Segunda balada para Luciana

Se aqui entra zangado

Com notícias de jornais

Já sabe que deste lado

O café tem algo mais

Uma força, um perfume

Trazido das plantações

Um calor feito de lume

Com lenha de emoções

Porque o café é diferente

Das bebidas do mercado

Mata o frio com o quente

E o corpo fica encantado

Só me apetece cantar

E entrar no pé de dança

Com a idade a recuar

Quase chego a criança

Uma luz a meio do dia

Intervalo no cinzento

Patrocina uma alegria

Dura além do momento

Saem novos paladares

O calor que se transmite

Há aqui muitos lugares

Neste pequeno limite

Que é o lugar e a mesa

Luciana e seu sorriso

Bebo café na certeza

De que existe Paraíso

*

7 thoughts on “

Segunda balada para Luciana

  1. Ela não é minha, apenas se cruzou comigo num café. Não é de ninguém, é livre e espalha a sua beleza por toda a cidade.

  2. (agora vou-me oferecer um passeio de combóio para ler uns textos e vou aterrar com as quatro patas em cima de um cozido que eu cá sei, que até salta o chispe!)

  3. Z publicita o local do cozido que eu estive em Portimão (no Mané) onde comi a melhor favada da minha vida. Nem o Pacheco Pereia que ouvi atentamente me tirou o apetite.

  4. (tem ali no Calvário a fonte dos passarinhos que é a mais augada relação qualidade/preço que conheço na vizinhança daquelas bandas num a priori genérico, e servem a todas as horas, às 16h por exemplo. O melhor bacalhau à braz que conheço é lá, e acho que é às segundas mas não tenho a certeza)

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