Mais duas vítimas da guerra: a memória e o juízo

Eduardo Pitta dá um novo passo na escalada rumo ao desvario total: “o ataque de anteontem matou 54. Mais de metade eram crianças. Quando bombistas suicidas se fazem explodir em autocarros nas cidades de Israel não vejo ninguém preocupado com a curva etária dos passageiros estraçalhados. Por que será?”
A memória e o DN garantem-nos que isto, pura e simplesmente é mentira. Por cá e por essa celerada Europa afora. Mas a realidade nunca interessou muito aos fanáticos, pois não?

PS: de acordo com as estatísticas do B’Tselem, talvez exista uma razão para as vítimas israelitas menores de idade terem menos destaque na imprensa do que as palestinianas: as primeiras foram, de 29/9/2000 a 15/7/2006, 119; as segundas 725. Mas, nos dias que correm, falar de “proporcionalidade” também é sinal de anti-semitismo, eu sei.

42 thoughts on “Mais duas vítimas da guerra: a memória e o juízo”

  1. Luís, eu tinha acabado de, na minha deambulação diária, ler o mesmo exacto Pitta. A porra é que, aos poucos, estes fulanos vão-me afastando duma coisa que me era cara, Israel. Os fanáticos envenenam.

    [E começa a interessar-me muito pouco que Pitta seja um bom comentador literário].

  2. Estimado Fernando,
    Tenho bastante pena, mas está provado que escrever muito bem e ser inteligente não obriga ninguém a ser uma pessoa.
    Acho que o nosso problema é que o Pitta não escreve tão bem como o Celine. Não compensa o suficiente as suas opiniões de carniceiro.

  3. o Nuno Ramos de almeida é um exemplo de tolerância….
    ao irem atrás do artigo e compararem o nºde mortos são tão imbecis como ele

    é que eu tenho uma filha e não sei comparar a dor de 119 contra da de 725
    talvez o Luis me possa explicar
    quanto ao NRA, só me recordo das suas acções de solidariedadecom a ETA…

  4. Sérgio,
    Não se trata, como bem sabe, de comparar dores. Apenas de relembrar aos mais distraídos qual o número de pais que já a sentiram por aqueles lados. Isto a propósito da frequência das tais menções a “curvas etárias”.

  5. Nuno, eu não diria que o Pitta é «carniceiro». Acho-o ainda, tant soit peu, abordável à razão.

    Ou sou eu que não sou capaz de ser mau. O que, reconheço, não é virtude por aí além.

  6. O que o Pitta não quer ver, é que os bombistas suicidas que se fazem explodir matando civis israelitas, pagam com a vida o seu acto terrorista.

    Os TERRORISTAS do exercito de Israel, quando cometem massacres, como o de ontem em Qana, ou no mesmo local em 1996, são louvados pelo Estado de Israel e tornados herois.

    Se Pitta não tivesse metido umas talas como um burro, certamente que se envergonharia do que tem escrito nestes dias.

    E alto lá ,Celine foi um pulha, mas a Viagem Ao Fim da Noite, é uma obra mestra da literatura do seculo XX, o Pitta ao pé dele é um verme .

  7. “E começa a interessar-me muito pouco que Pitta seja um bom comentador literário

    acontece-me o mesmo, em relação a ele e outros idênticos.

    É nestas alturas que se faz a triagem e se torna evidente a necessidade de um limiar mínimo de ética para alguém passar por ser humano.

    E só vim cá para deixar a minha solidariedade com o Fernando Venâncio.

    Até nem sou de esquerda. Tenho mesmo particular embirração com esquerdalhos.

    Felizmente nunca precisei dessas filiações tribais para nada.

  8. Eduardo Pitta mantém a publicação de uma cronologia actualizada sobre a sua actividade (em http://www.eduardopitta.com/cronologia.html).

