Vinte Linhas 680

South Bank – o preconceito não tem idade e continua hoje

Num recente desabafo da minha filha mais velha sobre a frase de um paspalhão empregado de um Banco («Nós não temos agências do outro lado!») se percebe a permanência do preconceito das pessoas do lado Norte contra o lado Sul da cidade de Londres.

No tempo de William Shakespeare (n.1564) o Teatro The Globe (demolido em 1644) estava situado do outro lado da cidade e tinha uma bandeira que era içada quando havia espectáculo. As pessoas interessadas viam a bandeira e alugavam botes para irem ao teatro. Os puritanos odiavam o Teatro como forma de arte (talvez porque o Teatro punha em causa as suas certezas) e se tudo dependesse deles o Teatro acabava. Eles mandavam no Parlamento que fica do outro lado e não queriam teatros naquela margem do Tamisa. Hoje existe uma reprodução muito fidedigna do original e organizam-se visitas guiadas ao novo The Globe, bem perto da catedral de Southwark e do mercado Borough Market.

Este preconceito contra a malta do South Bank continua hoje como se pode ver pela conversa do paspalhão no Banco onde a minha filha mais velha tem conta. Mas bastaria lembrar Charles Chaplin (ou Charlot) que nasceu neste lado da cidade que começou a sua aventura numa carroça de saltimbancos e atingiu dimensão universal. Escrevo «neste lado» pois assumo que também eu, quando estou em Londres, sou deste lado. South Bank.

Um dos motivos que me leva a repudiar o preconceito é o facto de os meus netos terem nascido em dois lados opostos da cidade. O Tomás nasceu em 2006 no University Hospital em Islington (no outro lado) mas o Lucas já nasceu em 2011 no Queen Elisabeth Hospital – deste lado da cidade de Londres. E nenhum é mais que o outro. Nem pensar.

30 thoughts on “Vinte Linhas 680”

  1. se não há bank no south bank, que vá viver para a escócia e o tomás que vá nascer a badajoz. se houvesse mobilidade de espírito nessa familia não viviam tão amargurados com estas injustiças com que o capitalismo selvajem fustiga os comunas pelo mundo. emigra para a coreia do norte enquanto existe e poupa-nos às tuas intimidades com o shakespear e chaplin.

  2. Este post é complicado de mais para a minha cabeça.
    Uma das vezes que fui a Londres também fui ao teatro.
    Agora estou indeciso se foi do lado de cá ou do lado de lá do Tamisa.
    A meio da ponte é que não foi de certeza.
    E a peça era good! Era o Oh! Calcutá ou coisa parecida. Os atores representavam, homens e mulheres, completamente nus. E isto foi na década de 70. Diverti-me bastante com um padre indiano que assistia à peça no balcão perto de mim. O homem nem tugia nem mujia.
    Também fui uma vez a Londres e fiquei no hotel da Esmeralda ali próximo do início da Regent Street, more or less no Hide Park Corner.
    Pois a Esmeralda moça batida levou alguns dos hóspedes a um bar de larilas que era como se chamavam os gays naqueles tempos. E não é que lá havia um pequeno teatro onde assistimos a uma representação de gays! Alguns números bem interessantes, bem representados e bastante divertidos.
    Agora também estou à rasca sem saber se este bar estava do lado de cá ou de lá do rio.
    Como fomos de bus sei lá se passei o rio para a outra margem?
    Este jcfrancisco arranja-nos com cada problema.
    Esta noite ainda me vou deitar com isto na cabeça e se calhar vou ter insónias.
    Que raio de assunto o homem havia de ir buscar!

  3. Ó Adolfo, rebusca nos teus papéis velhos, talvez encontres algum poema que bolaste na altura a cantares a Ri Gente e o Hide Pàcona. Se escreveres um novo convém não esqueceres que os dois locais ficam tão longe um do outro, sem exagerar muito, como o Barreiro do Baile dos Cornos, que era, nos tempos antigos, antes de chegarmos a Santo António, à esquerda de Palhais quando se ia pra Coina. Se a memória não me falha.

