Vinte Linhas 544

EDP – de vão de escada em vão de escada até ao absurdo

Dirigi-me no passado dia 11-10-2010 aos balcões da EDP na loja do cidadão dos Restauradores. Levava na mão um cheque e um documento com o timbre da EDP com datas que são para cumprir. O pagamento estava marcado para 11-10-2010 e eu não queria falhar. Pois a menina do atendimento não me quis indicar uma das cinco mesas onde cinco solícitos empregados não tinham ninguém para atender e obrigou-me a ir pagar a verba em causa numa tabacaria que me indicou dentro do Metro dos Restauradores. Fiquei furioso e senti-me enganado: dirijo-me a um balcão de uma empresa com um cheque emitido em seu nome e com um documento a indicar uma data limite para o pagamento e sou obrigado (sem qualquer explicação) a dirigir-me a um outro espaço que se dedica a outro negócio e onde tive uma longa fila de espera – coisa que não acontecia no balcão da EDP na loja do cidadão. Sou levado a pensar que isto traz água no bico. Ao desviar os pagamentos do seu balcão, a EDP está a fazer com que alguém receba uma comissão de modo artificial. Faz-me lembrar um incidente com um banco comercial da Rua do Ouro que mandava alguns clientes no ano de 1966 para Algés. As letras entregues nesse balcão pagavam uma comissão extra porque Algés pertence a Oeiras – não Lisboa. Só que a Inspecção Geral de crédito e Seguros multou o dito banco comercial. E a EDP quem a multa por este abuso? É um abuso de posição dominante pois uma pessoa acaba por se dirigir à tal tabacaria porque se não o fizer incorre numa multa. E a EDP quem a multa? Afinal como será se a tabacaria delegar o negócio numa firma de vão de escada entre pedintes, saxofones velhos e pandeiretas?

22 thoughts on “Vinte Linhas 544”

  1. Exactamente por saber que não vale a pena é que eu não uso isso. Não experimentei nem quero. É como a ASAE. Queima tudo à sua volta, tal como os fogos florestais.

  2. Está enganado, JCF. Vale bastante a pena, e o mero acto de o solicitar é o melhor lubrificante de boas vontades que conheço. Da experiência que tenho, em 95% dos casos nem chega a ser necessário fazer reclamação nenhuma. Nos restantes casos, é porque o merecem.

  3. O “Vega” tem razão, JCF.

    só o simples pedido faz logo com que mudem os “modos” e as “regras inflexíveis”, dos tipos que pensam que são donos dos lugares onde trabalham.

  4. A ASAE queima tudo? A sério? Fogo, vamos convocá-la para queimar o governo, mais do que já está, claro, assim como os da oposição, e também alguns monárquicos, que nem força têm para puxar o arroto para subir pela boca! Se bem que haja alguns que estão em permanente estado de diarreia, e com recorrentes episódios de melenas.

  5. Além de «lambisgóia» não sabe ler: nunca poderia ter experimentado no Multibanco porque não era um simples pagamento mensal como os outros mas tratava-se de um documento da EDP para pagamentos ao longo de 12 meses com datas marcadas para o dito cujo.

  6. Óbvio jcf. O que tu queres dizer é analfabeto. A loja do cidadão foi especialmente criada para nós pagarmos a água, luz, telefone e gás.

  7. Faz lá um post com rosto inteiro da carta que te veio da edp. Simples curiosidade, porque sabemos bem que para ti, parvos são sempre os outros. Eu… só não consigo pagar os meus débitos à edp por multibanco quando estou fora de prazo. Quando está para corte.

  8. lambisgóia. Ah que vontade de rir. Cada marmelo! Fogo Ó JFK, já nem sei como quedar-me, se me rio ou choro, o que vale é que tenho fraldinhas à maneira e não tenho de tar sempre a mudar a cueca.

  9. Ser obrigado, sem qualquer explicação, a ir pagar a uma tabacaria só pode ser mentira. Mas eu, se estivesse ao balcão da EDP e visse chegar este contestatário profissional, era capaz de o mandar para Oeiras.

  10. EStou a ver, pois, pois, para Oeiras como fazia um certo Banco na Rua do Ouro mas nesse tempo (1966) ainda havia a Inspecção Geral de Credito e Seguros.

  11. Este procedimento da Loja do Cidadão é usual, quando por qualquer motivo não é possível proceder ao recebimento de facturas – avaria de máquina, por exemplo. Com o conhecimento da EDP (pois de um balcão da EDP se trata), é indicado ao cliente que faça o pagamento noutro local. No caso do senhor José do Carmo Francisco foi-lhe indicado que o fizesse na referida tabacaria. Nada há de errado ou de ilícito. Se fosse na Loja do Cidadão das Laranjeiras, podia ser-lhe indicada a papelaria que fica ao lado da Loja. Pena que as pessoas só critiquem em vez de se informarem na altura própria dos porquês de certas situações. Saem mudos mas depois gostam de protestar!

  12. Por muito «usual» que seja isso não significa ser correcto. Para mim o erro está em passar pela cabeça de alguém que é «normal» afastar do seu balcão uma pessoa que tem na mão um documento da EDP com pagamentos faseados em 12 meses e ninguém lhe recebe o cheque. Nâo afirme ser a mesma coisa pois «pay shop» não é EDP. Tabacaria não é EDP. Quanto a sair «mudo» é óbvio pois percebi logo que estava a falar para um muro. Só queria cumprir o dever assumido para com a EDP. Só pergunto se o «outro» não me mandará um dia para um esconso escuro.

  13. Isso não tem importância nenhuma; será como eu costumo dizer das palavras de alguns que aqui aparecem – vale menos que o peido de um cigano.

  14. Olha o poeta racista! Quem havia de dizer?! Como se um cigano não fosse gente. Ainda se fosse um peido dos teus, ainda vá!

  15. Agora limpa-te com a frase popular. Quanto mais falas, mais te enterras! Parvalhão és tu que nem sabes porque é que te mandaram pagar os papéis da EDP na tabacaria do Metro. Nem piaste e foste. Qualquer pessoa normal perguntava a razão. Se calhar até ta deram sem a pedires, mas fazia-te jeito um tema para o post!

  16. então, discutem-se os peidos dos ciganos, essa agora. Será que os sons são diferentes? Ou é tudo a mesma merda? A merda é sempre igual, logo os preliminares também.

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