Vinte Linhas 644

«Bumbo» – uma palavra que pode ter escapado a Afonso Praça

Ainda a propósito do livro «Dicionário do calão» de Afonso Praça, referido no «aspirinab» há tempos, ficou por mencionar um pormenor que pode ter escapado ao autor. No verbete da palavra «cena» refere-se a expressão «bumbos a rappar» mas a palavra «bumbo» não surge no dicionário com verbete próprio.

No dicionário da Sociedade de Língua Portuguesa, coordenado por José Pedro Machado, a palavra «bumbo» tem um sentido diferente do que surge no verbete do livro de Afonso Praça: «selha alta em que expõe à venda o peixe no mercado da lota». Ora o que poderia ser impresso no Dicionário do calão seria algo como isto: «bumbo» – rapaz preto ou negro. A origem do uso pode estar no facto de em Angola se utilizar a palavra «bumbar» para designar o acto de trabalhar. Logo o «bumbo» será o trabalhador e, num certo sentido, o escravo do trabalho. Existe a expressão «trabalhei como um negro» para se referir «trabalhei muito». Um outro sentido pode estar associado à palavra «bumbo». A expressão «bumbar» significa «sovar, espancar» e «bumba» designa «pancadaria ou tunda». O contexto faz lembrar os versos de uma canção de Angola:

«Fuba podre, peixe podre,

pano ruim, cinquenta angolares

porrada se refilares»

Enquanto fui redactor efectivo do jornal Sporting de 1997 a 2006 ouvi muitas vezes a pergunta a jogadores «leoninos», muitos deles negros, nestes termos: «Quem é aquele bumbo numero sete deles?» Era eu que tinha a constituição das equipas…

27 thoughts on “Vinte Linhas 644”

  1. a bumbalhada qu’este méne encenou para dizer que foi lateiro no sportem e nem sequer te passou pela mona que bumbar fosse tocar bumbo.

  2. ehehehehehhehehe, fogo, ehehehehehhe, ó pás, as dissertassões deste trambolho são bué da vazias, ganda cena, ó pa, acresxenta aí tamém, bombar, tás a ver ó zeca galhão, és um cromu, meu, dos amarelos, ó benfiquista, ó pá, a CIA detesta-te pá, tu dizes tudo sobre ti pá, só não dizes é qués um ganda bufo, pá, pois se tu falas de ti açim, tamém hádes falar dos outros, ó cagamelo, tô a verte, tõ a verte, ai tou xim, ouve lá tinhas logo que dizere que fostes redator efectivo, pois, eras muita bom pá, ilussidavas os leitores sobre as verrugas e os talentos iscondidos dos jugadores ó pa, vaite curar, fogo, uza péne como deve de sere pá, oi, adoro iscrevere como tu maresses, tás aver, vaidoso, não ma digas ca lei do trabalho pá ta pos a andare do seportem, ehhh, se calhar xamaste sóssio ao futre ó cagamelo.

    eu sou o zézinho
    sou muito bonzinho
    só faço merda
    no meu caminho

    falo daviões
    falo de bola
    escrevo que ma farto
    mas não tenho tola

    foram-me ao pópó
    foram-me aos pneus
    estragaram-me o rolls
    de sonhos meus

    nota do autor – o carro deste puema clácicu é um citroem, capanhou com uma garrafa de sarveja e com uma garina no tejadilhu, lá no bairro alto, sítio finamente frecuentado pela gente das televisões, das nuvelas, bandidus, fostes atacar o património do cidadão Zeca galhão.

  3. conheço trabalhar como um preto – como um negro nunca tinha ouvido até hoje aqui e bumba é o que se diz às crianças para designar àgua. até pode ser: quem são aqueles pretos que estão a meter água? :-)

    (o que é selha?)

  4. Sinhã – selha é um recipiente para ter o peixe na lota. É parecido com a selha usada nas vindimas, aliás na lagaragem. Anónimo – vai morrer longe, monte de esterco!

  5. Sinhã – selha é recipiente para guardar e vender peixe na lota. Ja´respondi há bocado mas algo falhou. Vamso a ver se desta vez passa…

  6. Anónimo – só mesmo um doente mental como tu poderá ousar chamar «nada» a um texto que explica as possíveis origens de uma palavra – bumbo. Paranóico!

