Uma pomba em Óbidos

(foto de Abílio Leitão)

Na estrada velha a caminho das muralhas,

de súbito,

uma pomba da paz fazia alto aos condutores na subida.

Pomba da paz ou mão aberta como lhe chamou o escultor José Aurélio.

Muito se discutiu o conteúdo da mensagem

mas o presidente da Câmara aceitou a versão do artista.

Veio gente de Lisboa para lembrar que o país estava em guerra

e a pomba não podia ser.

Hoje é tudo veloz na pressa da auto-estrada

e quase ninguém repara na mão aberta à esquina

de quem sobe a estrada velha.

No silêncio da pedra uma pergunta que se repete nos dias:

pomba da paz ou mão aberta?

7 thoughts on “Uma pomba em Óbidos”

  1. não percebes nada da poda. é uma mão, tal como as mãos do monumento ao trabalho em almada, a inspiração é rodin e o truque é veres pombas, piretes ou que te apetecer. a arte tem destas porras, é acessível a murcões da benedita que homenageiam a escultura com uma fotografia às 3 pancadas do castelo d’óbidos.

  2. Se é a pomba da paz
    ou apenas uma mão,
    para o caso tanto faz,
    cala-te ó sabichão!

    Só nos falas destas bostas,
    tu não tens mais que fazer?
    Trabalhar é que não gostas
    por isso vai-te foder!

  3. Se é a pomba da paz
    ou apenas uma mão,
    para o caso tanto faz,
    cala-te ó zeca galhão!

    Desculpe meu caro Treta, penso que assim fica mais a modos que a combinare com a figura sem causa.

  4. VOLTAREN

    Para o caso tanto faz
    ser a pomba ou ser mão,
    porque a merda do rapaz
    é um grande ca… galhão

  5. tive a pensar no assunto e acho que o aurélio pretendeu reescrever o provérbio “mais vale uma mão que duas pombas a voar”

  6. Ó poeta da treta, tens razaão, meu, tanto faz, fogo, experimenta ir á casa de banho, arrear o calhau e em simultaneo imagina o fura – feiras de boca escancarada. Bem, o rabo até salta d etanta gargalhada, ó Zeca galhão, estás defindio, e as palavras qu etua mas tanto definem-te – és um cagalhão.Bá agora faz-lhe a ode.

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