    Desde 24 de Novembro de 2005, essa cronologia inclui 11 itens, dos quais destaco os seguintes 6:

    “- A 24 de Novembro [de 2005], é entrevistado por Francisco José Viegas no programa Escrita em Dia, da Antena Um.
    – A 24 de Dezembro [de 2005], participa no programa Livro Aberto, da RTP-N [de Francisco José Viegas], juntamente com […]
    – A 21 de Janeiro participa no programa Livro Aberto, da RTP-N [de Francisco José Viegas], juntamente com […]
    – A 21 de Março […] é um dos autores homenageados […] sendo os outros […] Francisco José Viegas […].
    – A 30 de Março, juntamente com […] participa no primeira sessão do ciclo Livros em Desassossego […] na Casa Fernando Pessoa [dirigida por Francisco José Viegas].
    – A 4 de Maio profere, na Casa Fernando Pessoa [dirigida por Francisco José Viegas], uma conferência sobre a poesia de Fernanda de Castro […]”

    É um notável caso de francisco-josé-viegas-dependência.

  9. Quem me parece desvairado é o “Luis em Agosto”. Agora anda a insinuar que 119 mortos tem menos importância que 725 devido à proporcionalidade (só não o diz claramente para que não lhe chamem de anti-semita). São “só” 119, logo não merece muito destaque na imprensa, é o que diz o “Luis em Agosto”.
    Se fosse ao contrário, estar-se-ía a borrifar para a proporcionalidade, arranjaría justificações para as mortes judias. Já agora “Luis em Agosto”, mostre um post, um artigo de opinião ou outra coisa qualquer em que tenha condenado de uma forma clara os atentados realizados por suicidas terroristas e islâmicos contra autocarros ou restaurantes judeus. Mostre se fôr capaz, mostre qualquer coisa em que à frente da pseudo condenação não tenha um “mas” a justificar e a ilibar esses actos. Esse tal de Eduardo Pitta, que não o conheço, pode estar a caminho do desvario total, mas o “Luis em Agosto” já lá está há muito.

  10. O que é que a francisco-josé-viegas-dependência tem a ver com o assunto do post? Aparentemente, nada. Mas, mais prudentemente: depende.

  11. Também para mim Israel foi já “uma coisa que me era cara”, F. Venâncio, mas, convenhamos, não é a primeira vez que os vendedores dão cabo de uma marca. Mesmo quando o produto oferece, em certos aspectos, algumas vantagens em relação à concorrência.

  12. Este jogo lastimoso de anónimos audazes faz-me lembrar os heróis sionistas. Não são terroristas, porque fazem parte dum regimento com registo e cadastro. Dormem num quartel e recebem as munições dum quarteleiro. E largam as bombas dum F16 registado na América.
    Os outros não pertencem a regimento com insígnia e guardam as munições em casa. E quando largam as bombas, é voando sobre as próprias entranhas. Esses, sim, são reconhecida e evidentemente terroristas.
    Que os pariu!

  13. Sérgio:
    Com essas dificuldades na matemática, eu acho que não há explicações que lhe possam valer! Mas isto é só a minha ideia, claro!

  14. Caro Sérgio,
    Vejo com gosto que já percebeu que há mortos dos dois lados, com mais um esforço das meninges vai perceber que é necessário parar a matança.
    Fernando,
    Carniceiro era exegerado, fica “argumentos carniceiros”.

  15. Qual a diferença entre Anonymous e Jagudi? Mas alguém neste mundo sabe quem é o Jagudi? Lastimoso é de facto esse tal de Jagudi pensar que alguém sabe de quem se trata. Sofre do pecado da soberba e da vaidade. Mas que raio de nome “Jagudi”!!!? Mas isso é nome que se tenha? Terá sido um nome posto pela que o pariu? Se sim, foi de mau gosto. Ou se calhar o autor acha que é um nome estiloso. Eu diria que é kitch. Ou então, inventou um nome para também ser um anonymous audaz ao estilo dos heróis sionistas.

