Vinte Linhas 643

Dissertação no Cais da Rocha Conde de Óbidos

Pelos olhos de Marta digo adeus à cidade onde passei o dia.

Cheguei no primeiro comboio da manhã e regresso a Cascais ainda com algumas horas de Sol – não por acaso o Turismo lhe chamou nos anos 40 a Costa do Sol.

Entre a estrada negra e o estuário azul do Tejo, o comboio é uma linha de escrita com o Bugio a servir de imaginado ponto final.

Termina o estuário e logo começa o oceano.

Na imagem dos navios porta-contentores que se dilui no horizonte, surge a memória dos grandes transatlânticos com centenas de turistas e dos grandes cargueiros com mercadoria a granel.

Pelos olhos de Marta percebo a ruptura de dois tempos determinados. No mesmo espaço sinto os anos 60 (com seus eléctricos de atrelado, seus autocarros de dois andares, seus táxis verde e preto) e sinto o tempo de hoje, o tempo actual, com o Metropolitano a despejar passageiros ansiosos na plataforma do comboio para Cascais.

Desapareceram os polícias sinaleiros.

Mudam os táxis, mudam os eléctricos, mudam os autocarros, muda toda a velocidade de quem se despede de Lisboa no fim de um dia de trabalho e parte em direcção em Cascais.

Na Costa do Sol. No olhar de Marta que projecta o sorriso de Carlota ao lado de Maria. Quem as vê ao longe julga perceber que são três meninas a caminho do mar, voltando as costas ao inferno do trânsito do fim da tarde.

13 thoughts on “Vinte Linhas 643”

  1. Sinhã, o Cais da Rocha Conde de Óbidos fica em Lisboa e a ginja em copitos de chocolate é uma peculiaridade de há uns anos em Óbidos. O teu comentário seria o tipo de coisa sobre o que, sendo outro a comentar, o JCP aproveitaria para libertar o seu vocabulário mais carroceiro.
    Imagino-o já a perorar: “só um paranóico, um ignorante ou um maluco se atreve a confundir o Cais da Rocha Conde de Óbidos com Óbidos”.

  2. ah, não sabia. pensei que era mesmo o da ginjinha. :-) mas se o Zézinho quiser pode chamar-me maluca e eu digo-lhe que coma menos chopitos de chocolate. :-) :-)

  3. sinhã enjoativa. Disseram-me que é um homem (?) que teve em tempos um blog que foi mandado fechar por ser considerado obsceno. Verdade, mentira, quem mo disse, disse-o como certo. Aqui, no «namoro» com o jcf, nota-se um vocabulário pieguinhas, a dar-se ares de «menininha», boazinha, meio tonta, meio INGÉNUA (!!!). Sem graça, ignorante, chata quanto baste. Mas, por mim, pode continuar. Basta ser a fã nº1 do «poeta»!

  4. :-D

    vá, faz um esforço inteligente para conseguires ver bem, daí, o meu pénis rijo e os meus testículos bem torneirinhos. :-D

    (fã não sou de ninguém porque isso implica público e eu gosto de admirar, em grande, em privado) :-)

  5. ó coisa, ó assanhada, tu és uma bácora, pá, a tua linguaje pá é fálica, quanto a pixotas rijas e bolas torneirinhas, das duas uma, ou não tens nada diço, ó, atáo, minha, queres ver e não encontras pá, purque sencuntraçes, podes crer que ficavas ca barriguinha cheinha e não apreguavas pá, essa merda de pirilaus e o carassas, pá, perssebes, ó fã do manga dalpaca pá?
    Adeante ó pás, ainda não li o teichtu com us olhos de vere, pá, mas já vi cu gaju, já saíu do bairro alto e foi a cascais no cumboio da cêpê, e vé tudo pelos olhos dalguém, desta vez calhou à marta, fogo, ora vé o monte, ora vé a cidade, ora o catanu,pá, ouve lá Ó COISO, a linha du istoril, pá, tem de ser vista, carcamano, doutra forma, pá, ça tu fosses pueta, logo vias ali algo mais, pá, pralém da ágoa, mas perssebo, perssebo, tu metes ágoa a torto e a direito, não entendes, ó safado, paranóico, xófere de citroen, operador da hoover, anti garrafa de cerveja de litro, cuscuvilheiro, pulmão com olhos, cu cego, ave depenada, granda cena pá, tou-te aver na merda das caricaturas da revista «ler», todo enculhido e entupido.

  6. oh meu! vai bugiar com a dissertação da pêra rocha, estuários que terminam no mar, polícias sinaleiros, condes d’óbidos e maizò vazio das vulgaridades que debitas na net, modernice de que não te queixas porque te permite dizer que existes. muda de ramo antes que a abécula da condensa do pénis rijo te salte prá cueca.

  7. ó coiso, ó zeca galhão pá, fogo, meus sentimentos pá, atão agora tás dezalujado, ó cagamelo, cum catano, olha pá, toma tento na ´bigorna, pá, cus gajus do guverno andam a taxar tudo e mai algoma cousa, pá, tenta o julio de matus, pá, quem sabe tarranjam lá um ispaçu, ganda cena meu, já timajino a dissertare sobre a cerveja e a gaja no tejadilho da tua viatura, eheheehh, a citroene, hein, andas bué da infurmado, és jurnalista, poistaclaro, és jurnalista e quando arreias o calhau inspira-te e crias a escrita, olhá pá vou-te ecinare uma cousa, meu, praaperenderesa iiscrever e a lere, ó paranoicu,
    MERODA FRIOTA NAS BAROBAS DE QUEM FEZ A ESCRIOTA. ó pá tira-lhes o «O»e sente, sente a cousa, sente a onda, meu, cempre ca iscreveres lembra-te daquilo, bandido,

    eu sou o zezinhu
    tenho uma fã chamada sinhã
    a gaja é um gajo
    com falta de pepino

    só fala de pirilaus
    de bolas e bolão
    o Zeca galhão
    é o unico ca lha dá atenssão

    ehehhe, sempre que tiro estas hábeis palavras da minha antulogia clácica, sinto que tou a cuntribuire para mais um letrado – o ZEACA GALHAO.

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