Casa velha na aldeia

Casa velha sem ninguém

Onde se avistam telhados

Disseram adeus à mãe

Os cinco filhos criados.

Ficou a casa sozinha

Rasga a renda das cortinas

Só resiste uma vizinha

Com as cabras pequeninas.

Fica a gateira sem gato

Na loja dos animais

O silêncio é o contrato

Nos campos de nunca mais.

Mesmo à beira da ribeira

Onde a água faz o brejo

Já ninguém tem a canseira

Dum trabalho a desejo.

Dispersos por continentes

Os filhos são emigrantes

Falam línguas diferentes

Dos países mais distantes.

Casa sem água nem luz

Onde o silêncio impera

Tem no telhado um capuz

Esperando a Primavera.

Casa velha em abandono

Na Rua de Cima do Povo

Paredes de eterno sono

À espera do tempo novo.

13 thoughts on “Casa velha na aldeia”

  1. o rapper da benedita ataca de novo com grunhópoema. podias ter botado uns sininhos & azevinhos para dar um ar natalício a essa conta de somar em rima.

  2. Vai morrer como morrem os grilos, ó grande charolês! Vai chamar rapper ao teu avô torto e benedita à tua avó torta, ó cabresto!

  3. oh hoolingan da benedita! podias dizer isso em verso, uma rima pé-de-cabra, do tipo da cena acima. táva para exemplificar, mas não mereces, hoje já gastei demasiado contigo.

  4. Jnfectivamente ele há cada pueta!!!
    Da Benedita ao Chiado
    Do Chiado ao Bairro Alto
    Cando te leio ó pueta
    O coração dá-m’um salto
    Ólarila!!!!
    E vou-fazer ó-ó, cainda agora chiguei. Adeus Sinhor.

  5. Acordei arremelgado, mas toma lá:

    Vou à Junta de Freguesia
    Ao repasto de Natal.
    Oh burrinho do presépio,
    faz q’ele não “puéte” tão mal.

    Ólarila. Adeus Sinhor.

    PS.
    Já me desquecia

    Que o menino Jesus
    Sentadinho em Belém
    Te dê um santinho Natal
    E ao anonimo também.

    Eh pá sou um ganda Pueta. Eh! Eh! Eh!

  6. Bronco, não tens sentido de humor. Vou pedir ao Baltasar para te colocar algum no sapatinho. Mas que tenha cuidado com o camelo, não vá o coitado dizer alguma coisa menos avisada sobre a tua poesia ou esquecer que estás no Dicionário da Literatura, ou que a tua escrita já foi tema de dissertação de mestrado. Ainda insultas o bichinho com aqueles epítetos tão curiosos que usas. E os malucos somos nós?

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