia as ventoinhas eólicas são cada vez maiores. Agora estão a instalar-se em Portugal torres de 2 MW, mas as que se prevêem para os próximos parques já são de 3 MW. As ventoinhas mais modernas são cada vez maiores e mais potentes. São menos ventoinhas talvez, mas o efeito visual de cada uma delas é medonho. Vão por exemplo ao Alto da Serra, ali perto de Rio Maior, e vejam as vntoinhas que lá estão… aquilo assusta só de olhar!

  11. O facto de as ventoinhas eólicas serem cada vez maiores tem um efeito ambiental não negligível: as estradas necessárias para as levar até ao alto das serras são cada vez mais largas. As ventoinhas eólicas modernas são tão grandes que para as transportar é preciso um camião super-comprido, o qual dá curvas muito largas e, como tal, necessita de estradas muito largas e retas. A construção dessas estradas causa um impacte não negligível. E, uma vez elas construídas, constituem também um convite para que mais pessoas se aventurem até ao alto das serras, onde possivelmente farão disparates…

  12. Eu acho que estas coisas têm definitivamente que ser discutidas pela opinião pública, porque qualquer decisão terá consequências para todos.

    Eu fico um bocado assustado com a forma como estes debates são conduzidos. É óbvio que qualquer das opções em jogo comporta riscos, mas os intervenientes ignoram sistematicamente os argumentos do outro lado do debate.

    A decisão mais díficil de tomar e que terá porventura mais implicações é se o grosso da energia eléctrica deve ser produzida usando conbutíveis fósseis ou energia nuclear. É óbvio que o uso de outras formas de energia pode limitar o problema, mas não o resolve por completo, porque a energia eólica e solar estão dependentes de factores climatéricos que não são controláveis.

  13. Há sol metade do dia e vento todo o ano.O que é divertido é que a Suécia, esse colosso tropical, aproveita mais a energia solar do que Portugal.

  14. Luís Lavoura: em relação às ventoinhas off-shore, é verdade que temos uma costa profunda. Ainda assim há zonas onde estas ventoinhas poderiam ser colocadas. Não resolveria por si o problema, mas as tais ventoinhas enormes forneceriam um razoável output de energia por metro quadrado.

    Quanto ao Alentejo, o que diz é verdade. É pouco ventoso. Ainda assim poder-se-ia aproveitar em parte para colocar um ou outro parque eólico nessa zona. Não é necessário assim tanto vento para as fazer funcionar. Já vi por aqui (na Holanda e na Alemanha) ventoinhas relativamente pequenas (e consequantemente baixas) a funcionar em dias durante os quais eu não sentia o vento.

    Não sei o efeito em Rio Maior, onde não vou há uns bons tempos, mas vivo na zona da Batalha/Fátima e tenho umas quantas ventoinhas perto de casa. Não as acho assim tão feias quanto isso, a propósito. Aliás, quando diz que «convite para que mais pessoas se aventurem até ao alto das serras» só está a dizer que, afinal, não serão assim tão feias, afinal de contas,s eja pr curiosidade ou por atracção, as pessoas até lá vão.

    Quanto ao tamanho das hélices, isso é verdade. Também haverá, talvez, a possibilidade do seu transporte por meio aéreo, usando helicópteros de carga. Penso que suportariam o peso. O problema continuaria a ser o tamanho. Mas reconheço o problema. Ainda assim prefiro construir uma estrada temporariamente larga para a construção que ter uma estrada permanente de acesso a uma central nuclear.

  15. Há um extra nesta história. Nem a eólica, nem a solar, nem as menos faladas geotérmica ou marés são ou poderão ser “balas mágicas” (para usar a tradução de uma expressão inglesa do meu agrado). A ideia é sempre a de usar soluções integradas. A energia solar serve para aquecer água e fornecer um pouco de aquecimento ou dar energia para um sistema de ar-condicionado. A energia eólica poderia fornecer energia a uma comunidade relativamente pequena (duas dezenas de milhar de pessoas, por exemplo). Isto, associado a uma diminuição do desperdício, levaria a uma redução considerável das necessidades energéticas do país.

    Seja como for, a factura naõ está na electricidade. Está nos combustíveis fósseis. Aí não há nuclear ou renováveis que sirvam. A olução passa por híbridos, bio-fueis ou hidrogénio. É aí que as atenções deveriam estar concentradas, mas o Patrick de Barros não deve ter negócios nessa área…

  16. Nuno:

    O problema é que a energia eléctrica é difícil de armazenar. Por isso não havendo sol nem vento é capaz de ser complicado manter o aquecedor ligado, mas o aquecimento global a seu tempo tratará disso.

  17. Luís Oliveira, é aí que se está a tentar que entre o hidrogénio. Além disso, mesmo que haja uma opção enorme pela eólica e solar, as hídricas e termoeléctricas ainda não vão ser desmanteladas.