  7. olha do que me lembrei, Zézinho: a solha, que tanto gosto, na selha. :-)

    o Vega (olá Vega das manas loiras e ardidas do quartel :-)) tem razão – as promessas são para cumprir à risca quando os riscados não valem o bico de um grão natural. :-)

  8. Confirmo; bumbo é preto, tenha a idade que tiver. Esse da “porrada se refilares” é o monangamba (bumbo, claro!)

  9. ai, a sinhão tinha da vire com as suas aguarelas palavrosas, aquelas que tanto nus fazem a pençare, tipo moviflor tão a ver ó pazinhos, o gajo tá bravo, ó pá, cuida-te, cuida-te, olha cámanhã já é case sesta feira pá, e depois apanhas com a garina na mala do carru, do citroen,
    fogo ó zeca galhão pá, és mesmo travesso pá, faze aí um inçaio sobre a paranóia, pode ser caprendas a fazer poesia, pá, e a escrever com conteúdo, ganda maluco, bandido, trambolho, paranóico, isquizófrénicu, iscritore de trazere pur caza, ainda ta fasso um poema pá á tua madida pá, mas fogo çempre ca iscrevo pra ti, tenho que me fucare na merda, porra, já mirristastes ó calimero.

  10. oh poeta da treta! andas a sonhar com pretos, devem ser influências da tua amiga bécula, e com essa falta de ouvido prá música nunca vais descobrir que és o bumbo da festa. inscreve-te nas olimpíadas da ignorância, arrecadas ouro pró país e ainda descobres as raízes da tua bimbalhada.

  11. Já começaste na foleirada do costume, pá? Eu sabia que não aguentavas tanto tempo sem vomitar asneirada: «… vai morrer longe, monte de esterco»! Imagino o sacrifício que fizeste para calar a porca da tua boca. Agora rebentaste! «Doente mental e paranóico» serás tu, imbecil, mal-formado, invejoso, sacana! Só tenho pena que o AFONSO PRAÇA não esteja vivo. Tu tens o atrevimento de vir argumentar e criticar o trabalho de um autor que foi escritor e jornalista dos melhores?! És um descarado, ressabiado, que tem a lata de vir contrapor e corrigir o AFONSO PRAÇA??? Quem és tu, ó palerma? Um troca-tintas, um mal-formado! Tem vergonha e respeita aqueles que são ou foram verdadeiros escritores, poetas ou jornalistas! És um cabrão que não respeita nada nem niniguém. Coca-bichinhos da merda, sempre a «investigar», a pôr defeitos a torto e a direito. Pide da pôrra! Dizes tu que «vens explicar as possíveis origens de uma palavras»??? Quer dizer que o PRAÇA não soube explicar mas tu sabes, safado??? Mas explicar o quê??? Que foste não sei quê, desde não sei quando, até não sei quando??? E andas à boa-vida porquê??? Onde trabalhas tu??? Nas praias, nas esplanadas, a comer e a passear à conta das Câmaras??? Mau-caracter, tem vergonha. Vens descaradamente associar a palavra «bumbo» a preto!!! Talvez fosse isso que o AFONSO PRAÇA evitou: não ferir a susceptibilidade de ninguém!!! Hoje já se não diz «o trabalho é bom para o preto». Já não se chama «bumbo» a quem é de cor. Somos todos iguais, racista da merda, que não atentaste no pudor do PRAÇA ao ignorar no seu livro esse significado, por ser ultrajante. O Valupi devia correr contigo aí do Aspirina! O Valupi é culpado das asneiras que vomitas. Mas tu continuas agarrado ao naco, como cão esfomeado e raivoso – não passas disso, por muito que ladres e mordas nos calcanhares alheios! Pá, se te conhecesse pessoalmente e te encontrásse na rua ou noutro lado qualquer, com a indignação que sinto, pá, levavas dois murros nas trombas!!! Desaparece do Aspirina!!! Já!!!

