Nova livraria, livro excêntrico e piada sobre holandeses

Soube por acaso, mas foi bom saber. Depois de a zona onde vivo ter perdido duas livrarias (Romano Torres em São Mamede e Diário de Notícias no Chiado), gostei de saber que nasceu uma nova livraria entre São Bento e o Príncipe Real, mais em concreto na Travessa de S. José, nº 1.

Foi também por acaso que nela descobri o livro Dicionário Excêntrico , de Amadeu Ferreira de Almeida, uma edição da Portugália. Organizado (como é natural) de «A» a «Z», este livro tem uma entrada curiosa em «Idade»: «Não se deve confiar nunca na mulher que nos diga a sua verdadeira idade. A mulher que o faça é capaz de dizer tudo.» O autor é Óscar Wilde. O mesmo autor surge em «Mulheres»: «As mulheres foram feitas para serem amadas, não para serem compreendidas.»

Já na entrada «Vinho», trata-se de um provérbio holandês que diz o seguinte: «O primeiro copo para a sede, o segundo para o alimento, o terceiro para o prazer, o quarto para a loucura.» Sobre «Poesia», há uma frase de Camilo Castelo Branco: «A poesia não tem presente; ou é esperança ou saudade.» A propósito de «Falar», surge esta frase de Samuel Johnson: «Um francês tem sempre que falar, quer conheça o assunto quer não; um inglês fica contente e calado quando não tem nada que dizer.»

Sobre a palavra «Açúcar» temos esta história engraçada: «Um convidado ao tomar o chá, pede açúcar à dona de casa. Se ela é irlandesa, entrega o açucareiro. Se é inglesa, pergunta: ‘Uma pedra ou duas?’ Se é holandesa, diz: ‘Mexeu bem? O açúcar está no fundo’». O texto aparece como ‘anónimo’, mas a minha surpresa é devido a não serem habituais piadas sobre holandeses. É curioso. Fui ver a data do livro – é de 1961. Tinha eu 10 anos. Cedo para ler livros excêntricos.

10 thoughts on “Nova livraria, livro excêntrico e piada sobre holandeses”

  1. Entra na lógica habitual das piadas sobre holandeses. Quanto à sua raridade, isso será mais para os portugueses, que os alemães não passam sem mandar uma piadinha sobre os holandeses de tempos a tempos (e até costumam ser boas, se bem que excessivamente futebolísticas).

  2. Py,

    Estás a falar de certos diplomas de certas figuras públicas, e assim?

    Se é, chamas a isso «assuntos políticos»?

    E, se sim, porquê?

    Podes acrescentar: porque haveria o Aspirina de afazer-se à coisa?

  3. Sim. Vcs é que são os enfermeiros, vcs é que sabem… Eu tenho os graus académicos todos e ligo muito pouco a isso. Felizmente foi tudo em provas públicas cheias de testemunhas, não lhes vá dar uma koisa. Mas também andar a fugir do assunto não vale a pena: o problema não são as habilitações do PM mas os processos obscuros que giram nas privadas e que envolvem uma boa dose da classe política.

  4. Euréka,encontraram o diploma do Socrates.Estava no Vaticano e o papa preparava-se a traduzir em Aramien.
    É a nova lingua dos Mouc-Mouc

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