A poesia, agora de comboio

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Dois poetas holandeses, Hagar Peeters e (o bem mais conhecido) Simon Vinkenoog, leram ontem live poesia em comboios. Num comboio ao calhas, num comboio à sorte – e digamos que a sorte era real.

Que tal se hoje, por alturas de Pombal, lhe surgissem, nos fones, os graves de Manuel Alegre, ou por alturas de Vendas Novas, a carícia de Maria do Rosário Pedreira, viajando ali com você, claro?

Boa viagem.

12 thoughts on “A poesia, agora de comboio”

  1. Confesso que há coisas que me aborrecem na Holanda e nos hábitos holandeses, mas este tipo de atitudes não é uma delas. Será talvez a característica holandesa que mais aprecio, esta franqueza e esta informalidade. Nada de pompa, muito de circunstância.

    Comparando com Portugal (que nem sequer tem uma rede ferroviária decente para estas coisas, seria mais provável acontecer ali para os lados de Caldas num expresso Lisboa-Porto), tal situação seria anunciada nos jornais, com devida apresentação no Acontece e ainda umas entrevistas em que os autores da iniciativa explicariam que se trataria de “levar a poesia às pessoas no seu dia a dia”.

  2. Que tal? Bem, se de repente me aparecesse na carruagem um poeta a recitar acho que lhe dava uma moedinha para ele passar para a carruagem seguinte. Nem que fosse o Vinkenoog, o Vate Holandês. João André, não finjas que aprecias, pá.

  3. Mao,

    Manda sempre.

    E-clair,

    «Grave-bisonte»: um instante de felicidade estilística.

    Anonymous,

    Pode subsituir «com você» por «consigo», mas nem sempre o contrário.

    De resto: aqui, todas as opções são ponderadas.

    Caramelo,

    Os vates não andavam pelas carruagens. Ouviam-se nos fones, e imagino que estivessem na carruagem-bar…

    João André,

    O Acontece já acabou, não sabias? (É o que dá estarmos cá fora. Esacapam-se-nos as tragédias. Mesmo as verdadeiras).

  4. Fernando, acabou? Mas não passava ainda na rádio? Na televisão eu sabia e isso já há muito, mas tinha ideia que ainda desse para ouvir (como se pode imaginar não era das pessoas que mais assistia). Ainda assim usei-o como exemplo.

    caramelo: não sou, é verdade,um apreciador de poesia num livro, mas sempre apreciei um bom declamador. Será a força da palavra oral, que me entra com mais força no sentimento. Preferências individuais, evidentemente.

  5. Albino,

    «Posso contar com você?», «Ela está zangada com você», «Estive com você há coisa dum ano», etc, etc.

    A minha gramática interior diz-me que, se trato alguém por «você», posso dizer-lhe «com você».

    Posso, claro, dizer também «consigo». Que é de praxe, sim, para aquele que trato por senhor, mas ainda assim substituível por «com o senhor».

    Tipilina,

    Não sofra tanto. Os poetas não aparecem. A gente sintoniza-os. Está a ver que não dói?

    João André,

    O Carlos Pinto Coelho tem actualmente o programa de rádio «Agora… acontece, já com 400 edições. A Texto Edirores vai publicar proximamente um livro com 30 entrevistas aí feitas.

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