Um livro por semana 281

«Portugal Luz e Sombra – O País depois de Orlando Ribeiro» de Duarte Belo

O geógrafo Orlando Ribeiro (1911-1997), autor do célebre estudo geográfico «Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico», comprou a sua Leica em 1937 e durante 48 anos viajou e fotografou um Portugal diferente daquele que o Poder (Salazar) julgava vislumbrar quando autorizou Keil do Amaral a fazer o levantamento da arquitectura portuguesa . O facto é que não há uma casa portuguesa, não existe a casa típica do Portugal.

Segundo Duarte Belo (n.1968) que revisitou 252 fotografias de Orlando Ribeiro, do Norte ao Sul de Portugal Continental, elas «são o relato de um olhar inebriado e fascinado por um país, por si calcorreado, nas suas dimensões mais desconcertantes e de uma extraordinária multiplicidade de formas civilizacionais».

De Alcácer do Sal e Alferrarede a Tourém e Vila Nova de Milfontes, há nestas 318 páginas sucessivos encontros de fotos a cores com as fotos a preto e branco mas Duarte Belo juntou às fotos em confronto as palavras originais de Orlando Ribeiro. Como no caso das Salinas da Fonte da Bica em Rio Maior: «As massas de sal-gema, ou mais provavelmente os leitos intercalados com outros de gesso, dão origem a uma exploração artesanal desde o século XII por meio de fontes e bombagens, no Verão, com uma curiosa paisagem de talhos de água saturada e brancos montículos ao ar livre».

(Editora: Temas e Debates/Círculo de Leitores, Capa: Duarte Belo, Apoio: INATEL e Turismo de Portugal)

4 thoughts on “Um livro por semana 281”

  1. fónix! mais publicidade a um pré-pago (inatel +turismo) comercializado pelo círculo dos leitões. cambada de chulos. é só escritores à pala do trabalho alheio, sem custos de produção, despesas pagas pelo contribuinte e repagas por quem for na cantiga de comprar. oh pá! dediquem-se ao calendário mabor que tem mais utilidade, distrai a vista e é decorativo. escusas de agradecer o conselho.

  2. «comprou a sua Leica em 1937»,

    Ninguém compra o que é seu, MARRANO, a não ser que seja fraudulento ou burro. Por certo, erro do «poeta» da benedita da Srª. do Alcamé.

    «O facto é que não há uma casa portuguesa, não existe a casa típica do Portugal.»

    ACHAS? Ó meu MARRANO, lá na Benedita, o teue abô tinha casa de banho, hein?
    Oube lá, baie ao norte e olha bem à bolta.
    Que saves tu de factus, pá? quando muito saves de hipóteses ou de psizeudófactus.

    Oube lá, mas atãoe tu menosprezas a inteligência de Salazare, pá? Ele não julgava vislumbrar, pá, ele sabia o que existia pá, o gajo dominava pá, não era burro, meue, e ainda por cima era sedutor pá. Ou tu achas que um gajo que s emantém no Poder que tu próprio chamas de «Salazar» se mantém purquê pá?
    (Habia bestinhas da Escola comercial que se calabam e não seguiam o exemplo dos presos políticos, mas agora bêem práqui, pá, manadra bitaites e armados em puetas do cagalhão. Ó gao, quando se eesctebe debes atendere ao seguinte:
    conteúdo bersus contardissãoe
    pontuaçãoe
    articualçãoe

    Tás a percevere ó Marrano?

  3. Como comprou a Leica em 1937 e Salazar caiu da cadeira em 1968, só durante 31 anos e não 48 é que filmou a casa portuguesa, porque nessa altura já se começavam a ver as casas dos emigrantes com aqueles telhados à suiça e à norte da europa.

  4. tamém me parece que o investimento na leica deveria ter sido precedido por um estudo do custo/benefícicio, pois de acordo com os anteriores e actuais rácios de rentabilidade de capitais não justifica comprar um equipamento destes para fazer 252 fotografias em 48 anos, o que dá uma média ponderada* de 5,3 fotos/ano.

    *valor tendo em conta os anos bissextos

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