Balada do Gato Preto (Caldas da Rainha)

Gato preto a meio da rua
Do Hospital para a Praça
Memória que continua
Infância, estado de graça
Cavacas são mais duras
São macios os beijinhos
Se a festa fica às escuras
Vinho é luz dos caminhos
Taberna do Clementino
É paragem derradeira
Minha terra, meu destino
Eu espero aqui a carreira
Foi lá abaixo à estação
Apanhar a automotora
Nunca falha a ligação
E não se pode ir embora

Caldas na segunda-feira
O pai, a mãe, as crianças
Numa carroça ronceira
São décimas das Finanças
Ou as letras reformadas
No Banco de Portugal
Com colheitas queimadas
Em quinzena de temporal
Altifalante diz a viagem
Segue o desdobramento
Nunca chove na garagem
Quente abrigo de cimento
Gato Preto que resiste
Ao tempo, grande erosão
Mesmo num dia triste
Adoça o meu coração

36 thoughts on “Balada do Gato Preto (Caldas da Rainha)”

  1. letras reformadas no banco de portugal? só tou a ver os teus poemas. tinha muito mais interesse falares da origem do gato preto que da localização errada da cavacaria, mas para isso era necessário que fosses um gajo culto e desses mais para a caixa e menos para a reforma fácil. quem é que está interessado nas memórias de uma infância banal, cheia de trivialidades saloias que nos queres impingir em formato poético, oh pá acorda! dedica-te ò trapo ou à recolha de cartão, que é menos poluente e fazes melhor figura.

  2. muito avançada no tempo essa iluminação pública com energia alcoólica e a martelada … automotóra, prara rimar com … ir embora, do melhor. por mim levavas o prémio revelação porta de retrete dos claras.

  3. infância mal resolvida dum rústico da benedita que gostava de ter sido plantado nas caldas. vê lá se deixas de grunhir insultos e respondes às críticas que te fazem.

  4. Sinhã «ronceira» quer dizer vagarosa, pachorrenta, demorada, lenta. Caro Luis Eme – um abraço! E já viu o parvalhão a bolsar que eu sou da Benedita, o grande camelo…

  5. As minhas não, ó luís eme, as minhas não! Não tenho nada a ver com as «vossas» memórias! O jcfrancisco tá na mema, tadito… Gato preto a atravessar uma rua, ou na praça, dá azar, e é bem certo: é o azar que temos em dar de caras com «poemas» destes! Frases sem nexo, outras para rimar à força, os pés pelas mãos, baralhada dum caneco! É assim: este «estilo» de poesia dá perfeitamente para quem não a sabe escrever. É ou não é, digam lá? Um dia destes vou experimentar. (E sai mais uma carrada de insultos!)

  6. Balada do Burro Azul (Aveiras de Cima)

    Burro azul a meio do beco
    Do Cemitério pró Mercado
    Memória de badameco
    Ó Maria, estou cagado
    Pastéis de nata são doces
    São azedos os limões
    Se à festa tu não fosses
    Eu vinha de lá sem calções
    Taberna do Zé Fernando
    É paragem de fronteira
    Meu amor, eu vou andando
    Não fico à tua beira
    Fui lá acima ao quartel
    Apanhar um manjerico
    Mas se me falta o papel
    Ai aqui é que eu não fico

    Aveiras de Cima ao Domingo
    O tio, a prima, o cachorro
    Este poema é tão lindo
    É melhor que o alho-porro
    São as palavras cortadas
    Num banquinho de cozinha
    Com as alheiras queimadas
    Por tagarelar co’a vizinha
    Altifalante revela sondagem
    Favorável a aldrabões
    E p’ró povo só forragem
    Sem satisfazer precisões
    Burro azul que é tão triste,
    Ao tempo que está por ali
    Um destes tu nunca viste
    Nem na Guiné Konacri

  7. E o palhaço vem da estrebaria com aquela do rústico… e da Benedita… Rústico será o avô torto do palhação, ora essa.

  8. oh poeta da treta! não sabes insultar em verso, pelo menos ias treinando rimas ou cortas-te à desgarrada.

  9. Aprende zézinho, aprende, que o Alfredo (o genuíno) não dura sempre! Sem dúvida muito melhor do que as tuas, estas rimas feitas de um fôlego (acredito!). Com piada suficiente para nos fazer rir… de ti também! Propositadamente com falhas para que entendas o que não consegues atingir. Dizes tu: «É de fugir…Safa»???!!! Quem te dera a ti! Compara lá os dois «poemas». Quécachas, pá? Gostaste mais do Alfredo, foi ou não foi? Eu já sabia!

  10. Ao ler um poema destes, com esta intensidade e com uma exemplar conciliação do domínio vocabular com o domínio versificatório, sem uma subjugação à métrica mas antes à fluidez do texto e do embalo lírico, só uma cavalgadura não percebe que estamos perante um dos maiores poetas portugueses contemporâneos e que só o gosto pela mediocridade faz com que não tenha o devido mérito e projecção. Infelizmente o excesso de prosopopeia de que a literatura actual está contaminada e intoxicada não permite que um vulto como José do Carmo Francisco figure entre as presenças regulares na imprensa cultural e até mesmo na publicação em livro, pois as casas editoras da actualidade só apostam em géneros de consumo imediato e largo proveito económico, mesmo que se esgotem dois dias depois na sua inanidade.

