De Ourozinho a Vilarouco

Estava o baile parado
Numa festa de Verão
Veio no papel o recado
Com notícias da paixão

Telefone de uma irmã
Primeira ponte a ligar
A terra fria em manhã
À terra quente do olhar

Neli nasceu em França
Questão de geografia
No desenho da esperança
Nuno sonhava e sorria

Vilarouco a Ourozinho
Terra fria, terra quente
Coração no seu caminho
Leva uma luz diferente

De São João da Pesqueira
A Penedono em Castelo
Vai a paixão verdadeira
Procura o Bem e o Belo

Entre a Póvoa e Trevões
De A do Bispo à Granja
A estrada tem as razões
Do amor que não esbanja

Do amor que ao contrário
Se concentra num menino
Que no quarto aniversário
Aposta num bom Destino

Entre o avô tão paciente
E pais vivendo ao segundo
O Leandro é a terra quente
Na terra fria do Mundo

Entre a viagem e a terra
Amêndoa, azeite e vinho
Coração em pé de guerra
Sabe que não está sozinho

Amêndoa que já foi flor
Na manhã da Primavera
Enche a mesa de calor
Na dieta a mais severa

Azeite é luz da candeia
Tempero do meu manjar
Na força que não receia
A escuridão dum lagar

Vinho que mistura lume
Com a terra e seu sabor
É garrafão de perfume
E adega do nosso amor

16 thoughts on “De Ourozinho a Vilarouco”

  1. hoje somos brindados com um poema offroad de fazer inveja ao roberto leal e seus caminhos de portugal. dá-lhe falâncio ca luta continua.
    para distraídos: a nely de ontém é a neli de hoje e amanhã será nelá

  2. Menino

    No colo da mãe
    a criança vai e vem
    vem e vai
    balança.
    Nos olhos do pai
    nos olhos da mãe
    vem e vai
    vai e vem
    a esperança.

    Ao sonhado
    futuro
    sorri a mãe
    sorri o pai.
    Maravilhado
    o rosto puro
    da criança
    vai e vem
    vem e vai
    balança.

    De seio a seio
    a criança
    em seu vogar
    ao meio
    do colo-berço
    balança.

    Balança
    como o rimar
    de um verso
    de esperança.

    Depois quando
    com o tempo
    a criança
    vem crescendo
    vai a esperança
    minguando.
    E ao acabar-se de vez
    fica a exacta medida
    da vida
    de um português.

    Criança
    portuguesa
    da esperança
    na vida
    faz certeza
    conseguida.
    Só nossa vontade
    alcança
    da esperança
    humana realidade.

    Manuel da Fonseca, in “Poemas para Adriano”

  3. Distância: 24.6km

    Tempo Estimado: 37min

    40.957880, -7.352711
    Siga 138m Ver mapa

    Vire à esquerda por EN652 285m Ver mapa

    Continue por EN510 1.9km Ver mapa

    Continue por Bairro Senhor da Estrada (EN510) 150m Ver mapa

    Continue por EN510 1.7km Ver mapa

    Continue por Estrada do Bacelo (EN510) 433m Ver mapa

    Continue por EN510 1.4km Ver mapa

    Continue por Rua de São Pedro (EN510) 742m Ver mapa

    Continue por Largo da Devesa 473m Ver mapa

    Vire à direita por EN229 16.2km Ver mapa

    Vire à direita por EN222 87m Ver mapa

    Vire à direita por Bairro das Tapadas 358m Ver mapa

    Continue por Rua da Escola 532m Ver mapa

    Vire à esquerda por Largo do Adro 20m Ver mapa

    Continue por Rua do Adro 144m Ver mapa

    Vire à direita por Rua Adiante 20m Ver mapa

    Rua Adiante

  4. Aparecem muitos malucos na Net. Outro dia um desses tresloucados colocou un poema da Sophia como comentário a um meu mas o tiro saiu pela culatra – o asno não sabe que eu tenho dois livros de poemas na mesma editora e na mesma colecção – Circulo de Poesia, Moraes Editores. O crivo de qualidade é o mesmo. Agora vem com o Manel da Fonseca. Não há pachorra…

  5. Queres comparar-te à Sophia de Melho Breyner?! «O crivo de qualidade é o mesmo»?! Descaramento, falta de pudor! Deves estar louco! Tem vergonha! Só a loucura completa pode levar-te a fazer tal comparação! Lê os teus poemas e os poemas da Sophia ou do Manuel da Fonseca e depois envergonha-te. Vai à merda! podes crer: não há mesmo «pachorra» para aturar imbecis e fracassados como tu, sempre a elevar-se e cair das alturas!

