Vinte Linhas 347

Moradores do Bairro Alto foram burlados

A crónica de Joel Neto no «Diário de Notícias» do sábado alerta para um problema grave: o estacionamento no Bairro Alto. Ele foi burlado, eu já tinha sido, pois moro cá desde 1976. A burla consiste no seguinte: de 1999 até 2002 os moradores com cartão de residente podiam estacionar no Bairro e, como alternativa, em diversos espaços como (por exemplo) o Largo de São Carlos, o Largo do Carmo, o Largo Trindade Coelho, a Rua da Mãe de Água e a Calçada da Patriarcal. Havia uma carta do presidente da EMEL a autorizar a situação porque ele (como todos nós) já sabia que os nossos carros não cabem todos no Bairro. Eu deixei de ser membro da Assembleia de Freguesia ao perceber que a Junta de Freguesia não defendia os interesses dos eleitores. Talvez por opção e obstrução da própria Câmara. Tenho documentos da EMEL a afirmar que «os moradores poderão estacionar livremente com o uso de identificadores da EMEL» mas é mentira porque só se pode circular – não estacionar. É que há mais dísticos do que lugares. Quando trocámos os dísticos de morador pelo dispositivo com célula fotoeléctrica perguntei se não íamos perder os direitos adquiridos. Fui enganado e saí da Assembleia de Freguesia. Bastaria um pouco de bom-senso mas da parte da EMEL, dos Bombeiros e da Polícia Municipal só se vê é arrogância, maldade e autismo. Por exemplo há ruas onde é possível criar mais alguns lugares pois eles encontram-se situados frente a muros (como por exemplo na Rua dos Mouros, nos Calafates ou no Instituto de São Pedro de Alcântara). Com as obras em frente ao elevador foram mais oito lugares que se perderam. E ninguém faz nada; só furam os dois pneus ao carro do jornalista.

4 thoughts on “Vinte Linhas 347”

  1. Um problema muito, muito grave, sem dúvida. Além do mais, é um problema do teu importante umbigo. E se fosses bugiar?

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