A propósito de uma estrela global

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Cristiano Ronaldo anda nas bocas do Mundo. Não só porque acaba de festejar 22 anos, mas também, e principalmente, porque segundo o Diário de Notícias do dia 10 de Fevereiro vale 50 milhões de euros, não enquanto pessoa mas enquanto «marca». Fala-se da hipótese de ele sair de Manchester por mais de 85 milhões de euros. Gostaria de convocar aqui, não opiniões sobre se ele, Cristiano Ronaldo é ou não, uma estrela global como foram Best e Cantona e como é ainda David Beckham, mas sim um poema. Nada mais. Jornalista que fui da redacção de O Sporting desde Agosto de 1988 a Novembro de 2006, lembro-me bem de ele chegar da Madeira com apenas 11 anos de idade. Foi recebido no lar do jogador por Leonel Pontes e Paulo Cardoso. Percebia-se logo que ele era diferente, pois só era infantil na classificação etária. Como jogador não era nada infantil. Entrevistei-o muitas vezes no fim dos jogos. Mas vamos ao poema.

Fala de Leonel Pontes a Cristiano Ronaldo

Tu comias uma banana dentro de um pão
E nunca paravas de jogar em toda a Ilha
Nos torneios diários de futebol de salão
Dando às equipas um toque de maravilha

Nas férias eu já não era o teu treinador
Mas o amigo sempre atento e preocupado
Procurando que te alimentasses com rigor
E seguindo os teus passos por todo o lado

Em Lisboa eu era então o teu motorista
E pronto a ir buscar-te a qualquer hora
Tu ligavas mal o avião chegava à pista
E nós ficávamos a falar pela noite fora

Agora tu fazes anúncios de publicidade
Não tens tempo para o treinador antigo
Mas nada destrói a força duma amizade
E nunca deixei de ser muito teu amigo

José do Carmo Francisco

11 thoughts on “A propósito de uma estrela global”

  1. Essa não… Não abandalhem o blog dando razão às pessoas que dizem ser a internet um caixote de lixo que aceita tudo o que lá colocam… Nem o meu trabalho nem o trabalho de quem colocou a imagem merecem comentários acintosos. Assim, não. «Caras» é outra coisa. Não tem nada a ver.

  2. Zé do Carmo,

    Achaste o comentário, deveras, «acintoso»? Eu achei-o divertido. A foto (que eu próprio escolhi) só podia provocar essa mesma reacção. Quê? «Isto»? No Aspirina?

    Keep cool, boy.

  3. Euclides Cavaco, nasceu no concelho de Mira, distrito de Coimbra onde concluiu a instrução primária. Devido às carências económicas de então não lhe foi possível ingressar de imediato nos estudos secundários. Contudo a sua vontade de estudar era manifesta, por isso ainda muito jovem decidiu ir para Lisboa a fim de arranjar um emprego e poder simultaneamente conciliar o seu grande sonho de estudar, anseio que consumou tendo assim concluído em Lisboa o curso geral dos liceus e frequentado posteriormente os estudos superiores.

    Euclides Cavaco começou a escrever poesia nos seus anos académicos e dela tem feito uma constante da vida. Incondicionalmente apaixonado pelo FADO, foi talvez no FADO que encontrou a sua inspiração maior. Por ele nutre uma transparente admiração consagrando-lhe grande parte da sua obra. Escreve-o para fadistas , declama-o com grande estro poético e essencialmente dá-o a conhecer ao mundo.(…)

    p.s. – é só seguir o link que deixei no irónico comentário que fiz anteriormente.

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