Vinte Linhas 642

Bairro Alto pior que o Gabão

Esta factura é sinal de um mal que atacou o Bairro Alto nos últimos tempos. Moro aqui desde Dezembro de 1976 e o ano passado comprei um automóvel. Oito dias depois, um grupo de estudantes Erasmus deitou uma rapariga em cima do tejadilho. Por causa disso passei parte do Verão sem o meu automóvel usando um similar, emprestado pela Citroen. Agora estamos perante o fenómeno das garrafas de cerveja – das de litro. No passado dia 5 descobri um furo na roda dianteira esquerda do meu automóvel. Ele estava estacionado na Rua Diário de Notícias e o furo, como me explicaram na Casa dos Pneus de S. Marta, foi feito por uma garrafa das grandes. O golpe foi tão profundo que não pôde ser arranjado. Fui obrigado a pagar um novo como atesta a factura. Um amigo meu, que já trabalhou em Libreville, diz que isto está pior que no Gabão. Qualquer parvo depois de beber uma garrafa de cerveja de litro resolve urinar contra o primeiro automóvel que lhe aparece à frente. Os bares ilegais são do tamanho das casas de banho – por isso não podem ter casa de banho. O grande problema do Bairro Alto é o consumo de bebidas alcoólicas na rua. Depois de beber partem as garrafas de litro. A seguir é o barulho que não deixa as pessoas descansar. Não existe fiscalização das horas de fecho dos bares ilegais. Os bares legais cumprem; os ilegais não cumprem mas não são punidos. Um trambolho mais agressivo disse esta pérola ao administrador do condomínio do prédio onde «gere» um bar ilegal: «Eu pago a minha renda ao senhorio e posso fazer o que quiser!». É esta sensação de impunidade que deve acabar, a factura é um exemplo do que não deve acontecer. Sem desprimor para o Gabão.

6 thoughts on “Vinte Linhas 642”

  1. Com tantos defeitos, urinadelas e furos em pneus que constatas com esses olhos no dia a dia da democrocaca, fico a cismar porque razão ficas tão nervoso e irritado quando alguem manifesta saudosismo em relação ao salazarismo. Será porque nesse tempo não te servia de nada rebentares com o mealheiro para compares um “dois burros” da Citroen?

    Seu burgocoisa… que andava a pensar que a “liberdade” eram só rosas e poesia. Olha, em vez do C1 ou C2, compra um porta-aviões e vais ver que não há cabrão nenhum que lhe mije em cima.

  2. ó Zeca Galhão, calquer dia sabemos onde cuabitas com a hoover, pá, atão um iscritor da revista «ler», davia ter outra marca da carro, pá, açim bem ao teu nível, fogo, pá um mazeratti pá, escuro pra condizere com o teu ar de manga de alpaca, ehehehe, vé tu, pá, não tens saída nanhuma, pá, atão nao consegues faxar esses antros de fodas ocasionais, tás aver, aquela porra é do tamanho das latrinas da propósito pá, e tu, ó cagamelo deves ser daqueles que sai do carro e mija á beira da istrada e escarra pró lado, badalhoco, trambolho, pá, e deves meter a mao no nariz ao vulante, ó pa, tu só deves uzar o carro ao domingo pra não istragar os pineus, pá, vais aver se eu não vô aó com o meu cão largar bosta e mijo e vai ser no teu carro, pá, quero lá saber ça cumprates um novo carro, ó chavalo, irra, ainda se fosse alguma cousa da jeito, pá, agora uma carroça que nem aguenta uma garina, ó pá isso é merda da china, pá, já mirritastes,fogo.

  3. antipassos coelhon sempre giro. Você tem mesmo piada, amigo! E o outro é mesmo um gabãorola!

  4. Zeca Galhão, pá, tô na latrina ánalizar a tua nutíssia, meu, pra cumessar não obedesse às regras pá, deicha cá esplicar que regras não çignifica período pá, tas aver, pra mais detalhes pregunta á bácura tua amiga quéla isplica-te, pá, olha, o teu títolu não cumbina com o fexo du teistu, pá, dizes «sem disprimore pró gabão, pá, mas cumeças com o bairru alto ser pior cu gabão, fogo, acredito, tu tas lá desde 1976, és du tempo dos bácuros catiravam a merda pela janela e diziam «água vai», tas a ver, esta porra devia ter acabado com a ditadura do pombal, mas os porcus são cumo os ratos, cada praga, fogo, os gajos sobreviveram até oje, pá, cum variantes, cumo tu quês porco de língua e rato de sacristia e das padarias, andas aver quem paga e quem mete garinas no tejadilho do carru, não tens maia ca fazere, hein, ó palhassu, ainda pur cima nem dizes se os gajos lhe saltaram pra cueca ou se só a atiraram pra merda da carrossa nova, ó pá, a notícia tem de ter elementos informativos, pá, ao alcansse pá do leitor, ó xavalo, meteste-te côoutro jurnalista, pá, o que fala de galões de gasulina, carassas, mas tu não eisplicas a istória, meu bandido, depois pá a tua fatura não se vê, não diz nada nem prouva nada, cagamelo, porra pá, atão só se partem garrafas de sarvaja de litru e as piquenas pa, as menes, pá? Os gajus da casa dos pineus não sabem o ca dizem, pá, eu não vou lá, ó xavalo, purque tu já lá fostes e aquela merda não ficou de carentena, pá, dapois o pineu que tu compraste deve ser uma granda merda, purque ça foce bom, logo punhas a porra da fatura da manera queu vice, ó xaparro!!quero lá saber de libreciti, pa, çarveja faz mijare, pois faze, tu não emborqas á omem, pá, tem vergonha, pá, respeita os bêbados num momento de liberdade istrema pá, furar-te aporra do carro e mijar-lhe ensima, ena pá, deve çer du carassas, e dapois o barulho, ai o barulho, é um maste, pá, é uma maste, pá, só da sabere que tu vives ali e ca tas arraliado, ó pá, tu intretem-te com a tua Albertina pá, a da siência, a que tem o monte nus olhos, pá, ó Zeca a porra da fatura é um exemplu do ca tu meresses sabes purquê, pá, purque és um pintelho, pá, não te gramam e foram-te ao carro, pá, ainda pur cima vives numa ruela onde só passa a latrinada toda da naite pá, agoenta, pá, dou-te a solussão pá, lê-lhes uma balada, um puema teu, e vais a ver todos a zarpare, fogo, avisa quando fizeres, pra eu não tar lá, carassas, cando não lá tenho quir ao ustiupata ôtra vez, pá.

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