Balada do coletinho

Toma lá colchetes de ouro

Aperta o teu coletinho

O teu peito é um tesouro

Envolvido em carinho

No coletinho vermelho

Que te defende do frio

É que eu vejo ao espelho

A luz em reflexo do rio

Há nos colchetes dourados

Do teu coletinho vestido

Um calor com dois lados

Que faz o frio um vencido

Não me canso na procura

Duma razão ou verdade

Num colete de ternura

Dou o teu nome à cidade

Num bulício de afazeres

E numa intensa corrida

Nas janelas das mulheres

É que a cidade tem vida

São janelas, são sorrisos

E portas do mundo aberto

Todos os sonhos precisos

Vão no teu passo ou perto

Entre as ruas e desgraças

Onde ninguém vai sozinho

Morre o frio quando passas

Dentro do teu coletinho

Quando chega o fim do dia

O teu colete é imagem

Nos colchetes de alegria

Faz a luz da carruagem

Da cidade ao regresso

Nos minutos do caminho

Ouve bem o que te peço

Aperta o teu coletinho

27 thoughts on “Balada do coletinho”

  1. Tava a ver que esse coletinho chegava à braguilha. Não está mau, nem fica mal, não senhor. Pelo menos arranca-nos o sorriso que já estava meio morto depois dos desastres anunciados pelo Carlos Santos e o Valupi. Não te esqueças de passar pelo tal alfarrabista amanhã ….

  2. Se arrancou um sorriso já valeu a pena. Mesmo que seja só um leitor já vale a pena ter escrito o poema. Dantes quando um jogador chegava à Académica e começava a jogar bem dizia-se «pegou de Estaca!». Escolheste um «nome» do baril – pelo menos em Coimbra. Termino com um sincero «bem haja».

  3. Marceneiro, isso sim. Põe aí a letra dos Colchetes d’ouro, para que se possa ver o tema que glosas. E para se poder ler uma grande letra!

  4. Carlitos Way or THe Yellow Brick Road to the Br(onco) Hospital:

    “Durante décadas a prova (de que o tabaco causa o cancro do pulmão) não existia mas a correlação estava lá. E parece, advogo eu, que foi melhor agir com base na correlação e prevenir diversos casos fatais, do que só agir depois da prova científica”.

    Exactamente a filosofia da prisão preventiva que animou Salazar (com Peniche e Caxias) e Bush (com Guantanamo).

    Ou, como o cancro da próstata está a ficar à cabeça da Liga Canceral, vamos lá a saber, senhores detentores das provas científicas, quem é que anda por aí a fumar com a cabeça do carvalho sem lhes dizer nada.

  5. Não querias mais nada nique com as tuas niquices. Então tem algum valor copiar um texto por muito belo que seja ? O que tem valor é homenagear esse texto com um outro que o reelabora noutras circunstancias e noutro registo. Agora copiar não lembra ao diabo. Cópias era na 2ª classe…

  6. está bem giro é um poema da Primavera, tudo aos saltinhos,

    eu não sabia que os ouriços cacheiros vêm ter com as pessoas como se fossem um carro de pysta e param ali na bota,

    depois querem festas

  7. ugh, eu não. Já agora a resposta do Loução,

    triste mesmo é constatar como a democracia pariu este estado de coisas, nem falo da retórica falo do real real. E não sei como isso pode mudar.

  8. Então aprende mais esta, que o “nique” te oferece de graça: quando se usa as palavras de alguém (vulgo citação) é regra fazer-se-lhe a vénia da praxe, a não ser que o texto citado seja conhecido de todos. Tu até sabes escrever “homenagens a homenagens” a não sei quê e a não sei quem, mas desta vez esqueceste o dever da vénia. Podia ter sido uma nota no fim, não precisava de ser no título.

    Prefiro mil vezes a letra do Marceneiro, que não ganhou nenhum prémio em vida nem nunca fez parte de júris literários.

  9. Escusas de vir com essas tretas porque não vais a lado nenhum. É claro que poderia ter feito um «itálico» dos dois primerios versos mas o universo de leitores é qualificado e isso poderá acontecer se o poema sair em livro. Mas quanto a lições já devias saber: não importo de as receber mas só de quem sabe mais do que eu…

  10. Convencidão me saíste. A única coisa que se aproveita no teu poema é o que pertence ao Alfredo Marceneiro. O resto são variações de segunda.

    Põe lá o nome do fadista a quem foste buscar os versos. Itálico não chegaria (se lá estivesse!) porque indicaria citação, não indicaria a procedência. Afinal fazes muito pior do que aquele escritor a quem tanto criticas por ter apagado uma dedicatória. Apagas uma autoria.

    Costumas puxar pelos galões de teres começado a trabalhar cedo, mas olha que o Alfredo Duarte começou muito antes de ti. Abandonou a escola primária para contribuir para o sustento da mãe e dos irmãos. E nunca trabalhou em bancos.