    PS – a água que aqueceu durante o dia, com as suas células solares, não arrefece assim tão depressa se o volume for considerável e se tiver um bom isolamento. Imagine que há quem tome banho nas manhãs do inverno escandinavo com a água que aqueceu no dia anterior com a energia solar. Gente doida, sem dúvida.

  18. Que grande confusão.Então aparece aí um empresario português que faz “lobbying” com alguns jornalistas e politicos a favor do nuclear, e toda a gente vai atrás?!
    O nuclear em toda a Europa para não dizer em todo o mundo está a cair em desuso. É só verem os relatórios da UE.
    O nuclear irá decrescer 2020/30 a favor das novas energias alternativas. E porquê? Por causa dos riscos, dos custos e porque estamos a passsar por uma fase de reconversão de energias.A jusante , a industria automovel terá que fazer essa conversão dos combustiveis fósseis p/pelo menos motores hibridos. Todas as marcas já desenvolveram prototipos e muitas já começam a comercializar as 1ªs versões.E como aí a energia nuclear nada pode fazer, vamos utilizá-la em quê?
    A opção portuguesa é em energias alternativas, no desenvolvimento da energia solar, nas marinhas e criar um “cluster” que nos permita desenvolver “know-how” e tecnologia própria se possivel p/exportação.Apostar na massa cinzenta e desenvolver tecnologia propria é o nosso caminho.
    A energia nuclear será bom para o sr. Patrick vender aos paises do 3º mundo, mas tenho a impressão que nem esses vão na conversa.Visto isso nada mais fácil que vender á saloiada, e se possivel com os empresários do costume a sacarem mais uns milhões ao Governo.

  19. João André:

    Eu disse anteriormente que o uso de energias alternativas pode minorar o problema que eu enunciei. Se tu me conseguires provar que as energias alternativas não poluentes podem substituir o uso de combustíveis fósseis na produção de energia eléctrica eu fico encantado da vida.

    Se me apresentarem argumentos eu estou disposto a mudar de opinião.

    Anónimo:
    “A energia nuclear será bom para o sr. Patrick vender aos paises do 3º mundo.” O que nós temos que pensar é com que dinheiro é que vamos pagar aos países do 3º mundo direitos de emissão de carbono para a atmosfera, cujo preço que eu saiba ainda ninguém sabe com precisão qual vai ser.

  20. 1.º — «Que sinais são possíveis de inventar para que a humanidade no espaço de 10 00 anos saiba que numa determinada área existem substâncias muito perigosas.»??? É mesmo com os arqueólogos e com as futuras maldições de Tutankhamon que temos de estar preocupados…

    2.º — «Nunca ninguém morreu na Europa por causa do nuclear», Patrício de Monteiro Barros dixit, o que significa:

    a) A Ucrânia fica para lá dos Urais.

    b) Não se pode mesmo confiar na Wikipédia:

    «Um relatório da ONU de 2005 atribui 56 mortes até aquela data – 47 trabalhadores acidentados e 9 crianças com câncer de tireóide – e estima que cerca de 4000 pessoas morrerão de doenças relacionadas ao acidente. O Greenpeace, entre outros, contesta as conclusões do estudo.»

    [O Greenpeace concorda evidentemente com o sr. patrício, e acha que os relatórios da onu são falsos e propagandísticos.]

  21. Zoto

    A ucrânia era comunista na altura. foi neglig~encia pura! foram os países da ex-URSS que cometeram os maiores crimes ambientais de que há memória.

    Não acha que é uma contradição o nosso país importar electricidade de centrais nucleares e ser contra o nuclear? Se fossemos coerentes importavamos de hidroelécticas e pagávamos o dobro.

  22. “não do ponto de vista da probabilidade, mas do ponto do vista do Risco.” NRA

    Isso é impossivel pois o conceito de risco nasce exactamente das probabilidades. o risco individual de viver numa central nuclear é mais baixo do o risco de andar de carro.

    A nao ser que voltemos ao tempo dos gregos e perguntarmos ao oráculo.

    é mais perigoso (mais arriscado) andar de carro do que viver numa central nuclear. no entanto quando se pergunta qual o mais perigoso a resposta vai sempre para o nuclear.

    Isso tem haver com a percepção emocional do risco.

    por isso é que os casinos ganham dinheiro.

    as centrais nucleares sao as unidades fabris mais seguras do mundo com centenas de sistemas de salvaguarda redudantes

    A questão da segurança é um argumento sem sustentação cientifica.

  23. “não do ponto de vista da probabilidade, mas do ponto do vista do Risco.” NRA

    Isso é impossivel pois o conceito de risco nasce exactamente das probabilidades. o risco individual de viver numa central nuclear é mais baixo do o risco de andar de carro.