  4. Oh kalamitanos tens a memória um pouco fraca embora eu também já não me lembrasse disso.
    Não é o baile mas sim o Bairro dos Cornos.
    Não tenho poesias sobre os britânicos mas tão só anedotas. Uma sobre a fleuma britânica:
    Estava o Lord mas a Lorda sentados à mesa, o criado a servir o chá das 5. Eis que uma violenta explosão transformou a senhora em cinzas.
    O Lord impávido e sereno, disse para o mordomo:
    – John varre a senhora.
    E a propósito ou sem propósito nenhum alguém sabe qual é o órgão mais leve do corpo humano?

    No corpo sabe qual deve
    ser dos órgãos o mais leve
    dum magro ou corpulento?
    Órgão que se agiganta,
    o PÉNIS que se levanta
    tão só com o pensamento!

    E esta é para o jcfrancisco:
    Sabe qual é o escritor com mais imaginação?

    Escritor de profissão,
    com grande imaginação,
    os seus leitores diziam:
    O homem não enganava,
    pois ele imaginava
    qu’os seus livros se vendiam!

    Eu diria mais, imaginava que os seus livros se liam e se vendiam.

  5. Estás em forma hoje, Adolfo Dinhas. Fartei-me de rir com as tuas recordações. Quando te pões a falar de política é que é o …pénis.

  6. Alguém sabe onde pára o Valupi? Isto está a ficar uma boa bosta. Chamem lá o gajo, se não tenho que ir ver televisão.

  7. Não, não, please!!! Não chamem o VALUPI!!! O JFC é quase tão ridículo como ele, com as suas sonsices sobre Londres, como se viver em Londres fosse “super”, como se Londres fosse um sonho tornado realidade… Sim, há quem goste… mas quando chega a portugueses gostarem de coisas com algum estilo, a minha alma vacila, poius está sempre implícito snobismo, mediocridade, e o mais das vezes, ambas as coisas. Parabéns JFC: que sonho viver em Londres! Ajuda alguma coisa se eu disser que os meus pais têm contas na Suíça capazes de equilibrarem um OE? Parabéns pela ” gran caca” de viver em aqui mesmo ao lado…

  8. Adolfo,

    Aceito que possas estar certo com o Bairro, que aliás também escrevi primeiro mas depois emendei para “baile” porque me lembrei aqui há uns anos ter sido corrigido para por um velhote dessas paragens. Fica então esclarecido. Os teus poemas são óptimos. Faz um em homenagem ao velho Cabanas, ou ao escondidinho do Bairro dos Pescadores, já que estamos a falar de bairros.

    NAS,

    Não destruas tudo. Londres pode não ser bom, mas, um dia, quando arrumares a sala das tuas prioridades, irás descobrir que é lá que se fabrica a super marmelada. Saudações.

  9. Ao mestre Cabanas não faria poemas porque a minha poesia é de humor, escabrosa, de mal-dizer. E que mal posso eu dizer do meu amigo Manuel Cabanas? Para além de ser um líder contra o chamado estado novo, era mestre nas suas artes: xilogravura e encadernação. Tem um museu em Vila Real de Santo António já que o Barreiro, terra onde viveu toda a sua vida o desprezou. São assim os comunas. Quem não é por mim é contra mim.
    Mas numa altura Cabanas estava executando os painéis de S. Vicente usando para tal 3 enormes tábuas. Como sabem a xilogravura é um trabalho meticuloso usando inúmeras ferramentes para escavar a madeira. Esta mesmo tem que ser de determinada qualidade para não rachar. Cabanas teria na altura já os seus 80 anos. Não é que uma das tábuas quando estava quase acabada rachou!
    E Cabanas com a sua paciência recomeçou tudo de novo.
    Saudades amigo Cabanas onde quer que estejas. No Barreiro, em Vila Real Stº António ou em Cacela.

  10. Adolfo,

    Tenho a mesma ideia acerca do mestre Cabanas, um artista, sempre na fona, muito embora nada saiba das suas posições políticas no pós-salazarismo, mas adivinho-o próximo da velha guarda que girava em torno do República.

