Vinte Linhas 623

Alguém sabe do livro «Lembranças sobre a felicidade de Portugal»?

Este texto é um apelo a todos os leitores do Blog e às suas hiperligações pessoais – ou seja amigos, familiares e conhecidos.

Gostava que alguém me dissesse onde posso encontrar o livro «Lembranças sobre a felicidade de Portugal» da autoria de José António da Silva Rebelo que nasceu em 1779 (Santa Catarina) e morreu em 1846 (Almagreira).

O meu interesse pelo livro é puramente pessoal: gostava de conhecer o livro publicado em 1828 por um conterrâneo meu. Sei que o senhor foi administrador da Casa Pia de Lisboa e, mais tarde, Bispo de Bragança e Miranda.

A minha terra tem mais escritores como Faustino do Rego e Manuel de Moraes mas o primeiro publicou em 1525 e o segundo em 1735. Estão mais longe e os livros também. Agora o século XIX foi, podemos dizer, anteontem.

Durante muitos anos passei a correr debaixo do seu retrato a óleo na sacristia da igreja matriz de Santa Catarina, a caminho da casa da minha avó onde havia brasas para colocar no turíbulo. Eu era o menino que levava na mão a naveta do incenso nas procissões da padroeira, debaixo do pálio que nos defendia do sol de trovoada ou da chuva de molha-tolos. Era outro o tempo.

Foi preciso saber algo mais sobre o Bispo da minha terra para poder hoje aspirar a conhecer o seu livro datado de 1828. Esse livro chama-se «Lembranças sobre a felicidade de Portugal» e eu peço a ajuda de todos os leitores para o localizar.

Por favor ajudem-me a encontrar este livro do meu conterrâneo. É um favor. Fico desde já muito agradecido a todos.

22 thoughts on “Vinte Linhas 623”

  1. Vou estar atento.
    Oxalá que você o encontre, poeta, e dele haja a benção episcopal, quatro escritores é quase uma biblioteca na sua aldeia. E sueca !
    Jnascimento

  2. só o quinto conseguiu ultrapassar a fronteira do anonimato tornando-se numa lenda viva do labrego cosmopolita do bairro alto. bué de comovente esse apelo lancinante de medula literária para o poeta em coma espiritual.

  3. não sei nem nunca tinha ouvido disso. (será que a esta altura não seria, apenas pelo título, de colocar uma notinha na secção dos defuntos de um qualquer jornal?) :-)

    brinco. mas se souber, digo-te. :-) eu gosto do cadeirão e do bibe, com rendinha, dele.

    olha, Zézinho, tu sabes por que é que as galinhas andam sempre a olhar para o céu e foi por isso que disseste aquilo ali atrás? :-)

  4. Bem Sinhã a expressão é popular. Habituado à Baixa de Lisboa, seus cafés e sua gente, lá ouvi entre 1966 e 1996 expressões como «vai levar onde levam as galinhas» ou «vai levar na anilha». Quanto aos galos que olham para o céu depois de galarem as galinhas dizem que é para agradecer a Deus o facto de elas não usarem cuecas. A expressão «vai lamber sabão» também faz parte…

  5. diálogos de um frango de aviário com uma abécula, brevemente no prelo, em edição da junta de freguesia de santa catarina.

  6. Vi o link do alfredo e fartei-me de rir. E não encontrei mais nada, nem no site da biblioteca nacional. Acho que tens um longo caminho para achar o tal livro.

  7. Olha, já sei que vais dizer que não presta porque é brasileiro, mas eu ACHO que o texto que se segue é uma grande lição para pessoas como tu que não percebem que as palavras podem ter vários sentidos.

    Sérgio Rodrigues
    Sobre Palavras
    Nossa língua escrita e falada numa abordagem irreverente

    28/04/2011 às 17:02 \ Consultório
    Pode-se achar o que não está perdido?