  16. Lá está, Anonymous!
    V. acertou no Jagudi, e pode voltar a acertar quando quiser.
    Eu acertei numa sombra entre mil, o que é uma chatice porque todas são iguais. A diferença está aí.
    Ora o que eu queria era acertar no do F16. Se não é o seu caso, eu retiro a bazooka e apresento desculpas, claro. Mas convém pôr a matrícula, saindo à rua.

  17. Segundo o Alarabya – http://www.alarabiya.net/Articles/2006/08/01/26248.htm -, fonte insuspeitadamente não-sionista (lamento para quem não sabe ler árabe), que cita o operacional Ibrahim Al Masry, a egípcia Irmandade Islâmica (organização sunita qutbista e radical que quer transformar o Egipto numa ditadura islâmica teocrática e que é patrocinadora de entidades beneméritas palestinianas como o Hamas) já tem milícias suas a combater ao lado do hizbollah. Bonitos meninos.

  18. “For centuries Indonesia has been known for the open-minded, sometimes freewheeling, interpretation of its dominant religion. That is changing as moderate Muslims find themselves under siege from more orthodox proponents, and as the moderates are hesitant to push back.

    Aceh, where Islam has always been more rigorously observed, is the first of Indonesia’s 33 provinces to put Shariah law onto the books. Special Shariah courts established to mete out punishments have been operating for a year.”

    Pelos vistos, a província indonésia de
    Banda Aceh acaba de abraçar a sharia! Será um retrocesso civilizacional? Será que o problema estará no próprio islão? Bem, isso agora não interessa nada; no fim de contas, vai-se a ver e também é culpa de Israel. Daqui a nada, talvez o TT ou o zundapp expliquem porquê…

    http://www.nytimes.com/2006/08/01/world/asia/01indo.html?hp&ex=1154491200&en=37c2f26e0c5aa539&ei=5094&partner=homepage

  19. O Mal nunca é proporcional ou desproporcional. mas é sempre mal. Dor é dor. guerra é guerra. Porque é que as pessoas arranjam sempre justificações imbecis para se porem de um ou de outro dos lados? As coisas têm que ser pretas ou brancas sempre? Não há cinzento?Temos sempre de tomar partido por um dos lados?
    A morte de inocentes é sempre morte de inocentes, seja de que lado for.O único critério aceitável aqui é do Humanismo, da tolerância, da fraternidade, da repugnância pela violência, venha ela de onde vier.

  20. Tem o manule maria toda a razão!
    O problema é que não são esses os princípios que orientam a política dos que, por ora, mandam no mundo.
    O problema é que todas as sociedades ocidentais (as tais desenvolvidas e democráticas e livres!) organizam há muito tempo o seu bem-estar sobre a miséria alheia.
    O problema é que 5% da população do planeta (os EUA) há muito tempo reserva para si 25% das energias fósseis, que caminham para o esgotamento.
    O problema é que, nesta civilização do petróleo, cada cidadão ocidental vive, em consumo de energia, como se tivesse ao seu serviço a energia de 250 escravos do tempo antigo.
    O problema é que, se todos os habitantes do planeta consumissem o mesmo que consome um americano, tudo isto entrava em colapso.
    O problema é que os bens do planeta são propriedade de todos os seus habitantes, e não apenas dum terço.
    O problema é que os falcões petrolíferos, que puxam os fios do boneco articulado do Bush, estão-se nas tintas para o humanismo e para a morte de inocentes, porque se alimentam dos seus cadáveres.
    O problema é que os sionistas são os seus melhores cães de guarda no médio oriente, para ir mantendo a canalha domesticada.
    O problema é que a américa mantém, como sempre fez onde lhe deu jeito, dinastias e governos corruptos, para desgraça dos seus próprios povos.
    O problema é que a isso só se pode responder com o terrorismo e o desespero suicida de quem não tem outras armas.
    O problema é que isso só abre caminho ao fanatismo e à intolerância mais absurdas.
    O problema é que a américa vai ao Iraque e ao Afeganistão levar “a civilização, a liberdade e a democracia”, (como no séc. passado levou sanguinários a toda a américa latina!) mas não vai à Arábia Saudita e a outros lugares onde a tal democracia está em falta.
    O problema é que o governo da américa se está nas tintas para a dignidade e integridade de todas as crianças palestinas, e de todos os inocentes do Líbano.
    O problema é que todos estes combatentes do terrorismo geram mais terroristas do que os que são capazes de matar, mesmo com tantas bombas inteligentes.
    O problema é que as bombas inteligentes duns acabam a gerar as bombas inteligentes doutros.
    O problema é que o planeta é uma bola onde todos nós temos que viver, brancos, pretos e ruços, e os condomínios fechados são apenas uma ilusão.
    O problema é que não tomar partido por uns nem por outros, já é tomar partido.
    Foi sempre assim.

