Vinte Linhas 548

As «iluminações» de Jorge Valdivia Carrasco

Dürer, Rafael, Botticelli, Vermeer e Jan van Eyck são alguns dos pintores flamengos e italianos «iluminados» pelo pintor peruano Jorge Valdivia Carrasco na sua exposição patente na Rua da Misericórdia, 30 (ao Chiado) em Lisboa.

Reminiscências, divertimentos, homenagens – qualquer destas possíveis definições se pode enquadrar nesta apropriação feita por Jorge Valdivia Carrasco no século XXI das imagens e das visões dos pintores dos séculos XVI e XVII.

Com exposições individuais e mostras colectivas em muitos e diversos países (Peru, Porto Rico, Itália, Alemanha, Portugal e EUA) este artista peruano, por assim dizer, tira do museu e traz para as paredes da galeria de arte uma memória de linguagens pictóricas antigas às quais acrescenta o seu próprio contributo: aves, peixes, répteis e insectos em diálogo directo e íntimo com as mulheres que tecem, como Penélope, os fios da malha contra o esquecimento.

Esta imagem anexa ao texto surge como um quase perfeito exemplo de ligação entre Natureza e Cultura: enquanto a mulher se defronta com um quadro na parede onde um oceano lhe sugere todas as viagens, um pássaro vivo desce pela parede ao lado do quadro e vai cantar para essa mesma mulher.

Esta dupla inscrição (Natureza e Cultura) é a chave possível para esta homenagem à arte do passado pela arte do presente. Não sabemos que mais prezar: por um lado o rigor da homenagem aos mestres dos séculos passados e aos seus modelos pictóricos, por outro lado a fantasia sem limites que o ajuda a transgredir o legado ancestral dos antigos.

6 thoughts on “Vinte Linhas 548”

  1. Dürer não era italiano nem flamengo, era alemão, mas como viajou por Itália e pela Flandres, algumas das suas obras foram influenciadas por ambas as escolas.

  2. Num dos seus posts seguintes chamei a atenção para o facto de estar sempre a errar naquilo que escreve. Este texto vem dar-me razão. São erros demasiados para quem tanto critica os outros… Não é «excesso de simplificação», senhor jc Francisco, é falta de conhecimento…

  3. Óh paravalhona, óh burra, óh estúpida foi isso mesmo. Enumerei bem mas simplifiquei demasiado e ficou «flamengos e italianos». Se não percebes isso não percebes nada.

  4. José do Carmo Francisco em corpo inteiro! Tens é sorte, se fosse comigo mandava-te já à merda, ó cagão!

  5. Podias mandar mas depois não acontecia nada. Ficavas a falar sozinho, recebias a tentativa de insulto como boomerang sonoro.

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