    “Eu sempre ouço as pessoas falarem ‘Eu acho que isso’, ‘Eu acho que aquilo’, porém, ao meu ver, estas pessoas estão erradas pois elas não perderam nada. E quando eu vou corrigi-las algumas reclamam. Afinal, quem está errado? Eu ou elas?” (Felipe Lando)

    Na suposição de que a consulta tenha sido feita a sério, é preciso dizer que quem está errado é Felipe, claro. Seu erro tem um vago parentesco com o de quem condena a expressão “risco de vida”, embora à interpretação excessivamente literal se some, aqui, uma espécie de intolerância aos múltiplos significados que um mesmo vocábulo pode ter. Como se achar tivesse o direito de significar apenas “encontrar” e nada mais, quando na verdade conta com dez acepções listadas no Houaiss. Entre elas, “ter impressão ou opinião subjetiva; crer, pensar, considerar”.

    Se a dúvida do leitor tem solução simples, não deixa de ser uma boa oportunidade para tratar desse verbo tão antigo (datado do século 10) que ainda carrega certa aura de mistério. Seu étimo nunca foi estabelecido com firmeza absoluta, mas a maioria dos estudiosos aceita a tese de uma origem latina: afflare, que significa “bafejar, soprar sobre”, “ser bafejado” ou ainda “cheirar, farejar”. A questão nada simples é traçar os caminhos que vieram dar em seus sentidos modernos.

    O filólogo brasileiro Antenor Nascentes cita uma tese do medievalista francês Édouard Bourciez que é a que mais se aproxima de matar a charada: afflare teria adquirido o significado de “encontrar, localizar, descobrir” no vocabulário dos caçadores – achar a presa era farejá-la, rastreá-la pelo cheiro.

    A acepção de supor, acreditar (sem no entanto ter certeza), pode ter sido desdobrada da mesma ideia: quem acha alguma coisa está confiando apenas em seu faro, em seu bom senso, mas sabe que pode acabar desmentido pelos fatos.

    Faz sentido? Eu acho que sim.

    http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/pode-se-achar-o-que-nao-esta-perdido/

  8. Ó Branco não é isso, nem tudo é mau. Eu até tenho um livro publicado no Brasil – «Mansões abandonadas» Escrituras Editora. Mas não os meus filólogos são outros, são os de cá. Quando a língua se chamar brasileiro então…

  9. Tens aqui uma explicação do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, que é considerado uma referência. E é de Portugal.

    [Pergunta | Resposta]
    Julgo saber que / acho que
    [Pergunta] É correcto utilizar a expressão “Julgo saber que…”?

    E a expressão “acho que…”?

    Fernanda Marques :: :: Santarém, Portugal

    [Resposta] Ambas estas expressões são correctas. Achar, além de outros significados, tem os de julgar, pensar, supor, acreditar. E julgar, além de outros significados, tem os de supor, crer, pensar, calcular.

    Como vemos, em determinadas situações, achar e julgar são sinónimos.

    Em julgo saber que, o emissor não tem a certeza de que sabe. O mesmo se dá com acho que. Quem assim fala não tem certeza de que está inteiramente convicto daquilo que vai dizer.

    J.N.H. :: 31/03/2000

    http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=5420

  10. Quando ele te meteu um dos de cá, como dizes, debaixo das fuças fingiste que não foi nada. Ó espertalhão!

  11. Vai morrer longe ó parvalhão! Conheci muito bem José Neves Henriques na Sociedade da Língua Portuguesa onde estive há pouco tempo convidado pela Direcção a fazer uma palestra sobre «Lisboa e a POesia»

  12. Boa Noite!

    O Bispo D. José António da Silva Rebelo é a razão da localidade dos meus pais, e minha durante mais de trinta anos, se chamar Paço.
    – Desde pequeno que me falam que o nome da localidade se deve a um Bispo;
    – Há sete anos fui casar na Igreja de Santa Catarina com uma mulher do Peso (os Padres foram Filipe Rocha e João Braz);
    – O Padre João quando viu os meus documentos, necessários para o casamento, falou-me do Bispo e foi-me mostrar o retrato. Foi então que descobri o nome do Bispo que já poucos falam, lá no Paço;
    – Desde então já fui a Miranda e a Bragança para saber mais sobre a vida e obra do Bispo que deu o Nome à minha localidade ( desde pequeno que me lembro de querer conhecer as origens da localidade).

    Já trabalhei na E. B. 2,3 de Santa Catarina.

    Da minha parte gostava de fazer algo relacionado com este assunto e parece que não sou o único.

    Com os melhores cumprimentos
    Alberto Santos

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