Balada triste do Bairro Alto

Meu Bairro, terra queimada
Campo de batalha perdida
Minha lágrima tão isolada
A quem não respeita a vida

Viver era uma aventura
Hoje o medo é distribuído
Sacos cheios de amargura
Passam, não deixam ruído

São Bombeiros Sapadores
Câmara, Junta e E.M.E.L.
Que se curvam os senhores
Para nos darem taças de fel

Quando os dísticos trocados
Veio a E.M.E.L. ao lugar
E fomos todos burlados
Passar não é estacionar

Bairro Alto é Tarrafal
Onde a vida amaldiçoa
E a Polícia Municipal
Devia ser de Lisboa

E não de certos senhores
Que ocupam um espaço
Comos se fossem favores
Nascidos no velho abraço

Quando passa a carrinha
Em frente a este lugar
Fecham os olhos em linha
Só pensam em bloquear

Nos muros dos Calafates
Há lugares não há vontade
Sapadores dos disparates
E bombeiros sem verdade

Irmãzinhas do Convento
Que vivem do outro lado
Os lugares são o tormento
Se fica tudo bloqueado

Rua dos Mouros mentira
Há espaço e ainda sobeja
O bombeiro ainda retira
Um lugar que se deseja

Junto a um respirador
Onde não vive ninguém
Para o pobre sapador
O lugar é mais além

Travessa da Boa Hora
Perdemos oito lugares
Ninguém veio rua fora
Compensar os populares

Meu Bairro, terra queimada
Mapa dos tristes sarilhos
Ali viveu despreocupada
A geração dos meus filhos

EMEL, Bombeiros e Junta
Mais Câmara Municipal
São origem da marabunta
Numa cidade só de mal

Onde o bem era o preceito
Sardinheiras na varanda
Agora queimam a eito
A vida de quem cá anda

19 thoughts on “Balada triste do Bairro Alto”

  1. Só um dilúvio é que resolveria a situação do bairro Alto e do país mas, não haverá 2º. dilúvio:

    Outro dilúvio não há,
    não que Deus seja porreiro,
    mas o motivo será:
    foi inútil o primeiro!

    Realmente não precisávamos de baladas tristes. Já nos chegava o governo. Mas isso passa:

    A vida são desenganos,
    são tragédias, são horrores,
    e os primeiros cem anos
    são, por norma, os piores!

    E ainda bem que a EMEL atua aí no Bairro Alto. Eu, pela minha parte, detesto engarrafamentos, a não ser…

    As filas são um tormento,
    gosto livre o caminho,
    p’ra mim engarrafamentos
    só se forem os de vinho!

  2. Estás enganado. A EMEL no Bairro Alto actua muito mal pois distribuiu mais documentos (cartões de acesso) do que ligares disponíveis. Há muito lugares de estacionamento que só por teimosia, estupidez e maldade não são considerados pela EMEL. Há lugares ocupados com estaleiros de obras e a EMEL não se preocupa em ressarcir os moradores com cartão da EMEL que afinal só serve para circular em vez de estacionar – que é o seu nome.

  3. oh rústico! bota a mulher a dormir no sofá e leva o citroen prá cama contigo. até dava jeito ter a limousine à porta do prédio para dar de frosques em caso de incêndio no bairro. podias dedicar essa bimbalhada em forma de verso ao chefe dos sapadores.

  4. Tu de «sapador» não tens nada; mais pareces a outra face do «anonimo», o burro que me tenta chamar rústico que é aquilo que ele começa por ser. Tempo perdido ó falso sapador: tu não és ninguém para classificar o que eu escrevo e também não é isso que está em causa. O que está em causa é que apesar de tudo a EMEL ganhou um prémio no estrangeiro sobre o trânsito nos bairros históricos – foi no «vamos contar mentiras».

  5. oh da treta! lá na benedita tinhas direito a argola à porta para amarrar o burro e agora queres direito de amarração do citroen na marina do bairro alto. entretanto a emel vai ganhando prémios a domésticar energúmenos como tu que estorvam para sentir que existem. se tens dinheiro para o leasing da bagnole tamém deves ter para o parking, ou achas que já vinha incluído no preço do citroen? tás habituado a viver à mama e lá vais berrando por uns biberões de nestum emel, a ver se cola.