  21. Nisto da blogosfera, o anonimato não é pecado. Mas a burrice militante, essa já devia merecer multa. Esta criatura julga que eu escrevi que “São ‘só’ 119, logo não merece muito destaque na imprensa”, quando o post era precisamente para provar o oposto: que é e sempre foi dado destaque à morte de crianças israelitas na imprensa europeia, incluindo a portuguesa. Ao contrário do que garantia Eduardo Pitta.
    Quanto ao resto, nada tenho de lhe mostrar. No entanto, sempre lhe digo que o “mas” que abomina é uma das marcas de quem não escolhe o fanatismo como ponto de vista. Por exemplo, posso afirmar que neste conflito um dos lados pratica crimes hediondos mas o outro também. Não há aqui desculpabilização alguma, apenas olhos abertos e a denúncia dos dois lados da barbárie.
    “Nenhum de nós fica indiferente às imagens de mais um atentado suicida contra a população israelita. Crianças desmembradas, sacos cheios de coisas que ainda há pouco eram gente, misérias transmitidas em prime-time que nada pode desculpar.” Já escrevi isto há três anos; e até dando relevo às tal “curva etária” que Pitta garantiu ser por todos ignorada. Agora, convido o anónimo tão certo da sua visão maniqueísta do mundo a entender o mas que se seguia a esta frase…

  22. NRA
    graças a deus que as meninges funcionam e obrigado pelo inccentivo

    o prblema é que eu não me lembro de um unico artigo seu a criticar os ataques a israel
    deve ser qualquer coisa na meninge

  23. Pitta é nome de galináceo, e a inteligencia pelos visto é a mesma.

    Bem visto essa do Pitta pagar favores ao Viegas, ao publicar artigos com a defesa descabelada de actos terroristas do exercito de Israel.

    Eu julgo que estão bem um para o outro……

    Escritores mediocres, cidadãos pouco recomendáveis, defensores do terrorismo de Estado.

    Em suma MARRANOS….

  24. Quanto à minha burrice, a criaturazinha que dá pelo nome de “Luis em Agosto” não sabe se é militante ou não porque não me conhece, não sabe o que penso, não conhece a minha cultura, não conhece a minha escolaridade nem sabe o que faço na vida. Logo também não sabe se tenho ou não uma visão maniqueísta da vida, da sociedade e do mundo em geral. E é assim que eu quero que as coisas continuem.

    Agora quanto ao “Luis em Agosto” e porque ele se dá a conhecer e porque eu leio o que ele esctreve, poderei afirmar com mais segurança do que ele relativamente a mim, que a sua idiotia não é militante mas sim genética. Por ser genética, ele não tem culpa nem tem de pagar multa. Ele não tem culpa!!!

    O “Luis em Agosto” também não sabe escrever português porque o que ele escreveu foi:

    “…talvez exista uma razão para as vítimas israelitas menores de idade terem menos destaque na imprensa do que as palestinianas: as primeiras foram, de …., 119; as segundas 725.”.

    Isto é insinuar que 119 mortos tem menos importância que 725 devido à proporcionalidade, logo são “só” 119 e não 725. Se queria dizer outra coisa diferente, tem de primeiro ir aprender a escrever português.