  6. parabéns, JCF.

    por tudo.

    e também por não deixares nenhum dos “heróis anónimos”, que te seguem religiosamente aqui e sofrem da doença da “coceira” (deve ser pulga, piolho ou chato), sem resposta.

  7. luís eme, continua a «guardar as margens do Tejo», como dizes no teu blog. De peixe (?) talvez percebas, agora de poesia…Falas em «coceira», dando a entender que os comentadores que criticam a «poesia» do jcfrancisco têm inveja? Quem pode agradecer ao fulano os desgraçados dos versos que escreve?! Ter inveja de tanta mediocridade?! Naturalmente, julgas-te por ti, não? E olha, não te arrisques muito nas deduções, porque quem escolhe estes belíssimos poemas em contraposição à desgraceira dos «poemas» do zézinho é pessoa que percebe da poda! Com os teus salamaleques só ajudas a que o jcfrancisco não passe da cepa-torta. Talvez te faça jeito a mediocridade: os medíocres querem-se com os medíocres. A qualidade faz mossa, faz a diferença, e isso vê-se a olho nu. Essa sim, é que faz a inveja: de pessoas como tu e como o zé dos versos sem trambelho e de pé-quebrado. Pé e perna. Não passas de uma pessoa que incute e se alegra com a agressividade e a má-educação dum pobre coitado que não nasceu para ser poeta – mas que não deixa de insistir, até que os «poemas» sejam este triste exemplo de confusão e desnorteamento, de rimas curtas e compridas, de palavras a rimar à força, desconjuntadas e sem nexo, como pode comprovar-se neste post. Tem juízo luís eme, e não sejas hipócrita!

  8. apenas acho que o JCF responde à letra, diz aquillo que vocês querem, “Joca”, por isso é que estão por aqui, sempre “caídos”.

    e de certeza que sorri muitas vezes quando vos chama “trambolhos”.

    Por outro lado tem toda a razão em vos questionar.

    o que é que tu percebes afinal de poesia, Joca, para ofereceres tantos adjectivos às quadras do JCF?

  9. Obrigado, poeta, por rimar tão perto da minha terra e tão dentro da minha saudade!
    É o tempo das cerejas, agora, das cerejas que bordejam a EN 222 e se oferecem a quem passa na Carreira da Viúva, entre a Meda e o Pinhão.
    O resto é GPS anónimo e malcriado quase sempre.
    Jnascimento

  10. luís eme, aponta-me só um motivo a contestar que não tenho razão quando digo que a poesia do jcfrancisco não tem qualidade. Só um. Se fores honesto, aponta-me as qualidades que vês na poesia dele. Só uma. E aponta-me outro motivo que mostre o meu desconhecimento sobre a matéria. Só um!

    Diz o zézinho que «o crivo de qualidade é o mesmo», referindo-se a que tem um livro na Colecção de Poesia da Moraes. Pois. Eu tenho 100 melões, todos do mesmo fornecedor e da mesma plantação. Entre os melões de belíssimo paladar, há outros que são verdadeiras abóboras! Aqui tens o exemplo mais simples do Mundo para contrariar as palavras do «poeta»!

  11. luís eme, e podes render-te, só te fica bem. Já dei aqui vários exemplos de que conheço a matéria o suficiente para me abalizar a criticar a má «poesia» do teu amigo. Tu não deves ser estúpido de todo…Mas o meu conhecimento sobre a matéria só a mim diz respeito, ok? Agora que não tiveste argumentos para me contrapor, está à vista. Responde, pá,! O blábláblá a fugir com o rabo à seringa foi o que fizeste, meu. Vai-te lixar! Mas não há dúvida de que os «poemas» do jcfrancisco podem muito bem ser comparados com melões – mas não com melões casca de carvalho, tá visto!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.