Vinte Linhas 341

Em 15 de Julho de 1997 as garrafas de águas choviam aos nossos pés

Esta situação (mais uma…) de uma arbitragem contra o Sporting Clube de Portugal (anular um golo limpo num momento decisivo) sugere-me uma ideia – Guimarães fez-me lembrar a Nazaré. Porque o árbitro é o mesmo, a situação repete-se. Vejamos: em 15-7-1997 na Nazaré foi disputado um decisivo jogo Sporting-Boavista para atribuição do título de campeão nacional de juniores dessa época. O Sporting tinha uma bela equipa: Nuno Santos, Travassos, Caneira, Valente, Orlando, Gomes, Kakinda, Assis, Gabriel, Vargas, Simão Sabrosa, Nuno Moreira, Alhandra e Paulo Costa. O Sporting marcou primeiro por Gabriel mas o Boavista na segunda parte deu a volta ao jogo. Segundo o jornal «A Bola» (fundado por Ribeiro dos Reis, apaixonado pela arbitragem) passo a citar «o Boavista apelou a todas as suas reservas físicas e anímicas para operar a reviravolta. Com alguma sorte e a ajuda do árbitro que lhe perdoou uma grande penalidade aos 85 minutos – braço na bola de Nuno Gomes».

Quando acabou o jogo eu atravessei o relvado ao lado de Aurélio Pereira e desci as escadas de acesso às cabinas do estádio municipal da Nazaré para entrevistar o treinador e o capitão da equipa – Caneira, esse mesmo mas 12 anos mais novo. Estava eu, o Aurélio Pereira e os dois guardas da GNR local ao lado do árbitro. As garrafas de água choviam aos nossos pés e o árbitro dizia. «Não percebo porque razão atiraram estas garrafas de água…» Entretanto o treinador do Boavista (Queiró) dizia sorridente para Rui Palhares do Sporting: «Pensava que eras tu a trazer o árbitro mas fomos nós!»

As pessoas não mudam e quando mudam é para pior. Isso já eu sabia. Apenas confirmei.

3 thoughts on “Vinte Linhas 341”

  1. “…e o árbitro dizia. «Não percebo porque razão atiraram estas garrafas de água…» ”

    O árbitro disse realmente: «Não percebo por que razão…». Tu é que não ouviste bem.

  2. Vocês podem fazer tudo mas não podem apagar o tempo. Está tudo no jornal da semana seguinte e eu estive lá. Vocês não. Essa a minha superioridade. Eu sei. Eu vi. Eu estava lá. Eu posso falar. O meu amigo Vítor Cândido a quem tinham dito que se tratava da «melhor esperança da arbitragem portuguesa» só dizia: Se isto é o melhor o que será o pior???

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