    A nao ser que voltemos ao tempo dos gregos e perguntarmos ao oráculo.

    é mais perigoso (mais arriscado) andar de carro do que viver numa central nuclear. no entanto quando se pergunta qual o mais perigoso a resposta vai sempre para o nuclear.

    Isso tem haver com a percepção emocional do risco.

    por isso é que os casinos ganham dinheiro.

    as centrais nucleares sao as unidades fabris mais seguras do mundo com centenas de sistemas de salvaguarda redudantes

    A questão da segurança é um argumento sem sustentação cientifica.

  24. Luis Oliveira, e julga que é com a energia nuclear que deixava de pagar? Quanto tempo demora a construir uma central nuclear? Quando é que temos cumprir Quioto?
    para alem dos riscos envolvidos (ambientais e não só) porque é que temos que pagar ao estrangeiro uma batelada de dinheiro, se pudemos com a mesma eficácia e menos riscos,desenvolver tecnologia propria. E o Mibel, como se enquadra?

  25. “jcd, rendo-me aos argumentos. Aliás, até acrescento: dado o tamanho das chaminés das centrais nucleares, até as poderíamos aproveitar para construir umas encostazinhas giras e se nevasse até poderíamos fazer umas pistas de ski. Imagine a quantidade de gente que deixaria os Alpes por Portugal… ” JA

    Oh João essas torres nada têm haver c/ o nuclear. São as turbinas de vapor que produzem a energia eléctrica. vá á central termoeléctrica do pêgo e veja. um reactor nuclear é uma coisa pequena.

    “Não se pode pôr moinhos offshore ao longo da costa portuguesa, porque o mar ao longo da nossa costa é muito profundo. Moinhos offshore são uma excelente solução no mar do Norte, que tem muito vento e é muito pouco profundo (100 a 200 metros). A costa portuguesa é muito menos ventosa e, sobretudo, tem profundidades muito maiores, às quais seria ruinoso cravar moinhos na rocha.” LL

    Isto poderá mudar com wind farms submersas q aproveitam as correntes.

  26. Anónimo:

    Eu sou basicamente um leigo na matéria, e bem sabe como a ignorância é atrevida …

    De um ponto de vista puramente económico se os acordos internacionais que se seguirem ao protocolo de Quioto forem menos onerosos do que o acordo vigente, compensará continuar a emitir carbono para a atmosfera.

    No entanto, de um ponto de vista científico acho que é neste momento consensual que a emissão de Carbono tem consequências ambientais, nesse contexto manda o bom senso que os governos tomem medidadas para evitar a emissão de carbono. A longo prazo meter a cabeça debaixo da areia vai ser cada vez mais difícil.

    Cumprimentos

  27. Não sei porque tanta gente tenta dar palpites sobre o risco associado à existência de uma central nuclear, quer “palpitando” que o risco é grande ou pequeno.

    É muito simples. As seguradoras são as entidades que mais interesse têm em calcular correctamente o risco de qualquer actividade. E… as seguradoras recusam-se terminantemente a segurar qualquer central nuclear. Das duas uma: ou nem sequer conseguem estimar o risco ou então chegaram à conclusão que é de tal modo elevado que segurar uma central nuclear não é de todo algo que lhes interesse.

    Quem é que acha que sabe mais do que as seguradoras sobre risco?…

  28. vc está a confundir conceitos.Risco individual vs. Risco economico

    As seguradoras «empresas que buscam o lucro»e têm interesse em calcular correctamente o «seu» risco. Os custos para uma seguradora no caso de um acidente nuclear seriam altissimos.

    Fazendo uma analise custo / beneficio chegamá conclusao que é melhor segurar outro tipo de situações.

    Vc devia perguntar era se as seguradoras fazen um seguro de vida a uma pessoa q vive perto de uma nuclear e qual o premio q cobram

  29. vcm,

    (1) neste caso o risco a que um indivíduo está exposto não se resume ao risco à sua vida, mas também a toda uma outra série de riscos directos e indirectos (porque caem sobre toda a sociedade numa dada área); a maior parte do custo provável dum acidente nuclear terá a ver com a minimização do seu impacto pós-acidente e indemnizações materiais, e menos com indemnizações por perdas de vidas: o custo de um acidente (de qualquer tipo) para a sociedade não se resume a perda de vidas.

    2) no caso de uma central nuclear, o risco de uma seguradora tem de calcular é o risco deter de pagar o custo de um acidente nuclear, o que envolve o cálculo da probabilidade de tal acontecer e o cálculo do seu custo para a seguradora, **que é o mesmo que o custo para a sociedade onde o acidente se dá**; ora é exactamente isto que se pretende saber, dado o custo para a sociedade de tal acidente e a probabilidade de ter lugar, é o risco associado pequeno ou não? As seguradoras dizem que é enorme.