    E quê, só dizes mal de gente nos teus poemas? Faz um esforço, meu caro. Lembra-te da gaja boa que nunca levaste pra cama!

  11. Eu em 1978 no Diário Popular e em 1982 no Ponto através de Jacinto Baptista ainda trabalhei com peças de Mestre Cabanas! Um grande artista, um grande senhor.

  12. Cabanas era um republicano dos sete costados. Ia a todas. De vez em quando era “engavetado” pela PIDE. Após o 25 de Abril aderiu de imediato ao Partido Socialista tendo-se mantido firme e fiel até à sua morte.
    O jcfrancisco sabe melhor que eu que a xilogravura era muito utilizada nos primórdios da imprensa.
    Oh KALAMITANOS eu não disse que só dizia mal. Falei também em humor e poesia jocosa. Mas nenhuma delas se adapta ao Manuel Cabanas.
    Quanto às gajas… O que te posso dizer é que sou de boa boca:

    Eu gosto de “comer” bem
    “comida” com bom sabor,
    mas quando a fome vem
    eu “como” seja o que for! (disse mal de alguém?)

    Além disso é sempre bom ter amigas:

    Deu-lhe uma dor de barriga
    qu’o tipo cagou de pé,
    foi a casa duma amiga
    lavar o cu no bidé!

    E,às vezes, para a gente se satisfazer nem sequer é preciso ir para a cama:

    Com a saia bem subida
    a menina do quiosque
    deu-me dez anos de vida
    ao mostrar o rabiosque!

    Até à próxima!

  13. Amigo Adolfo recordo especialmente as xilogravuras de escritores portugueses como Carlos de Oliveira por exemplo. Além de belíssimas eram úteis quando se falava de um próximo livro que (cuja capa) ainda não existia.

  14. Oh anónimo desculpa lá o mau jeito mas eu não sou o jcfrancisco. Não preciso que me façam punhetas. E para escrever merdas estou cá eu, não preciso da tua concorrência.
    Até sempre o que quer dizer até nunca mais.

  15. punhetas à parte, explica ao maralhal como é que um fundador do ps pode aderir à coisa fundada. escusas de ficar assanhado que não concorro com ignorância disfarçada.

  16. Fantástico como um post de merda se pode transformar numa leitura agradável, onde a cultura convive com o humor.

    Abençoados comentadores que conseguem transformar merda em ouro!

  17. Mas onde é que eu escrevi oh minha besta que o homem tinha sido fundador do PS. Deves estar a delirar.
    Larga o vinho!

  18. Grande merda és tu ó Jonas Nogueira – aliás podes ser mais um travesti do maluco que ele é especialista nessa treta. Vai morrer longe ó labrego!

  19. Ó Zé Chico, travesti é a tia, como dizia o outro!

    Se os teus posta rançosos, não passam de manifestações de um saloio deslumbrado por ter família chegada numa grande Metrópole (pareces aquele gajo que telefonou ao pai, com a comunicação social a assistir, a dizer-lhe que já era ministro), que outra classificação dar-lhe se não como matéria orgânica que são?

    Tens sorte porque a tua escrita desajeitada acabou por atrair um grupo de comentadores inteligentes, que aproveitam para fazer alguns exercícios de fina ironia.

    Vê se aprendes!

    P.S. – Tens visto a tua comadre vedeta da ópera, sem ser no You Tube?

  20. ó fodias| não escreveste porque és ignorante e pleonasno por não entender a redundância de um gajo aderir ao partido que ajudou a fundar. em matéria de inteligência estás ao nível poeta da treta e o resto pra lá caminha, brejeirice e graçola fácil lá vão disfarçando a merda que fazes.

  21. Ora vamos lá ensinar os burros a ler:

    No dia 19 de Abril de 1973, na cidade alemã de Bad Münstereifel, militantes da Acção Socialista Portuguesa idos de Portugal e de diversos núcleos no estrangeiro, de entre outros países e cidades de Londres, Paris, Genebra, Suécia, Argélia e Brasil, reunidos em Congresso da Acção Socialista Portuguesa e “ponderando os superiores interesses da Pátria, a actual estrutura e dimensão do movimento, as exigências concretas do presente e a necessidade de dinamizar os militantes para as grandes tarefas do futuro, deliberou transformar a A.S.P. em Partido Socialista”, aprovam, por 20 votos a favor e 7 contra, a transformação da A.S.P. em Partido Socialista.

