Fucking mas sem leite

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Ao longo de quinhentas e tal páginas, que parecem mais de mil, José Rodrigues dos Santos “escreveu” ora (bolas!) algo que, de tão inqualificável, merece um qualquer prémio. Ainda que se invente ad hoc, mas merece. Entre novas versões do giz a arranhar no quadro, como a repetição até à exaustão do termo “Puxa”, assim mesmo, e com ponto de exclamação e tudo, e a invenção de um tipo da CIA, que utiliza, até à dor (do leitor), a expressão “Você é um fucking génio” (o tipo fala em inglês, o autor traduz, mas, vá-se lá saber porquê, o fodendo mantém-se na língua mãe), o autor presenteia-nos com mais uma memorável cena de sexo, desta vez entre o sempre Noronha e uma iraniana chamada Ariana (Iraniana, Ariana, que os gajos não são árabes – o tipo sabe-a toda). Porém, lamentavelmente (tirai-os da chuva), sem leite, que desta o ambiente não é propício a sopas, e, certamente “derivado” à carestia, esta iraniana não parece dá-lo. Mas não temais, que a compra vale a pena da contrapartida pecuniária: na mesma cena do salto para a cueca, há por lá demais sucos com fartura.

Ide.
Ide ler.
(tem uma linda sobrecapa, de resto)

(Este post não foi inspirado em um qualquer esgalhado por esses fucking génios do Blasfémias, que não leio há dois dias. Se por lá houver algo semelhante, é mera coincidência. Cross My Heart…)

19 thoughts on “Fucking mas sem leite”

  1. Na mouche.

    Fiz este post, em parte, de propósito para que TU pudesses dizer isso. E para que eu pudesse, dessa forma, ter a certeza daquilo de que já desconfiava. Que os consideras areia do mesmo saco.

    Mas não por causa das qualidades, ou falta delas, mas porque cometem o pecado de escrever, estando-lhes, sabe-se lá porquê, vedada tal actividade.

    E que mesmo que um deles fosse um grande escritor, sempre seriam “os tais que vieram de onde vieram, vade retro satanás”, mas com a mesma origem, o que não lhes permitiria, jamais, por melhor que fossem, ascender ao superior estatuto de escritor.

    És muito previsível, amigo. Mas, concedo, um fucking génio.

    E da sobrecapa, gostas? ;)

  2. A sobrecapa é obra da minha esforçada empresa, mui obrigado. quanto ao resto, não. A primeira obra deste autor é genial apenas no domínio da comicidade involuntária. Está a anos-luz do MST. Da última, nada li.

    Ca ganda maluco que me saíste: que teria eu contra jornalistas? E ser “escritor” não é superior a coisa nenhuma. “Grande escritor” talvez; mas nenhum deles lá chega.

  3. E porque raio insistes em compará-los? Se o meu último post tivesse sido sobre um outro qualquer escritor de que não gostas, farias tu o 1º comentário que fizeste?

  4. Agradeço o alerta para a nova Obra do José, certamente a próxima aquisição. Não será fácil superar esse marco literário que foi a sopa de leite nórdico. Linhas que, por si só, garantem-lhe um lugar entre os eternos e que tanto contribuíram para a vida sexual lá de casa. Zé, se me lês, o meu muito obrigado.

  5. Eu encontro um traço comum na produção cultural dos retornados – deve ter a ver com a educação: 1. São capazes de tudo para ganhar dinheiro; 2. Têm a mania dos sincretismos – que é o impulso que culmina no definhamento cerebral.

  6. Não te palpita, já o googlaste, mas foi. Encontrei sim, de qualquer forma, dá para tirar de letra.

    Duas entradas para cefalonomancia e uma porrada delas para cefalomancia.

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