    “Vc devia perguntar era se as seguradoras fazen um seguro de vida a uma pessoa q vive perto de uma nuclear e qual o premio q cobram”

    Diria mais, caro vcm, você devia perguntar era se as seguradoras estão dispostas a segurar todas as pessoas num dado país contra **quaisquer** danos que sofram decorrentes de um acidente numa central nuclear. Estão? Não, não pois não?…

  30. vcm, volte lá a ler. Eu disse «torres das centrais nucleares», não disse «torres dos reactores nucleares». Eu já vi um reactor nuclear, a sério. Mesmo o reactor, não foi o edifício. Mesmo que fosse de investigação (logo mais pequeno), mas sei que é relativamente pequeno. O azar é que as torres de refrigeração têm de ser grandes para arrefecer o sistema. E aí é que entra a minha piadinha.

    Luís Oliveira, penso que o problema que enunciou tinha a ver com a forma como se usariam as alternativas para substituir as fósseis nos automóveis (por exemplo, claro está). A noção do hidrogénio não tem aver com o hidrogénio ser uma fonte de energia. Não é. O que o hidrogénio pode ser é uma forma de armazenar e transportar essa energia. Poder-se-ia produzir o hidrogénio por electrólise em “wind farms” por exemplo, em alturas de picos de produção, quando o output fosse superior à procura. O excesso seria utilizado para produzir o hidrogénio que, posteriormente, seria utilizado como combustível para automóveis. Claro que ainda há problemas nas células de combustível, ainda não é uma tecnologia madura, mas isso nem os motores de explosão o serão, afinal continuam a ser melhorados.

  31. Caro Viana

    1) Tem razao. Mas eu nao queria referir as consequencias de um acidente.
    O risco que interessa como diz mt bem de acontecer um acidente. Muitas unidades fabris podem dar origem a graves danos em caso de acidente. O que se tem de avaliar e o risco de acontecer.

    2) pegando no seu racionio as seguradoras nao dizem que o risco de acidente e enorme, dizem e que o risco economico que correm e enorme.

    “s seguradoras estão dispostas a segurar todas as pessoas num dado país contra **quaisquer** danos que sofram decorrentes de um acidente numa central nuclear”

    Depende.

    O risco economico e o mesmo mas o racio custo/benefico e mais interessante pois a probalididade de afectar um pais inteiro podia ser baixa.

  32. Caro Joao

    Acho q vc esta um pouco confudido.

    As torres de refrigeracao de qq central sao grandes por sao dimensionadas para serem grandes. Nada tem haver com qq excesso de calor. Tem haver com a capacidade instalada da central.

    A producao de vapor e que pode ser atraves de combustao como nas centrais termoelectricas ou por fissao atomica como nos reactores nucleares.

    Pode dimensionar um central de carvao com exactamente a mesma altura nas torres de refrigeracao. So precisa e de mt mais combustivel q um reactor nuclear devido ao baixa quantidade de calor produzida na combustao em comparacao com o elevado poder exortermico da reaccao nuclear.

    Tem razao no q diz sobre o H2. E um vector energetico e nao fonte primaria. O problema e uma questao de eficiencia economica em todo o ciclo de vida (producao, transporte, armazenamento, utilizacao)

    Ja existem alternativas a fuel cell. Por exemplo, BMW tem um carro que queima o H2 em vez de usar como reagente na electrolise

  33. OK vcm, leve lá a bicicleta. As torres das centrais, sirvam para refrigeração ou outra coisa qualquer, continuam a ser grandinhas, ou não? É daí que vem a minha piada. Aquelas coisas sempre têm a altura de muitas ventoinhas usadas na energia eólica.

    Quanto ao tal motor da BMW, não conheço o processo, tenho que o investigar. Qual é o conceito então? A queima simples de hidrogénio? É que isso deu muito maus resultados no passado noutros casos.

    Já agora, o processo nas células de ocmbustível não é a electrólise, é antes o oposto. É usando a formação de água para produzir electricidade. O conceito é o mesmo, apenas a direcção da reacção é a oposta.

  34. “Nada tem haver”?
    primeiro pensei que fosse distracção. Mas depois só nestes comentários já vi a expressão duas vezes. Se nem a forma como se escreve respeita as regras da gramática, como é que se pode confiar nos conteudos sem desconfiança nas ideias que querem transmitir como boas?
    É que se aquilo que aprenderam tambem foi assimilado assim com esse rigor,,, estamos conversados.

  35. “Haver” ainda é como o outro. O pior é “confudido”.E seria nesse estado mental que irias ficar se continuasses a dar a dar trela aos meninos Luís e André.Quem se vai rindo é o Nuno. Rascal.

  36. peco imensa desculpa mas viver em espanha leva a estes disparates….espero que nao confie nos conteudos que aqui publiquei. há mt melhores fontes para o confirmar as minhas afirmações

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