    Manuel Cabanas não estava presente nesta data na Alemanha. Poderia ter aderido, dado o seu nome e ser um dos fundadores do PS como na verdade foi. De Abril de 1973 a Abril de 1974 muita água correu sob as pontes e muitas coisas mudaram. Só não mudam os burros. Cabanas poderia nesse interregno ter mudado de ideias.
    E uma coisa é fundar-se um partido no estrangeiro sem ter estatuto legal em Portugal e outra coisa é formalizar essa existência e legalização no nosso país. E foi, portanto, após o partido ser legal já em 1974 que quem quis preencheu as fichas de militante e passou a fazer parte do Partido Socialista Português que até à data da sua formalização notarial não tinha existência legal.

    Todos perceberam que ser fundador duma coisa é uma coisa e inscrever-se tempos depois nessa coisa depois de legalizada é outra coisa. Quem não perceber é burro.

  22. Adolfo,

    Andaste, andaste, e lá me obrigaste a encontrar o saudável mas pouco surpreendente pormenor de que o Ti Manel Cabanas era, como aliás a maralha mais conhecida da oposição rosa ao Salazar, um irmão do Grande Oriente Lusitano. Provavelmente da mesma escola do Salazar, que não acredito tivesse aderido em Coimbra aos preceitos da Grande Loja de Londres. Enfim, é sempre bonito falarmos destas coisas, para irmos ficando mais ignorantes.

    De acordo com um dos sites que li, o Tito de Morais foi encarregado por Mário Soares a fazer uma revisão da lista dos “fundadores” do PS. E lá temos o Mestre Cabanas. Tal lista, que parece não esquecer ninguém, enche uma placa comemorativa à entrada da sede do partido do punho cerrado e da rosa, para quem quiser ver e recordar de lágrimas nos olhos essa data gloriosa do enterro da Ação Socialista que só existia no nome e nascimento do PS. Muitos deles acabaram por dar o peido de insatisfação e arribaram a costas mais à esquerda ou à direita. Desses, os mais interessantes foram os que aderiram à Igreja Católica, que também tem direito à vida.

  23. ó fodias! se a minha avó não tivesse morrido, eu não poderia ter ido ao seu funeral. aguardo a teoria dos enganos na morgue. estes estudiosos do cabanas são uns barraqueiros, só falta o palavrex a dizer que o homem era pide.

  24. Ó Jonas, ó maluco eu posso aprender e aprendo mas tem que ser com quem saiba mais do que eu. O que não é o caso. Vai morrer longe ó labrego!