  11. O Sr. Amêndoa é muito injusto ao circunscrever a grandiosidade do nosso bom JCF aos “poetas portugueses contemporâneos”. Devia antes referir-se a ele como um dos maiores escritores universais de sempre. Provavelmente não é tão bom como Dante, Camões, Shakespere ou Cervantes, mas tem ainda uma vida inteira pela frente.

  12. Olha o zézinho mascarado de Alberto Amêndoa! E já não é a primeira vez…Que desgraça, esta graça! Só quem te lê é que sabe, meu! Só tu mesmo para te candidatares ao próximo Nobel! Nem calculas a risota que vai por aqui. Vestidinho de amêndoa és melhor do que a insultar. Pelo menos, em vez de causares uma certa repulsa e, até, uma certa pena, textos «à amêndoa» são muito mais salutares: rir faz bem ao fígado, sabias? Sempre me saíste um grande ingénuo… Pensavas que pegava, não?

  13. Tu além de burro e miserável, és um grande porcalhão. Insistes numa provocação absurda pois sabes que eu desde sempre não uso outro nome além do meu e sabes também que podes identificar o nick. É preciso ser muito inferior, muito bandido, muito charolês, para aparecer com esta treta. Vai morrer longe, porcalhão!

  14. já saiu de uma assentada: só há esta, só de mim.:-)

    garrafas de vidro que partem
    nesta rua, aqui e além,
    por onde se avista ao passar
    pela berma do passeio
    palavras que são de ninguém.
    zezinho, homem de letras,
    de memórias de infante
    ninguém o faz calar:
    nem o porco – ora elefante.
    nem a maria dos arroios,
    que ao longe solta uns poios,
    nem o feijão que é andante –
    conseguem perante o poeta,
    nesta rua, aqui e além,
    deixar que a inveja perneta
    alcance o choro de alguém.
    risos, risotas e guinchos
    são os patins deles, sonho,
    que a rua da inveja oferece
    ao anónimo e ao tonho.
    e a mim, sinhã, que sou dos céus
    oferece um chá bem quentinho
    de letras com cheiro de vida,
    de metáforas e de canção –
    ou vinte linhas, desalinho,
    onde faço, em cor, piqueniques:
    com verdes e frescos e sol
    e nem preciso de vinho.

  15. Lembras-te Sinhã de um tresmalhado que quando surgiu a «Vinte Linhas 500» escreveu «agora vai-te embora!». Ele desapareceu e nós ainda cá andamos…

  16. Como é que sabes que «ele» desapareceu???!!! Continuas ingénuo, pá! Olha, e para a próxima, mascára-te de «folar» em vez de «amêndoa». Também é proprio da Páscoa e talvez te assente melhor. Condiz com as foleiradas que escreves e a que chamas «poemas»! Pois, e tu ainda aí estás. Pior, para quem gosta de poesia. Aliás, a tua colaboração «poética» não dignifica em nada um blog de qualidade como o aspirina…

  17. Já que és tão esperto vai lá ver ao «Vinte Linhas 500» o nome do comentador que me queria ver a ir embora. Vai lá e depois diz onde é que ele tem aparecido, grande parvalhão! Tu, cavalgadura abjecta que nunca mais morre…

  18. oh poeta da treta! o burro azul está difícil de digerir? vê lá se respondes ao que te perguntam ou às críticas que te fazem em vez de insultares & pintelhares. já reparaste que tirando a abécula e os auto-elogios dos nicks que falsificas toda a gente diz mal de ti e do que escreves, escusas de argumentar com os prémios polaroid & galardões bébé nestlé que te foram atribuídos no prec a título de passagem administrativa, tipo tomá-lá-e-desampara. ganha juízo meu! aprende a pensar e depois se te sobrar tempo aprende a escrever que nunca é tarde para começar.

  19. Foi isso que o teus, de quem tanto falas nos textos que escreves, te ensinaram?! Foi isso que aprendeste, lá pelos recônditos da tua infância, que recordas, constantemente, nos teus discursos de saudade, de familiares, amigos e conhecidos? De paisagens, de nomes, de recordações que apregoas? Desejar a morte de alguém que nem conheces?! É preciso não ter vergonha, nem escrúpulos, nem remorsos, pá! A morte não se deseja a ninguém: é pecado, E falas tu de padres, sacritãos, da igreja e das capelinhas?! És louco, meu, completamente louco! Aqui ninguém te ofende. Ninguém escreve palavrões. Apenas chamam a tua atenção para o mau contributo que dás à Poesia, tendo em consideração a tua enorme prosápia. Fosses tu mais humilde, já o escrevi aqui várias vezes, não passavas pela vergonha dos comentários que te fazem. Quem te dá palmadinhas nas costas são sempre os mesmos três, mais ninguém. Estou a perder o meu tempo contigo, mas sempre te digo que, segundo o povo, «a praga rogada cai sempre na pessoa que a profere». Não tens medo, pá? Mesmo assim, que tenhas de vida os anos que desejares.

  20. de facto não se deseja a morte a ninguém, nem mesmo a cobardes que só são capazes de dizer o que dizem debaixo do anonimato.

    nem me admirava nada que alguns deles quando encontram o JCF na rua, sejam capazes de dizer que gostaram muito desta ou de outra balada aqui publicadas.

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