Vinte linhas 645

Os Príncipes do ferro-velho

Olhe vizinha, os meus primos franceses já se foram embora. Não sabe? São os netos da minha prima que é francesa e viveu em Portugal em 1971 e conheceu o meu primo na Ericeira. Pedi-lhe uma fotografia mas a revelação ficou para mais tarde. Até hoje. Os dois miúdos diabólicos são netos dela, e meus primos em terceiro grau. O meu marido chama-lhe os príncipes do ferro-velho porque se portam como se fosse príncipes mas são uns pobres mal-educados, uns tristes. Logo no dia em que chegaram, fomos busca-los ao Aeroporto e deixaram a porta do carro aberta. O meu marido não percebeu e andou com o automóvel de marcha atrás devagarinho e bateu logo num carro estacionado. Por acaso era de uma pessoa aqui da rua e como já tinha outras pancadas não houve problema. Os gajos devem julgar que são alguém. Não fecham a porta dos automóveis e não usam a escova do piaçaba na casa de banho. Não sei se pensam mas se pensam julgam-se alguém superior e o inferior vem atrás para limpar a porcaria deles. Fomos ao Museu da Marinha e a minha prima comprou algumas recordações – livros, miniaturas, t-shirts. Estava tudo num saco plástico e depois de comprar pastéis de Belém fomos para uma esplanada. Explicamos aos dois que a Avó ia comprar sumos de fruta para acompanhar os pastéis. O mais pequeno de um momento para o outro desapareceu no meio daquelas oliveiras entre a estrada e a linha do eléctrico. O meu marido ficou aflito e pediu ao mais velho para ir à procura do pequeno. Minutos depois apareceu com ele mas o puto não queria vir. Perguntada a Avó o que é que passaria pela cabeça do que fugiu numa cidade que não conhece e de uma mesa onde a esperava, respondeu ela: São crianças não pensam. No regresso no passeio a Belém ele bateu com o carro num pilarete. Vinha nervoso com os miúdos que são diabólicos e ele já não tem idade para aturar estes príncipes do ferro-velho.

19 thoughts on “Vinte linhas 645”

  1. os príncipes do ferro-velho são descendentes do rei da sucata literária que impinges aos teus piréticos consumidores. mais umas amolgadelas no circotroen ou fostes buscar os gajos com a hoover? tamém devias andar de piaçaba na lapela para limpar a merda xenofoba que fazes, ontém eram pretos, hoje emigrantes e amanhã qualquer coisa que chateie a tua superioridade loira de olhos azuis. fónix! não há comuna que se aproveite, são todos a contracapa da minha luta, com dedicatória a gajos importantes e distribuição gratuita em casamentos & baptizados.
    e tu oh bécula ruminante! sátira à emigração são os teus complexos ao expelho e deixa lá que o novo riquismo envelhece num instante.

  2. Piores do que diabetes esses tais diabretes, poeta.
    Com os nossos a paciência ainda tem que ser maior.
    E não se pode insulinizá-los ?
    Saude!
    Jnascimento

  3. ó pá, logo vi que só pudias parire pá desvarius da rassa humana, pá, tás aver, os teus cousins são como a ti, apanham-çe com uns trucadus no bolsu e prontus, pá, çó lhes falta dizere o ca têm na méson, tás a ver, são como a ti, ó Zeca galhão, que dizes o ca tens e o canão tens, ó pa, és um veneno prá iscrita pá, mas tá bem, tá bem, tu tentastes reproduzire a falta da claçe dos teus primus fransezes, pois, us salauds, les cochons, espèces de fumier, ehehhe, vai au dissionariu, pá, quencontras a cochonerie toda perfilada, ó casse gueule, ó pá, a desordem suciale que vai na tua fransezada deve ser iguale á desordem da tua iscrita, fogo, devem limpare os bêços á manga da chemise pá, e depois ficam a ouvir a declamar-te a merda dos teus arrotos estróficos, ó pá tu não ma puxes pela lingua pá, lá tás tu a iscrevere NADA, muda de cena, ó manganão, olhá cumeça a iscrevere pá liricas pró folclore da tua terra, pode ser ca junta da freguesia te pague uma viage à terra da ninguém pá, o teu enviróneman naturale, ó paranóicu.