  12. vamos lá ver isto, Um Triste: de cor somos todos – uns brancos, outros pretos, outros amarelos, outros vermelhos; não é racismo algum aplicar uma expressão – que até eu uso – que designa trabalhar muito, expressão que nos foi dada pela história dos brancos que exploraram os pretos, que os fizeram escravos. e, olha, lá terás de trabalhar como um preto para um dia passares os teus dias a passear e a preguiçar. mas não entendas trabalhar como um preto – como vês as interpretações podem ser variadas e terão de ser respeitadas – como seres envolvente e meigo e pujante com as mulheres porque desse bem tu não deves sofrer visto que te dás ao trabalho de vir espancar e ameaçar de espancamento. aproveita o verão para treinares a trabalhar como um preto – vais ver que as mulheres que tentares seduzir vão adorar. :-)

  13. Então o outro não teve tomates para responder e mandou recado por mão alheia? Falam, falam, mas não dizem o essencial: o ultraje de virem amesquinhar e desfazer no trabalho de um grande jornalista, que foi fundador e director de alguns dos nossos melhores jornais. Ir inspeccionar uma obra para lhe encontrar defeitos, que o não são, só por maldade. E já não é o primeiro a ser criticado por este «trambolho», nem será o último. É o estilo deste TRISTE CHAMADO JOSÉ DO CARMO FRANCISCO.

  14. não terás sido tu, Rita, e os outros, que vieram e vêm cá inspeccionar o que o Zézinho escreve para arranjar defeitos? eu não li qualquer crítica mula no texto – eu li uma breve recensão crítica a um aspecto de uma obra. há alguma coisa tão saudável quanto apreciarmos o que um ou outro escreve e acrescentarmos-lhe, nem que seja o nosso, valor?

    e, depois, há a parte da rudeza, da indelicadeza, do grotesto que fazem questão de mostrar ser pessoal e não relativa aos textos. sinto vergonha de me cruzar convosco.

    (sou capaz de fritar solha, que veio da selha, Zézinho) :-)

  15. Cabrão, és tu André Filipe Anónimo e etc! E tu Rita és uma cavalgadura que não percebes nada de nada. Se o verbete «cenas» refere «bumbos» e se o dicionário não refere «bumbos» então tudo está certo – é uma simples nota a dissertar sobre essa palavra. Só mesmo uns malucos é que pretendem ver num comentário um insulto. Eu nunca insultei Afonso Praça de quem fui amigo tal como o fui de Fernando assis Pacheco e de Rogério Rodrigues. E não me venhas falar em «tomates», tu, uma atrasada mental que nem sabes nem imaginas o que isso é.

  16. oh tretas! troca de diccionário e deixa-te de merdas ou pensas que o teu diccionário manda na língua portuguesa. quanto há má educação habitual é bom que te moderes, ainda te provoca um ataque diabetes ou oxida-te o tambor da hoover. já tinha sódade da tua lista de amizades, esqueceste o viegas ou já não és amigo do sub?

  17. eh pá, epá, ólhó disvariu ca vai práqui, ó SINHÃ, tu és uma bácura que só pença em pirilaus e vizinhus, portanto quem tem vargonha de cruzar contigu ó mascarada são os õtros ó cagona, pá deves serum monte da toucinho manxadu, pá, toma lá com o meu preteguês, ca tu não mareçes queu mesmere contigu ó aduladora e veneradora da meroda escriota sem ó.
    ó ZEca GALHÃO, ganda maluco, ó xanfradu, atão pá, saltou-te a tampa, heim, ó trambolho, paranóicu és tu pá, ó neto do penas, ó condutor de citroem, ó pá, virei incontinente pá, miju-me arire com as lessões ca ta dão e tu não pescas nada, seu cavalgadura de camelo, demolha-te em merda pá, o teu emvironeman naturale, pá, fogo, a tua lingua foi furjada em mácriassão, meu, só julgas os ôtros pá, olha pra ti meu cagamelo,

    eu sou o zezinho
    não tenho pilim
    tenho a mania
    de fazer chinfrim

    tenho uma fã
    sem eira nem beira
    que só diz merda
    é a bácora da sinhã

    olhó neto do penas
    que não sabe falar
    não sabe escrever
    e tem a mania que faz poemas

    ehehehehe, cavalgadura, paranóicu, cabrão, desnaturado, trambolho, bandido, vai desovar no bairro alto, soltura, leva a bácura contigo pá, isprimenta o tejadilho do citrohein, fogo acautela-te cu gajo tem um pendente no midle das legues, ehh, junta-se a merda cu cagalhão, fogo este mundo é mesmo dualista, ó pás, onde há merda á cagalhão, tão a ver a cena, e a tradussão pra eça porra xama-se sinhã e zezinhu. pó catanu, ó ramelosos.

