Vinte Linhas 711

«Quantos livros desses é que vendeste?» perguntou o cabresto

Um dos sinais da crise, além das loucuras do governo de «passos perdidos e portas fechadas» é a quantidade de patacoadas ditas e parvoíces cometidas de modo transversal em toda a sociedade portuguesa. Ainda agora um senhorio (grande cabresto…) mandou o electricista mudar o temporizador da luz da escada. Para poupar, parecia. Mas não: uma senhora que ia colocar o lixo no rés-do-chão caiu e partiu o colo do fémur. Aqui no «Aspirina B» o sinal da crise é o aparecimento de um (ou talvez mais) cabresto a dar pinotes nas linhas dos comentários. A propósito do meu encontro com Fernando J. B. Martinho, o poeta que fez parte do Júri do prémio da APE em 1980, o grande bandalho, tentando tratar-me por tu, deu um coice e escreveu – «Quantos livros desses é que vendeste?».

Ora o grande bandido tentou esquecer-se de um princípio óbvio: os autores escrevem, os editores publicam e os livreiros vendem. Não sendo eu o livreiro deste livro mas sim o autor, o pulha não podia fazer aquela pergunta. Mas fez, o grande animal. Fingiu não saber que esta é uma das melhores colecções de Poesia que houve em Portugal, fingiu esquecer os nomes que constam do seu catálogo: Jorge de Sena, José Terra, Vitorino Nemésio, Pedro Tamen, Cristovam Pavia, João Maia, José Blanc de Portugal, João Rui de Sousa, Ruy Belo, Sophia de Melo Breyner, António Ramos Rosa, João Miguel Fernandes Jorge, Alexandre O´Neill. Fiquemos por aqui.

O cabresto fingiu que estava perante a capa de uma edição de autor passando por cima (sem conseguir) do notável trabalho de José Escada na capa. É preciso ser muito ordinário. Grande cabresto, que parece não saber a última novidade: os campinos já usam telemóvel.

16 thoughts on “Vinte Linhas 711”

  1. deixa lá isso e não chames de animal a quem não o merece – ser animal é maravilhoso. já reparaste bem de perto na beleza de um boi manso, na perfeita simetria das feições e na doçura do olhar já para não falar no porte e na cor do pelinho?

    podes é dizer-lhes que cheiram, quando abrem a bocarra, ao primeiro poio do dia do boi manso. :-)

  2. ena! hoje tive direito a um textículo sobre a industria livreira. temos um autor que se está cagando para as vendas e para as audiências, é assim mesmo oh xico! só não percebo porque é que tentas misturar-te com autores que vendem, apesar de não terem embalagens deluxe by escada. quanto a ordinarice tamos conversados, é só conferir a brejeirada acima ou telefonar ao senhorio destemporizador.

  3. oh xico! a vizinha tropeçou no escada e botas a culpa no senhorio, quando a conclusão deveria ser: capa assassina vítima idosa no bairro alto. espero que o vitor tenha seguro profissional para pagar as despesas médicas da sogra que tentastes eliminar.

  4. Tens razão Olinda e como diz o meu amigo de São João da Pesqueira que não poupa nas palavras – «A pata que o pôs!». Fim de ciclo…

  5. O pueta “ganadêro” no seu melhor, ou seja, praticando o insulto descontextualizado, ao nível de sarjeta. O Sr. está enganado. Eu diria que está muitíssimo enganado. Se a crise já tivesse chegado ao Aspirina, o Sr., sendo uma nódoa, já tinha desaparecido há muito com Benzovac para tornar o ar mais respirável. Quanto à colecção que Vossa Excelência pranta assiduamente na botoeira, ela é com toda a certeza uma das melhores que alguma vez se publicou em Portugal. E daí? Todas as boas árvores, ocasionalmente, dão a sua fruta com bicho no meio de uma admirável colheita. Nunca em nenhum dos comentários que aqui ocasionalmente fiz atingi os seus textos confessionais ( pode-se duvidar da sua oportunidade) em que fala de pessoas que lhe são queridas e que se vê que muito ama. Mas os poemas meu Deus, porque os faz sofrer assim, quando há pouco nem agulha bulia na quieta melancolia dos pinheiros do caminho. Posto isto, se praticasse o seu nível de ordinarice e vulgaridade diria que o vou deixar a chocalhar “puemas” no pasto da sua inspiração,exibindo-se em saltos altos e cabeleira loira, qual “drag queen” da poesia, acolitado pelos campinos do costume. Mas como não pratico esse nível de polémica e sendo V. Exª. tão falho de sentido de humor, indicativo notório de inteligência, ou de falta da mesma, comunico-lhe que alfredo carpinteiro vai meter a viola no saco.
    Isto fede! Oh anonimo, não sei como tens ainda pachorra para este gajo que só vai lá com uma boas bengaladas nos….perdão no cachaço.
    PS. E a propósito, ao estilo “Oh Evaristo tens cá disto?”: vendeste muitos livros desses ou quê?