  4. Tão espertinho, este jnascimento! Tão saído das cascas! Vê lá se te cai um dentinho com a graça e a graxa!

  5. Que texto tão desinteressante. Parece uma redação da primária, a merecer um «mau». Nem um «suficiente»! Acho que nunca li nada tão mal escrito, tão atamancado, tão sem graça, cheio de «gralhas». Uma desgraça de post. E sempre a crítica aos outros, a má-língua, a mostrar quanto este cavalheiro é mesquinho e medíocre. Uma vergonha! Até parece que não tem emigrantes na família. Como ele já contou, tem uma filha emigrada. E só os outros é que são «os príncipes do ferro-velho»? Tanta cagança e tanta chinelisse (de chinelo), a atacar quem não pode defender-se. Os netos dele como serão? Se sairem ao avô, devem ser uma beleza e um mimo de crianças…

  6. ó pás,projecção pás, projecção, o gaju prujeta nozoutros o quele é, ele é o avõ torto pás, ó zeca galhão pá, a tua dóter istá emigarda em navas frias pá, fogo, cale a lingua qéla não aprendeu a falare pá, faze aí um inçaio sobre a linguística variada dos PENAS, ehehehe, sou fani, rili fany, sanquio fore xéringue ior nóladje wide as, ai mine nassingue

    sô o zequinha
    o gaju da linguinha
    não pensa, só iscrivinha
    ele sofre da pinha

    Ninguém garma o zequinha
    só iscreve palavrão
    ele é cunhecido
    pelo zeca galhão

  7. “busca-los” – falta um acento
    “Explicamos” – ou falta um acento ou o tempo verbal muda abruptamente a meio do texto
    “Museu da Marinha” – o nome correcto é, conforme consta em toda a sinalética e documentação “Museu de Marinha”. A diferença do “de” para “da” é significativa, pois trata-se de um museu dedicado a todo o tipo de marinharia (ou marinha) e não apenas ao ramo das Forças Armadas com essa designação, apesar de estar sob o seu cuidado.
    E cuidado é o que te falta tantas vezes, tal como te falta humildade para reconheceres os erros, mesmo quando te são colocados diante do nariz.
    Já sei que vais fingir que não viste este comentário, não precisas de te incomodar.

  8. ehehehhe, ó Branco, estivestes bueno, estivestes mesmo bem.ca regalo meu, até meresses um ponto final no meu muderno discurso saramaguês, ouve, a cousa é eça mesmo pá, a que tu discreves pá. já arranjei um torssicolu na gaita do pescosso á procura do obejectivu do teisxetu, mas não conçigu pá, Ó ZECA GALHÃO pá, a emigrantada pá é aquela que mais curajem tem neste país, pá, deixoua caza pra ir tarabalhare pá, educare a famelga pá, e a tristeza dalguns é tanta pela trampa de mentalidade pá canda por cá, cus gajus não voltam e xamam nomes istranjeirus aos filhus pá, tá a ver, por issu é cá nicoles e gastons e jeans e o carassas pá, mas olha, os gajus são espertus pá, vivem no meio dos ôtros pá, muitas vezes são discriminadus pelos nacionais do país pá, e mesmo açaim ó cagamelo aguentam, tás aver acena, ó bumbo, pois é, pois é, devias fazer-lhes um poste pá, a louvar acuragem deles pá, e não a guzá-los pá, tu és um diabrete sem coluna pá, nem os teus prezas, aposto que quando vais á aldeia da tua filha pá, te poes a armar aos carapaus, como se viesses dalguma porr.a impurtante, ó pá, até que ilustras bem a merda cultivada no país, ó trambolho, por isso é que dizem quésta gaita é lixu, tás aver, a ligação pá, ligação causa – efeitu, hein, ó paranóicu, ó penas rapado, ó plumões com olhus, pá, ó gaju que vé o monte nos olhus da cientista da cuzinha, pá, depois de xegares transpiradu, garanda badalhocu, vai tumar banhu.irra já mirritastes.

  9. Ele achincá-lha quem quer que seja, amigo «antipassos». Nunca li nada deste jcarmo francisco que mostrásse interesse e respeito pelo seu semelhante. Dedicatórias em «poemas» ou «crónicas» a um e a outro (coisa que talvez lhe faça jeito), o resto, passa-lhe ao lado. Nada de crítica social (a não ser o lugar para estacionar o «seu automóvel», carro é para os outros!), nenhum olhar à sua volta, não para olhar, mas para VER. Uma tristeza. E tanto há para dizer. Dizer mal, criticar e escrever que nem uma criança em idade escolar é o que nos oferece em cada post. Enfim, vai-nos divertindo. Mas quem me diverte mais é o meu amigo «antipassos». E admito que não é fácil dar tantas calinadas! Isso deve dar um trabalhão!

  10. Caro André, a calinada sai naturalmente, já que a matéria prima «zezinho» é um manancial de risada.

    ó pá, num poço falar do Zeca, du Zeca galhão pá, cu gaju tira-me do çeriu, pá, é cumó leite nus gajos alérgicus, pá, ó zeca, çu gile vissente foce vivu pá, o gaju não tinha maõs a medire, não te largava pá, olha lá, tumaras tu de çer cumós teus primus pás, os sucateros, fogo pá, és taão cunhassidu, mas nunca vaise ao cazamentu de nenhum jugadore diesféricu do sportem, pá, calaru pá, calaru, ó benfiquista, frangueiro, falas tu de futebole pá, e cunfundes o canto com o penalti pá,

    Zezinhu sô,
    Sozinhu tô
    A gaja do monte
    Deu-me um xô

    Refrão: Eheheheh

    Não gosto de quem sente
    Gosto de quem mente
    Sou um vaidoso
    Sô eu certamente

    refrão: eheheh

    Eehhehehehehhe, ó pa´, puezia on laine, pá, boa, verdadeira,camoesa, cantonada, istrófica e a carpintaria aplicada, ai a minha carpintaria da iscrita meu, é toda do lirrói mérline, ó pá, não gosto das fitas métricas do aki pá, são paquenas da mais pra medir as istrofes meu.

