Vermeer na sua casa de Groote Markt em 1655

(a José Manuel Capelo)

A morte de meu pai, mais conhecido em Delft do que eu /leva-me a transformar o rés-do-chão em taberna.

Catharina toma-me conta das crianças enquanto pinto / e vou passando por este desgosto recente, inesperado / uma sombra mais neste horizonte escuro da cidade / tal como o pintei no meu quadro UMA RUA DE DELFT: / uma casa, um acesso a um pátio, três mulheres e / um céu carregado de cinzento escuro e de nuvens.

Não faço paisagens nem retratos de encomenda / apenas paisagens interiores e retratos sentimentais / com excepção da minha cidade que pintei uma vez.

Interessa-me muito mais a temperatura sentimental / duma casa – a mulher que lê a carta do marido / na guerra, a rapariga que adormeceu à mesa a bordar / uma toalha, a criada que prepara o leite na cozinha / o olhar da mulher preso no olhar do soldado, tudo enfim.

Tudo ou apenas aquilo que pude recolher e para mim é tudo…

19 thoughts on “Vermeer na sua casa de Groote Markt em 1655”

  1. e o que é que o vermeer tem a ver com esta pepineira toda? o cabotino da benedita foi passear a haia, passou à porta e voilá sai ideia luminosa para marketar mais uma edição do próximo fiasco literário a pagar com dinheiro dos contribuintes.

  2. qual pano de fundo? ao fundo vais tu com o peso da ignorância e não são as bóias olinda que te safam.

  3. hummm… já sei quem quiser ver meer, compra o livro e tem direito a um poster sexy do xico a galar a bécula em pose barroca. duas minhocas por cavadela, o ine (instituto nacional de estatística, para estúpidos) já reclama que assim é impossível mediar audiências e aguardamos a todo o momento uma declaração do menistra cricas sobre a quantidade de àgua que o abrunho da benedita mete.

  4. quando em disse que como pano de fundo está o quadro «O soldado e a mulher risonha» de Vermeer, estava a referir-me a um pano de fundo imaginário sobre o qual escrevi mentalmente a minha sublime obra, cuja capa acima exponho para vosso deleite. essa besta desse anonimo não percebe nada de poesia e com brutamontes não se pode discutir questões de sensibilidade poética a este nível. não há pachorra para os aturar e eu já fui empregado bancário, tendo começado a trabalhar aos 16 anos na rua do ouro e para os mais desatentos comecei a beber cesário tinto no berço e espancado pela florbela quando o djaló jogava no sportém.

  5. quem é que falou em cricas? o meu sonho era dar uma quéca na menistra com o vermeer em pano de fundo e o jcfrancisco a dizer leme de luz em som do menistério do ambiente.

  6. Isto está a ficar feio: quando um doente mental aparece a assinar «comunicado do autor» e a dizer umas bacoradas então é preciso tomar medidas. Cambada de cabrestos!!!

  7. vá lá… não mudes de assumpto e comunica ao teu vasto auditório onde é que viste o vermeer. andas metido na lampreia d’ovos mexidos com batatas fritas, tipo à braz, regado com morangueiro da benedita e depois tens visões, ainda viras pastorinho alucinado em cabrestos literários à sombra da oliveira.

  8. pera lá que acabo de descobrir que essa do vermeer é recorrente nas tuas armações aos cucos. ora vê lá se te lembras de ter escrito isto:

    “Houve quem achasse insólito o seu gosto pela pintura de Vermeer. Adorava «O soldado e a mulher risonha». Um jornalista desportivo tem o direito de gostar de pintura como qualquer outra pessoa. Gostar de Vermeer só lhe ficava bem.”

  9. nã… nã… primeiro o quadro, depois logo se vê. já mandei vir mais bandarilhas, quando saires daqui vais parecer um paliteiro da bordalo pinheiro.

  10. Ó caralhete, vens à baila ôtravez com a trampa da charoleza, pá, cabresto usas tu na cornadura, e está solto, ó benfiquista, que continuase a jurrare merda em diarreia, pá.Deves beber leitinho pela caneca das caldas, pá!e imaginas-te dentro daquela gaita, meu.ninguém te compra pá. em manada andas tu, como animal que és, ca minha mãe fez-me como manda o figurino, meu xavalo, tu é que foste enxertado em corno de cabra e só tens maldade nesse corpo de manga dalpaca. Pocilga contigo, pá, nunca debias ter saido do curral, fogo, é o que dá o 25 dabrile pá. Fachista, suplicio das letras.

    Eu sou o ze francisco
    o rustico da benedita
    tenho a mania que escrevo
    mas falta-me a guita

    tenho cabresto na cabeçorra
    sou vaidoso que nem mula
    ainda um dia se passam
    por eu ser uma porra

    Tása a bere? puesia á la póia, feita no momento, coçando a verruga que me ataca o olho do rabo, pá, inspira-te ó xóriço da benedita e faze aí um atlas á emborródias que tenho no olho de traze.

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