    Quando também escreve que “Quanto ao resto, nada tenho de lhe mostrar.”, em bom partuguês deveria ter escrito “Quanto ao resto, nada tenho para lhe mostrar.”.

    Enquanto me fôr permitido pelo “Luis em Agosto” dono do blog, continuarei a criticar e a questionar o que ele escreve, quando entender que o deva fazer. Nas notas que escrevi anteriormente, retiro as insinuações que fiz relativamente ao desvario do “Luis em Agosto”. No fim de contas, eu não sou o Eduardo Pitta. Não retiro o que escrevi acima.

  25. Caro Anonymous | agosto 2, 2006 01:24 PM,

    Suponha que você é director de um jornal e, num mesmo dia, ocorrem dois acidentes de viação: em resultado de um deles, morrem 20 crianças que seguiam num autocarro escolar, enquanto o segundo provoca a morte dos 2 jovens passageiros de uma motocicleta. Qual das notícias “puxava” para a 1.ª página? E se as 20 crianças fossem árabes e os 2 jovens fossem israelitas, alterava o seu critério?

    Quanto ao bom português: o que Luís Rainha afirma é que não sente obrigação de mostrar mais nada (“Quanto ao resto, nada tenho de lhe mostrar.”), e não que “nada mais tenh[a] para lhe mostrar”.

    Pelo menos quanto a este último ponto, acho que podemos chegar a acordo, até porque nem o “de” é árabe, nem o “para” é israelita…

  26. Beatriz Mendes,

    Eduardo Pitta e Francisco José Viegas não são «escritores medíocres».

    Pitta é um muito interessante observador da coisa literária. Não me convencem os seus gostos literários, mas isso sucede-me com mais gente. (Bom, detestamos os dois o que escreve Rui Nunes, o que me parece inaudito, pois eu julgava-me sozinho no planeta). E escreveu uns contos muito legíveis, «Persona».

    Viegas é um dos nossos grandes romancistas. Para castigo, a Beatriz vai comprar esta tarde um livro dele. «Longe de Manaus», encontra-o aí aos pontapés. E depois falamos. Eu fico contando as horas.

  27. Precisamente, caro Anonymous II,

    Se houver mesmo “uma razão para as vítimas israelitas menores de idade terem menos destaque na imprensa do que as palestinianas”, só poderá ter a ver com o número de vezes que tais tristíssimas ocorrências chegam às redacções. Logo, com o número de notícias publicadas: é uma questão de “destaque na imprensa”, não de “importância”.
    Nada disto evoca hierarquias de sofrimento. Nem 119 é um número a ignorar: uma só criança morta já seria de mais.
    Quanto à burrice do outro anónimo, ficamos conversados.

  28. Caro Anonymous (Agosto 2, 2006 02:49 PM)

    O “Luis em Agosto” não sente obrigação de mostrar mais nada (“Quanto ao resto, nada tenho de lhe mostrar.”) porque não tem mais nada para mostrar para além das notícias do DN e de alguma imprensa europeia. Daí eu ter escrito que a frase certa era “Quanto ao resto, nada tenho para lhe mostrar”. Porque de facto ele não tem nada para mostrar!!!

    Quanto ao português do “Luis em Agosto”, caro Anónimo (Agosto 2, 2006 02:49 PM), convenhamos que deixa muito a desejar. Ele quer dizer uma coisa e escreve de modo a dar a entender o oposto.

    Quanto às notícias a publicar na 1ª página do jornal, caso eu fosse director de um jornal, não sei responder. Não sou jornalista, não sou director de nenhum jornal nem sou dono de nenhuma publicação. Nos meios que frequento não há pessoas da comunicação social daí não saber dizer com segurança, se faria assim ou de outra maneira.

    Quanto à idiotia do “Luis em Agosto” também estamos conversados. É genética daí ele não ser culpado. Não podemos levar muito a peito. Teve azar coitado!!!