  11. Meu Caro Branco – na segunda linha está «Pedi-lhe» em vez de «Pediu-lhe uma fotografia». Foi lapso meu na circunstância, não deu para rever como deve ser…

  12. oh cromo! ninguém pôs em causa quem pediu fotografias e ninguém está interessado em saber se foste tu ou a tua prima. o que está em causa são os erros no texto acima e em vez de reconheceres as asneiras que fazes, assobias para o lado com lapsos de circo que não deram para rever.

  13. ó zeca, ó zequinha
    és 31 de boca
    não tens cabecinha

    Aprecia a carpintaria do istrofismo, e sobretudo a mensage do meu puema, lembra-me os teus puemas, com rima, com conteudu que faz pensare, algo dinalcanssavel ao ispiritu mai pobre e dignu dum mai iluminadu como a ti.
    hora eu ninganu ninguem pá, tu é que tazinganado purque pensas queu sô o anónimu, o anónimo II, o cientista realista, o kalamitanus, ó pá, ó garanda TOSCO DO CATANO, tosco és tu pá, paresses um pregu enferrujadu, oi, safadu, cada um tem uma individualidade própria, pá, se tapanhu, acresxento um par da murrus nesse trombil ó TOSCO, Ó PENAS, Ó TRAMBOLHO, vai pastar pulgas no citrohein pá, voyeur, andas a ver os gajus ca bebem sarveja da litro na tua rua, e quem salta pra cueca da garina, ó pá davias istar na cama com as amigas com quem vais ver o guinchu, eheheh, fostes lá fostes, mas pra ver as pontas dus cigarrus, pá, e contar as pulgas da arreia, pá, tás a verre, ganda cena ó bumbo.
    tu não açubias pá, tu faladras pá, ó NASCIMENTO vai insulinaizare pá, o teu dedu mindinhu, tábem ó admiradore de palavras rotas e ocas, pá, compra uns adussantes e dázeos ao pueta da treta, cu gaju pracisa de mais dosse no atlas daquele corpu, pá, mustrengo, trambolho, tosco, paranoicu, eu dô-te o discu, pá, ponhutu a girar neçe pau murxo, seu safadu, cádes ver istrelas pá, quem çabe aprendes a fazer a PORRA dum poema pá, salafrario, violadore das letras pá, metes-te com as letras a torto e adireito, meu, respeita o saussure pá, vai pastar a sinhã pá, vaisa vere seu não vouà ravista ler pá, vais a ver, ó monte destercu, cu rapado. xiba-te daqui pá, pidescu.

  14. inda cá volto ó tosco, ó pa é vira o disco e tocó mesmu, meu trambolho, purque tu manténs çempre pá o mesmu nivel da merda pá, tás a verre, pá, hein, ó cagatacus, pá, muda lá a merda ca tu iscreves e vaisa aver çeu não mudo o discurço pá, ó tosco, varina, falas piore cum pulíssia bébadu, çeu macacu de rabo varmelhu, pá, alembras-me os macacus da india, candão çempre a ver onde podem por a pata, tal afome deles pá, tás a verre, ó benfiquista, cavacu, pedru passus, pá, ése um cavacu e um pedrupassus, pá, fogo, bandido, vai pastare a lingua pra pedrouços, pá, safadu, ainda tempalu o pirilau pá, pra ver ça fica direitu, pá, gete lóste.

  15. BENFIQUISTA, és um BENFIQUISTA, ó zeca glhão, és um benfiquista, safadu, tamém ézum cavacu e um pedru passus, grande burro, granda mula cega, vai tu chamare burro ao teu avô torto e marreco pá, ó penas sem penas, benfiquista, andas prái a fazer cantilenas ao seportém mas és du benfica queu çei, ó frangueiru, põe a lingua de molhu pá, quissu tá xeio de bulóre pá, fogo até o ecran tá isverdiadu, fogo, ganda badalhacu, óxavalu, avô tortu é o teu, que pariu um netu mais torto cas varas de bater nos porcus, pá, leva lá eçe discurço prós Assores pá, onde ése juíz sucial, ó aldrabas, bandalho, põe uma pála na língua pra ver se tindireitas, esplode ó cagamelu, mustrengu.

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