  25. Manuel dos Santos Cabanas, também conhecido como Mestre Manuel Cabanas (Vila Nova de Cacela, 11 de Fevereiro de 1902 — Faro, 25 de Maio de 1995), foi um mestre de xilogravura, autodidacta e republicano português, membro fundador do Partido Socialista, de Portugal. De origem humilde, filho de modestos proprietários agrícolas, também naturais de Vila Nova de Cacela, Manuel Cabanas fez a instrução primária, tendo neste período se dedicado ao campo como forma de trabalho. Em 1920 passou a trabalhar como encarregado da manutenção das mercadorias e das bagagens na ferrovia. Dois anos depois mudou-se para cidade de Barreiro, quando passou a desenvolver cargos e funções no Sindicato dos Ferroviários do Sul e Sueste, mobilizando a classe para a defesa dos seus direitos, o que naquela época era considerado um delito subversivo pelo fascismo. Em 1927, por ocasião da revolução de 7 de Fevereiro, Manuel Cabanas teve o primeiro embate com a ditadura, quando a convite do almirante Mendes Cabeçadas Júnior, integrou a comissão revolucionária local. Foi neste ano que Cabanas foi preso pela primeira vez, quando, ao dirigir-se para o quartel de marinheiros de Vale de Zebro, a fim de ganhar aquela unidade para a causa dos revolucionários, foi preso à entrada dessa unidade militar. Pouco tempo passado, Manuel Cabanas seria restituído à liberdade. Como represália, foi enviado para o trabalho nocturno, na estação dos Caminhos de Ferro da Moita do Ribatejo, tendo nela permanecido por dez anos, onde, de forma discreta, mantinha actividade política de oposição ao regime, o que o levou a relacionar-se com importantes intelectuais e políticos portugueses tais como, Aquilino Ribeiro, Ramada Curto, Bento de Jesus Caraça, Câmara Reis, Piteira Santos, José Magalhães Godinho, Vasco da Gama Fernandes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Raul Rego, Arlindo Vicente dentre outros, com os quais além de conviver, participou em vários actos políticos. Durante o regime fascista, Manuel Cabanas envolve-se na realização de obras de melhoramento social da classe dos trabalhadores. De 1924 a 1930, Cabanas faz parte da direcção do Asilo D. Pedro V, no Barreiro, uma instituição muito pobre, onde consegue melhorias no equipamento e nos serviços. Durante dezoito anos desenvolve grande actividade em prol da Comissão Nacional de Assistência aos Tuberculosos, iniciativa esta que lhe valeu nova prisão. Durante a década de 30 do século vinte, participou em todas as acções de vulto da Oposição Democrática, mantendo-se ligado à tendência socialista e foi co–fundador do Partido Socialista, por cujas listas, já septuagenário após o 25 de Abril de 1974, foi eleito deputado à Assembleia da República. A partir de 1938, Manuel Cabanas deu início a uma intensa actividade artística no campo da gravura em madeira, encetando uma ruptura abrupta com as técnicas tradicionais de gravação. No início de sua carreira artística, os desenhos xilogravados por Cabanas eram feitos por seu amigo o pintor Américo Marinho, com o passar do tempo, o próprio artista passou a desenhar para posteriormente esculpir na madeira de Buxo. Em 1939 começou a expor os seus trabalhos, o que lhe valeu vários prémios, entre eles a medalha de ouro das Belas Arte. Nas décadas de 40, 50 e 60 dirigiu as campanhas da oposição no Distrito de Setúbal e foi mandatário dos candidatos presidenciais oposicionistas. Aposentado compulsivamente da CP em 1963, por razões políticas, foi funcionário da ordem dos advogados e professor do ensino técnico, sendo demitido deste, em 1968, por ser considerado como contrário aos altos interesses do Estado. Depois de 25 de Abril de 1974, já septuagenário, foi chefe de Redacção da Revista do Povo e deputado do Partido Socialista na Assembleia da República. Autodidata, deveu a sua formação intelectual ao estudo individual e ao convívio com alguns dos maiores vultos do pensamento e das letras do seu tempo: Aquilino Ribeiro, António Sérgio, Vieira de Almeida, Jaime Cortesão e Ferreira de Castro, entre outros. Integrou, nos anos 50 e 60, as tertúlias da Livraria Bertrand e do consultório do Professor Francisco Pulido Valente, ao Chiado (esta última imortalizada no quadro A Leitura, de Mestre Abel Manta). Foi sócio efectivo da Sociedade Nacional de Belas-Artes. Em 1974, doou o essencial da sua obra xilográfica original e a sua colecção de arte ao Museu Municipal de Vila Real de Santo António, de que foi o Conservador nos últimos anos de vida. Mestre maçon, pertenceu aos quadros do Grande Oriente Lusitano. Um busto em bronze, descerrado em 1993 pelo Presidente Mário Soares, perpetua a sua memória em Vila Nova de Cacela. A sua colecção artística encontra-se hoje à guarda do Centro Cultural António Aleixo, em V. R. de Santo António. Em 1985, Manuel Cabanas foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, no grau de Comendador, pelo então Presidente da República, General Ramalho Eanes. Em 1991, foi agraciado pelo Presidente da República, Dr. Mário Soares, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Em 1983, também a Câmara Municipal do Barreiro decidiu homenageá-lo na área das Artes e Letras. Faleceu aos 93 anos de idade, no dia 25 de Maio de 1995, no hospital de Faro.

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