Vinte Linhas 669

Aves de Rapina em Proença-a- Nova; Museu na Sobreira Formosa

Para quem passe no IC8, algures entre a Sertã e a saída para a A23, a Galeria Municipal de Proença-a-Nova apresenta até 30 de Outubro um trabalho de Marisa Mancilla intitulado «Vulture in my heart». Trata-se de uma reflexão em forma de desenho sobre a tragédia múltipla que é toda a violência. Neste caso em especial a violência contra a mulher.

As aves de rapina (águias, milhafres, gaviões, peneireiros, mochos, corujas) são predadores que este conjunto de trabalhos a lápis (grafite) em papel especial convoca, numa espécie de «reportagem» a preto e branco sobre a violência e a sua representação.

Viajando entre Granada e Lisboa, entre o ensino e a criação artística, Marisa Mancilla mostra em Proença-a-Nova um conjunto de imagens violentas nas quais as aves de rapina ganham um aspecto quase humano na sua vertigem de destruir e humilhar.

Na Sobreira Formosa, a poucos quilómetros, foi inaugurado no Domingo passado um Museu Etnográfico com um trajecto em forma de «U» a partir de uma lareira (espaço interior) até às actividades de preparação do linho (espaço exterior). Pelo meio há espaços para o quarto de dormir, a casa da costura, a oficina do ferreiro, o lugar da eira e os seus crivos, o trabalho ao ar livre do resineiro e suas alfaias. Sem esquecer os armários das roupas, dos utensílios, dos objectos obscuros e indispensáveis como, por exemplo, o penico. Ou o bispote – cujo nome vem do inglês «piss pot».

Este Museu da Sobreira Formosa nasce da paciência da professora Isilda e incorpora poemas de Sophia de Melo Breyner, Ruy Belo, Eugénio de Andrade e Pedro Tamen. Foram escolhidos por Inês Cardoso, jornalista que assina também a memória justificativa de cada painel.

25 thoughts on “Vinte Linhas 669”

  1. “Trata-se de uma reflexão em forma de desenho sobre a tragédia múltipla que é toda a violência. Neste caso em especial a violência contra a mulher.”

    o que é que o cu tem a ver com as calças

    “As aves de rapina (águias, milhafres, gaviões, peneireiros, mochos, corujas) são predadores que este conjunto de trabalhos a lápis (grafite) em papel especial convoca, numa espécie de «reportagem» a preto e branco sobre a violência e a sua representação.”

    lá foste a mais uma inauguração paga pelo contribuinte, esqueceste publicar a ementa e fazer referência ao motorista da câmara que te foi buscar a casa, a troco deste poste que não tem pés nem cabeça, quando cheira a morfes e despojos aparece o abutre do carmo a criticar as águias, esquecendo que os leões tamém são predadores. foi preciso ires proença para teres contacto directo com um penico e não houve uma alma caridosa que te enfiasse o portátil pela cabeça abaixo. deslumbramentos do rústico da benedita poderia ser o título deste xico-em-viagem.

  2. lembrei-me, Zézinho, que alguns comentadores teus, como este aqui, deveriam ir ver a exposição vestidos de t-shirt com um desenho de uma ave sem bico e legendada assim: preciso que me façam um bico (cortaram-me o pio). :-)

  3. O FUTURO NINGUÉM CONHECE

    Eu não posso imaginar
    o qu’irá acontecer,
    serão coisas d’encantar
    outras de estarrecer.

    Eu já vi o impossível
    mas a minha predileta,
    foi ver algo de incrível
    um porco a andar de bicicleta!

    Mas numa exposição
    com um aspeto tão rico,
    mostrarem para o povão
    a merda de um penico!

    Por esta não esperava eu. Estou sempre a ser surpreendido!

  4. Carissima Olinda – para esses basta gritar «arre macho!». Caro Adolfo – o bispote já foi o máximo quando não havia mais nada. Não sabe que as calhandreiras eram as mulheres que iam despejar os bispotes ao rio e daí a expressão calhandrices?

  5. Chegou o Micróbio, aka anohnimoh, aka protozoário, aka o merdinhas das urinadelas curtas.

    Desta vez temos broche ao domicílio, mechicana vária, coisas tontas, peniqueirices irrespondíveis e lingua de pardal refilão a falar de águias – na realidade tudo próprio de diva paneleiríssima que ainda não acordou para uma ideia política, mesmo que reaccionária. Certamente ainda tens o cagalhão do “propoeta” atravessado na garganta. Toma essa coisa prá caganeira, que isso passa-te, pá. Oh oh oh.

    O que tu precisavas era com um cuspidor a transbordar verdes e amarelos em cheio nessa tromba pindérica.

  6. não é cuspidor, chama-se escarrador e se quizeres ser mais requintado compra o modelo com tampa accionada por pedal, é mais higiénico e a tampa corta o fio de saliva resídual, mas tem cuidado com a utilização, se os movimentos não for bem sincronizado levas com a escarreta na tromba ou com a tampa na testa. acho que aquilo traz instruções e ainda não é feito na china, onde cospem para o ar como tu.

