Vinte Linhas 588

Memória justificativa para um desenho infantil

Existe no traço deste desenho o reflexo dum olhar de criança. Para Tomás é tudo muito simples. Quem se porta mal é chamado ao director da Escola. O senhor Osborne tem sempre aberta a porta do gabinete. O desenho representa o incidente com um menino e entornar o copo de água nas costas do casaco do Tomás. Tudo se resolveu com um pedido de desculpas. Foi o Mark, podia ser o Jude, o Mike ou o Alexander.

Já com as meninas é diferente. Aparecem de vez em quando duas frente ao Tomás no corredor e despejam num ápice a frase – «Olá, cabeça de banana!». Quando ele vai para responder já elas não estão lá porque desataram a correr. O senhor Osborne nem chega a ter conhecimento destas histórias e ainda bem. Há coisas mais importantes e elas têm apenas quatro anos de idade embora já sejam veteranas nesta Escola porque já no ano lectivo passado frequentaram o jardim infantil.

O marcador azul fica bem na folha de papel pardo. Visto do seu banco preferido depois das aulas, o Rio Quaggy parece azul no seu caminho para o Tamisa. Tomás gosta de comer a maçã ou a banana no mesmo banco (sempre no mesmo banco) enquanto ouve as histórias de florestas, monstros, tigres e leões. Ainda agora argumentou que a parede do quarto onde dormiu na casa do avô tem monstros mas quando lhe disseram para colocar o ursinho a combater os monstros respondeu: «Não percebem que o ursinho é um brinquedo e os monstros são verdadeiros?» No seu caminho diário o Tomás dá passagem ao corvo de Papillons Walk que ocupa o passeio do lado oposto à Escola. E sorri porque não pode deixar de sorrir à gramática feliz deste dia azul. A cor da mala.

21 thoughts on “Vinte Linhas 588”

  1. Bonito, avô babado !
    Ainda assim, eu perguntaria ao Tomás se está correcta a posição das figuras.
    Um abraço para os dois, assim em português do Mundo, que você fará o favor de
    “verter” para o Thomas.
    Jnascimento

  2. Tem toda a razão meu caro Joaquim Costa de África. Os bonecos devem estar na horizontal mas não fui capaz de fazer melhor. Talvez o Valupi os possa endireitar – salvo seja. O abraço será entregue «at once». Um abraço para si.

  3. Diz o jcfrancisco na sua resposta ao Jnascimento que os bonecos deviam estar na «HORIZONTAL»! Bolas, na horizontal estavam eles pimeiramente! Não é por nada, mas como se trata de um gajo que está sempre a criticar tudo e todos, a pôr defeitos a torto e a direito, a apontar erros a meio Mundo, não posso deixar em claro esta bronca. Então, pá, não sabes que os bonecos deviam estar na VERTICAL, como estão agora?! Trapalhão como de costume e nem sequer reparas que tens telhados de vidro. Telhados, não, a casa inteira…

  4. Tu «amonio» não respeitas nada nem minguém só te posso dizer: vai entregar o pescoço à canga! Tu «André» finges não perceber o óbvio – não eram os desenhos mas sim a folha que precisava de ser alterada – como foi.

  5. ganha juízo, é feio meter menores ao barulho. na volta foste tu que desenhaste aquela cena fálica e vens pr’áqui desculpar-te com o puto e mais a história do copo d’água que deve ser uma subtil alusão às bodas de canaã.

  6. E onde querias tu que estivessem os bonecos senão na folha, pá?! E chamas tu burros aos outros! Tu próprio escreveste «os bonecos devem estar na HORIZONTAL mas não fui capaz de fazer melhor»! Pois não. Confundes horizontal com vertical e ainda tens lata para negar aquilo que é «óbvio», ó «poeta» da treta! Agora, chamas-lhe folha… É preciso ter lata, pá, muita lata!!!

  7. Ó palhaço, vai chamar «poeta da treta» ao teu avô torto! És um miserável trambolho que nunca vai saber o que é um poema quanto mais uma tese de mestrado sobre uma obra poética. Vai entregar o pescoça à canga!

  8. Olha lá, pá, estava à espera que fosses à Televisão receber um prémiozito atribuido pela Sociedade Portuguesa de Autores na área da poesia e…nada! Nem o mestrado sobre a tua obra poética te valeu! Foi o Eduardo Lourenço que tomou o teu lugar, pá?! Azar, ganda azar! Mas olha, pode ser que os comunas todos que lá estavam, pró ano, como são sempre os mesmos, e são teus amigalhaços, se lembrem de ti e da tua «obra». Não desanimes quinda vais ter um galardãozito e, quem sabe, uma estátua no Príncipe Real. A esperança é a última coisa a morrer, pá! Sê persistente nas postas de pescada que pode ser que lá chegues…

    (Hoje o André tá de folga!)

  9. Grande palhaço, não tentes brincar com coisas sérias – vocês não são dois, são vira o disco e toca o mesmo. E não tentes tratar-me por «pá» porque tu vales menos do que a sombra dum cão na carroça dos nómadas…

  10. Não sou eu nem o André que viramos o disco e tocamos o mesmo, pá! Se ainda não reparaste és tu, tu é que te repetes em cada resposta que dás. Essa da «sombra dum cão na carroça dos ciganos» já a disseste uma quantidade de vezes, e aquela «do vai entregar o pescoço à canga», e a do «avô torto», e a dos «trambolhos» e a dos «asnos», e a dos «palhaços», e outras que tais. Muda o reportório, meu; essas já não surtem efeito, a não ser pela boçalidade e miséria «literária», vinda de um «letrado» – que se exprime pior do que um carroceiro – carroceiros que, se calhar, já nem existem! Digamos que és uma espécie de pessoa tão grosseira, tão ridícula, que, por isso mesmo, se encontra em vias de extinção. Com a vantagem de que o melhor é que se extinga por completo para que a dignidade nas caixas dos comentários do Aspirina não seja conspurcada pela tua reles linguagem…

    (Hoje é a vez do Joca estar de fola!)

  11. A sarjeta pode não ser a mesma mas é a mesma rua. Vai dar ao mesmo – é porcaria. Seja André seja Joca é sempre jorra.

  12. Dizer que os seus comentadores vêm da «sarjeta», que são uma «porcaria», não abona, propriamente, em seu favor, meu caro jcfrancisco: pressupõe que só esse «género» de pessoas comenta os seus posts, já pensou nisso? Pense, é capaz de não ser má ideia. Com alguma moderação na linguagem, talvez consiga dignificar um pouco as suas caixas de comentários – e aquilo que escreve…

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