  6. Nunca um poeta se mediu pelo número de exemplares que vendeu em vida. Muitas vezes as obras póstumas é que abrem o caminho à fama. É aborrecido, porque os autores já não estão cá para gozar essa celebridade.
    A solução para o poeta JCF talvez seja criar um autor fictício e publicar tudo como póstumo. Por exemplo, no caso vertente: José do Carmo Evaristo, INICIAIS (obra póstuma).
    O Evaristo é para disfarçar, não sei se perceberam.

  7. Hoje o Alfredo Carpinteiro marcou pontos! Parabéns, amigo! Muito interessante a sua dedução sobre a colecção de poesia da Morais e dos grandes nomes que a compõem: «Todas as boas árvores, ocasionalmente, dão a sua fruta com bicho no meio de uma admirável colheita.». Pena é que a inteligência de jcf não chegue para entender essas palavras e arripiar caminho. É confrangedor que uma pessoa que se gaba constantemente da sua «obra», chegue à bandalheira de colocar títulos como o de cima nos seus posts. O seu «nível de ordinaríce e vulgaridade» (como diz o Alfredo Carpinteiro) ultrapassa o impensável! A confusão dele é tanta – e a sua escrita de tão má qualidade -, que mete os pés pelas mãos. Repare-se neste excerto do post: «A propósito do meu encontro com Fernando J. B. Martinho, o poeta que fez parte do Júri do prémio da APE em 1980, o grande bandalho, tentando tratar-me por tu, deu um coice (…)». E intitula-se este palerma um escritor?! Nem o Fernando Martinho escapa aos seus impropérios, tal o «primor» narrativo dos textos que escreve!

  8. aqui no aspirina já vais acima de 50 edições, com uma tiragem média de 1.000 exemplares pode-se dizer que vendeste 50.000 livros que ninguém abriu.

  9. oh pázinho! responde lá ao ganda bandalho do fernando j.b martinho e diz quantos enchidos vendeste. só a desaparafusada apareceu a bater palmas ao concerto de ano novo com que brindaste o auditório e apesar de gritares por socorro nem o teu amigo de s. joão da panasqueira te acode, afunda-se a orquestra e salva-se o navio

  10. Ó santa cobardia!

    Nem no começo do ano dão descanso ao JCF.

    O JCF pode ter muitos defeitos, escrever poemas que vocês não gostam, etc, mas não é um “travesti” cobarde como vocês, que ora são carpinteiros, sapadores ou o que mais está na vossa essência anónimos, daqueles cobardes, que bufam dos colegas, que são capazes de escrever cartas anónimas, apenas para destilar ódio.

    Deves ser muito infeliz mesmo. Talvez a culpa não seja tua e seja do teu avô…

  11. Do teu avô torto, já agora, ó Evaristo! Ainda não aprendeste com o mestre? E olha lá, «tens cá disto?»

  12. força prosopoeta, tou contigo! bora lá partir os dentes a esse reaccionário que ousou tratar-te por tu. não se via tamanha desfaçatez desde que o governo do passos coelho autorizou a mudança dos temporizadores de escada, os senhorios são uma corja, sempre a pensar esmifrar o desgraçado do inquilino e aninquiliná-lo com fracturas do fémur. uma lastima esses teus fans, bazaram todos neste momento que mais precisavas d’apoio mural, cambada de tijóis inutéis. eh pá! toma-lá um bom ano pra ti e pá hoover, sem esquecer o citroém.

  13. ó chiquo passastes com o ano novo, pá? escrevestes sobre o quê pá, ora muge lá a tua versão de bufa peneirenta.

  14. Ó chiquo caralhete olhei agora prás tuas últimas palavras, ó chiquo caralhete pá, és igual a ti mesmo, grande ordinário, nem com telemóbel pá nem aipede, meu, tu fiquas fino ó pricipe da asneira,ehehehe

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