  18. Já houve uma vez, que jcarmo francisco veio «a público» denunciar o nome constante de um mail. É de norma ao comentarmos aqui no aspirina deixarmos o respectivo mail. À frente do espaço para colocá-lo pode ler-se: WILL NOT BE PUBLISHED! Penso que na altura, o Valupi, responsável, suponho, pelo blog, o terá advertido. Mas não resultou. Leio agora o meu nome André Filipe, que consta do meu mail, e com o qual nunca assinei nenhum comentário aqui no Aspirina. Só faltou o fulano pôr o mail por inteiro. É um abuso que pode ser punido por lei. A Internet também tem regras. Tem juizinho meu menino que a brincadeira pode sair-te cara, ouviste? Ao referires o meu nome, é porque tens acesso aos mails de todos os que te comentam. És um delator, caramba! E não sabes com quem estás a meter-te. Tem cautela, portanto! E o Valupi que, na outra ocasião, parece que te chamou a atenção, deve, agora, tomar uma atitude responsével já que tu és um irresponsável, um verdadeiro louco! Aqui fica a chamada de atenção. Tudo tem limites e isto passa das marcas. Qualquer dia temos os mails por inteiro!

  19. ó zeca, ó zeca galhão pá, oje andu a istroinare tempu, tás a ver a cena meu, pois e ó andu por aqui a ver a minha puezia one laine, e deparu com istu, pá, tu não tens imenda, pá, atão andas a publicare os nomes dus leitores, pá, tu comes ai comes comes pá, atão tu ca sabes tantu, ó grandioso monte de falta de originalidade, atreves-te a publicare o que nao deves, hein, ó traumatizador de palavras, da gramática, fogo, stei setile, setei setile, pá, dunóte muve, mén, ca ficas sem dique, pá, ai ficas ficas, pá, e sem os balones do ladu, pá, aqueles ca bécula gosta de falare, tás aver e cena ó bumbo, ó trambolho, monte destercu, cum catanu, pá, tenhu dir baber água, fogo, ainda tenhu combustão interna, pur causa deste escaravelhu.

  20. Meu Caro Vega – tem toda a razão eu de facto prometi não responder a provocações mesmo as mais miseráveis, como é o caso. Mas saltou-me a tampa. O tosco, o cabrão, o bandalho, tentou ver ofensa num texto simples a referir uma palavra que pode ter escapado ao autor do Dicionário. Depois vem com ameaças parvas a querer dizer que a gente já se esqueceu de que as primeiras bacoradas dele vieram com os nomes de André e Filipe – foi motivo de chacota entre os leitores a confusão estabelecida pelo próprio a fingir que eram dois. Pronto Vega, peço desculpa. Erros meus.

  21. E porque é que não respondes aos meus reparos, que foram feitos com toda a educação? Será que é porque tenho razão e não queres dar o braço a torcer e reconhecer que erraste?

    Branco
    Jul 28th, 2011 at 22:52
    “busca-los” – falta um acento
    “Explicamos” – ou falta um acento ou o tempo verbal muda abruptamente a meio do texto
    “Museu da Marinha” – o nome correcto é, conforme consta em toda a sinalética e documentação “Museu de Marinha”. A diferença do “de” para “da” é significativa, pois trata-se de um museu dedicado a todo o tipo de marinharia (ou marinha) e não apenas ao ramo das Forças Armadas com essa designação, apesar de estar sob o seu cuidado.
    E cuidado é o que te falta tantas vezes, tal como te falta humildade para reconheceres os erros, mesmo quando te são colocados diante do nariz.
    Já sei que vais fingir que não viste este comentário, não precisas de te incomodar.

  22. Tem calma Branco, não vejas fantasmas onde não há. Perdi o computador e tenho andado a pedir por favor a diversas pessoas (escritórios de amigos, clique solidário de Idosos, etc) que me deixem escrever. Tens toda a razão messes pontos e até talvez noutros mas ando com o coração nas mãos. Com o computador perdi uma série de textos e não é fácil lidar com o assunto. Fingir não é comigo, só espero que compreendas…

  23. oh pá! motivo de chacota é a tua obra literária e a argumentação tosco, cabrão e bandalho espelha bem o mundo em que vives. a paranóia é tanta que insultas o andré e pedes desculpa ao vega, enquanto acusas o primeiro de armar confusão.

  24. ele é diabetes, pneus furados e citroen kitado com mijo e gajas no tejadilho, computadores perdidos, verrugas, problemas de cálcio no tambor da hoover e intimidades com o fapacheco & fjviegas, tudo serve para justificar o injustificável, a tua mediocridade. se calhar o computador bazou porque estava farto de ti.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.