  7. jcfrancisco agora em prosa. Morei numa casa aí há mais de 6o anos, numa vila, mas numa zona onde realmente não havia esgotos.
    Mas para além do penico (ou bacio que é mais fino – Atenção! Não é o bacio que é mais fino. Mais fino é este termo para tratar o penico, nada de confusões.) havia um outro objecto, de barro, que se chamava pote (não confundir com o pote onde o PPC queria meter as fuças) e este sim era usado para juntar a trampa dum dia para o outro. Bem vê que num penico não cabia a merda duma família inteira.
    No dia seguinte pela manhã passava uma camioneta que arrecadava o conteúdo do pote. (Não é este conteúdo que o PPC quer. Mas na verdade é o que ele mais tem feito: merda).
    O peniquito era mais para fazer uma mija ou para os pequenotes fazerem a sua cagada.
    jcfrancisco que acha deste comentário de merda?

  8. Não de maneira nenhuma… parece-me um comentário correcto pois envolve memórias e afectos. Há um texto curioso de Conceição Vilhena a lembrar como era Santiago do Cacém nos anos 20 e lembra a carroça dos despejos. Nas aldeias era diferente pois havia os currais e a esterqueira – coisa que alguns palhaços querem fazer às vezes da caixa de comentários. O bispote tem o seu lugar num Museu Etnográfico.

  9. Olha a paneleiríssima e professoríssima diva a amandar-me com correcções de vocabularina, como se “escarrador” fosse palavra que alguem esquecesse com o pelintra a largar aqui montes de estrume oral post sim, post não. Mierdas de shit face. A doce oportunidade que te surgiu com o “cuspidor” deriva directamente do problema daqueles que precisam de legendas e de coçar no cu quando vão ver o Brokeback Mountain.

    E vou deixar de te chamar menina porque desconfio que andas a extrair satisfação disso. Daí os Oh, oh, oh. Doravante, se quizeres orgasmos e o namorado não esteja em casa, ou bates uma uma pífia ou rebolas-te no chão como uma cadela.

    E se pensas que andas a enganar alguém com os “pugresssos” e outras enconações do estilo, esquece, cachorra.

  10. O Bordalo Pinheiro sempre foi tonto. Entre a generosidade com o vinho e a generosidade com um povo que odiava profundamente, Portugal aplaudiu-o de volta, e deu-lhe um protoganismo só mesmo validado pelos ingleses, sempre deleitados com o “original traditional kitsch”. O kitsch não é nada disso; mas Portugal tem um jeito enorme para imitar as coisas pior do que todos os outros. Sobre a artista Manzanilla, só tenho uma coisa a dizer: ninguém que nasça em Proença-A-Nova pode ser considerado um artista. Um artista nasce quando muito em Massamá, e nunca numa terreola parola convencida que tem tradições. E depois temos umas mulheres paupérrimas, que julgam que um homem se ofende com o insulto sobre o sexo, quando no fundo, no fundo, um homem só se sente ofendido pelo facto de 99% das mulheres não fazerem um sexo oral decente, e de não as poderem confrontar com essa desilusão. Quer queiram quer não, os homens morrem de piedade das mulheres: sempre neuróticas, indecisas e a sangrarem de baixo… como não nos comovermos? Há mulheres que tentam pensar que isto não é bem assim, mas isso, são mulheres a tentarem ser homens.

  11. Em lado nenhum se escreve que a senhora nasceu em Proença-a-Nova, apenas se refere que a exposição está patente na Galeria Municipal de Proença-a-Nova e a autora vive de facto, entre aulas e trabalho de atelier, entre as cidades de Granada e de Lisboa. Leste mal o texto, não percebeste népia.

  12. Eu não li o texto, Francisco. No meu comentário só escrevi uma linha sobre esta artista. Tudo bem, vive em Lisboa; mas Granada não abona nada a favor dela. Sim, parece que têm lá Alhambra, mas isso pouco abona ao desenvolvimento de um artista. Não desejo nada de mal à senhora.

  13. oh santa ignorância com pretensões a crítico de arte a mulher é espanhola, chama-se marisa mancilla, vive em granada e dá aulas em lisboa. ganzanilla é aquilo que misturas no néstum antes de fazeres birras.

  14. “…ninguém que nasça em Proença-A-Nova pode ser considerado um artista.”

    “Há mulheres que tentam pensar que isto não é bem assim, mas isso, são mulheres a tentarem ser homens.”

    são estas merdas que aprendes nas raves da frente nacional ? ou queres ficar famoso com as asneiras que debitas ? o metanos tem aqui concorrente.

  15. Então agora o anonimo já chama nomes a si próprio? Parece o barbeiro que eu conheço. Quando não tem de quem dizer mal vira-se para o espelho e diz: tu também me saiste um grande sacana.

  16. E ainda tu, Portuga, não viste o oh oh a chamar nomes ao gajo que no espelho se parece com ele… em galego e em patois central da Líbia, com imensa dor e arrependimento. Em espanhol já todos sabemos que ele canta: maña, maña, tengo mucha maña…

  17. Nabos, alto lá, oh oh, não te mistures, por enquanto ainda és rabanete. Lá mais pra frente talvez tenhas a sorte de vires a ser proposto prara promoção. A dona Ceptica diz que não. Mau sinal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.