Vinte Linhas 403

As gralhas não têm bilhete de identidade

O meu amigo Eugénio Alves é o editor da revista «Tempo Livre» editada pelo INATEL mas pelos vistos não tem tempo para rever (ou mandar rever) os textos que edita nas suas páginas. Num texto da revista deste mês («A telenovela portuguesa nasce na Abrunheira») fala-se de «Vila Faia» e de «Origens», as duas primeiras telenovelas portuguesas. Passamos por cima do «nasce» num texto de memórias.

Primeiro problema: se a telenovela portuguesas nasceu na Abrunheira as gralhas não se sabem onde nascem. Só sabemos onde poisam.

No texto do cabeçalho aparecem dois cinemas que existiam em 1982 com nomes patuscos: Cantil e Atar. Se no caso do primeiro cinema podemos presumir ser o Castil já do segundo se torna mais complicado. Atar, Atar, assim de repente não estou a ver. Será o quê? Outra gralha muito engraçada é no nome do escritor Luís de Sttau Monteiro que surge na página 41 da revista do INATEL como Status Monteiro. De facto uma gralha assim tem outro estatuto.

Mais à frente surge outro problema mas aí já não se trata de gralha «propriamente dita» mas sim de um lapso – faltou a palavra «portuguesas» no fim da frase. Vejamos «Muita água correu sob as pontes mas aqui fica o que foi o principio de tudo em matéria de telenovelas». Se vos disser que ainda há pouco tempo safei em cima da hora uma gralha que colocava «Focinho» em vez de «Pocinho» como terra natal do escritor Francisco José Viegas, percebe-se melhor que elas andam por aí e que elas, as gralhas não têm bilhete de identidade. Só sabemos onde poisam. Não sabemos onde nascem.

7 thoughts on “Vinte Linhas 403”

  1. Celebérrima, uma do extinto “Século”, se a memória não me falha, logo na primeira página, contou-me o meu avô: Ao nome CARVALHO, esqueceram-se do “V”. Dai o dito: “uma gralha do carvalho!”
    GUDUFREDU

  2. Pois é Sinhá eu sei mas o facto de eu às vezes cometer erros não me impede de rir a bandeiras despregadas com as gralhas dos outros. Aquela do Status por Sttau é o máximo e o cinema Cantil é um espanto. Tu por acaso sabes o que quer dizer cinema Atar??? Dá lá uma ajudinha à malta. «M da Mata» não é Eugégio é Eugénio e continua a ser revolucionário mas parece que lá no INATEL há ordens para utilizar o computador porque é mais barato que o ser humano.

  3. É verdade mas não acredito que valha a pena. Os revisores estão em extinção. Mas há gente bruta que não percebe que nenhuma máquina substitui a intuição de uma pessoa…

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