18 thoughts on “Ser amigo é…”

  1. Sharing is the best.

    Jon Stewart – As 183 simulações de afogamento efectuadas pela CIA em apenas um mês a um terrorista da Al-Qaeda

    Jon Stewart: sendo mais específico, um prisioneiro da Al-Qaeda passou pela simulação de afogamento 183 vezes num mês, e esta é a pior parte: 185 simulações e recebe-se pão de alho de graça. É preciso passar pela simulação de afogamento 183 vezes? O grau de eficácia não diminui? Presumo que, depois de 90 simulações, ele pense: “Não me vão mesmo afogar, pois não?”

    Michael Hayden, director da CIA na era de Bush defendeu a utilização dessas tácticas contra sujeitos que já tinham dito tudo o que sabiam.

    Pivot do Canal de TV: Toda a informação que [Abu Zubaydah] revelou surgiu antes de ter sido sujeito a simulações de afogamento, antes de ser esbofeteado, antes de ser atirado contra uma parede.

    Michael Hayden: devo corrigi-lo. Foi atirado contra uma parede falsa e flexível com uma protecção no pescoço para que não se magoasse.

    Jon Stewart: E, para sermos justos, se me permite, a água que usámos para as simulações era tépida e tinha um pH equilibrado. E as algemas das posições de tensão eram sempre as peludas da Spencer Gifts. Não somos animais!

    VÍDEO legendado em português

  2. “Sei que não se dedica ao comércio de armas, porque uma vez surgiu esse problema e eu perguntei-lhe directamente e ele disse que não” (Dias Loureiro no Parlamento).

    Caro Presença das Formigas, esta frase inacreditável parece-me que diz tudo sobre esse mangas, que não passa dum aldrabão de baixa extracção, um mentiroso compulsivo que anda a ver se salva a pele, imaginando que somos um país de macacos atrasados mentais.

    O Cavaco deve estar a ser chantageado por ele, não achas? Não vejo outra hipótese.

  3. Desculpem a pergunta, alguém me sabe dizer se o twitter é seguro em termos de privacidade?sou novo nestas coisas, entrei neste site e achei-o um site de confiança.
    gostei das ideias inseridas neste post.

  4. Val, obrigado pela informação sobre o estaca. O post final da série está pronto e pode ter interesse para alguém: é uma via de evolução que se tem defendido para o pós crise em que do capitalismo se evolui para algo semelhante ao socialismo democrático não marxista: a sociedade fiduciária. E na qual a regulação e a reposição da ética são fundamentais. Fica a sugestão:http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/05/crise-etica-e-mobilidade-social-iii.html

  5. ONE OFF OR ONE LAST?

    “Dear Dr. Simoncini,

    Since you are not answering my e-mail of yesterday, 6-4-09, on the subject of my bladder cancer, I assume that you either are too busy or did not consider the case worth of being looked into.

    It could also be that my message was not received by your system. Or well received before by the usual Internet pirates on instructions from Central Headquarters.

    Therefore, here is again my case summarized:

    On April 24th, about 14 days ago, I started a painless case of frank hematuria which looked more like pure blood than water mixed with it. Very heavy indeed. Went to hospital, was admitted, at St Marys Paddington, London, and after a five hour wait in a cubicle, a catheter was inserted trough my penis and into the bladder to prevent any complications with clots which were plenty and large. After three days, I demanded the contraption to be taken off my shaft due to the pain it was causing me. The bladder spasms were so intense that I was forced to expel blood clots, and possibly tumor fragments, tightly squeezed between the plastic catheter and the walls of the urethra – all of this against the weight of gravity from the 3 liter feeding bag of fluid and under the serene gaze of a woman nurse with an enormous moustache that reminded me of a Taliban freedom fighter.

    The urologist (the only one of this specialized species that I saw after three days in Hospital) agreed and ordered to prolong my stay for the rest of the day and finally I was released “into the community” after verification that the bleeding had subsided, i.e. resolved, to a faint pink. Two days after, at home, the heavy bleeding restarted with the same initial intensity and I was admitted to hospital again. I was given intravenous distilled water and the hematuria resolved quickly. I was CTscanned, informed that there was a tumor in the bladder and was proposed an operation for next week and discharged – still with faint frank hematuria. There was no pain at urinating in any of those days, except when that piece of plastic was introduced into my bladder with a balloon which I guess must have been created by one of Torquemada’s aides. The blood stopped completely five days ago and my urine looks absolutely fine. I have a theory about this, but I would like to listen to you first. I have decided against any messing about with my bladder or having it resected in any way.

    Although this being the heaviest, I had three cases of frank hematuria in the last five years. I had a visual inspection, by a Urol, 5 years ago. A polyp was there. No biopsy was made. Now is bigger, they say (2x3x4).

    Obviously I am prepared to pay for your services-advice, just in case you may think I am knocking at your door with a bowl in my hand and a seraphic smile.

    I am 70, retired, working class, proud conspiracy theorist and Portuguese – just for the record.

    Yours,

    Germano Filipe”.