  6. oh da benedita! em vez de vociferares os impropérios habituais devias de responder às críticas que te fazem. mas tá bom, oh mau! dessa ervilha só sai cromagnosismo de quem não tem o mínino de inteligência para insultar. pareces o metanos, dás uns peidos e o problema tá resolvido.

  7. Ó Bécula Sapador Joca André, o José Francisco já é casado, por isso deixa lá de seres tão “oferecida e badalhoca”, e desaparece de vez, já que não assumes a tua tromba mal amanhada, porque isso é pedir o impossível, a todos os que moram na Quinta da Cobardia, rua dos Invejosos, lote dos merdosos.

  8. jcfrancisco,

    É normal haver mais cartões de acesso (e, consequentemente, de estacionamento) do que lugares. Acontece assim em toda a cidade. No caso da rua onde tenho residência há 27 lugares disponíveis, mas, nos 19 prédios que lá foram edificados, há mais de 40 autorizações de estacionamento, porque as autorizações não estão condicionadas ao número de lugares disponíveis, mas à quantidade de moradores com direito a estacionar gratuitamente.

    É isso, provavelmente, o que acontece no Bairro Alto, onde as condições de circulação da maior parte das ruas já são tão difíceis, que não se podem ter grandes expectativas no que respeita ao estacionamento.

    Cumprimentos.

  9. jcf tens aqui uma boa e espaçosa alternativa para te mudares e ser feliz. Espaço é coisa que não te vai faltar.

    http://www.youtube.com/watch?v=O_Sm4zD3iUk

    Caso não aceites então tá calinho e detém-te naqueles teus compatriotas que vivem bem pior que tu. Vai mais cedo do que tarde chegar o dia em que “aqueles que não deixam sonhar serão impedidos de dormir”.
    Boa sorte!

  10. Caro senhor Joao Figueiredo – nem provavelmente nem de facto. O nosso problema não é a diferença entre cartões e lugares em cada rua; é no Bairro todo. É um problema criado pela EMEL quando obrigou os moradores a trocarem o velho cartão de morador pelo novo dispositivo – fomos burlados porque anunciaram ser possível estacionar como no passado e só se pode circular. É essa a questão.

  11. tás com muita sorte em poder mostrar a limousine à vizinha do reformado dos ctt, se eu fosse emel ias de bicla, minibus ou táxi. ele é cartões de circulação pró citroen, pró poeta, prá hoover, prós netos e já agora prá catatua escocesa. o director da emel devia ser beatificado por aturar tanto direito ad quirido, mi liga, tá.

  12. anonimo, venho confessar-te qués um regalo pra mim. parto-me a rir contigo, cachopo. melhor que tu só umas boas sopas de cabalo cansado, com binho do bô. se acabares com a balada triste do pateta, desamparo-te a loja. podes crer.
    já pensaste em meter um cadixinho de publicidade nisto? não é por nada, mas esta cena ainda te pode render umas croas. continua quisto vai lindo!

  13. Eh! Pá! Tou chateado comó caraças.
    Então só comentam a poesia do jcfrancisco, aliás, não comentam nada, nem falam nela. Falam é na EMEL e lugares para estacionar.
    Têm que comentar é a poesia dele.
    Ou então comentam a minha que também sou gente embora da província.
    Quanto a lugares, olha, aqui no meu bairro, nicles, batatóides; lugares nem vê-los. E é no cu de Judas.
    Agora queriam lugares no Bairro Alto.
    Em Lisboa anda-se de autocarro, metro, elétrico, barco para Cacilhas, mota, biclas, trotinete, patins em linha, à pata e não chega?

  14. As dificuldades são conhecidas, mas a EMEL não tem o direito de colocar à venda, via Cartão VIVA, mais lugares.
    É que a EMEL fiscaliza de dia, perseguindo o residente pela rodinha de cima do passeio, e à noite, demite-se, instalando-se o regabofe nos acessos ao Bairro Alto.
    A EMEL deveria pura e simplesmente deixar de existir e as suas competências fiscalizadoras regressarem à polícia de onde nunca deveriam ter saído.
    A fiscalização não deve responder a um obscuro “Conselho de Administração”.
    EMEL, vai-te e leva o teu departamento de marketing de volta para o inferno de onde emergiste!

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