Um livro por semana 235

«Baleia à vista» de Carlos Lobão

Quarta edição deste livro com 24 textos – 18 em prosa e 6 em verso. São bem variados os autores desde o Príncipe do Mónaco em 1895 («ofereci-lhes a oportunidade de sermos nós a rebocar o cachalote até ao local para onde o queriam conduzir») a Raul Brandão: «Duma que vi morta no Cais do Pico tinham retirado trinta quilos de massa escura, âmbar, que valia muitos contos de réis. Por toda a parte vasilhas ensebadas, barris de óleo, montões de ossos, resíduos de lenha e toucinho branco cortado em bocados».

Há prosa mas também poesia como Vítor Rui Dores («A Baleia é o boi do mar / Que tombou na agonia / Rema, rema, é só remar / Já findou o negro dia / Quem plantou sonhos nas águas? / Quem do arpão fez seu pão? / Quem sofreu tamanhas mágoas / Em vendavais de emoção?») ou Manuel Alegre: «Eu vi os barcos parados prisioneiros / na sede de um museu. E os arpões / pendurados. E gravadas / em dentes de baleia as passadas navegações / das velhas baleeiras.»

Também havia lutas entre vigias, trancadores, baleeiros e esquartejadores de cachalotes: «Lutava-se. Uma luta renhida, feroz, heróica. Lutavam: espantavam baleias uns aos outros, chegava a haver abalroamentos, vociferavam-se pragaredos de encampação que reboavam sobre o mar, às vezes tudo ficava em águas de bacalhau, o molestado a aguardar, paciente e silencioso, a oportunidade da desforra, às vezes tudo ia parar na Delegação Marítima e no tribunal». A última baleia foi caçada nos mares açorianos em 1987 nas Lajes do Pico mas as memórias não se perdem e continuam.

(Edição: Clube de Filatelia O Ilhéu – Escola Secundária Manuel de Arriaga, Texto da contracapa: Herman Melville)

11 thoughts on “Um livro por semana 235”

  1. xico, pá, o que é uma imaghem estilisada?
    A tua resposta, ó trambolho, assassino dos grilos, não devia ser algo mais erudito, culto, a modos que ao teu nível de cueta publicado, pá?
    Tu és muito importante, já ganhavas trinta escudos no tempo dos bufos, és doutor das contas de somar, pa, e foste a Inglaterra, devias ter outra visão!

  2. E qual é o teu problema ó vadio, ó mentecapto, ó trambolho??? Não vês todos os dias bacoradas nos jornais??? De facto é bem «estilizar» mas perante tanto porcaria o que é que querias ó parvalhão??? Foi erro, foi, passou não devia passar. Vai dar uma curva…

  3. Um erro destes, meu caro jcFrancisco?! Nem parece seu… ou parece? Se fosse mais modesto, ninguém lhe apontava o dedo. Assim…

  4. Todo este chinfrim em volta de uma mesma pessoa só prova que José do Carmo Francisco, Autor de livros como “Universário”, “Iniciais”, “Transporte Sentimental” ou “O Saco do Adeus”, é um dos Poetas mais proeminentes da contemporaneidade literária em Portugal. Só uma figura de grande relevo e importância fomenta tão grande quantidade de invejas e remoques. É evidente, para quem tenha dois dedos de testa, que estas invectivas persistentes vêm de certas hostes ditas “poéticas” que pululam por aí e que não conseguem evidenciar-se pela qualidade, mas sim pelo ataque soez e pelo estabelecer da confusão de onde pensam que conseguirão sair gloriosos. Mas esquecem que a posteridade sempre julga melhor do que o levantar de poeira dos gananciosos.
    Lembrem-se que foi um ensaísta do gabarito de Fernando Venâncio que afirmou que José do Carmo Francisco é o Cesário Verde do nosso tempo. E Cesário Verde morreu ignorado de todos, mas foi considerado um Mestre por Fernando Pessoa.

  5. além de analfabeto é cego, onde tu vês uma baleia “estilisada” eu vejo a projecção da sombra de um agrafador.

  6. Ó pseudónimo do xico dos trinta mil réis, antónio Cardoso, pá, tu és o xico, caramba.
    Vai semear louvores no bairro alto e ver quem entra na padaria e sai de lá sem pagar.

    Ó xico és tão proeminente que fazes escola no esquecimento, pá. até Deus Nosso Senhor se admira com tanta presunção.
    Saco do Adeus, devias pôr antes saco das lágrimas, pá, quem é que quer saber do teu saco, ou das tuas idas a Cascais pá?!Não manches o nome do Césario, tu és conhecido é na viela do beco sem saída, pá. estilista da virgula, assassinas de tal maneira as letras , que até as virgulas fogem de ti.
    sugestão para próxima capa, seu frangalheiro: um gajo a correr esbaforido e a vírgula e as consoantes a gritar «acudam, acudam»

    Trambolho és tu, cueta do bataclan. há bacoradas nos jornais por causa de jornalistas como tu, seguiram a tua escola pá, seu suplício. Devias ser preso por estrangulares a poesia.

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