ATÉ ESSE MOMENTO

Lembrarás então o pai aqui sentado
A máquina de escrever no chão
Os discos na parede entre a luz e o pó

Irão passar talvez muitos anos
Farás promessas que não vais cumprir
E dirás ruas para voltar noutras horas

Será como quem percorre um caminho
Iluminado pela luz do teu olhar
À procura das palavras subterrâneas

Lembrarás então o pai aqui sentado
Um gelado presente do indicativo
E silencioso que não fala – não esquece

Passarás nas tuas mãos um fio
Será talvez a memória das noites
O tempo do leite e das fraldas

Será como quem procura descobrir
Nos desenhos (nos cadernos escolares)
Uma outra maneira – a tua outra voz

Lembrarás então o pai aqui sentado
Não como pai mas como anónima pessoa
Surpresa a esperar no céu do outono

Terás nas tuas mãos um retrato
O voo das aves por cima da casa
Como inesperada vírgula do tempo

Será como quem procura fragmentos
Num momento ou talvez num lugar
Na tua idade como um portão aberto

6 thoughts on “ATÉ ESSE MOMENTO”

  1. É tudo absolutamente relativo, aqui como em tudo na vida. Trata-se de uma opinião, apenas. Na poesia não há fita métrica e ainda bem.

  2. Até quando se é amável para com o jcFrancisco, ele se mostra desagradável: «Trata-se de uma opinião, apenas». Portanto, algo sem qualquer importância…É por isso que ninguém tem paciência para lhe gabar um post. Leva logo uma bofetada dada com a arrogância do costume.

  3. Com esse pseudónimo não vais longe – vem logo o Paulo de Carvalho a cantar «Maria vida fria». Não percebes que tu é que és desagradável quando tentas desviar a atenção para os outros. Para fazer um muro é preciso um artista, um pedreiro; para o desfazer basta um coice de burro.

  4. MARIA, repito, MARIA, é simplesmente o nome mais bonito ao cimo da terra. PERCEBEU?

    Você é poeta do quê? Faça aí um poema sobre um caralho empedernido que nunca encontrou o buraco certo para se espreguiçar. E que manda veneno a torto e a direito sobre quem o critica. Ora PORRA!

    A arte não se adquire! Nasce-se com ela! E você não a tem nem alguma vez a terá, por isso, os seus muros, são os muros do pato bravo, que metem infiltrações ao fim de dois anos ou então que pedem obras logo após a inauguração. CHIBA-se.

  5. Porque será que esta grandessíssima besta continua por aqui?! É de marca, o sujeito! O coice deve ser o dele, tá visto! Um merdas que não vale um corno, sempre a mandar vir como se fosse alguém! Fosga-se!

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