Cruz de tinta

Há uma cruz de tinta no teu dedo

Recado, lembrança, não se esqueça

Na tua mão se concentra um segredo

Que eu tento descobrir na promessa

Todos os dias no lugar do santuário

Onde teus olhos são altar principal

Nos lábios um sermão extraordinário

No teu rosto a grandeza da catedral

Há uma cruz de tinta no teu dedo

Que eu procuro decifrar devagarinho

Na abordagem feita quase a medo

Não vá a tua mão noutro caminho

E se perca no bulício desta cidade

O fascínio dum sinal já decifrado

Nas tuas mãos a tinta é a verdade

O segredo vai contigo a todo o lado

2 thoughts on “Cruz de tinta”

  1. Quem anda à chuva molha-se mas é curioso e sintomático do momento – nem um comentário ao poema. Não fala do Freeport…

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