O segundo segredo de Ourozinho

Oh Senhora da Assunção
Meu lugar de ser e estar
Os andores ali no chão
Esperam quem vai cantar

No desfile em lentidão
Da música, seu compasso
Os ritmos do coração
Revelam tempo e espaço

Como esquecido brasão
Invisível para o Mundo
Há em mim a inscrição
Do contrato tão profundo

Entre o instinto e a razão
Entre a paixão e a lucidez
Dum lado o apelo do chão
Do outro a luz dos porquês

Estou dentro da procissão
Vivo de novo a verdade
São momentos de paixão
Largas horas de saudade

Na festa e na ocasião
O meu corpo nada pesa
Estar aqui é a oração
Que em silêncio se reza

Oh Senhora da Assunção
Eu canto para não chorar
Os andores ainda estão
Só agora se vai andar

Oh Senhora da Assunção
Vou dar-te a despedida
Não posso dizer que não
Aos desafios da vida

10 thoughts on “O segundo segredo de Ourozinho”

  1. Se fosse de um poeta popular, estes versos ainda se tragavam. Mas assim, são verdadeiramente intragáveis: desconjuntados, forçados na rima, que continua coxa, disparatados («Dum lado o apelo do chão»?!), por aí fora, etc. e tal. O comentário não é feito com maldade, mas com a consciência de chamar o autor à razão. Para publicar «trambolhos» destes é melhor estar quieto. É ler e comprovar. Vendo bem, coisa que nem aconselho.

  2. Engano teu. As minhas palavras são mesmo o barómetro que devias levar em conta. Só tinhas a lucrar. Para teu conhecimento, a ousadia, neste caso, é dizer-te as verdades que não gostas de ouvir. Tão simples quanto isto. Deves saber também que um barómetro serve para medir a altura a que nos elevamos. É o teu caso: quanto mais alto te queres elevar, maior é a queda…

  3. Ainda bem que não és tu que diriges o Dicionário de Literatura Jacinto do Prado Coelho. Em caso afirmativo o meu nome não estaria lá porque tu não deixavas. Que pena…

  4. Pena é tu não perderes uma para subir ao pódium. É lamentável que não atentes na triste figura que fazes ao gabares-te a ti próprio por dá cá aquela palha. Pareces um gato à espera do rato: à primeira oportunidade aqui nos comentários, zás! aí estás tu a aproveitar as deixas. E fica-te tão mal! Tornas-te tão ridículo! Os que são mesmo bons, deixam aos outros a tarefa de os gabar. Estás no Dicionário por cunha, naturalmente. Ou por troca de favores. De certeza que não estás lá por escreveres versos como estes:

    «Entre o instinto e a razão
    Entre a paixão e a lucidez
    dum lado o apelo do chão
    do outro a luz dos porquês»

  5. Mas desculpem, porque é que o Jfrancisco se julga tão conhecido? Eu conheço tanta gente da literatura portuguesa de topo! e brasileira! e nunca ouvi falar deste senhor. Será que tenho que me validar com pessoas da academia brasileira de letras???

    Maria, os seus comentários são excelentes. lembram mesmo os da comentadora que ia ao Corta Fitas, onde ela punha a mão era tiro e queda.

  6. Não me digas que não sabes que ser conhecido não interessa nada. A importância dos autores nada tem a ver com popularidade. No tempo de Cesário Verde conhecido era Cláudio Nunes, no tempo de Eça de Queirós conhecido era Pinheiro Chagas, no tempo de Camilo Pessanha conhecido era Augusto Gil.

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