  6. Obrigado, Val, e obrigado Adelaide, por te lembrares do TT. Mas há mais.

    NIK, obrigado, tens o nome, aqui vai a terra, e um pouco acerca dos homens que me ensinaram e desensinaram. E acerca de mim, pois. Provavelmente fui capaz de já ter usado algo disto aqui no blogue, mas sinceramente não me lembro. Coisas da Bexiga. Aconselho-te a visitares o site do Dr Hamer, um alemão, da New Medicine. Talvez vejas nele algo que te ajude a levantar o espírito do teu irmão. Apetecia-me adoptar o novo pseudónimo de La Rate, mas não estou para isso porque estou muito fraco.

    OS SEGREDOS DA CAROCHINHA

    Nos meus tempos de rapaz, grande parte da minha curiosidade era dominada pelo desejo de explorar os currículos extra-escolares e os segredos dos homens de calo, de migas e azeitonas, suor mal pago, muita ganga e pouca missa. Alguns desses homens roçavam os quarenta anos de esperança no futuro e outros a velhice desanimada e descrente, mas todos devidamente educados nos Institutos de Tropeção-de-Baixo e Trambolhão-de-Cima. Essa gente boa e inocente nunca, nunca enjeitava uma oportunidade para me “abrir” os olhos e revelar-me os seus segredos. O serviço era gratuito, sem maldades estudadas – algo que me beneficiava, mas nem sempre, como vim a saber mais tarde. Nunca havia falta de pregadores auto-nomeados, graves e peremptórios nas declarações das suas crenças, politizados, mentalizados, devidamente endoutrinados e generosamente distribuidos pelo mapa da Aldeia Grande de Sordovelhas, a minha terra natal.

    Não me levou uma vida inteira de vinte e tantos anos para compreender a relativa inutilidade dessa aprendizagem, desse recolher de opiniões entre gente enganada ou mal informada. Já nesse tempo, mesmo em criança, e por cá tem ficado a enfeitar os anos, a dúvida era uma das dores de cabeça que mais me incomodava, e foi a partir dessa altura, julgo eu, que passei a perfilhar a opinião de que “idade e saber não andam necessariamente de mãos dadas”. Infelizmente não podemos fugir a essa verdade: a ignorância, aqui no bom sentido de ninguém ter culpa de nunca ter sido ensinado, não é especifica de nenhum sector etário. Talvez por isso, sempre achei boa norma utilizar o maximo de tino e cuidado quando um conselheiro desses tempos me convidava ou aliciava a tomar a postura passiva do ouvinte atencioso e agradecido. Não acreditar completamente em tudo o que me contavam era, e continua a ser (seja qual for a moralidade da historia, o arcaboiço ou credenciais do historiador) a maneira mais segura de aprender e talvez a única forma de combater a tendência ou vocação natural do homem/animal/robot para morrer no mesmo estado em que nasceu: o estado da ignorância.

    Muitos dos conselhos não pagos dum dos meus consultos predilectos dessa idade de catraio tinham também a particularidade de terem de ser frequentemente murmurados perto das minhas orelhas mal lavadas e curiosas. E quando, como precaução, o espírito conspirativo se impunha – dada a natureza de histórias que não convinha deixar andar na boca deste e daquele- dizia-me ele, baixinho e a olhar de lado com medo das bruxas e alcoviteiras, dos bufos e dos informadores e doutros beleguins sem rótulo: “Há coisas que não devemos contar a ninguém, filho”. E por ai se ficava, à espera que eu reagisse, piscando o olho esquerdo já a ganhar a cor de mostarda velha. Quando não era ele a dizer que não podia ou não devia, era a mulher, magra de corpo e fina de espirito, muito cosida e misteriosa, a dizer que não sabia. Duas almas boas, entradas na idade e cheias de saber condicionado e relativo, mas incapazes de me explicarem se os espermatozóides eram ou não viajantes bem intencionados doutros planetas. Contudo, prémios de consolação nunca faltavam – quer na forma de sorrisos desmaiados e desdentados que me atiravam, quer na de rebuçados e línguas-da-sogra e, quando calhava, cobres – capital mínimo para assistir à projecção duma fita ridícula dos irmãos Marx. Mutismos avisados de gente simples como essa nunca se esvanecerão da memória de malta desconfiada como eu.

    Com o tempo fui aprendendo à minha custa e finalmente decidi perfilhar como natural e necessária a ideia de que há, na verdade, coisas sem importância que não devemos ou não podemos contar a ninguém. Absolutamente a ninguém – nem à família, nem aos de fora, nem aos meninos, nem aos idosos. Papagaios e outras aves palradoras também não são de fiar. Uns mais, outros menos, pretos, brancos e amarelos, analfabetos e letrados, quase toda a gente exprime esta opinião dos timanéis e timarias deste mundo com graus variáveis de inocência ou maldades planeadas. Mas os grandes beneficiadores da utilização maldosa e conjurante dessa sentença – ocasional e normalmente inofensiva entre mortais simples como eu e o resto da grande maioria – são os poderes encapados de certas INTRIGAS ancestrais, politicamente não cadastradas, que aspiram ao uso exclusivo das magias e das sapiências encobertas, da imortalidade, dos códigos e das chaves que revelam o segredo de onde viemos, por onde andamos e para onde nos levam….

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