  11. Tu não tens nem biografia nem bibliografia para me falares dessa maneira. Bateste à porta errada. Às vezes brincava com as «niquices» por uma questão de respeito ao auditório mas desta vez foste longe, demasiado longe. Não estou para te aturar as caturrices e já expliquei uma vez que se o poema sair em livro terá a indicação correcta. Esta publicação é apenas uma primeira publicação; o blog não é um livro nem uma tese de mestrado. Não há pachorra…

  12. Eu é que não tenho mais pachorra para ti, vate peneiroso e narcísico, nem para a tua poesia. Isso de puxares pela “biografia e bibliografia” para me tentares meter a rolha, é caricato. O Aspirina okupado por ti não tem interesse.

  13. Mas tu não és ninguém para decidir o que tem ou não tem interesse… É aí que bate o ponto. Não vá o sapateiro além da chinela.

  14. Além do mais nem tu nem ninguém sabe se o conheço os verso pelo Alfredo Marceneiro ou pela parte dos Trovante que divulgaram os mesmos numa canção que incluía versos de António Aleixo… Foste maldoso ao falar em abuso da minha parte sem saberes como eu tinha lá chegado.

  15. Ó meu nabo, mesmo que eu fosse sapateiro remendão de vão de escada, teria todo o direito de denunciar as tuas surripiadelas.

    Estas discussões contigo já cheiram mal. Ninguém te consegue fazer admitir um erro porque és um convencidão, como se tivesses ganho pelo menos três prémios Nobel.

    Logo tu, que estás sempre a corrigir os outros e a dizer mal de quem invejas ou de quem não gostas por clubismos tolos.

  16. Para mim já nem me interessa que os primeiros versos sejam do Marceneiro ou dos Trovante ou seja lá de quem for. Grave é o que fizeste ó JCF: a usurpação daquilo que os outros escrevem, omitindo a fonte. Principalmente sendo tu o usurpador, o coca-bichinhos que critica tudo e todos. «O que tem valor é homenagear um texto com outro que o reelabore noutras circunstâncias e noutro registo», escreve tu. Duvido que tenha qualquer valor. Ainda assim, apenas se a reelaboração for igual ou superior ao texto escrito. Nunca inferior, como é o caso. Eu não escrevo poesia mas se escrevesse, olha, pá, nem morto assinava um «coletinho» daqueles. O Marceneiro se fosse vivo cantava-te das boas! Os versos são tão maus mas tão mauzinhos, que envergonham quem escreve poesia. Coisa sem nexo, sem coerência, sem métrica, onde as palavras e os versos entram à toa, tão-só para rimar. É jogo sujo. É falta de respeito. Pela Poesia, pelo Alfredo Marceneiro, pelos leitores a quem atiras a merdice que escreves em cima dos joelhos, convencido, na tua insuperável vaidade que estás a escrever uma obra-prima.
    Mas há outra coisa: a forma agressiva, prepotente, arrogante e snob como te diriges aos teus comentadores. «Tu não és ninguém» ou «Não tens biografia nem bibliografia», escreves tu dirigindo-te ao Nik – eu sei que o Nik não precisa que o defendam. E tu, tens isso tudo, pá? Se calhar tens, mas deve ser à conta de muita mesurice, de muito lamberes a mão que te sacode, de muito te agachares ou de muito te pores em bico de pés. Podes ter, pá, mas falta-te educação, carácter, modéstia, bom-senso.
    Aquela tua frase «não tem valor copiar um texto por muito belo que seja» também me ficou cá a moer. Supondo que quem copia põe o nome do seu autor, não devias consentir que os espanhóis copiassem o teu poema, pá! Mais outra das tuas: «um blog não é um livro nem uma tese de mestrado». Pois não, mas é um sítio onde os textos são lidos e levam a assinatura de quem os escreve, ó convencido! A única coisa acertada que dizes é esta: «Não há pachorra». Realmente, não há, para te aturar mais à tua vaidade que te faz mais cego do que uma toupeira, pá. E mais vaidoso do que um pavão… sem penas na cauda para mostrar!

  17. Tás na cópia outra vez, pá? Voltaste à graça (?) infantil do «til», repetida do teu outro comentário! Não és capaz de ir mais longe na tua argumentação só um bocadinho? Não te agrada a verdade, né? Os meus «arrotos» não são mesmo de enjôo, são de «vómito», como bem dizes, perante a tua vaidade e continuação de arrogância barata, mesquinha e maldosa. Não combates os meus argumentos com outros argumentos. Não podes e não sabes. Por isso a tua resposta é tão pobrezinha, pá! Mas arrotos, devem ser também os teus: já reparaste que só arrotas postas de pescada, JCF? Já agora, «safa» é a mulher do safado?

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