  29. Dedicado aos Pittas e Viegas cá do burgo.

    Relatório do Alto Comando das forças armadas do Estado de Israel em missão no Sul do Libano:

    -Os nossos valentes aviadores ,levaram hoje a cabo uma acção com o objectivo de destruirem bases de misseis ,e esconderijos de terroristas que nos ultimos tempos têm, ameaçado as populações de Israel.

    Nas acções , destacamos o ataque a uma aldeia no Sul do Libano, onde foram destruidas 4 casas ( as únicas que ainda estavam de pé)e o galinheiro da avó Leila, onde a única vitima foi uma galinha poedeira a MARRANA , que ficou feita em fricassé.

    A avó Leila uma perigosa Terrorista islâmica de 90 ANOS, escapou mais uma vez, apesar dos esforços desenvolvidos pelos nossos bravos soldados, para a sua captura e eliminação.

    A avó Leila conhecida activista anti-Israel, tem utilizado contra os bravos militares do nosso país, uma arma que se tem revelado devastadora:
    sempre que vê um tanque de Israel , atira-lhe ovos podres, o que além de ser uma falta de educação, deixa os tanques todos sujos e a cheirarem mal.

    Inclusive o tenente Isaac, um patriota nascido nas Berlengas, mas que não hesitou em alistar-se nas nossas forças, já foi atingido em cheio, por um ovo, e ficou com uma forte exaqueca.

    Esta estado maior não pode deixar de lastimar a morte da galinha Marrana , que não era de forma alguma o objectivo desta acção, mas na vespera quer pela rádio quer em panfletos, avisámo-la de que não devia ficar no galinheiro , pois o local iria ser bonbardeado, mas pelo que se sabe a terrorista Leila , obrigou-a a ficar, pois precisava dos ovos , para os seus criminosos actos.

    A grande nação de Israel, não pode estar á mercê, de velhas terroristas como a avó Leila ,e das suas galinhas marranas.

    O ataque de hoje atingiu uma parte dos nossos objectivos, a produtora de ovos já era, agora o próximo passo com a ajuda do Grande Deus de Israel o UNICO, o Verdadeiro, será a DESTRUIÇÂO da terrorista Leila.

    Viva o Grande Israel

    Abaixo as Terroristas Leilas e as galinhas MARRANAS.

    Telavive aos 2 de Agosto de 2006

    O Ministro da Defesa

    Amir Peretz.

  30. Não, Beatriz, continue a ler o seu Tolstoi, claro. Não interrompa. O tal de Viegas, formoso giro seu, pode esperar. Daqui a vinte anos, ainda estará melhor.

  31. Espero que tenha razão…..

    Mas daqui a 5 ou dez anos alguem conhecerá este escritor….

    Talvez sim…

    Talvez não….

    Ou como diz a ETERNA Yourcenar

    O Tempo Esse Grande Escultor……

  32. Só queria chamar a atenção para as frases
    «Nisto da blogosfera, o anonimato não é pecado. Mas a burrice militante, essa já devia merecer multa.»
    Portanto, o Luís Rainha é que sabe e determina o que é ou não “pecado” e, sobretudo, “burrice militante”. Mas vá lá, agora assina.
    Era só isto que eu queria sublinhar. Não quero interromper mais uma discussão tão interessante.

  33. Ó Filipe essa tua preocupação com o anonimato, embora circunstancialmente compreensível, já começa a fartar.

    Já viste por exemplo a sentença do caso Jisberta? Por acaso o Juiz ou Delegado do Ministério Público precisaram de usar do anonimato para fazerem o que fizeram*?

    * atendendo ao respeito que ainda me resta pelas instituições abstenho-me de adjectivar tais atitudes num lugar público, como é esta caixa de comentários.

  34. Para este peditório já dei.

    Mas louvo a persistência, e o pundonor com que o Fernando Venancio defende o escritor Viegas.

    É obra….

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